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segunda-feira, 28 de maio de 2018

O Batismo no Espírito Santo - por Gunnar Vingren em artigo de 1919

Gunnar Vingren.
Na companhia laboriosa de Daniel Berg, foi
 foi fundador da Assembleia de Deus em 1911.
Quem foi Gunnar Vingren? A resposta vai para as pessoas que não tiveram a oportunidade de conhecer a história da igreja pentecostal brasileira. Vingren, foi missionário sueco, cofundador das Assembleias de Deus no Brasil, igreja fundada em dupla com Daniel Berg, também nascido na Suécia.


Segue abaixo o conteúdo escrito por ele.
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Tratando-se de um assunto tão importante como este, certamente não devemos lançar a menor ponderação que seja, em ler alguns versículos que tem relação íntima e indivisa com a doutrina do batismo no Espírito Santo.

O Senhor Deus é o nosso médico. Artigo de Daniel Berg, publicado em 1919 no jornal Boa Semente

"...Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo", São Mateus, cap. 3 versículo 8. "Esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo". Lc. capítulo 3 versículo 16. sobre aquele que vires descer o Espírito e repousar sobre Ele, esse é o que batiza com o Espírito Santo". S. João, capítulo 1 versículo 33. "João batizou com água, porém, vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias". At. 1.5. "...o Espírito Santo que Deus deu aqueles que lhe obedecem" At. 5.32. "Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos quanto mais dará o nosso Pai Celestial o Espírito Santo aqueles que lhe o pedirem". Luc. 11.13.

Assim: O Senhor não somente disse aos seus discípulos que ao Pai Celestial, para receberem o Espírito Santo, como mandou também que esperassem a promessa do Pai em Jerusalém. At. 1.4. "Ficai, porém vós na cidade de Jerusalém, até que do alto sejas revestidos de poder". Luc. 24.49. "Mas recebereis poder quando vier sobre vós o Espírito Santo (trad. do original grego). At. 1.8.

E os discípulos obedeceram a palavra do Senhor, e esperaram cerca de dez dias, até que receberam o Espírito Santo. "E adorando-o eles, tornaram, com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus". Lc 24.52 e 53. "Então voltaram para Jerusalém... E, entrando no cenáculo... todos estes perseveraram unanimemente em orações e súplicas, com as mulheres, e Maria mão de Jesus, e com seus irmãos (Ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas)" At. 1.12. "E cumprindo-se o dia de pentecostes, estavam todos concordemente reunidos. E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam reunidos. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, e pousaram sobre cada um d'eles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem". At. 2.14.

E então foi o cumprimento, não só da palavra do Senhor e os seus apóstolos, batizando-os como falou e á cerca ce 120 pessoas como da profecia de Joel: "nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne". At. 2.17. Jesus Cristo disse: "E estes sinais seguirão os que crerem; em meu nome expulsarão demônios. Falarão novas línguas". Mc 16.17.

Tal porém, não se deu na casa de Cornélio e em Éfeso node talvez nem uma só língua pode ser interpretada. Ainda assim não é para admirar que as línguas estranhas sem interpretação não possa ser compreendida. Paulo diz: "O que fala línguas estranha não fala aos homens, senão a deus, porque ninguém o entende, e em Espírito fala em mistérios". 1 Co 14.2.

O fato é que eles receberam o Espírito Santo. Isto é, o batismo), tanto num como no outro, igualmente como os que foram batizados em Pentecostes, Paulo diz: "também receberam como nós o Espírito Santo" (At 10.47).

O que não parece dúvida é que todos  que receberam o batismo no Espírito Santo, nenhum deles o fez, sem o demonstrar por sinais convincentes e muito evidentes tais, como diz Marcos: falando em língua estranha. E isto tanto em Jerusalém, como em Cesareia, e Éfeso, o que tornou-se uma operação tão verossímil quão definitiva. Uma espécie de "doutrina" prática experimental, se assim podemos dizer.

Assim compreendeu Pedro, em casa do centurião Cornélio, que todos os presentes haviam sido batizados "porque os ouviu falar línguas, magnificando a Deus". E dizendo Pedro estas palavras caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviram a palavra...".

"Porque os ouviram "falar em línguas e magnificar a Deus (At 10.44 e 46).

Portanto a língua estranha é a manifestação mais perfeita e real da evidência do batismo no Espírito Santo, no momento em que o crente recebe o dom do Espírito ele fala em língua que lhe é estranha e desconhecida.

Isto mais uma vez quer provar até a saciedade, satisfazer às investigações, mais exigentes, destruir até a cerne da árvore ruim que frondeja contra o batismo do Espírito Santo, que é a promessa do Pai.

O batismo do Espírito Consolador é para todo o tempo, é para hoje, é para agora. E isto é uma conclusão tão lógica, tão natural, tão acessível a todo o raciocínio, ao bom senso, ao senso comum, que nos dispensa de outros comentários. É uma proposição que a si mesmo propõe, a si se explica, a si se conduz, a todo o que a examinar com fé e humildade de coração.

Pedro disse no dia de Pentecostes: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo", "Porque a promessa vos pertence a vós e aos vossos filhos, e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar (At. 2.38 e 39).

Os apóstolos, pois que estavam em Jerusalém, ouvindo o que Samaria recebera a palavra de Deus, enviando-lhes Pedro e João. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo.

Porque sobre nenhum deles tinha sido descido, mas, somente eram batizados em nome do Senhor Jesus. Então lhes impuseram as mãos, e receberam e receberam o Espírito Santo" (At. 8.14a 17). Aqui sucedeu que os apóstolos encontraram crentes convertidos e já batizados em água, mas ainda não tinham recebido o Espírito Santo.

Orando porém os apóstolos sobre eles, mediante imposição de suas mãos, na mesma ocasião receberam o Espírito Santo. O texto não diz que falaram línguas, nessa ocasião. Mas o evangelista que redigiu o livro de Atos, narrando este fato diz, em seguida ao recebimento do Espírito Santo. E Simão (o mago), vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos se dava o Espírito (v 18). Pra vê-se bem que ele viu uma manifestação certa da presença do Espírito Santo nos crentes, ao serem impostas as mãos de Pedro e João, pois que ele não podia ver o Espírito nas mãos materiais dos servos de Deus. Certamente é que Simão viu que os crentes falavam línguas estranhas, porque o Espírito Santo não é coisa visível. "O vento assopra onde quer, ouves a voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim é todo o que é nascido do Espírito Santo (João 3 v. 8).

Assim, não resta a menos sombra de dúvida que Jesus Cristo é quem salva, e quem batiza no Espírito Santo, nos dias de hoje, como nos tempos dos apóstolos, pois que nele não há mudança nem sombra de variação alguma. Jesus é sempre o mesmo, embora os homens se tenham assentado da fé que possuíam os apóstolos.

Ele, Jesus, nunca mudou, nem mudará, porque é aquele que é, que era e que há de vir (Apoc. 1.4). Glória a Jesus! Deus não prometeu derramar seu Espírito no último dia. Mas disse: e nos últimos dias acontecerá diz o Senhor, que do meu Espírito derramarei sobre toda carne" (At. 2.17). Quanto mais nós que do meu aparecemos vinte séculos depois, mais tarde do que eles. Eles que há vinte séculos receberam o Espírito Santo estou certo que não puderam receber por nós e por toda a posteridade, pois que faz necessário que cada um por si mesmo o receba.

Por isto Jesus disse: "Pedi e dar-se vos á, buscai e me achareis, batei e abrir-se vos á. quanto mais datá o vosso Pai celestial o Espírito Santo aqueles que lhe pedirem.

São Paulo tanto conhecia a necessidade de cada um por si mesmo receber o Espírito Santo que perguntou em Éfeso: "recebestes vós o Espírito Santo quando crestes?. E como não o tivessem recebido ainda, Paulo impondo-lhe a mão veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam diversas línguas e profetizavam (At. 19.17). Paulo ainda escreveu em Coríntios, testificando essa verdade. Porque todos nós fomos batizados em um Espírito.

Buscai a verdade porque "se conhecerdes a verdade ela vos libertará". Amém.

Fonte: Jornal Ceifeiros em Chamas, página 15, maio de 2000.

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