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sexta-feira, 19 de julho de 2019

A idade do lobo


Por Marco Thomazi

O relacionamento matrimonial passa por várias etapas. Desde o início do casamento até as bodas de ouro o trajeto é longo e desafiador em vários aspectos. Para cada estação, coisas positivas e negativas acontecem e também existem áreas que requerem maior atenção.
Em especial, os casais devem ter cuidado com a chamada "idade do lobo", que representa o período em que a pessoa sai em busca de novas aventuras, assemelhando-se ao lobo que sai para a caça, buscando sua presa. Essa analogia reflete a busca do homem, e também da mulher, por novas experiências.

Este comportamento sobrevém após a criação e a educação dos filhos. A situação ocorre de forma semelhante nos lares: os filhos deixaram o ninho e voaram para ter suas próprias experiências, casando-se ou estudando fora. Esse fato produz um vácuo no coração dos pais, que sentem que há uma lacuna emocional e afetiva a ser preenchida. Quando, entretanto, retornam seus olhos para o cônjuge, notam que o relacionamento esfriou.

No desejo de ajudar os filhos, é comum o casal cometer o erro de não alimentar seu relacionamento amoroso e afetivo. Ano após ano a relação vai sofrendo com a subnutrição, consequentemente, enfraquecendo-se. Isso ocorre porque a afetividade é direcionada aos filhos e não ao cônjuge. Tanto o marido como a esposa não percebem que o relacionamento de origem, que é a base da família, está se deteriorando. E quando os filhos saem de casa, ficam surpresos ao descobrir que quase não restou nada de relacionamento afetivo e amoroso do começo do casamento, tornando-se mais evidente que se perdeu alguma coisa na caminhada.

Este é um momento sensível, o casamento correr perigo! Na busca para preencher a lacuna, é comum abrir a guarda e dar espaço para outros tipos de sentimentos e relacionamentos. Estes fatos, chamados internos, aliados a fatores externos da sociedade moderna, como a sensualidade, libertinagem sexual, apelo pela banalização do casamento, que produzem um pensamento libidinoso, abrem portas para armadilhas sagazes.

Aos quase cinquenta anos, pais de três filhos que aprenderam a voar, avós de duas netinhas e já tendo celebrado, há alguns anos, as bodas de prata, minha esposa Lucia e eu atuamos como conselheiros matrimoniais. Em quase trinta anos de pastoreio temos notado que as armadilhas sempre parecem inofensivas, quase justificáveis. No entanto, as consequências para deslizes são sempre traumáticas e de difícil resolução, e é certo que deixam um rastro de destruição.

O melhor antídoto contra essas armadilhas é a continuidade do relacionamento caloroso entre o casal, colocando-se como base para a criação dos filhos a gênese de tudo, que é o amor ao cônjuge. Para isso deve haver contínuo investimento e nutrição do amor, que suportará as fases mais difíceis que um casal atravessa, por ter saúde e resistência de uma aliança aprofundada ao longo dos anos.

Com razão a Palavra de Deus ensina que o marido deve amar a esposa, entregando-se e cuidando dela como Cristo fez com a Igreja (Efésios 5.25-26).

E também ensina que a mulher deve respeitar o marido, sujeitando-se a ele inteligentemente, e assim sendo protegida por ele (Efésios 5.24, 33). 

Desta forma o "lobo" deve voltar-se para a mulher da mocidade, e a recíproca deve ser verdadeira, pois estes anos trazem grande felicidade e aprofundamento nas raízes do relacionamento a dois, podendo se tornar os melhores anos do casamento.
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Marco Thomazi é advogado, pastor, fundador da Comunidade Ministério Ipiranga.
Fonte: Lar Cristão, ano 23, número 116, setembro a outubro de 2010, página 16. São Paulo/sp (Editora Fôlego Ltda).

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