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quarta-feira, 24 de abril de 2019

A Pia de Bronze: lugar da purificação

INTRODUÇÃO

Acerca da lição que precisamos aplicar para a nossa vida espiritual, é preciso aprender que o Tabernáculo é um dos maiores tipos de Cristo no Antigo Testamento. A Pia de Bronze e todos os demais mobiliários, sacerdócio e culto, apontam em cada detalhe para o Senhor Jesus. A tipologia nos leva para a grande revelação que o Espírito Santo ao apóstolo João quanto a especificação de que Jesus era o Verbo divino que se fez carne e fixou seu tabernáculo entre nós, isto é, "habitou entre nós" (João 1.1, 14).

Gramaticalmente, o verbo "habitou" aparece no grego do Novo Testamento como "eskenosen" que, literalmente, significa "levantou a tenda" ou "acampou sob a tenda", em outras palavras significa que o Verbo divino se fez homem entre nós. Assim como na Arca da Aliança repousava a shekinah divina, ou seja, a presença de Deus, da mesma forma Deus revelou o seu Filho como Emanuel, que significa "Deus conosco", o qual estabeleceu a sua Tabernáculo entre nós.

O Tabernáculo e a Pia de Bronze. Blog Belverede. Eliseu Antonio Gomes. https://belverede.blogspot.com.br

I - A PIA DE BRONZE: A IMPORTÂNCIA DA SANTIDADE

1. A pia de bronze e a água (Êxodo 30.18-21).

A pia de bronze ficava entre a tenda da congregação e o altar, onde os sacrifícios eram queimados. O seu fundo era polido habilidosamente e refletia tal qual o reflexo de um espelho, sendo possível ao sacerdote ver o rosto na água. Servia para as purificações rituais, sem a qual ninguém podia se aproximar de Deus. Ao usar o utensílio, no qual continha a água purificadora, o sacerdote se consagrava com o objetivo de prestar seu serviço cerimonial a Deus. Foi confeccionada a partir dos espelhos das mulheres hebreias, ofertados por elas exclusivamente para esta finalidade (Êxodo.38.8).

A Pia de Bronze simboliza a santidade, a purificação e o juízo. Aponta para a necessidade de o cristão viver a vida cristã buscando a santidade completa, incentiva a cada um de nós a buscar se parecer cada dia mais com Jesus Cristo, o nosso Mestre. O cristianismo é um estilo de vida não criado por filosofia humana, mas pelo próprio Cristo. Viver como cristão implica em estar em santidade, tem como consequência a necessidade de renunciar ao pecado, passar pela mortificação dos desejos da carne e anelar pela presença de Deus.

Quando morremos para nós mesmos e para o mundo, então o Espírito de Deus nos guia. Falando sobre a ação do Espírito, Jesus disse: "Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva" (João 7.38). O apóstolo Paulo referiu-se à terceira pessoa da Trindade com estas palavras: "Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus" (Romanos 8.14). Segundo estas declarações, quando somos guiados pelo Espírito Santo, somos levados pelo rio de Deus. Não fazemos resistência, nos entregamos à direção do Espírito, que, como um poderoso e caudaloso rio, nos conduz para dentro da soberana vontade divina.

2. Os sacerdotes e a santidade (Êxodo 30.20).

No Antigo Testamento, Arão e seus descendentes foram separados para servirem como oficiantes no culto realizado no Tabernáculo e depois no Templo. Além dos sacerdotes,  os utensílios de culto e os sacrifícios eram santificados (Êxodo 30.25-29; 28.38). O sacerdote era mediador entre Deus e o povo, oferecendo sacrifícios e orando em seu favor (Êxodo 28-29; Levítico  21.6-8; 1 Crônicas 24). Antes de Arão já havia sacerdotes (Hebreus 7.1-3).

A narrativa sobre a ordenação de sacerdotes (Êxodo 29.1-37) mostram como era importante a função do sacerdote na religião de Israel. O Autor da Carta aos Hebreus usa este conteúdo bíblico quando fala de Jesus, o nosso Sumo Sacerdote (Hebreus 8-9; 13.10-12).

As palavras do Antigo Testamento que se traduzem por "santificação", "santificar" e "santo" implicam separação. O fato fundamental, indicado pelo uso dessas palavras, e a santidade do próprio Deus. Ele é santo, o Santo de Israel (2 Reis 19.22; Salmos 71.22; Isaías 1.4) e requer a santidade de todos os que são dEle (Levítico 11.44, 45; 19.2; 21.8; Josué 24.19; Salmos 22.3; Isaías 6.3). Assim, todas as pessoas e coisas associadas com o Santíssimo Deus  são separadas para o seu serviço e adquirem uma relativa santidade.

Todos os cristãos são sacerdotes da Nova Aliança (1 Pedro 2.5, 9; Apocalipse 1.6; 5.10).

Não é possível haver verdadeira comunhão com Deus se a santidade pessoal não for diligentemente mantida. A pureza está intrinsecamente ligada a adoração cúltica (Hebreus 12.14; 1 Tessalonicenses 5.23).  

3. A santidade para a vida (Êxodo 30.21).

A santidade é atributo de Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), pelo qual é moralmente puro e perfeito, separado e acima do que é mau e imperfeito (Êxodo 15.11; Salmo 29.2; Hebreus 12.10). É a qualidade do membro do povo de Deus que o faz a não seguir os maus costumes deste mundo, a pertencer somente a Deus e a ser completamente fiel ao Senhor (1 Tessalonicenses 3;13).

Referida a pessoas, a santificação tem sentido triplo. Em primeiro lugar, o crente é separado para a redenção (Hebreus 10.9, 10); em segundo lugar, em experiência, o crente é santificado pela Obra do Espírito Santo mediante às Escrituras (João 17.17; 2 Corintios 3.18; Efésios 5.25, 26; 1 Tessalonicenses 5.23, 26), e, em terceiro, em consumação, o crente aguarda a completa santificação na vinda do Senhor (Efésios 2.27; 1 João 3.2).

Réplica do Tabernáculo na região do Neguev, Israel. Blog Belverede. Eliseu Antonio Gomes. https://belverede.blogspot.com.br

II. A PIA DE BRONZE: O LUGAR DA LIMPEZA

1. A pia de bronze (cobre) entre o Altar e o Holocausto.

A simbologia da Pia de Bronze nos convida a fazer um exame de consciência, a considerar se temos ou não um estilo de vida de pureza: da alma, do corpo e do espírito. É preciso levar em conta o juízo de Deus sobre o pecado. Somos servos de Jesus, portanto, precisamos viver a santidade de modo progressivo. Somos propriedade de Deus, se pertencemos a Ele, que é santo, devemos viver de modo santo.

A Palavra de Deus diz que o crente é chamado para viver uma vida pura. Uma vez que fomos reconciliados com Deus através do sacrifício vicário do Cordeiro, é preciso viver de maneira santa em sua presença. À luz da Pia de Bronze nos conscientiza da pureza espiritual que Deus requer de cada um de nós.

2. A lavagem na Bacia de Bronze.

Nada era feito feito casualmente no santuário. A bacia, ou pia de bronze, era usada como lavatório para os sacerdotes cerimonialmente lavarem suas mãos e pés antes de entrarem no Santo Lugar . Lavar os pés e as mãos era obrigatório antes de envolver-se nos deveres sacerdotais. A seriedade de estar cerimonialmente purificado é vista na advertência de morte caso essa lavagem fosse negligenciada (Êxodo 30.17).

Mãos asseadas remetem à necessidade do ministério íntegro; tudo o que o sacerdote tocava era limpo e não poderia ser contaminado. Pés asseados significam os lugares por onde os sacerdotes caminhavam; a limpeza fala sobre a constância em servir a Deus em santidade.

Podemos concluir que a água representa o elemento de higienização espiritual do cristão, limpeza que acontece através da prática da Palavra de Deus (João 15.3).

A graça salvífica de Deus "ensina-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" (Tito 2.12-14). "Bem-aventurada" (grego: makarian) implica numa plenitude de bênção, felicidade e alegria mediante o favor gracioso e imerecido de Deus. Embora nós, como crentes, recebamos bênçãos agora, há muito mais a ser recebido no futuro

3. A Pia de Bronze e o caráter de juízo.

Os metais do Tabernáculo são muito expressivos. O bronze foi empregado onde se precisava de força excepcional e a resistência ao calor eram importantes. Seguindo a ordem de entrada do pátio para o Lugar Santíssimo, encontramos as colunas revestidas de bronze e com suas bases de bronze, o grande altar todo revestido de bronze, situado logo após a porta do Tabernáculo e a pia, ou lavatório, de bronze maciço. As passagens bíblicas de Êxodo 27.17; Números 21.9; Jeremias 1.18; 6.28; 1 Coríntios 13.1; 2 Coríntios 5.21, indicam esse metal como o tipo de julgamento, de juízo. E o bronze, no Tabernáculo, significa o julgamento do pecado. Também todos os cravos, ou pregos, usados nesse Santuário, eram desse mesmo metal e apontavam para a crucificação de Jesus no madeiro do Calvário.

Quando aconteceram os ataques de serpentes abrasadoras e muitos do povo de Israel morriam envenenados, seguindo a orientação de Deus Moisés fez a serpente de bronze e a levantou em uma haste, orientou a todos os que fossem picados que olhassem para ela para não morrerem sob efeito letal das víboras;  somente os hebreus picados que creram na promessa de que escapariam da morte se olhassem para a serpente de bronze, o fitaram os seus olhos nela, sobreviveram. Aquela serpente de metal simbolizava o nosso Salvador. O Novo Testamento usa este episódio como ilustração da morte vicária de Cristo na cruz e da necessidade da fé pessoal para a salvação (Números 21.9; João 3.14-15).

O Tabernáculo e a Pia de Bronze: Lugar da Purificação. Blog Belverede. Eliseu Antonio Gomes. https://belverede.blogspot.com.br

III. DOIS ASPECTOS DO RITO DE LAVAGEM DOS SACERDOTES

1. A lavagem completa.

A Pia de Bronze e a exigência de limpar pés e mãos prefigura a purificação do pecado através do sacrifício de Cristo (Êxodo 30.20; Zacarias 13.1;. 1 Corintios 6.11).

Jesus disse para Nicodemos que ele precisava nascer de novo se quisesse para ver o Reino de Deus (João 3.3). Todas as pessoas precisam experimentar o novo nascimento, que significa abrir o coração ao Espírito Santo e permitir que Ele faça uma operação de mudança interna, somente por meio desse processo o ser humano recebe a capacidade de abandonar o pecado e viver uma nova vida dedicada a Deus. O novo nascimento, ou regeneração espiritual, é o ato de Deus conceder vida eterna ao crente em Cristo. Como resultado, a pessoa torna-se membro da família de Deus e tem o desejo de agradar ao Senhor (Tito 3.5; 1 Pedro 1.23; 2 Corintios 5.17).

A fé no Senhor como Salvador se contrasta com a "justiça segundo as obras" (Habacuque 2.4; Romanos 1.17; Gálatas 3.11; Hebreus 10.38). Tudo quanto não é de fé é pecado (Romanos 14.23; Tito 1.15; Hebreus 11.6). Assim sendo, o pecado, nos crentes ou nos incrédulos, antes e depois da crucificação, é sempre a violação da Lei. A única solução é viver a fé em Cristo, pois Cristo entregou a sua vida no Calvário como o Cordeiro perfeito e sem pecado, para remir o pecador que o recebe como Salvador. Somente em Cristo recebemos condição de viver como santos diante de Deus, pois o sangue vertido na cruz nos santifica de todo pecado (1 João 1.9).

2. A lavagem progressiva e completa.

Apesar de os crentes não viverem debaixo da lei mosaica, ainda existem normas claras, passíveis de serem violadas (João 4.21; 1 João 5.3; os muitos regulamentos nas cartas apostólicas). O ser humano é incapaz de cumprir a Lei, somente o relacionamento com Cristo pode suprir a expiação para apagar o pecado e trazer o poder para viver uma vida segundo a vontade de Deus. O crente que ainda vive pecando de modo habitual necessita urgentemente confessar e decidir abandonar as paixões carnais, precisa se dispor a reiniciar seu compromisso como servo de Cristo.

Na cruz, o Senhor nos santificou diante de Deus de uma vez por todas. Mas cabe a cada cristão aplicar esta santidade em sua vida cotidiana, escolher diariamente viver de acordo com o fruto do Espírito e em rejeição a todas as paixões da carne (Gálatas 5.16-21).

3. Recapitulando verdades importantes.

O propósito da construção do Tabernáculo era proporcionar um lugar onde Deus habitasse entre seu povo. No Tabernáculo Deus se encontrava com os representantes do povo. O Tabernáculo, habitação de Deus, era o centro da vida religiosa, moral e social dos hebreus e ficava sempre no meio da tendas das doze tribos israelitas. Servia como método de preparação aos hebreus, para que eles recebessem a obra sacerdotal do Messias (Hebreus 8.1-2).

À luz do que a Bíblia aborda sobre a simbologia do Tabernáculo, aprendemos que p sangue de Jesus livra o pecador arrependido da pena do pecado (Mateus 20.28; 26.28; 1 Pedro 4.7). A Palavra de Deus nos faz ver quem somos aos olhos de Deus (Tiago 1.22-24). Buscar a lavagem completa, mais a lavagem progressiva e constante são atitudes absolutamente necessárias aos cristãos (João 15.3).

CONCLUSÃO

 O Altar de Sacrifícios é ol ugar onde o pecado é julgado mediante o sangue expiador do sacrifício de Cristo em favor do pecador arrependido; o lavatório é a peça fundamental para que o pecador passe pelo julgamento disciplinatório. Uma vez que passamos pelo Altar de Sacrifícios, podemos exercer nosso sacerdócio real, passar pela Pia de Bronze e sermos lavados pelas águas da purificação por meio de Jesus Cristo. Tal limpeza espiritual é prioridade e de absoluta necessidade. As duas etapas de purificação revelam o quanto Deus é misericordioso e nos quer envolvidos na paz e comunhão que reservou para nós, sem que merecêssemos.

E.A.G.
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Compilação
Dicionário Bíblico Universal, A.R. Buckland e Lukyn Williams, 2ª edição revista e atualizada 2007, página 549, São Paulo/SP (Editora Vida).
Ensinador Cristão, ano 20, número 78, 2º trimestre de 2019, páginas 26, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD).
O Tabernáculo e a Igreja, Abraão de Almeida, páginas 17, 85, Rio de Janeiro/RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD).
Teologia Sistemática - Uma perspectiva pentecostal, editado por Stanley M. Horton, página 150, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD).

Ator Paulo Betti decepciona ao desrespeitar ambiente de culto na Igreja Universal

Paulo Betti como Ed Mort.  Cinema brasileiro 1997  Personagem de Luis Fernando Veríssimo no cinema brasileiro. Blog Belverede. Eliseu Antonio Gomes. https://belverede.blogspot.com.br
Divulgação
Paulo Betti como Ed Mort.
 Cinema brasileiro 1997.
 Personagem de Luis Fernando Veríssimo.
Ator Paulo Betti decepciona admiradores de seu trabalho ao desrespeitar ambiente de culto na Igreja Universal.

Teresina (Piauí); noite de segunda-feira, 22 de abril de 2019: Paulo Betti entra em templo da Igreja Universal do Reino de Deus, mas não com a intenção de adorar ao Senhor, se faz presente no local com a intenção de registrar em filmagem de celular o ambiente de culto. É convidado a desligar o aparelho ou se retirar. Sai do lugar criticando Edir Macedo, o pastor da congregação e o equipamento de som e imagem usados na cerimônia.

As suas próprias palavras são flagrantes de desrespeito aos religiosos na IURD. Suas próprias capturas de imagens - postadas em sua rede social e logo depois apagadas (mas copiadas por internautas antes de deletadas) são um conjunto consistente de demonstração de preconceito contra todos os cristãos evangélicos, mesmo que inconscientemente.

Não é necessário ter muitos neurônios funcionando bem para entender que filmar o momento de culto das pessoas é ação inconveniente. Não faço parte da IURD. Eu me solidarizo com quem seja nesta situação chata que experimentaram. Não gostaria de ter o meu momento devocional atrapalhado dessa maneira.

Betti perguntou: "Por que não posso gravar?"; "Não querem que revelem o quê?"; “Por que não pode? É algo obsceno que acontece ali?”. A resposta é outra pergunta: Pediu permissão para as pessoas cuja imagem você gravou? Se não há permissão delas, não poderia gravar ou veicular a gravação. Vá consultar a Constituição Federal e o Código Civil sobre direito de imagem.

Antes de cometer este ato antipático, Betti deveria se lembrar que o ambiente de uma igreja, principalmente durante o andamento de uma reunião entre o líder religioso e a membresia, por se tratar de uma ação de fé, não deve ser violado. Inclusive, como um cidadão brasileiro que julgamos ser pessoa dotada de informação suficiente para entrar e sair de qualquer local sem criar problemas, jamais deveria esquecer que uma das cláusulas da Constituição Federal protege a expressão de fé do cidadão brasileiro e caracteriza como inviolável o ambiente do culto.

sábado, 20 de abril de 2019

O pedido de socorro que pode trazer libertação

O pedido de socorro que pode salvar você. Belverede. Eliseu Antonio Gomes https://belverede.blogspot.com.br
Uma reflexão sobre o caso da mulher anônima que sofria com um problema de fluxo de sangue.

Vagner Sandoval Marcelino

Quando você precisa de socorro, quem você procura primeiro?

Imagine que você é cardiologista internacionalmente estimado e conceituado e possui um filho adulto. Certo dia seu filho tem a sensação de que os batimentos cardíacos estão mais acelerados e, ao invés de procurá-lo e contar o que está sentindo, ele apressadamente procura um cardiologista que possa atendê-lo rapidamente. Qual o sentimento que você teria perante uma situação como essa? Se sentiria prestigiado ou ignorado? Valorizado ou insignificante? Importante ou desprezado? Ficaria feliz ou triste com este comportamento do seu filho?

Causa tristeza afirmar que na vida real esta história se repete centenas de vezes todos os dias. O pai da história citada é Deus, e o filho, somos nós. Imagine o tamanho da tristeza que Deus deve sentir vendo os seus filhos, ao sentirem a necessidade de serem curados, como primeira alternativa para voltarem a ter saúde, buscarem os recursos da medicina. Acredito que seja importante frisar algo: o objetivo deste artigo não é induzir as pessoas a não usarem os recursos da medicina, a intenção é provocar uma reflexão sobre as vantagens de procurar a Deus em primeiro lugar, quando precisamos reencontrar o estado de saúde. Na verdade, objetivamos provocar uma reflexão sobre as vantagens de procurar a Deus, em primeiro lugar, quando precisamos de socorro.

É vantajoso buscar a Deus em oração, orar e pedir ao pastor da sua igreja orar junto e ungir você assim que um mal lhe acomete. Há prontidão de atendimento, o domínio e poder completo de Jesus Cristo sobre qualquer doença.

Vamos usar um exemplo bíblico para explorar essas vantagens: a Bíblia nos informa no Livro de Marcos, capítulo 5 e versículo 25, que havia um mulher que há 12 anos padecia de um fluxo de sangue e que já havia padecido muito com os médicos e gastado tudo que tinha mas nada havia adiantado. Peço contrário, a situação piora cada vez mais. Porém, certa feita ela escutou que Jesus passaria pela cidade onde ela estava. Ela tomou a decisão de tocar nas vestes dEle. Sabia que, se conseguisse fazer isso, seria curada. E assim aconteceu; ela passou pela grande multidão e conseguiu tocar na orla do vestido de Jesus. No mesmo instante, a virtude que saiu de Cristo a curou.

Note o pronto atendimento nesta situação. Enquanto para acessar as soluções da medicina nós temos que pegar fila nos hospitais, nos consultórios, nos laboratórios e até nas farmácias, com Jesus o atendimento é imediato. Esta mulher só teve o trabalho de chegar perto de Jesus com fé e tocá-lo para ser curada. O mesmo nós podemos fazer a qualquer momento, seja durante, tao entardecer ou anoitecer. Basta buscarmos ao Senhor em oração que Ele imediatamente se apresentará para nos ajudar.

Observe também o domínio e o poder que Jesus tem sobre qualquer doença.A doença da mulher não tinha cura e, por mais que a medicina tenha tentado ajudá-la, todos os esforços foram em vão. O mesmo quadro pode ser observado nos dias de hoje: a medicina continua a ter limitação, não tem capacidade para curar todas as doenças. Porém, para a nossa alegria, Jesus continua com o mesmo poder ilimitado. Ele tem poder para curar todo e qualquer mal. É bem verdade que que não é sempre possível estar ficar imune de todos os males, de doenças, deste mundo, porém é possível estar todo tempo do lado e em contato com o nosso Pai Celestial, o dono do poder, o único que autoridade para eliminar qualquer mal.

Lembre-se, ao adoecer procure sempre em primeiro lugar o melhor, o mais rápido, o mais competente, o mais presente, o mais amoroso, o mais poderoso e o mais respeitado: Jesus Cristo de Nazaré! Além de valorizar, prestigiar, orgulhar e honrar o "médico por excelência que é teu Pai Celestial, a chance de você obter êxito na recuperação da sua saúde será infinita e real!

O poder de Deus prevalece sobre todas as coisas, não apenas sobre qualquer problema. seja ele de ordem espiritual. sentimental, física, material, financeiro, familiar ou judicial. Quando agimos com fé, as portas do Céu se abrem e alcançamos as bênçãos que buscamos, assim como fez a mulher do fluxo de sangue. Infelizmente, muitas vezes, só colocamos a nossa fé realmente em ação após termos esgotamos todos os recursos desse mundo, ou seja, quando a medicina diz que não tem mais jeito, quando o dinheiro se esgota, quando a justiça não resolve. Como seria mais simples e produtivo se a colocássemos em ação logo no primeiro momento.

Voltando a história do filho do cardiologista, citado no primeiro parágrafo, dependendo do problema o médico que ele procurou não teria condições de ajudá-lo e, possivelmente, iria indicar um especialista acima dele, possivelmente o pai dele. Você está diante de um problema? Encurte o caminho, não gaste tempo e dinheiro de modo desnecessário, vá direto ao Pai. Inicie a busca pela resolução do seu problema com o melhor de todos, com aquele que tudo pode, com aquele que é o nosso "refúgio e fortaleza, socorro bem presente na hora da angústia" (Salmos 46.1).

E.A.G.
Jornal IEADI, ano 17, número 180, julho de 2015, Assembleia de Deus Indaiatuba e filiais

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Vejam o que Bill Gates mandou para mim hoje

Bill Gates. Atualização para Windows 7 chega ao fim em 14 de janeiro de 2020. Desenho com lápis. Artista japonês Mazda Mihiro. Blog Belverede. Eliseu Antonio Gomes. https://belverede.blogspot.com.br
Artista japonês: Mazda Mihiro.
Arte feita com lápis. 
O meu computador, amparado por programas de combate aos vírus e malwares existentes no fluxo da Internet, funciona respondendo satisfatoriamente a todas as necessidades que eu tenho na condição de internauta. Não preciso trocar de sistema operativo.Há alguns anos atrás, a Microsoft forçou seus consumidores a deixar de usar o Windows Vista, e agora aparece novamente, com outra dose de licor amargo que ninguém quer beber.

O Altar do Holocausto

INTRODUÇÃO

Moisés recebeu a Lei no cume do Monte Sinai, definição grega para a montanha que os judeus chamam de Horebe e os árabes nomeiam como Montanha de Moisés (Jebel Musa). Quando os hebreus rejeitaram a Deus e adoraram o bezerro de ouro no deserto, Moisés se irou e despedaçou as tábuas de pedra que estavam gravados os Dez Mandamentos. Depois que o povo se arrependeu, Moisés voltou ao topo do Horebe novamente para interceder pelos israelitas, quando Deus renovou a aliança com Israel, deu-lhe uma cópia da Lei e os convidou a ofertar materiais para construir o Tabernáculo. Então, os israelitas deram ouro, prata, cobre, pedras preciosas, joias, lã, tecidos, peles de animais etc. Eles deram tantas coisas que Moisés teve que avisar que não era mais necessário contribuir. 

Os israelitas construíram o Tabernáculo como Deus havia solicitado. Do lado de fora do Tabernáculo ficava o Pátio. Ali havia uma bacia de cobre e um grande altar. Do lado de dentro, ficava uma cortina que dividia o Tabernáculo em dois ambientes. Uma parte se chamava Santo e a outra Santo dos Santos (ou Santíssimo). Dentro do Santo ficava o candelabro de ouro e uma mesa e um altar. E dentro do Santo dos Santos ficava a Arca da Aliança, que era uma caixa feita de madeira e de ouro. O que significa uma aliança? É um pacto, uma promessa especial de paz.

O Tabernáculo e todos os seus utensílios, principalmente a Arca, servia para lembrar os israelitas que eles tinham prometido adorar a Deus e que Deus os abençoaria se permanecessem fiéis ao pacto de adorá-lo como único Deus verdadeiro.

EBD - Escola Bíblica Dominical - Tabernáculo: Símbolo da Obra Redentora de Cristo - 2º trimestre de 2019 | Blog Belverede. Eliseu Antonio Gomes. https://belverede.blogspot.com.br
I. O ALTAR DO HOLOCAUSTO

O termo "holocausto" tem sua origem no idioma hebraico, significa "ascendente", ou "aquilo que sobe". A oferta era consumida pelo fogo, a fumaça do holocausto exalava um cheiro especial que subia para os ares.

1. O Altar do Holocausto (Êxodo 27.1-8; 38.1-7).

O "altar dos holocaustos" era também chamado apenas de "altar", o lugar onde os animais eram imolados em sacrifício para fazer expiação. O sangue vicário do sacrifício era posto nas pontas do altar e derramado à sua base.

O Altar de Bronze (cobre) era o primeiro objeto que se via ao entrar pela Porta do Pátio. Ele fazia parte da liturgia de adoração do povo de Israel e ficava situado fora do santuário, ao ar livre dentro do Pátio, com o objetivo de oferecer sacrifícios a Deus e alcançar o perdão dos pecados. A posição do Altar, que ocupava o primeiro lugar dentro do recinto, indicava que, para chegar-se a Deus no Santuário, os direitos e demandas da perfeita justiça divina precisam ser satisfeitas.

Nesse Altar eram oferecidos holocaustos, que eram ofertas voluntárias que tinham por objetivo alcançar o favor de Deus. O animal era imolado fora do Pátio. Depois de tiradas suas vísceras e a su pele, o animal limpo era trazido e colocado sobre o altar.

2. O modelo do Altar e seus materiais.

O Altar era mais sofisticado do que os altares improvisados ​​usados ​​anteriormente pelos patriarcas. Tinha acabamento em chapas de madeira de acácia, que é bastante resistente à carbonização. Não era ao acaso a escolha do revestimento de placas de bronze por dentro e por fora. Metal precioso, o bronze é um condutor de calor em nível muito baixo, diferente do ouro e da prata cuja condutividade de temperatura alta é muita mais intensidade. Portanto, o bronze é o metal mais apropriado para o ambiente de sacrifícios com fogo. As chapas metálicas protegiam a madeira do calor.

O altar era portátil e leve o suficiente para ser carregado. Tinha anéis ligados a suas extremidades para facilitar a mobilidade. Cajados ou varas cobertas de bronze eram passados ​​pelos anéis, afixados a cada canto para que pudesse ser erguido e transportado quando os israelitas se punham à peregrinação pelo deserto.

A estrutura desse altar era quadrada, com dois metros e cinco centímetros de altura e dois metros e vinte e cinco de lado. Um altar com dimensões pequenas quando comparado com o altar imenso do templo de Salomão, construído séculos mais tarde, que tinha 10 metros de lado por 5 de metros de altura (2 Crônicas 4.1).

EBD - Escola Bíblica Dominical - Lições Bíblicas CPAD - 2º Trimestre de 2019 | Blog Belverede. Eliseu Antonio Gomes. https://belverede.blogspot.com.br

II. AS QUATRO PONTAS (CHIFRES DO ALTAR E O SENTIDO DE REDENÇÃO 

Existem simbolismos importantes no modelo estrutural do Altar do Holocausto. Sua representação indica o caminho da salvação para o pecador; os chifres do Altar indicam um símbolo de poder, autoridade e proteção; as quatro pontas do altar trazem um significado de propiciação, substituição, reconciliação e redenção.

1. As Quatro Pontas e a Propiciação. 

Literalmente, Propiciatório significa Lugar da Expiação e referia-se ao trono de Deus entre os querubins. Recebeu este nome porque era o local onde Deus se manifestava para o propósito da expiação (Isaías 6).

O evento da propiciação consistia no objetivo de apaziguar a ira de Deus, a fim de que a sua justiça e a santidade fossem satisfeitas e proporcionassem um perdão eficaz ao pecador.

As pontas tinham formato de chifres, como era comum á maioria dos altares antigos. Tais chifres podem ter representado, no passado, os chifres dos animais oferecidos em sacrifício. Mais tarde passaram a ter a útil função de ganchos aos quais os sacrifícios podiam ser amarrados (Salmos 118.27), ou aos quais criminosos involuntários se agarrassem. 

Uma vez que o altar era "um santuário", uma "cidade refúgio" em miniatura, o réu podia se agarrar a esses chifres, fazendo de si mesmo um sacrifício vivo, devotado ao Todo Poderosos, e assim receber a sua proteção. O Livro de 1 Reis cita dois casos sobre isso: Adonias (1.50), filho de Davi, não aceitando que Salomão sucedesse o pai no trono e percebendo que poderia morrer por cometer traição "pegou das pontas do altar". Joabe (2.28), ao apoiar a rebelião de Adonias, que também percebeu que poderia morrer por cometer traição, "pegou das pontas do altar".

2. As Quatro Pontas e a Substituição.

O altar foi o único lugar onde Deus encontrava-se com o povo de Israel para reconciliação. Um animal limpo e sem defeito era oferecido ali em substituição ao pecador. Por causa da regularidade e frequência com que aconteciam sacrifícios de holocaustos, eles eram chamados de "holocausto contínuo" (Êxodo 29.42). O holocausto sacrificado era totalmente queimado no holocausto, e o cheiro da gordura queimada sobre o altar exalava um cheiro que agradava a Deus; era um "cheiro suave, uma oferta queimada Todo Poderoso (Êxodo 29.18). No Novo Testamento, Jesus Cristo é o Cordeiro substituto que deu a sua vida pelos pecadores de todo o mundo. Ele entregou-se por nós em sacrifício a Deus, fez de si mesmo a oferta pelo pecado, e o seu sangue é o que nos purifica de todo pecado (Efésios 5.2; João 3.16; 1 João 1.7).

O texto em Levítico 16.5-6 fala sobre o Dia da Expiação, o objetivo deste dia e a sua importância na história de Israel. Apesar de haver sacrifícios diários pelo perdão dos pecados, todo israelita sabia que havia a data específica para isso (Levítico 23.27). Neste dia, o sacerdote entreva no lugar santíssimo para fazer expiação pela nação israelita.

A "expiação" é a maneira pela qual Deus providencia o perdão e a reparação do pecado humano por meio de um ato redentor. E todos os atos realizados pelo sumo sacerdote no Dia da Expiação eram apenas uma sombra da expiação definitiva que Cristo realizava em prol de toda a humanidade por meio de sua morte redentora.

Antes de todas as etapas que o sumo sacerdote deveria realizar, ele deveria fazer expiação por si mesmo e por usa família. Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote perfeito e eterno cumpriu todos os atos redentores requerido no Dia da Expiação, ao realizar a mais perfeita e definitiva expiação de todos os nossos pecados (Efésios 1.7; Colossenses 1.13-14; Apocalipse 1.5). Só Jesus Cristo não precisou fazer expiação por si mesmo, pois Ele nunca pecou. Ele fez expiação pelo pecado do povo (Levíticos 16.6; 1 Pedro 2.22; Hebreus 7.22, 27).

3. As Quatro Pontas e a Reconciliação. 

Êxodo 29.1-37 revela o processo de inserção de Arão e seus filhos na obra do sacerdócio. Estes homens, escolhidos para começar o ministério na Tenda da Congregação não poderiam ingressar no ofício sem que Moisés conduzisse uma investidura cerimonial de sete dias, para que estivessem consagrados a Deus (Êxodo 29.4-35; Levítico 8.1-36). A cerimônia consistia em lavagem cerimonial, a colocação de vestes sagradas, unção, oferecimento de sacrifícios em favor deles, cobri-los e aspergi-los, servir a eles como refeição um carneiro consagrado (Levíticos 29.31-33).

As vestes sacerdotais eram compostas de sete peças principais e acompanhadas de outros enfeites (Êxodo 28.4, 42). Em Zacarias 3.1-5, o profeta descreve a importância de os servos de Deus se apresentarem com roupas apropriadas. É necessário aos que exercem papel de liderança religiosa vestirem trajes adequados para ministrar diante do Senhor e de estarem revestidos com vestimentas espirituais apropriadas para não darem motivos ao adversário os acusarem.

4. As Quatro Pontas e a Redenção.

Para pagar os seus pecados, o adorador levava ao sacerdote, voluntariamente, um animal sem defeito, impondo-lhe a mão na cabeça, para manifestar identificação com ele. Depois disso, o sacerdote passava a sacrificar o animal e a queimá-lo por completo, símbolo de dedicação total da pessoa de Deus (Levítico 1).

Em Hebreus 10.12, encontramos a narrativa que faz uma menção especial ao fato de Jesus se "assentar" depois de concluir seus deveres sacerdotais. Os sacerdotes judeus nunca se sentavam; o Tabernáculo e o Templo não tinham assentos. Eles realizavam seu trabalho em pé, um símbolo de que a obra nunca estava terminada. Mas Cristo, tendo finalizado o trabalho de sacerdote em definitivo, por realizar de maneira conclusiva a missão redentora em favor da Humanidade, "assentou-se".

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III. O ALTAR DO HOLOCAUSTO É UMA IMAGEM DO CALVÁRIO

O Altar do Holocausto remonta o sacrifício, a punição do pecado e o lugar da esperança. Isto é, remete ao pecador e sua decisão, como este pecador usará o livre arbítrio. Rejeitará ou aceitará o Cordeiro de Deus, como seu Salvador e Senhor?

1. O lugar do sacrifício. 

A Lei mosaica prescrevia cinco categorias de sacrifícios:
• Holocaustos: ofertas queimadas. Levítico 1.6, 8-13; 8.18-21; 16.24.
Elementos sem defeito. Boi, cordeiro ou ave do sexo masculino (rola ou pombinho para o pobre). 
Finalidade: Ato voluntário de adoração; fazer a expiação de pecado por ignorância em geral; manifestação de total devoção, de compromisso e de completa submissão a Deus.
• As ofertas de grãos ou manjares. Levítico 2; 6.14-23.
Elementos: Flor de farinha, azeite de oliva, incenso, bolos ou obreias (cozidos, assados ou fritos; nada de fermento ou mel), sal. Acompanhava os holocaustos e as ofertas pacíficas, junto com uma libação.
Finalidade: Expressar uma petição individual para que Deus concedesse as bênçãos da aliança, e ato voluntário de adoração em reconhecimento da bondade e da providência de Deus; também representavam a dedicação a Deus dos frutos do trabalho do homem e da mulher. 
• As ofertas de comunhão, às vezes chamadas de "ofertas pacíficas. Levítico 3; 7.11-34.
Elementos: Qualquer animal sem defeito do rebanho; variedade de pães.
Finalidade: Ato voluntário de adoração e expressão de gratidão e comunhão com Deus e o próximo, oferecimento em cumprimento de votos. Tal oferta era acompanhada de uma refeição comunitária, enfatizava a comunhão da aliança; tais ofertantes podiam comer da sua carne, sem sangue, mas não podiam consumir as suas vísceras.
• As ofertas pelo pecado ou ofertas de purificação. (Levítico 4.1-5, 13; e 6.24-30; e 8.14-17; e 16.3-22). 
Elemento: Novilho (no caso do sumo sacerdote e da congregação); bode (no caso do príncipe); cabra ou ovelha (no caso das pessoas do povo); rola ou pombinho (no caso do pobre); décima parte de uma efa de flor de farinha (no caso do muito pobre).
Finalidade: Expiação obrigatória para determinados pecados por ignorância; confissão de pecado; perdão de pecado; purificação da mácula. Faziam a expiação dos pecados involuntários, como os cometidos por negligência e também pela impureza ritual.
• As ofertas pela culpa ou ofertas de reparação. Levítico 5.14 a 6.17; 7.1-6. 
Elementos. Cordeiro ou carneiro.
Propósito: Expiação obrigatória para pecados intencionais cometidos contra "coisas santas" e os mandamentos de Deus. Pecados por ignorância que exigissem restituição; purificação de máculas. Nessas ofertas obrigatórias, estava implícito o aspecto da restituição com 20 por cento de multa. 
2. O lugar da punição do pecado.

O bronze, usado para revestimento do Altar, nas Escrituras está associado ao julgamento de Deus.
• Deuteronômio 28.23: Em consequência de desobediência, o céu de bronze estaria sobre as cabeças dos israelitas. 
• Números 21.9 revela que Moisés, sob a orientação de Deus, esculpiu uma serpente de bronze, para que os israelitas mordidos por cobra fossem curados de envenenamento, para que o efeito do veneno não os matasse bastava a eles olhar para ela. 
• Jó 6.12 e 41.27: Nestas porções bíblicas, o bronze está associado com uma firme resistência, em contraste com a fragilidade do corpo humano. 
Apocalipse 1.15. Na visão que João teve de Jesus glorificado, o apóstolo descreve os pés de Cristo reluzentes, como se fossem de bronze, refinado na fornalha e depois polido. 
3. O lugar da esperança. 

O Altar dos Holocaustos tinha o objetivo de realizar culto ao Deus único e verdadeiro, ao contrário de práticas pagãs que as nações gentias realizavam em colinas, a fim de aplacar a ira dos supostos deuses pagãos, durante sessão pagã conhecida como Altos e Lugares Altos. De modo geral, os israelitas eram proibidos por Deus de adorá-lo em locais que se praticava idolatria; havia a orientação para destruir as áreas preparadas para adoração aos falsos deuses, regiões em que povos gentios praticavam imoralidade sexual e faziam sacrifícios de crianças em rituais macabros a fim de aplacar a ira de deuses pagãos (Números 33.52). 

O Altar era o único lugar onde se podiam oferecer todos os sacrifícios a Deus. Ficava do lado leste do pátio, talvez a meio caminho entre a entrada do Tabernáculo (Êxodo 40.29). Lembrava os israelitas que só podiam se aproximar de Deus pelo lugar de sacrifício. Do mesmo modo como se tomava o sacrifício e colocava-o sobre o altar, Jesus também foi levantado, tipologicamente, no altar do Calvário para redimir a nossa alma (Levítico 1.8, 9; João 3.14, 15; 12.32, 33; Efésios 5.2).

No Altar, dentro do Tabernáculo, executavam-se os cultos ao Deus único e verdadeiro, eram oferecidos todos os dias de manhã e à tarde, o mais comum dos sacrifícios relatados no Antigo Testamento. Apesar de o Altar do Holocausto ser um lugar de sacrifício e punição do pecado, representa um local de esperança. Até os dias de hoje a figura do Altar simboliza disposição de Deus em haver reconciliação com o pecador, por meio do sacrifício vicário da mediação de Jesus Cristo, ao verter seu sangue no Calvário. 

Desde que o pecado rompeu a comunhão de Deus com a Humanidade, Deus tem procurado restaurar este relacionamento. Em certo sentido, a restauração já está concretizada através do ministério da reconciliação empregado por Jesus Cristo (2 Coríntios 5.19). Em outro sentido ainda não se concretizou, porque é necessário falar sobre o Plano da Salvação às almas que ainda não receberam o Cordeiro de Deus como Senhor e Salvador. Tudo é novo apenas para quem já está em Cristo; pois o pecador só é transformado em criatura agradável a Deus quando passa a ter direção e propósito inteiramente novos, deixa de olhar apenas para si e busca servir a Jesus com inteireza de coração (2 Coríntios 5.17, 19).

CONCLUSÃO

Antes de gozar da comunhão com Deus, o cristão deve passar pelo Altar do Holocausto, que é o lugar da manifestação da justiça e do amor divino? Não. Jesus Cristo, o nosso Sumo Sacerdote perfeito e terno cumpriu todos as ações redentoras exigidas, ao realizar a perfeita e conclusiva expiação pelos nossos pecados (Efésios 1.7; Colossenses 1.13-14; Apocalipse 1.5).

Em Hebreus 7.26-27, o escritor da Carta aos Hebreus afirma que Jesus Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, que é "santo, imaculado, separado dos pecadores", que é mais sublime do que os céus, e que não precisava, como os sumos sacerdotes do judaísmo oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente pelos seus próprios pecados e depois pelo pecado do povo, é a propiciação pelos nossos pecados.

E.A.G.

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Compilações:
O Tabernáculo. Símbolos da Obra Redentora de Cristo. Elienai Cabral. Capítulo 4: O Altar de Sacrifícios. 1ª Edição 2019. Bangu, Rio de Janeiro/RJ . Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil (CPAD).
Bíblia de Estudo Vida. 1998, São Paulo-SP (Editora Vida).
Bíblia do Pregador Pentecostal. Erivaldo de Jesus Pinheiro, Edição 2016, Barueri/SP (Sociedade Bíblica do Brasil/SBB).
Bíblia de Estudo Arqueológica. 3ª reimpressão, agosto de 2014, Liberdade, São Paulo/SP (Editora Vida)
Bíblia Missionária de Estudo. Edição 2014. Barueri / SP (Sociedade Bíblica do Brasil/SBB).
Bíblia Sagrada com Enciclopédia Bíblica Ilustrada, Edição 2011, Barueri / SP (Sociedade Bíblica do Brasil/SBB).
Ensinador Cristão. Ano 20, número 78, Abril a Junho de 2019, Bangu, Rio de Janeiro/RJ . Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil (CPAD).
Lições Bíblicas. Professor. Adultos. Elinaldo Renovato. O Tabernáculo, Símbolos da Obra Redentora de Cristo. Lição 4: O Altar do Holocausto. Abril a Junho de 2019. Bangu, Rio de Janeiro/RJ . Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil (CPAD).
Êxodo. Introdução e Comentário - Série Cultura Bíblica. R. Alan Cole. Impressão 2011. Broklin Paulista. São Paulo/SP (Sociedade Religiosa Edições Vida Nova). 

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Bolsonaro: O Exército respira e transpira Democracia e Liberdade

No Dia do Exército, o Presidente Jair Bolsonaro exalta as Forças Armadas. Lembrei de um comentário que escrevi no espaço de comentários de um blog que acompanho há alguns anos.

Hoje, dia 17, o presidente Jair Bolsonaro participou hoje de um evento comemorativo no Quartel-General do Exército, em Brasília, celebrando o Dia do Exército Brasileiro, que ocorre em 19 de abril, quando completará 371 de existência. Em seu discurso, disse uma frase que chama a atenção. Falou: "O Exército respira e transpira Democracia e Liberdade".

Ao tomar conhecimento sobre esta fala, eu me lembrei de um conteúdo que