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terça-feira, 23 de novembro de 2021

Quando os pais produzem boas recordações aos filhos

Algumas coisas levam tempo para serem estruturadas, e uma situação que não tem possibilidade de acontecer da noite para o dia é a maturidade. Acredito que Deus quer que cada ser humano experimente a felicidade plena nos períodos da infância e todo tempo da juventude. 

É tarefa dos pais deixá-las viver da melhor maneira possível a fase da inocência, potencializar as situações que produzam alegria, dar espaço suficiente para que se divirtam em brincadeiras saudáveis.

sábado, 3 de dezembro de 2016

A caminho da felicidade

A-caminho-da-felicidade-Josias-Brepohl-Jaqueline-J-Vogel-Firzlaff-Smilinguido-Donald-Zolan
A felicidade se constrói, não acontece por acaso. Nenhuma obra significativa acontece sem planejamento e nenhuma conquista de valor é alcançada sem esforço.

Cumpre-nos agora abrir caminho para a felicidade. Para isso fiz uma seleção de desafios ou metas que nos acompanharão por toda vida. São boas sugestões para resoluções de passagem de ano, porém, são úteis como resoluções diárias.

Escolho ser feliz. Não terei pena de mim mesmo, entregando-me ao derrotismo,mas encararei minha vida como uma obra a ser aperfeiçoada. Escolherei, com a ajuda de Deus, alvos excelentes para mim e os perseguirei.

Reconheço que preciso de Deus para tudo. Confiarei em seu amor e poder para me guiar. Permitirei que os outros me ensinem o que não sei e serei grato pela ajuda deles. Servirei a todos com o meu melhor.

Vou me importar com o que precisa ser corrigido, tanto em mim quanto ao meu redor. Quero reconhecer os meus erros no esforço de sempre melhorar como pessoa, pois sei que sou precioso para Deus e não posso desistir da vida que Ele me deu.

Vou me preocupar também com os que sofrem e farei todo o esforço possível para lhes trazer conforto. Deixarei Deus usar a minha vida para o bem de todos.

Evitarei trazer desconforto desnecessária ao meu próximo Não fugirei do confronto quando preciso, mas evitarei ao máximo oprimir as pessoas.

Resolvo perdoar constante e abundantemente, assim como Deus me perdoa.

Farei limpeza contante de meus pensamentos e intenções, exporei tudo a Jesus e lhe pedirei que me purifique Prestarei conta dos meus atos a pessoas maduras que me ajudarão a viver de modo puro e honesto.

Alinharei minha vida, meus planos à vontade de Deus, para viver em harmonia com Ele, comigo mesmo, com o próximo e com as coisas. Deixarei Deus tratar meus conflitos interiores e me esforçarei para que todos ao meu redor façam o mesmo.

Terei coragem para enfrentar a oposição da maioria quando isso me pressionar a vender meus valores.

Desejo a você a felicidade de uma vida plena, a bem aventurança apresentada por Jesus e a sabedoria para torná-las uma realidade em seu viver diário. Deus o abençoe.

Fonte: Smilinguido - Agenda 2013, Josias Brepohl / Jaqueline J. Vogel Firzlaff, mensagem dedicada ao mês de dezembro, Curitiba (Luz e Vida). 
A caminho da felicidade
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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A felicidade é o plano de Deus para você

Ser bem-aventurado é ter vida plena, realizada, harmoniosa, verdadeira, sem desculpas ou maquiagens. A vida dentro do padrão de Deus é boa. Nosso Criador não é chato, ranzinza ou implicante. Suas leis facilitam a vida e não a complicam. Por isso Jesus nos convida a essas bem-aventuras. Elas revelam um caminho secreto para a vida plena, a restaurarão dos padrões originais que ele desejou para nós. O Pai Celestial não quer que nos arrastemos pela vida, apenas sobrevivendo ao sofrimento e à dor que muitas vezes nós mesmos nos causamos.

Por meio do profeta, Deus fala: "Só eu conheço os planos que tenho para vocês; prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança" (Jeremias 29.11). Deus nos ama e deseja a nossa felicidade. Mas só a encontraremos dentro do plano que ele traçou para nós. Não ouvir os conselhos do Senhor induz ao erro por nosso julgamento limitado. "Há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando à morte" (Provérbios 14.12).

O apóstolo Paulo exorta:"Não vivam como vivem as pessoas desse mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês" Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele" (Romanos 12.2). Isso mesmo" A vontade de Deus é boa (justa), agradável (suave, bela) e perfeita (coerente, lógica, harmoniosa). 

A felicidade não está no que nos acontece, nem nos bens adquiridos, nem nas nossas realizações, mas vem do interior. Em cada decisão da vida está presente a opção pela felicidade ou infelicidade. Se escolhemos nossos próprios caminhos e não a vontade do Criador, encontramos a infelicidade, a desarmonia, a ausência de paz. Se optamos pela vontade dele, encontramos a realização do propósito da vida e, com ela, a felicidade.

As decisões que tomamos trazem um duplo efeito sobre nós: primeiro, revelam o que já está dentro de nós, que ocupa o nosso coração: desejos escondidos e vontades interiores, por vezes inconfessáveis. Também revelam um caráter forte e sabedoria quando não decidimos pela conveniência imediata, mas por aquilo que é correto. Em segundo lugar, as nossas decisões moldam o nosso caráter, definem em quem nos tornaremos com o decorrer do tempo. Você acaba se tornando a soma de todas as decisões de sua vida.

Ser feliz é encontrar a harmonia na vida. Somente o Criador pode trazer esta harmonia, e isso acontece somente quando alinho as minhas escolhas ao seu propósito. Nas mãos dele, encontro harmonia de propósito, harmonia relacional com o Criador, comigo mesmo e com o meu próximo e harmonia situacional, pois o meu mundo exterior é reflexo do interior. A felicidade foi planejada por Deus para você" A escolha de confiar na bondade divina, porém, está em suas mãos. Se o deixar conduzir seus caminhos, será bem-aventurado!

Fonte: Smilinguido - Agenda 2013, Josias Brepohl / Jaqueline J. Vogel Firzlaff, mensagem dedicada ao mês de novembro, Curitiba (Luz e Vida).

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça

Donald Zolan. Menino sentado em pneu, com aparência enfurecida.
A mensagem de Jesus contraria o senso comum. Como pode alguém perseguido e maltratado ser feliz? Essa bem-aventurança é a única que trata de uma ação sofrida, não de uma escolha anterior. Mesmo assim, ela é causada  pela manifestação de caráter.

O que causa a perseguição? Jesus não trata dos que são perseguidos por causa de sua rebeldia, obstinação ou maldade. A causa da perseguição é a justiça. O contraste entre a vida de uma pessoa que pratica a justiça e outra que leva uma vida de pecados e egoísmo é suficiente para incitar perseguições. O contraste condena; é insuportável para os que amam a injustiça. Neste mundo, quem vive e pratica a justiça de Deus enfrenta o ódio do inferno.

Estar sob esse tipo de perseguição revela a capacidade de dizer "não" à pressão da maioria. É preciso força de caráter para permanecer fiel em meio a uma multidão  que já vendeu seus valores. É preciso também uma convicção muito forte para sofrer dano por causa do compromisso com Deus. A perseguição revela coragem para ser e fazer a diferença, bem como a certeza de uma recompensa maior, nem sempre imediata.

Os perseguidos são felizes porque a perseguição revela que eles não pertencem a este mundo, mas o Reino que Deus veio estabelecer aqui: um Reino que não tem fim, eterno.

Sua recompensa esta, tanto aqui quanto em sua morada eterna junto a Deus. Já nesta vida, em meio ao sofrimento, terão a alegria da companhia de seu Senhor e a promessa de que receberão cem vezes mais o que perderam por seu amor ao Reino de Deus. Mas sua verdadeira recompensa já está reservada num lugar de onde nunca lhes será roubada. Felizes são os perseguidos!

E.A.G.

Fonte: Smilinguido - Agenda 2013, Josias Brepohl / Jaqueline J. Vogel Firzlaff, mensagem dedicada ao mês de outubro, Curitiba (Luz e Vida).  

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Bem-aventurados os pacificadores

Bem-aventurados os pacificadores
A paz é tão importante que são feitas passeatas pedindo paz; políticos a discutem e há até um Prêmio Nobel da Paz. Muitos tentaram estabelecer a paz, mas o resultado foi desastroso. O império Romano instituiu a "Pax Romana" aniquilando toda e qualquer resistência. No século 19, curiosamente, deram ao recém-inventado revólver Colt o nome de "Peacemaker" (pacificador). O Império Romano e o revólver falharam porque apenas reprimiram, não mudaram as pessoas. Sob a paz aparente os corações fervilhavam. O Império Romano ruiu em revoluções violentas e o revólver tem servido mais para o crime do que à lei.

Mais que ausência de conflitos, paz é um estado de ordem e harmonia interior. Um pintor retratou a paz como uma rocha à beira-mar e, violenta tempestade. Em uma fenda repousava tranquila uma pomba em seu ninho enquanto os elementos em fúria rugiam. Isso é paz! Mesmo em meio à tempestade possuir tranquilidade interior.

A paz é, sobretudo, relacional: é paz com Deus, consigo mesmo e com os outros. Quando todos os relacionamentos entram em harmonia; onde há dignidade, respeito e principalmente amor, ali há paz, segurança, tranquilidade, silêncio interior e ausência de conflitos. Paz, no conceito judaico, significa saúde, prosperidade, também resultantes de harmonia.

Quem está em paz com Deus e consigo mesmo, pode ser um pacificador. Onde tantos criam abismos que separam as pessoas, o pacificador cria pontes que unem, que reconciliam. Jesus veio para estabelecer essa paz. Por meio dele podemos ter a paz com Deus, com nós mesmos e com o próximo. Jesus, o Pacificador Maior, sujeitou-se a um caminho doloroso para que cessasse a inimizade entre criatura e Criador.

Quando o homem se sujeita a Deus, encontra a paz e passa a ser parte da família de Deus, um filho dEle. Não há nada mais maravilhoso do que ver a criatura, encontrando paz com seu Criador. Felizes os pacificadores.

E.A.G.

Fonte: Smilinguido - Agenda 2013, Josias Brepohl / Jaqueline J. Vogel Firzlaff, mensagem dedicada ao mês de setembro, Curitiba (Luz e Vida).  

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Bem-aventurados os limpos de coração


Menina vestindo roupa rosa brinca na neve próxima de um tronco de árvore.

Antigamente cria-se que as memórias, emoções e vontades estavam no coração. Por isso, falamos coisas como: "Sei isto de cor (coração)!" Hoje atribuímos essas capacidades ao cérebro. O homem, porém, não se limita ao seu corpo físico. Possui também alma e espírito. E é na alma que está o centro do ser: a autoconsciência e o livre-arbítrio. É desse "coração" que Jesus fala, da fonte do ser.

O coração é um oceano profundo onde se esconde emoções, sentimentos, memórias e vontades ignorados até pela própria pessoa. Do coração saem as nossas motivações. O coração é a matriz de nossas decisões, reações e vontades. Este oceano está contaminado pelo pecado, que ataca e arruína a vida em seus diferentes aspectos. Necessitamos de limpeza urgente no coração.

Essa limpeza só pode ocorrer por uma intervenção divina. Jesus veio para dar-nos um coração novo, limpo, purificado, livre da força dominadora de nosso egocentrismo e livre para amar e servir. Jesus outorga sua pureza aos que se sujeitam a Ele.

Porém, enquanto ainda vivemos neste corpo mortal, viveremos a dualidade entre a nova realidade que já se iniciou na vida de quem teve a experiência de receber um "novo coração" e a velha realidade da nossa tendência ao egoísmo que busca as vantagens para si.

Todavia, se vivemos em intimidade com Deus, seu Espírito manifestará cada vez mais a pureza de Cristo em nós até que, no dia final, estaremos livres desa velha natureza que tanto nos incomoda.

A felicidade dos limpos de coração é que "eles verão a Deus". Livres do estrago causado pelo pecado, contemplarão ao Criador. Quando isso ocorrer terão encontrado a resposta a todas as perguntas que os torturaram. A alegria de ver o Senhor os livrará de todas as dúvidas. A imagem e a semelhança de Deus, que o pecado corrompeu, finalmente serão restauradas. Todas as dúvidas acabarão, e o tempo de espera terá chegado ao fim. Felizes são os limpos de coração, porque verão a Deus!

E.A.G.

Fonte: Smilinguido - Agenda 2013, Josias Brepohl / Jaqueline J. Vogel Firzlaff, mensagem dedicada ao mês de agosto, Curitiba (Luz e Vida).

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Bem-aventurados os misericordiosos

Bem-aventurado os misericordiosos; Josias Brepohl / Jaqueline J. Vogel Firzlaff. Misericórdia é a capacidade de colocar-se na pele de quem está sofrendo, procurar entender a dor do próximo para poder auxiliá-lo de verdade. O misericordioso perdoa injúrias e ofensas e ainda socorre o ofensor; busca transformar ofensores em amigos e irmãos.
As bem-aventuranças formam um crescendo contínuo, uma cadeia progressiva que descreve como são os filhos do Reino de Deus. Pobreza, choro, mansidão, fome... Reconhecer nossa pobreza evita que a vaidade nos cegue, endureça o coração, impeça-nos de reconhecer os erros e sujeitar-nos ao Criador. Corações endurecidos e rebeldes não concedem misericórdia, nem alcançam a misericórdia de Deus. A graça é para todos os mansos; a lei é para os rebeldes.

O misericordioso perdoa injúrias e ofensas e ainda socorre o ofensor; busca transformar ofensores em amigos e irmãos.

Misericórdia também é a capacidade de colocar-se na pele de quem está sofrendo. É procurar entender a dor do próximo para poder auxiliá-lo de verdade. É procurar entender a dor do próximo para poder auxiliá-lo de verdade. Jesus é sempre o melhor exemplo:sendo Deus, tornou-se hoem e experimentou na pele todas as nossas dores, para então tomar sobre si o castigo que nos estava reservado e trazer-nos paz com Deus.

Nele vemos a misericórdia e a graça lado a lado. Enquanto sua graça nos alcança como pecadores, sua misericórdia nos alcança como sofredores. O misericordioso é alguém atraído pela dor alheia, desejoso de lhe trazer cura.

A indiferença e a falta de perdão matam a alma por dentro. Elas envolvem a alma numa nuvem negra de mágoas, ressentimentos e depressão. São as causas de muitas e graves enfermidades que, não raro, levam à morte. É como o veneno que alguém ingere esperando que, com isso, os outros morram. A alma presa ao arrependimento não consegue ser feliz.

A felicidade vem para os que, livres do egoísmo, abrem-se para o perdão e o amor. Dedicam-se a minimizar a dor dos outros. aquilo que o homem semear, isso ele colherá (Gálatas 6.7).  Quem age com misericórdia encontrará também a misericórdia em farta medida, tanto de Deus quanto dos homens. A vida será graciosa para eles. Deus mesmo se encarregará disso!

E.A.G.

Fonte: Smilinguido - Agenda 2013, Josias Brepohl / Jaqueline J. Vogel Firzlaff, mensagem dedicada ao mês de julho, Curitiba (Luz e Vida). 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Bem-aventurados os mansos


Os mansos não covardes, não são fracos, não são imbecis. Eles são equilibrados o bastante para exibirem coragem, força e inteligência quando existe objetivo nobre e momentos necessários.
Para encontrar a felicidade, Jesus também nos ensina que devemos ser mansos. A mansidão não nos atrai. Vemos o manso como fraco, tímido, sem personalidade, um pau-mandado. O mundo procura a autoafirmação, jamais a mansidão! Muitos são gentis, subservientes e educados apenas por medo ou carência emocional. Mas a mansidão mencionada por Jesus é bem diferente.

O manso é alguém cujo coração foi tratado  a tal ponto que deixou de agir como escravo, toornou-se príncipe. Ele encontrou o tesouro verdadeiro em seu coração, em seu caráter. Essa é a verdadeira força. Então o manso descobre que é capaz de vencer e subjugar inimigos antes invencíveis. Mas ele não se deixa corromper pela experiência do poder.

O escravo, ao alcançar o poder, torna-se tirano e escraviza todos. Ele pode ser temido, mas não é respeitado. Cedo ou tarde vem a sua ruína e desprezo. Ele pode prevalecer pela violência, esperteza, sagacidade ou por ser duro como o ferro. Mas é somente a força de caráter que fará com que seja respeitado, admirado e seguido.

O manso é um príncipe: serve à comunidade aliviando o sofrimento, não o multiplicando. Ele é gentil e amável, não por falta de opção, mas por escolha. Não se torna violento mesmo diante da provocação e injustiça. Não revida, não é ríspido, olha o ofensor com compaixão e misericórdia. A mansidão genuína exige muita coragem e confiança em Deus para abrir mão dos seus direitos.

Eles dizem, como Jesus: "Não seja o que eu quero, mas o que tu, ó Deus, queres" (Mateus 26.42). Por render-se à vontade de seu Senhor, o manso é grandemente usado. Ele vive para servir, acima de tudo, ao seu Criador.

Ele é feliz porque encontrou descanso em Deus. Não tem outro cuidado senão cumprir a vontade de seu Senhor. Ele herdará a terra. Os violentos deste mundo mundo destroem-se mutuamente e desaparecem, mas os mansos, protegidos por Deus, permanecem. A terra que Deus lhes promete está neste mundo, mas também no céu. Lá reinarão juntamente com o seu Senhor. 

O maior exemplo de mansidão é Jesus, o Filho de Deus, Criador dos Céus e da Terra. Bastava-lhe proferir uma palavra e todos os que o injuriavam morreriam imediatamente, mas, em vez disso, orou: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" e abriu mão dos seus direitos para se tornar o nosso Salvador.

Fonte: Smilinguido - Agenda 2013, Josias Brepohl / Jaqueline J. Vogel Firzlaff, mensagem dedicada ao mês de maio, Curitiba (Luz e Vida).

sábado, 12 de março de 2016

Bem-aventurados os pobres de espírito

Bem-aventurado os pobres de espírito (  ). Menina descalça, com pés no gramado, vê lagarta sobre folha em planta no jardim. Ilustração de Donald Zolan.
Jesus falou: "Felizes são os pobres de espírito". Estranhamos estas palavras; achamos que felizes são os ricos, belos, habilidosos, inteligentes, os que não precisam de nada, nem de ninguém.

"Pobre", indica alguém que não tem absolutamente nada, Jesus não diz que pobre é santo por ser pobre, mas fala do homem que reconhece que depende de Deus para tudo.

Não é o "ter" e o "fazer" que definem  sua identidade e valor; não são suas posses nem suas habilidades, mas o caráter. Devemos viver para Deus e seu Reino, não para nós mesmos. Jesus nos convida a reconhecer nossa dependência dEle. A felicidade, segundo Cristo, começa quando deixamos tudo para segui-lo. Quando todos os recursos somem e nada mais pode ser retido, quando a salvação não pode vir de suas mãos, então o homem pode encontrar a felicidade. O pobre de espírito entende que sua vida não tem propósito fora do Criador. Não há um só recurso que não tenha origem no Criador; nem sequer existiríamos sem Ele.

"Pobreza de espírito" também indica o reconhecimento de que há em nossa vida, coisas que gostaríamos de apagar. Os humildes de espírito se deixam ensinar; reconhecem que precisam de cura e não justificam seus erros. Reconhecer as suas falhas é o início de um processo de cura e libertação interior. Pobreza espiritual é arrependimento na forma mais profunda.

Os pobres de espírito são aqueles que se rendem a Deus. Para eles, Deus é o real tesouro. Deles é o Reino dos Céus, o qual acontece sempre onde prevalece a vontade divina. Se o ego impera, não há Reino. Somente quem reconhece sua condição de pobreza deseja render-se a Deus e ao seu Reino. E onde a vontade de Deus se cumpre, ali há vida, ordem, paz, propósito e felicidade. Felizes são os pobres de espírito.

Fonte: Smilinguido - Agenda 2013, Josias Brepohl / Jaqueline J. Vogel Firzlaff, mensagem dedicada ao mês de março, Curitiba (Luz e Vida). 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

A definição de Igreja sem termos teológicos e de maneira resumida

Se você estivesse sem tempo para descrever a Igreja do Senhor para alguém que não possui nenhuma familiaridade com Teologia e nenhuma vivência entre cristãos, e não pudesse deixar a explicação para depois, o que diria?

Com vista a ser breve, direto, de maneira sucinta sobre a definição da Igreja do Senhor, eu diria algo parecido com as linhas que seguem abaixo:

A Igreja do Senhor não possui estrutura física sem vida, ela é feita de gente viva, pessoas integradas em uma comunidade de crentes, indivíduos ativos e úteis fora desta comunidade, homens e mulheres humildes e com disposição para fazer a vontade de Deus em primeiro lugar.

Crianca orando à mesa antes de alimentar-se. Pintura de Donald-Zolan. Definição da palavra Igreja sem termos teológicos. Eliseu Antonio Gomes. Blog Belverede
Os tais seguem cinco princípios básicos:

1. Oram 
Com regularidade, no mínimo, 15 minutos por dia.

2. Jejuam
Pelo menos uma vez por semana.


3. Leem a Bíblia
Quando menos, um capítulo ao dia.

4. Vivem em comunhão
Sempre de maneira voluntária, convivem junto e interagem frequentemente com, no mínimo, dois irmãos da mesma fé, e, espontaneamente, dão mostras efetivas para o mundo do valor do "cordão de três dobras" (Eclesiastes 4.9-12). 

5. Testemunham
Naturalmente, sem que seja preciso falar, têm atitudes compostas de bons exemplos no círculo social em que vivem, o estilo de vida mostra de maneira contundente que são pessoas que as bênçãos do Senhor os alcançaram (Marcos 16.15-17).

6. Entoam louvores
Cantam hinos cujas mensagens expressam o amor a gratidão a Deus, por todas as bênçãos alcançadas e que anunciam ao mundo que só Jesus Cristo é o Salvador.

7. Evangelizam
Ininterruptamente, buscam meios de encontrar oportunidades de levar o pecador aos pés de Jesus Cristo, pois desejam que todos sejam salvos da ira que recai sobre os pecadores.

E.A.G.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Igreja, a definição bíblica desta palavra e o preconceito do mundo contra ela

Artista: Donald Zolan

"Então Jesus chamou as crianças para perto de si e disse: - Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças." - Lucas 18.16 (NTLH).

A palavra Igreja tem como sua raiz etimológica o vocábulo Ecklesia, que significa  "assembleia", "ajuntamento"; "tirados para fora". A primeira vez que aparece no Novo Testamento, foi proferida por Jesus, portanto não é invenção de homens, mas gerada por Deus. A citação encontra-se em Mateus 15.15-17.

Deus tem a sua casa aqui na Terra, é a Igreja. Lugar em que a família cristã desenvolve-se no relacionamento com Ele e com os semelhantes. É local consagrado para buscarmos ao Senhor, onde é possível encontrarmos os irmãos, orarmos uns pelos outros, fazer amizades, vivermos em comunhão. Ambiente que oferece conforto espiritual, conhecimento do plano divino para a vida de cada um, onde podemos compartilhar os dons espirituais, os talentos natos, o serviço cristão. A casa do Senhor é o ponto ideal para celebrar a vida de Jesus e nos prepararmos para lutar contra as crises desse mundo caótico.

É importante enfatizar que Deus é espírito, não mora em templos feitos por mãos de homens, assim sendo, as construções civis não são a casa dEle. A igreja verdadeira é constituída de corações convertidos a Cristo, gente que renunciou à vida em pecado. Nós, os cristãos, somos Igreja quando vivemos em santidade e, em nome de Cristo, estamos reunidos com o objetivo de louvar a Deus em espírito e verdade. Quando pessoas se juntam em nome de Jesus, então Jesus se faz presente entre elas e ali Deus ordena a bênção e a vida eterna. Seja em uma reunião no templo, em uma praça ou residência, entre uma multidão incontável ou numa simples roda à três. (João 4.24; Atos 17.24; Mateus 18.20; Salmo 133).

Porém, para muitas pessoas não-religiosas, o significado do vocábulo Igreja é expressado com preconceito. Associam esta palavra com um estilo de vida religiosa errada, nos modos de viver mais esquisitos que se possa imaginar.

Facilmente, observamos tal desvio de exagero retratado em programas de televisão. Na semana passada, estávamos sintonizando um canal que transmitia um programa de aulas de inglês que usa a música como ferramenta de aprendizagem em um palco repleto de jovens; a música em pauta era "Please don't go" (KC & The Sunshine Band). Em determinado momento, a professora disse para a plateia e aos telespectadores: "cantem com sorriso nos lábios para que não pareçam coral de igreja". Claramente, isto é um flagrante de preconceito religioso, pois passa a ideia de que os louvores entoados nos cultos são uma grande chatice.

Entretanto, as novelas brasileiras, filmes de Hollywood e minisséries em geral, são os meios de comunicação que mais deflagram a discriminação religiosa contra o conceito real do que realmente é a Igreja. Muitas vezes, as artes cênicas são ofensivas ao extremo quando produzem algo fazendo abordagens de alguém que, segundo a ótica deles, representa quem viva uma vida em piedade no seio da Igreja.

Parece-me que escritores, produtores de cinema, autores de folhetins e seriados, não são capazes de criar uma personagem próxima à realidade de alguém que possui fé viva e ao mesmo tempo é cidadão útil à sociedade, alguém que goze de prestígio com o (a) esposo (a) e filhos, seja bem-quisto (a) por vizinhos, apreciado (a) pelo patrão porque tem bons resultados no exercício profissional. Aparentemente, na mente desses produtores, a síntese de felicidade é ser uma pessoa ímpia, a impiedade parece traduzir o prazer de estarem vivos, portanto, mostram alguém infeliz quando esta é uma pessoa ligada à Igreja.

Uma dessas visões distorcidas do que venha a ser a vida de uma pessoa que faz parte da Igreja, está representada na personagem Margaret White, a mãe de Carrie, a personagem central no premiado filme de Brian de Palma, Carrie, A Estranha (na versão original de 1976, encarnada pela atriz Piper Laurie). Aquele fanatismo, encontrado na personagem, não representa alguém que é membro de Igreja, demonstra as exceções agregadas ao roll de membros de uma denominação cristã ou simpatizantes dela.

Penso que na concepção desse pessoal, que cria tais coisas estranhíssimas ao universo da Igreja, o cristão ainda vive debaixo da Lei de Moisés. Eles não sabem que a Igreja está sob o manto da graça divina, que é a melhor situação que um ser humano pode experimentar neste mundo físico (Romanos 6.14). Como não entendem as questões espirituais, constroem personagens à beira de ataques de nervos, gente que tenta empreender esforços demasiados para atender uma lista extensa de regras rígidas, que impedem-na de ser uma pessoa feliz e saudável; não entendendo a espiritualidade, inventam figuras vivendo aprisionadas à alienação, incapazes de pensar usando a lógica, portadoras de mentes atribuladas.

Num futuro, que não temos a data especificada, a Igreja, que é composta de cristãos vivos e outros que já dormem, será apanhada num abrir e fechar de olhos por Jesus Cristo e levada aos ares e em seguida levada até o Tribunal de Cristo, quando todos os salvos “verão a sua face”, receberão o prêmio (galardão) que merecem, serão justamente recompensados por cada serviço prestado aqui na Terra e depois permanecerão com o Senhor para todo o sempre felizes (2 Coríntios 5.10; Apocalipse 22.4).

E.A.G.
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Belverede, Eliseu Antonio Gomes, A Casa de Deus,  30 de dezembro de 2014
Belverede, Eliseu Antonio Gomes, CPAD - EBD Juvenís: O arrebatamento da Igreja: esperança do salvo em Cristo, 19 de outubro de 2012.
Belverede, Eliseu Antonio Gomes, A Igreja e a Lei de Deus, 23 de março de 2015