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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A Bíblia Sagrada e o Obreiro Aprovado

Por Erni Walter Seibert

É evidente que todos esperam que os obreiros manejem bem a Palavra de Deus. O apóstolo Paulo, em sua segunda carta a Timóteo (2.15), dá a recomendação: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade". Mas o que significa manejar bem a Palavra de Deus?

Quando pensamos em manejar, pensamos em usar com um propósito. Deus nos deu sua Palavra com um propósito. Manejar bem a Palavra significa utilizá-la de tal forma que este propósito seja alcançado.

Vamos pensar um pouco sobre isso na prática. Há quem use a Bíblia Sagrada como livro para satisfazer sua curiosidade. A Bíblia tem muitas informações. Quando  as pessoas utilizam a Bíblia para matar sua curiosidade, elas vão atrás destas informações. Alguns, neste afã de matar suas curiosidades, levantam dúvidas sobre a Bíblia de tal maneira que, ao final de tudo, têm mais dúvidas e questões do que no início de sua investigação. Provavelmente não estejam procurando o propósito para o qual a Bíblia foi escrita e não conseguem manejar bem a Palavra de Deus.

Outros estudam a Bíblia apenas para encontrar possíveis contradições, falhas de informações ou dificuldades. Querem, com isso, mostrar que a Bíblia não é um livro digno de confiança e que ela não pode ajudar ninguém. Quem faz este uso da Bíblia, evidentemente, não maneja bem a Palavra de Deus.

A Bíblia Sagrada foi dada por Deus com um propósito. Na segunda carta do apóstolo Paulo a Timóteo, no capítulo 3, versículos 15 e 16, diz: "E, desde menino, você conhece as Escrituras Sagradas, as quais lhe podem dar a sabedoria que leva à salvação, por meio da fé em Cristo Jesus. 16 Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver" (NTLH).

Neste texto, em primeiro lugar, aparece o grande propósito pelo qual Deus nos deu as Escrituras: para nos dar sabedoria que leva à salvação por meio da fé em Jesus Cristo. Manejar bem as Escrituras significa, acima de tudo, encontrar nelas a salvação pela fé em Jesus Cristo. Quando alguém prega, manejando bem as Escrituras, ele leva seus ouvintes a encontrar a salvação em Jesus Cristo, Quando alguém estuda a Bíblia, manejando bem as Escrituras, ele próprio encontra nelas esta mesma salvação.

E o texto de Paulo nos traz detalhes deste manejar das Escrituras: Ensinamos a verdade, condenamos o erro, corrigimos as faltas e ensinamos a maneira certa de viver. Tudo isso iluminado pela salvação que há em Jesus Cristo.

Obreiros podem, por vezes, estar constantemente em contato com as Escrituras e se esquecer destas verdades fundamentais. Aí, seu ministério corre o risco de se tornar vazio, sem sentido, sem objetivo. Por vezes, no afã de buscar sentido para o ministério, as pessoas buscam a solução em técnicas, em novidades longe das Escrituras Sagradas. 

Manejar bem a Palavra de Deus dá sentido para a vida. Manejar bem a Palavra de Deus dá sentido para o trabalho pastoral. Ao longo da história da Igreja, sempre que se viu um avivamento, foi porque as pessoas voltaram a estudar com novo afinco a Palavra de Deus. Manejar bem a Palavra de Deus significa encontrar a salvação e nova vida.

Queira Deus nos dar obreiros, que manejam bem a sua Palavra para que a Igreja. no Brasil e no mundo, seja muito abençoada.

Fonte: Ceifeiros em Chamas, ano 26, setembro / outubro de 2014, página 6, CONFRADESP, (São Paulo / SP) www . ceifeitosemchamas . net . br

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Nota de esclarecimento à população brasileira sobre a liminar deferida em favor da ação popular que requer suspensão e anulação da resolução 001/1999, do Conselho Federal de Psicologia


Brasília(DF), 20 de setembro de 2017.

Os psicólogos, autores da Ação Popular n. 1011189-79.2017.4.01.3400 TRF1-DF, vêm a público esclarecer que têm por objetivo suspender e anular a Resolução 001/1999, do Conselho Federal de Psicologia, a qual estabeleceu normas de atuação para os psicólogos em relação à Orientação Sexual, por ela ferir o patrimônio público, a liberdade científica, o livre exercício da profissão e do direito do consumidor.

O Juiz de Direito Federal, Dr. Waldemar Claudio de Carvalho, concedeu, parcialmente, a solicitação do grupo de psicólogos, para que o CFP não impeça e não puna os profissionais que atenderem pacientes em sofrimentos por orientação sexual egodistônica, uma vez que a referida resolução afronta dispositivos constitucionais, causando prejuízos aos direitos individuais e coletivos, em razão do freio que ela impôs ao desenvolvimento científico, por ser este um patrimônio público, protegido pelo Estado.

O advogado do grupo de psicólogos, Leonardo Loiola Cavalcanti, já peticionou junto à OAB Nacional e do Distrito Federal para que venham intervir, no sentido de que essa instituição cumpra a sua missão institucional (art. 44, Lei 8.906/1994), para resguardar a liberdade científica, o livre exercício da profissão, o direito do consumidor e a preservação do patrimônio público.

Medidas judiciais serão tomadas quanto à disseminação de informações distorcidas, contrárias aos intentos dos profissionais que moveram tal ação e ao que está contida na liminar do magistrado da 14ª Vara Federal, diante da descontextualização do que foi requerido e deferido.

Também serão tomadas medidas judiciais no que diz respeito à ofensa a moral e a dignidade dos autores da ação popular.

 __________

Editor Belverede: Cura gay não existe, porque homossexualidade não é doença. A ação judicial por meio da liminar não tem o objetivo buscar a cura, visa dar liberdade de ajuda profissional aos homossexuais que se sentem incomodados com a sua sexualidade, a qual é denominada egodistônica. Todas as pessoas que desejam o auxílio de um psicólogo não pode ser impedido por ninguém. O Conselho Federal de Psicologia não tem autoridade sobre o livre-arbítrio do cidadão brasileiro.

"Para o juiz Carvalho, tais normas "não ofendem os princípios maiores da Constituição". Mas, "se mal interpretados", podem resultar em que se considere "vedado ao psicólogo realizar qualquer estudo ou atendimento relacionados à orientação ou reorientação sexual", uma vez que a Constituição "garante a liberdade científica bem como a plena realização da dignidade da pessoa humana, inclusive sob o aspecto da sexualidade". Assim, ele não chega a anular a resolução, mas determina que os profissionais possam "estudar ou atender àqueles que voluntariamente venham em busca de orientação acerca de sua sexualidade, sem qualquer forma de censura, preconceito ou discriminação" - El País - Brasil, 20 de setembro de 2017, Felipe Betim.

Veja a íntegra da ata da audiência: Poder Judiciário.

E.A.G.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Casamento e perdão

Por Silmar Coelho

Deus criou o relacionamento conjugal. É uma relação única na experiência humana. Não há nenhum outro relacionamento íntimo e gratificante. O casamento nos obriga a viver com outra pessoa na mais íntima união conhecida na humanidade. Essa intimidade pode ser intimidante. Somos obrigados a revelar o verdadeiro eu, muitas vezes com medo de sermos rejeitados. Uma vez que vencemos o medo da transparência, descobrimos que não existe relação mais maravilhosa e prazerosa. Nessa união divina, temos a oportunidade de perdoar e amar como Deus nos ama.

1. Perdoar é uma escolha

O perdão é a maior prova de amor no casamento. O perdão dá a oportunidade ao outro de ser quem não era ontem. Perdoar liberta tanto o ofensor quanto o ofendido.

Você se lembra da história da prostituta arrependida que banhou os pés de Jesus com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos (Lucas 7.36-50)? Depois que ela realizou este ato de respeito e amor, Jesus contou a história de dois homens que deviam dinheiro ao mesmo credor. Um devia 500 denários, e o outro, apenas 50. A história revela muita coisa. A dívida do primeiro era enorme, impagável, não havia nenhuma possibilidade de ele quitar a dívida. O único meio de o devedor ser livre da dívida era receber o perdão do credor. O credor, graciosamente, tinha que cancelar a dívida. Ao contar a história, Jesus fez a seguinte pergunta: "Qual dos homens será mais agradecido ao credor?" A resposta é óbvia: aquele que foi perdoado da maior quantia. Perdão gera amor na sua forma mais plena. Quem muito é perdoado, muito ama.

2. Devemos perdoar, ainda que os erros sejam repetidos (Mateus 18.19-21)

Perdão generoso, ainda que haja faltas reincidentes, gera amor profundo e duradouro. Perdoar "setenta vezes sete" significa perdoar sempre. No casamento, determinadas infrações serão repetidas - conte com isso!

Alguns casam com uma lista pronta das coisas que seu cônjuge tem ou não de fazer. As exigências podem levar o outro à beira da loucura. Cada um tem os seus hábitos, alguns irritantes que, mesmo depois de casado, são persistentes, não importa o que o outro diga ou faça.

3. Não contabilize erros; perdoe imediatamente (Efésios 4.26-27)

Todo casal deveria ter Efésios 4.26 gravado numa placa bem visível acima da cama: "...não se ponha o sol sobre a vossa ira". Ou, parafraseando: Perdoe ou perca o sono!" A mensagem é dura: não durma até esclarecer udo o que tem prejudicado o seu relacionamento durante o dia.

O fluxo de adrenalina que alimenta a raiva o manterá acordado.

Quem adia o perdão ou deixa de perdoar permite que o coração endureça e permaneça fechado; permite que os afazeres diários impeçam a reconciliação; permite a ação do diabo; não permite os avanços do outro. Quem não conversa e perdoa rapidamente, antes do dia terminar, o faz a longo prazo. Caso contrário, pagará juros altíssimos pela sua teimosia. A sua relutância acaba incomodando o seu cônjuge, que também se recusa a perguntar o que está acontecendo. O outro simplesmente se vira e dorme. Você não entende como o outro não se dá conta do que fez e fica mais zangado. A calma e a cara de pau do outro é irritante. Ao amanhecer, você acorda sentindo-se mal.

A raiva não resolvida se torna um ponto de apoio para o grande destruir de famílias. Ao deixar de lidar com as ofensas, você deixa de agir sobre um princípio divino para agir sobre um princípio satânico.

4. O perdão sara, fortalece e amadurece a união conjugal

O casamento é diferente de qualquer outro relacionamento. Só no casamento podemos ser forjados numa união física, emocional e espiritual. Falta de perdão perturba a unidade emocional. Pior de tudo, rompe a sua unidade espiritual. Vocês vão parar de ler e a Bíblia e orar juntos ou praticarão as devoções como hipócritas, fingindo estar tudo bem, quando não está.

Paulo nos instrui a examinarmos a nós mesmos antes de celebrarmos a ceia do Senhor (1 Corintios 11.27-29). Esse autoexame inclui os relacionamentos horizontais, em especial a relação do casamento. Se o seu casamento está em desordem, a sua capacidade de desenvolver-se espiritualmente está em perigo.

Leia 1 Pedro 3.1-7. Quando o casal não se compreende e não obedece à Palavra, as suas orações são impedidas. A unidade do casamento depende de cada parceiro. Eles se perdoam continuamente para restabelecer a sua relação única. O ato de perdoar faz o casal experimentar a graça de Deus, ao dar um ao outro o que Deus graciosamente tem dado a cada um.

5. Aprenda a se apaixonar de novo - a arte de manter um bom casamento

Quando você se casou a sua emoção falou mais alto. Tudo culminou com uma lua de mel maravilhosa: romance, paixão, celebração e prazer. Você estava certo que nada poderia ficar entre você e seu cônjuge. O romance manteve as suas emoções alteradas e o amor superou os desentendimentos, a raiva e a dor. Ora, a paixão e o romance eram mais fortes do que as dificuldades.

Está claro o que precisamos fazer? Precisamos manter acesa a chama do amor. O desejo de amar deve ser maior que qualquer desentendimento.

Aprenda a perdoar e a buscar cura emocional. Cuidado para que expectativas irreais do casamento não o façam vulnerável. Não espere o romance; continue como se fosse uma febre - a paixão - mas ela vem a vai. Quem não é capaz de perdoar e renovar o amor fará com que o casamento se torne emocionalmente falido, emocionalmente morto.

Amaioria dos casamentos pode sobreviver a uma grande dose de estresse extremo, mas poucos casamentos sobrevivem à morte emocional. Perdão, reconciliação e luta pela unidade são essenciais para a manutenção de um relacionamento emocional saudável.

6. Confronte com cuidado e carinho

O casamento exige uma relação de responsabilidade diante de Deus e do homem. O desejo de enfrentar um ao outro pode ser a nossa primeira linha de defesa; no entanto, além de afastar um do outro, isso nos afastará de Deus.

Quando um dos cônjuges nota que o outro está negligenciando as disciplinas espirituais, deve motivar a mudança com delicadeza e doçura. nunca use Deus e a Bíblia como marreta. A impaciência e o "pavio curto" são sinais de que a vida espiritual está ficando em segundo plano.

Confronte com sensibilidade e sabedoria (Salmos 51.17; 34.18; Tiago 4.6-10). Não evite a confrontação, quando alguma coisa vai mal precisa ser abordada (Hebreus 3.9-13).Quem ama não permanece em silêncio quando o outro vive em padrão autodestrutivo ou prejudicial à sua família ou à causa de Cristo.

7. A reconciliação é obrigatória

O perdão é necessário em todos os nossos relacionamentos, mas o confronto e a reconciliação dependem das circunstâncias e do agir do Espírito Santo.

Em muitos relacionamentos, pode haver uma lacuna entre o perdão e a reconciliação. Pode haver intervalos naturais de separação. São lacunas do tempo que nos proporcionam a oportunidade de colocar nossas emoções sob controle e passar tempo meditando sobre o assunto para receber o toque do Espírito Santo, que nos levará em direção à reconciliação.

O casamento envolve viver juntos para sempre. 1 Coríntios 7.1-5 nos ensina a vivermos juntos e compartilharmos unidade física juntos regularmente para evitar a tentação, só abstendo-se de união por curtos períodos e apenas para o jejum e oração; e assim mesmo só se os cônjuges estiverem de acordo.

O casamento não é um relacionamento casual; é preciso cultivar uma relação que reflita o tipo de união inquebrável, união de amor que existe entre Cristo e a Igreja (Efésios 5.30-32).

No casamento, a reconciliação significa estar continuamente empenhado em proximidade, união e parceria divina. Haverá ocasiões em que você precisa de espaço para lidar com conflitos interiores, mas tome apenas o tempo suficiente para a questão ser resolvida. Deus ordena que os casais se reconciliem. Faça o que for possível para que seu casamento se mantenha forte e saudável. Siga a verdade, não suas emoções.

Conclusão

Aplicar essas verdades nas escaramuças das crianças é essencial, mas seu impacto é quase nada diante do exemplo como casal. Seus filhos precisam ver que vocês se amam o suficiente para perdoar sempre.

Pastor Silmar Coelho
Ao perdoar, seus filhos terão confiança e segurança para confessar erros e perdoar. A disposição de perdoar seu cônjuge se torna uma âncora estável para o seu lar. Perdão e reconciliação são testados ao máximo entre marido e mulher.

O confronto terá de ser abordado com o máximo cuidado. Não faça questão de estar certo. É a reconciliação que deve ser buscada e alcançada em sua totalidade. Faça o que a Bíblia diz! Confie em Deus e verá quando Ele agir.

Fonte: Renovação da Fé, ano 17, número 69, página 19, julho a setembro de 2017.



sábado, 16 de setembro de 2017

Jornalista Marcelo Rezende morre vítima de câncer


Marcelo Luiz Rezende Fernandes, jornalista, repórter e apresentador de televisão, faleceu na tarde de 16 de setembro, aos 65 anos de idade, no hospital Moriah, na zona sul de  São Paulo de falência múltipla dos órgãos. Ele lutava contra câncer no pâncreas e fígado desde o mês de abril.

O jornalista nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de novembro de 1951, foi casado três vezes, pai de cinco filhos de mães diferentes, era avô de duas netas.

Rezende recebeu o diagnóstico médico em 28 de abril e após isso ainda apresentou três vezes o jornalístico Cidade Alerta. Anunciou que estava doente em rede nacional, numa entrevista ao Domingo Espetacular (Rede Record), no mês de maio, pouco antes de sua internação. Afastou da apresentação e comando do programa semanal Cidade Alerta, que apresentava desde 2012, mas continuou a comunicar-se com seus admiradores via rede social, quando enfatizava sua fé. Ele afirmava crer em Deus, mas não tinha filiação religiosa.

Rezende conquistou o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o diploma de honra ao mérito  do Festival de Filme e Televisão de Nova York;  ganhou duas vezes o prêmio Libero Badaró.

O velório aconteceu na Assembleia Legislativa de São Paulo, a partir das 10 horas do domingo (17). Seu corpo foi transladado em cortejo por um caminhão de bombeiro e sepultado no cemitério de Congonhas (Jardim Marajoara, SP), com a presença de familiares,  muitos amigos e colegas de profissão.

Atualizado: 18 de setembro de 2017, 10h44.

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Bola colorida na areia da praia. By Eliseu Antonio Gomes

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