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domingo, 10 de dezembro de 2017

Os cinco pontos do arminianismo (parte 1 de 5 postagens)

Jacó Armínio
Por Elinaldo Renovato de Lima

Em seu plano de salvação, Deus oferece seu benefício a todos os homens. O convite à salvação é de uma extraordinária expressão do amor de Cristo por todos os perdidos e não apenas por alguns, eleitos ou predestinados de forma discriminatória:

"Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma. 30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" - Mateus 11.28-30.

O convite é para "todos" os "cansados e sobrecarregados". Não apenas algumas pessoas estão nessa condição, mas "todos".

Jesus proclamou solenemente:

"Em verdade, em verdade lhes digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida" - João 5.24.

É tão simples, descomplicado e claro:

"Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus" - João 3.18.

Ao concluir sua missão e dar a grande comissão a seus discípulos, disse:

"Aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo"- Mateus 24.13.

Antes já explicara que a condenação não decorre de alguma pessoa ser eleita ou não eleita, mas sim de não crer no unigênito Filho de Deus", e amar mais as trevas do que a luz (João 3.16-18).

I - As bases históricas da soteriologia

Foi nos séculos XVI e XVII, que, em meio aos impactos da Reforma Protestante, que homens de Deus foram levantados para estudar acuradamente as verdades bíblicas sobre a salvação do homem. Dentre esses estudiosos, destacou-se João Calvino, eminente professor e teólogo cristão de nacionalidade francesa. Sua visão da doutrina da  teve e tem muitos seguidores, simpatizantes e discípulos. Sua tônica é a doutrina da eleição de alguns, predestinados para a salvação, por decreto de Deus, enquanto outros são destinados desde o ventre à condenação eterna, por decreto divino, visto que, na visão de Calvino, Jesus Cristo veio dar a sua vida pelos eleitos e não pelo mundo, ou por todos os homens [1] 

As teses calvinistas tiveram o contraponto de Jacó Armínio, pastor da Igreja Reformada de Amsterdam,durante 15 anos (1588 a 1603); teólogo, professor da universidade de Leiden, de 1603 a 1609, na Holanda. Com a força dos argumentos fundamentados na Bíblia, Armínio tornou-se uma referência em matéria de soteriologia. Seus pontos de vista tiveram "o apoio de 44 ministros e teólogos das Províncias Unidas", nos Países Baixos [2]. Nos últimos anos de sua vida de apenas 49 anos, padecendo de enfermidade que o levou á morte (parece que os teólogos morrem cedo), Armínio  legou para seus discípulos a sistematização e formulação de sua doutrina da salvação, que eles condensaram num documento histórico, em 1610, um ano após a sua morte, a quem deram o nome de Remonstrância.

II. A Remonstrância - síntese do Arminianismo

As obras de Armínio (1509) são exaustivas. Mas seu pensamento teológico foi resumido por seus discípulos, após a sua morte, de forma compreensível e condensada, num documento chamado Remonstrância. Chamados de "remonstrantes" [3], os seguidores da teologia de Armínio resumiram "em cinco artigos, o que Jacó Armínio teria defendido como a visão mais coerente e majoritariamente aceita e amparada pela história da igreja em relação à doutrina da salvação" [4] • A partir e seus cinco artigos, podem-se resumir o Arminianismo em cinco pontos doutrinários.

"Artigo 1

Que Deus, por um eterno e imutável plano em Jesus Cristo, seu Filho, antes que fossem postos os fundamentos do mundo, determinou salvar, de entre a raça humana que tinha caído no pecado - em Cristo, por causa de Cristo e através de Cristo - aqueles que, pela graça do Santo Espírito, crerem neste seu Filho e que, pela mesma fé e obediência de fé até o fim; e, por outro lado, deixar sob o pecado e a ira os contumazes e descrentes, condenando-is como alheios a Cristo, segundo a palavra do Evangelho de João 3.36 e outras passagens da Escritura.

Artigo II

Que em concordância, com isso, Jesus Cristo, o Salvador do mundo, morreu por todos e cada um dos homens, de modo que obteve para todos, por sua morte na cruz, reconciliação e remissão dos pecados; contudo, de tal modo que ninguém é participante desta remissão senão os crentes.

Artigo III

Que o homem não possui por si mesmo graça salvadora, nem as obras de sua própria vontade, de modo que, em seu estado de apostasia e pecado para si mesmo e por si mesmo não pode pensar nada que seja bom - nada a saber, que seja verdadeiramente bom, tal como a fé que salva antes de qualquer outra coisa. Mas que é necessário que, por Deus em Cristo e através de seu Santo Espírito, seja gerado de novo e renovado em entendimento, afeições e vontade e em todas as suas faculdades, para que seja capacitado a entender, pensar, querer e praticar o que é verdadeiramente bom, segundo a Palavra dde Deus (João 15.5).

Artigo IV

Que esta graça de Deus é o começo, a continuação e o fim de todo o bem; de modo que nem mesmo o homem regenerado pode pensar, querer ou praticas qualquer bem, nem resistir a qualquer tentação para o mal sem a graça precedente (ou proveniente) que desperta, assiste e coopera. De modo que todas as obras boas e todos os movimentos para o bem, que podem ser concebidos em pensamento, devem ser atribuídos à graça não é irresistível, porque está escrito de muitos que eles resistiram ao Espírito Santo.

► Os cinco pontos do arminianismo (parte 2 de 5)
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1. Obras de Calvino: - De Clementia - obra anotada De Sêneca - 1532; - Psychopannychia - 1534; Institutos da Religião Cristã - 1536; e-Catéchisme de I'Eglise de Genève - 1542.
2. MARIANO, Wellington. O que é a teologia arminiana. p.17.
3. Apud MAIA, p. 62: "Os Remonstrantes são um grupo de mais de quarenta ministros e teólogos dos Países Baixos que deram continuidade ao desenvolvimento da teologia de Armínio, entre os quais se destacam Simão Episcópio (1583-1643), o conhecido cientista político Hugo Gr´cio (1583-1645), o político e diplomata João Oldenbarnevelt (1547-1619) e o ministro João Uytenbogaert (1557-1644). Eles escreveram um documento em defesa da doutrina arminiana, chamado Remonstrância, no qual discordavam das interpretações do ensinamento de João Calvino então vigentes na Igreja Reformada Holandesa". Os remonstrantes foram condenados como heréticos no Sínodo de Dort (1618-1619), que levaram a julgamento as teses de Armínio. E estabeleceram os 5 pontos do Calvinismo: Total desaprovação; eleição; eleição incondicional, Expiação limitada; Graça irresistívele Preservação dos salvos.
4. MARIANO, Wellington. O que é a teologia arminiana, p. 17.
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Fonte: revista Obreiro Aprovado, ano 38, número 75, 4º trimestre 2016, páginas 68, 69, 70, 77, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD).

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O que é ser cristão?


Devido a liberdade religiosa que há no Brasil, é comum encontrar pessoas religiosas envolvidas dentro de uma rotina capaz de fazer com que elas sintam razão para viver e se considerarem cristãs. Elas vivem um ciclo de hábitos muito forte. São tão fortes esses hábitos que elas não pensam em refletir se o sentimento que possuem é correto ou não. Seus costumes estão arraigados em seu ser e por causa disso entram em debates para defendê-los dizendo que eles são a prática do cristianismo.

Então, pergunto: o que é ser cristão?

Para alguns, ser cristão é apenas ter uma carteira de membro de uma denominação evangélica. Não considero errado possuir uma e ser frequentador de um templo, mas isso não significa ser cristão, embora muitos possuidores da carteirinha e do hábito de frequentar templos sejam autênticos cristãos.

Para outros, ser cristão é seguir as doutrinas de teólogos como João Calvino e Jacó Armínio. Mas estes dois homens nada mais fez do que interpretar as Escrituras Sagradas no tema soteriologia, a doutrina da salvação. As suas interpretações não têm a capacidade de fazer com que almas sejam salvas. Portanto, ser cristão não é o mesmo que adotar os conceitos deles. 

Alguns acreditam que ser cristão é ser católico, ou crente evangélico, ou crente evangélico pentecostal, ou crente evangélico tradicional... Nada disso conota e denota a essência do significado de ser um cristão. Tais detalhes apontam para a religiosidade de cada um.

Ser cristão é uma característica interna, algo forte e profundo que está lá dentro do coração. É a firme convicção da necessidade de seguir as ideias de Jesus Cristo, crer nos ensinamentos dEle. Ele mandou você amar a Deus, amar a si mesmo da mesma maneira que amar quem está em sua volta, mandou amar os inimigos. Quem obedece à ordem, em todas as circunstâncias, pode dizer que é um cristão de verdade.

Ninguém pode dizer que ama a Deus se aborrece ao próximo. Quem aborrece o próximo não está praticando o amor, então, está em desobediência a Deus. Portanto, a prova de amor a Deus é amar ao próximo. Veja: 1 João 4.20.

Se a pessoa não for praticante do amor que Jesus Cristo recomendou, não adianta ser frequentador de templos de domingo a domingo; ser calvinista; ser arminianista; ser crente católico ou ser crente evangélico pentecostal ou neopentecostal ou tradicional ou reformado, Quem não ama a Deus e ao próximo, é apenas mais um religioso, só um religioso que não podemos dizer que é cristão de verdade.

A religião não salva. A salvação está ligada à fé com obras. Quais obras? De obediência. Obedecer ao mandamento do amor. Ser cristão é ser disposto a obedecer ao mandamento do amor a Deus e ao próximo.

E.A.G.

Artigo relativo ao tema: Cristocentrismo no corpo, na alma e no espírito

sábado, 26 de novembro de 2011

O cair é do homem e o levantar é de Deus



Quando sabemos de alguém que estava em nosso meio, um jovem irmãozinho do banco, que caiu em pecado, ficamos chateados, entristecidos. Mas se quem cai em pecado é um obreiro, um evangelista, um pastor, o impacto é maior, muito ruim. Para alguns, a queda do seu líder é um grande desastre espiritual, eles desanimam na fé.

Eu nunca critiquei alguém que caiu em pecado e nem me abalei espiritualmente. Conheci lideranças evangélicas em seu apogeu, acompanhei os passos que deram. Os bons e os ruins. E me entristeci com tudo de trágico que ocorreu. Calei. Orei por eles.

Pastores fazem coisas erradas? Sim. Acontecem grandes escândalos em ministérios cristãos. Pastores pecam, todos nós, cristãos em posição de liderança ou não, somos sujeitos a pecar.

Creio que todo cristão sabe que todos os seres humanos são falhos, que, inclusive, todos os líderes evangélicos também são falíveis. Essa condição é a coisa mais óbvia do mundo.

Eu, com quase três décadas como cristão evangélico, com um número incontável de literatura bíblica lida, nunca vi um escritor/pregador afirmar que não tenha pecado. É ao contrário, todos reconhecem que só Jesus pisou na Terra e não pecou. A cristandade reconhece que o pastor não morreu na cruz por ninguém, todos sabem que o sangue de um líder evangélico não corre em suas veias como correu o sangue de Jesus Cristo, que é Deus e se fez homem e possuiu um coração que bombou sem jamais pecar. As lideranças evangélicas reconhecem a condição de pessoas pecadoras. Essa é a síntese da soteriologia.

Está escrito na Bíblia e todos os pregadores cristão ensinam: Todos pecaram e carecem da glória de Deus (Romanos 3.23); e, quem disser que não tem pecado insinua que o Senhor mente e ao declarar isso é uma pessoa mentirosa (1 João 1.8-10).

Atualmente, vejo pessoas constatarem que alguns que caíram se reergueram, dizem que eles se comportam como homens tementes a Deus, compromissados com o Evangelho e que os consideram pastores. Afirmam que eles deram a volta por cima, que há anos voltaram a fazer a obra do Senhor. Muita gente observa-os e tece elogios, dizem que devido a esse retorno merecem respeito e admiração, como se o mérito de se reerguer fosse humano.

Bom é só Deus (Marcos 10.18) . É a misericórdia dEle a causa de não sermos consumidos (Lamentações 3.22).

Precisamos reconhecer o mérito de Deus nessa questão de vencer o pecado. O cair é do homem, porém, o levantar é de Deus. Essa questão da queda e voltar a estar em pé é muito clara na Bíblia Sagrada. O declínio é uma tendência da carne, a capacidade de restabelecer ao caído a força para  voltar a caminhar no Espírito vem do Senhor.

"O SENHOR firma os passos do homem bom, e no seu caminho se compraz, se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão." - Salmo 37.23-24.

"O SENHOR sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos"- Salmo 145.14.

Precisamos nos alegrar com quem se arrepende do pecado que cometeu sem esquecer de render glórias unicamente a Deus por cada pecador que abandona o pecado e passa efetivamente a  praticar a fé, tanto em palavras quanto através de seus atos.

E.A.G.

Veja mais: Crescendo na graça e no conhecimento de Deus

terça-feira, 19 de junho de 2007

Prosperidade: definindo biblicamente o que é

Prosperidade é um assunto que está em voga no meio evangélico pentecostal. É uma volta e outra volta-e-meia e se retoma para a mesma pauta dos assuntos. Gente curiosa em saber mais e outras se posicionando como guardiãs da sã doutrina cristã.

Mas para defender a doutrina, genuinamente, é necessário discorrer por toda ela. Não é o que vejo acontecer com alguns dos tais "guardiões". Eles querem criticar, mas não explicam o que a Bíblia Sagrada diz, na íntegra, sobre a prosperidade bíblica. Fico pensando comigo mesmo qual é o motivo deles desaprovarem tanto assim quem ensine sobre prosperidade, quem queira ser próspero e quem já vive prosperamente. 

Não entendo como é possível haver crentes defensores da "Teologia da Miséria". Sim, existe quem pense que a miserabilidade seja um selo de qualidade e santidade. Os argumentos dessas pessoas é um resquício da filosofia de São Francisco de Assis, o padre católico que fez voto de pobreza, sendo alguém de família muito rica.

Nascimento de Jesus: interpretação equivocada.

Um dos argumentos de quem prega a “Teologia da Miséria” é comentar que Jesus Cristo nasceu em uma estribaria, um estábulo. E hoje em épocas natalinas encontramos com muita facilidade o cenário reconstituído, artesanalmente, com vários bonequinhos, representação de  José e Maria, dos magos e dos animais.

No entanto, é deixado de lado o contexto histórico. Não se diz que José e Maria estavam em viagem, da Galileia à Judeia, por conta da convocação do imperador César Augusto pedindo que o povo fosse recenseado. José e Maria tinham uma casa como lar e também condições financeiras para se hospedarem durante aquela viagem. José procurou um lugar para pousar e não encontrou vaga disponível para pernoitar. Nesta situação, Maria entrou no processo de trabalho de parto e o Unigênito do Pai nasceu em um local dos mais simples (Lucas 2.1-14.

José era homem com uma profissão, era carpinteiro. Segundo os especialistas, embora a profissão de José não fosse enriquecedora era rendosa nos tempos em que Maria deu a luz. Dizer que Jesus Cristo nasceu e viveu pobre é apenas conjecturar, não há registro bíblico comprovando nada isso. Jesus também foi um carpinteiro até chegar aos trinta anos e abraçar Seu ministério pastoral.

Definindo o termo

Soteriologia: matéria teológica não apresentada inteiramente por quem critica a Teologia da Prosperidade.

Na Bíblia Sagrada, o substantivo salvação traz em seus originais em grego (soteria) e hebraíco (marpe'), o sentido de libertação, preservação, integridade, alegria, resgate, bem-estar geral e prosperidade. No Velho Testamento, encontramos referências à tranquilidade, remédio e cura. O termo marpe' vem do verbo rapha (restaurar, curar, sarar). A salvação é apresentada tanto em sentido material, temporal, quanto o eterno. Marpe'/soteria é uma possessão presente com uma realização a ser completada futuramente.

Entretanto, estas descrições  não são lembradas e divulgadas tanto quanto deveriam ser. Diz-se ou deixa-se a ideia errada de que a salvação tem a ver tão-somente com a alma no porvir. É preciso esclarecer que a salvação é uma possessão presente (Lucas 1.77; 2 Coríntios 1.6; 7.10) culminando com o ápice no futuro (Romanos 13.11; 1ª Tessalonicenses 5.5-8).

Deus nunca aprova excessos

Querer agradar a Deus sendo uma pessoa financeiramente miserável é um grande equívoco, um dos exageros teológicos deturpados que atrapalham o crescimento do cristão em sua carreira de fé. Pensar em uma vida em miséria é desejar se distanciar ao máximo da imagem e semelhança que o Criador oferece aos seres humanos. O Criador é o dono de toda prata e de todo ouro, como quereria que o gênero humano perdesse a aparência que lhes deu? Por que?

Ao criar o jardim do Éden, Deus colocou Adão rodeado de prosperidade, naquele lugar nada faltava para ele. E ordenou-lhe que gerenciasse tudo, dando nomes aos animais, plantas e tudo o mais. Note: criou o homem e também lhes deu meios de sobrevivência aprazíveis.

Todo excesso é um erro. Ninguém deveria considerar o bem-estar como se fosse um deus. Ninguém jamais deveria ser escravo da ganância e avareza. Tais concupiscências fazem dessas pessoas gentes insensíveis que desprezam o mandamento do amor a Deus e ao próximo. E assim elas se afastam do propósito de Deus.

Tanto o indivíduo desmesuradamente apegado ao dinheiro quanto, igualmente, ser alguém que despreza todos os bens que o Senhor dá representam extremos equivocados para se viver. Esstes dois estilos de vida são maneiras de permanecer afastado do propósito de Deus à Humanidade.

Os extremos é que precisam ser criticados e combatidos por todos nós, não é a prosperidade em si.

Está escrito:

"Se deixar de lado seu amor pelo dinheiro e jogar fora seu ouro fino ganho desonestamente, então o próprio Deus, o Todo-poderoso, será a sua riqueza, o seu ouro e a sua prata" - Jó 22:24 e 25.

Sei que nada há melhor para o homem para o homem do que regozijar-se e levar vida regalada; e também que é dom de Deus que possa comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho” – Eclesiastes 3.12-13, ARA.

A prosperidade vem de Deus. A pessoa próspera está definida por Salomão assim: um trabalhador encontra uma oportunidade de trabalho com fonte de alegria e ainda, além disso, consegue desfrutar muito bem do resultado dele monetariamente. É uma situação altamente satisfatória idealizada pelo Criador. Quem trabalha naquilo que gosta, e ao mesmo tempo é remunerado à contento, pode se declarar alguém portador do dom de Deus, profissionalmente.

Prosperidade é a paz que Deus dá  

A palavra paz em hebraico (shalom) tem sentidos com profundidades muito amplas, que, geralmente, em nenhum outro idioma pode ser expressado usando apenas um vocábulo.

Consideremos o estrito sentido bíblico do termo paz nos idiomas hebraico e aramaico:

Antigo Testamento: Shalom (paz), quer dizer estar completo, ter saúde, estar bem em todos os sentidos, ser feliz, é ter prosperidade. O uso bíblico de shalom expressa o completo bem estar, que se assemelha à paz no seu mais profundo significado. Paz com Deus, paz interior, paz com o próximo e com a natureza.

Novo Testamento: Paz (em grego koiné é eirene), tem o mesmo significado do Velho Testamento. A paz que Jesus mencionou, falada em aramaico e depois traduzida ao grego, era muito mais do que a ausência de brigas, guerras. Tinha o sentido do relacionamento de Deus com o ser humano, abrangendo a esfera espiritual e física.

Os ímpios não possuem tal prosperidade, eles conseguem, no máximo, apenas ajuntar as riquezas materiais. Existem muitos milionários sem prosperidade e gente na classe média cheia dela.

O texto áureo

."Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" - João 3.16.

Deus nos deu Jesus Cristo. O nome "Jesus" é uma transliteração grega do hebraíco Yeshua, que, por conseguinte, é uma forma abreviada de Yehoshua, Josué que significa Jeová é salvação.

Algumas vezes eu ouvi que a passagem bíblica João 3.16 é o texto bíblico  mais traduzido de todos os tempos. No entanto, parece que ainda não foi possível a todos compreender a plenitude do seu significado. Trazendo à luz a raíz etnológica das palavras e nome, espero que o entendimento do propósito de Deus para conosco seja totalmente esclarecido.

Temos a salvação, no sentido pleno dela. Negar isso é faltar com o compromisso sério ao Evangelho de Cristo. 

Muitos pregadores, interpretando as Escrituras equivocadamente., espiritualizam as bênçãos que o Criador quer dar. Dizem que o bem-estar financeiro e o bem-estar físico são apenas direitos à vida além-tumulo, após a ressurreição,  E eu acredito que não fazem isso por maldade. É por preconceito contra uma Verdade Bíblica que alguém em algum lugar resolveu apelidar de Teologia da Prosperidade. Criou-se uma corrente do mal que urge ser quebrada.

Conclusão

Einsten certa vez afirmou: "É mais fácil quebrar átomos do que preconceito".

Prezo pela moderação, creio que o leitor desta artigo também.

Cometendo excessos, escritores e preletores adotaram a linha do comportamento de ensino equivocado com relação à prosperidade que a Bíblia Sagrada apresenta.. O simples toque ao tema é rejeitado por eles e descrito equivocadamente como uma abordagem fora do ideal cristocêntrico.

Esta atitude é consequência de um preconceito forte, que precisa ser derrotado. Vamos à luta, mostrar o que a Palavra de Deus diz sobre prosperidade, derrubando os muros desses conceitos erradamente estabelecidos. Tudo é possível ao que crê.

Finalizando, deixo o link de um vídeo encontrado no site Youtube, será que Deus planejou isso? Não assista, se não tiver coração forte. http://www.youtube.com/watch?v=fNdRYGAinNI