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terça-feira, 26 de março de 2019

A expectativa da chegada do filho e a depressão pós-parto

Alterações hormonais na mulher podem provocar reações negativas em relação ao recém-nascido.

A chegada do bebê é extremamente comemorada pela família, afinal foram nove meses de espera. A vontade de conhecer o pequenino rosto do neném, trazê-lo ao colo, a primeira mamada, o primeiro sorriso, tudo é motivo de alegria. Mas, inesperadamente alguma coisa pode acontecer e estragar toda essa felicidade.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Os artesãos do Tabernáculo

Os 12 pães e a mesa da presença, coberta de ouro puro.
1 mt de comprimento; 50 cm de largura; 70 de altura.
Símbolo de gratidão a Deus pelo pão de cada dia.
(Êxodo 25.26-30; Levítico 24.5-9; Lucas 11.3) 

Eliseu Antonio Gomes

INTRODUÇÃO

No capítulo 25 de Êxodo, encontramos a determinação de Deus a Moisés para que fosse feito um santuário, determinação esta seguida pela promessa de que após construído nele o Senhor iria habitar. O Tabernáculo era símbolo da Igreja de Cristo, na qual hoje Ele habita e manifesta sua glória.

Por requerer o resgate da alma de cada pessoa adulta, no monte Sinai, Deus traçou o desenho de um altar para a queima de incenso (Êxodo 30.1-16), instruiu Moisés para fazer uma grande bacia na qual os sacerdotes pudessem lavar as mãos ao oferecer sacrifícios (versículos 17-21). Moisés também recebeu fórmulas para a produção de um óleo a ser usado especificamente para unção durante a adoração (34-38) e foi informado que pessoas existiam pessoas especialmente dotadas com habilidades necessárias para construir o centro de adoração ao Senhor (31.1-11). 

I - HOMENS ESPECIAIS PARA SERVIÇOS ESPECIAIS

Deus chama pessoas singulares para executar serviços notabilissímos.

1. Bezalel e Aolide, chamados por Deus (Êxodo 31.1-11).

A narrativa desse texto nos faz saber que Deus identificou dois artífices por nome como especialmente escolhidos, e divinamente habilitados, para realizar tudo o que Ele revelara a Moisés (Êxodo 28.3; 36.1). Ambos foram separados pelo Senhor, de tantos outros obreiros, como os artífices para realizar a obra do Tabernáculo: "a tenda da congregação; a arca do testemunho; o propiciatório e todos os móveis da tenda; e a mesa com seus utensílios, e o altar do incenso; e o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a pia com a sua base; e as vestes do ministério, e as vestes santas de Arão, o sacerdote, e as vestes de seus filhos (...) e o azeite da unção e o incenso aromático para o santuário, farão conforme tudo que tendes mandado".

Esse texto mostra os seguintes nomes:
• Bezalel, empregado para ser o arquiteto ou mestre de obra. Era da tribo de Judá, neto de Hur, provavelmente o mesmo Hur que ajudou a segurar as mãos de Moisés (Êxodo 17).
• Aoliabe, da tribo de Dã. 
As Escrituras Sagradas dizem que Bezalel era homem que esbanjava habilidades artísticas, além de cheio do Espírito de Deus, de sabedoria, entendimento e conhecimento em todo tipo de habilidades (Êxodo 32.2; 35.30; 36.1-2; 37.1-9; 35-8.22; 1 Crônicas 2.20 e 2 Crônicas 1.5). Aoliabe era uma mestre de obra, desenhista e bordador (Êxodo 31.36; 35.34; 36.1-2; 38.23).

2. A prerrogativa de Deus (Êxodo 31.2,3).

Bezalel e Aolibe foram chamados de "artices dotados", o que sugere habilidade previamente desenvolvida. Eles eram experientes para desenvolver a tarefa complexa que Deus havia prescrito (Êxodo 25-30). É provável que tenham selecionado uma equipe de artistas e artesãos, e supervisionado o andamento da empreitada para que tudo a missão fosse concluída de acordo com as ordens de Deus (versículo 11). Não e possível afirmar quanto tempo levou.

Bezalel foi quem fez a maior parte do serviço (Êxodo 37-38; 38.22).

3. A pluralidade do serviço cristão (Romanos 12.4-8; 1 Coríntios 12.8-10, 28).

Êxodo 31.2 mostra o momento que Deus nomeou Bezalel como o desenhista e artíce dos móveis do Tabernáculo. Nomear alguém para alguma coisa implica em chamar pelo nome para ocupar um determinado cargo. Quando o prefeito, governador e presidente que nós votamos se elege, ficamos na expectativa para saber quem serão as pessoas nomeadas por ele. Se ser nomeado por um político gera expectativa, estar nomeado por Deus é um enorme privilégio.

Todos os crentes em Cristo estão nomeados por Deus. O Senhor nos chama pelo nosso nome. Segundo João 15.16, nós fomos nomeados pelo Senhor. Portanto, é preciso priorizar a maravilhosa sabedoria dos desígnios de Deus e viver ao mesmo tempo em e para Cristo, usando devidamente os dons espirituais e talentos naturais dados por Deus.
A arca da aliança
Caixa de 1,20 m de comprimento , 0,75 de largura e 0,75 de altura.
Armazenava as 2 tábuas dos Dez Mandamentos; 1 vaso de maná; e a vara de Arão.
Feita de madeira de acácia e revestida de ouro puro.

II. CHEIOS DO ESPÍRITO, SABEDORIA, ENTENDIMENTO E CIÊNCIA (Êxodo 31.3-5)

1. Cheios do Espírito para realizar a obra (versículo 3).

O Espírito de Deus dá variedades de dons. Assim, os artesãos se aplicaram às instruções dadas por Deus e completaram a obra sem que nada os desabonassem. Eles cumpriram cada pormenor da planta à risca. Duas vezes foi registrado nos capítulo 35 e 40 de Êxodo "assim o fizeram". Mais tarde o Templo construído por Salomão seguiu o modelo do Tabernáculo. E deveria ser exatamente assim, pois o projeto de origem divina visava imprimir na humanidade muitos ensinos da fé cristã, era a figura  que anunciava coisas futuras (Hebreus, capítulos 9 e 10).

2. Habilidades especiais para obras especiais (versículos 4 e 6).

Deus nos dá muitos tipos diferentes de capacidades e habilidades.

As listas de dons espirituais dadas no Antigo Testamento se trata de uma relação completa, porém, são representativas. A passagem bíblica (31.1-11) enfatiza o papel do Espírito Santo em capacitar artesãos para construção do tabernáculo. Na Dispensação da Lei, o Espírito se manifestava apenas sobre os indivíduos que fossem chamados para uma tarefa determinada, agora, na Dispensação da Graça o Espírito mora no coração de todos os em todos os crentes que sempre optam pelas ações corretas (1 Corintios 3.16).
Altar do incenso

III. USANDO OS TALENTOS PARA A GLÓRIA DE DEUS

1. Os talentos (habilidades) de Bezalel e Aolide.

Em Êxodo 31. 2-6 encontramos os nomes, Bezalel e Aolide. Mas não apenas suas identidades, com tais informações também aparece a reputação dos dois indivíduos (31.3b-4; 35.30-36.2).

O perfil de Bezalel o mostra como alguém que possui admirável domínio do seu ofício de artesão. Mas vai além dessa descrição humana ou terrera, fala sobre a variável de origem celeste. Ele não era apenas o profissional das artes, pronto para desempenhar uma tarefa muito importante, muito além de suas habilidades impressionantes havia a característica do seu bom relacionamento com Deus. O que quer dizer que se houvesse outros artesãos no mesmo nível de preparo intelectual e técnico, Bezalel era mesmo o mais preparado entre todos na sua área profissional.

O relato sobre Aolide nos permite saber que aqueles dois homens eram portadores de inteligência e habilidade perfeitas para elaborarem tudo o que era necessário no Tabernáculo. Ambos estavam tomados inteiramente pelo Espírito de Deus, aptos para elaborarem com perfeição o fabrico de todos os elementos previstos por Deus ao serviço religioso no Tabernáculo.

A expressão "cheio do Espírito" aparece nas passagens bíblicas de Êxodo 28.3; 35.31; e em Deuteronômio 34.9. Nessas porções da Bíblia existe o objetivo de Deus adequar o indivíduo para uma tarefa que serve ao bem-estar do povo de Deus. Provavelmente, este é o propósito arraigado nas expressões contidas em Lucas 1.15, 41; Atos 2.4; Efésios 5.18; e 31.3.

2. Os talentos revelados na Igreja (Mateus 25.14, 15).

Há pessoas que possuem dons inerentes, fazem com extrema habilidade coisas que outros por mais que se esforcem não conseguem realizar com a mesma qualidade. A habilidade nata facilita a ascensão rumo ao êxito pessoal e profissional, porém não nos mantém no topo. É preciso existir em nós a sabedoria, saber usar o bom senso para nos manter dentro dos nossos objetivos. Use a abundância de sabedoria e bom senso, e você obterá e manterá o sucesso necessário para sua vida, como crente em Cristo, como cidadão, sendo o cônjuge no lar, no papel de pai ou mãe, na função profissional e na eclesiástica.

Segundo alguns teólogos, apenas sete pessoas tiveram o privilégio de ouvir Deus citar seus nomes mais de um vez: Abraão e Jacó (Gênesis 22.11; 46.2); Moisés (Êxodo 3.4); Samuel (1 Samuel 3.4-10); Marta e Simão  (Lucas 10.4; 22.41); e, Saulo (Atos 9.4).

CONCLUSÃO

Precisamos reconhecer que cada talento vem do Senhor e dedicar-lhe a glória. Encaremos cada talento que há em nós como dom de Deus, estejamos sempre dispostos a usá-los para a glória dEle. Oremos para que Ele nos ajude a fazer o que nos chamou para fazer; e nos mostre como nos manter cheios do Espírito, cheios de sabedoria e habilidade, compreensão e inteligência para usar todo conhecimento adquirido com excelência.

E.A.G.

Compilação:
Guia do Leitor da Bíblia - Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo, Lawrence O. Richards, 5ª edição 2006, Rio de Rajeiro RJ (CPAD).

sexta-feira, 22 de março de 2019

Tire o tablet de seu filho e dê-lhe um instrumento musical

Por Luis Batista Gonçalves

O conselho é dado por Álvaro Bilbao, neuropsicólogo espanhol, autor do livro «El cerebro del niño explicado a los padres», que garante que as aulas de música estimulam a memória e a inteligência.

Muitos pais, para calar os filhos e/ou para os manter sossegados, não hesita em dar-lhes um tablet ou um smartphone para as mãos. Nada de mais errado, a fazer fé nas

quinta-feira, 21 de março de 2019

Ex-presidente Michel Temer está preso


Não é exatamente uma surpresa o pedido de prisão expedido contra o ex-presidente Michel Temer. Ele está preso pela operação Lava Jato. Após deixar a presidência, perdeu seu foro privilegiado, como ele tem dez inquéritos para responder, o juiz Marcelo Bretas, da Justiça Federal do Rio de Janeiro decretou mandato de prisão preventiva. 

Saúde e Cristianismo: tudo a ver

Alimentação correta pode prevenir doenças crônico-degenerativas.

Das muitas doenças modernas que afetam os cidadãos em todo o mundo, as doenças crônico-degenerativas apresentaram um aumento significativo nos últimos anos. A hipertensão arterial sistêmica (HAS) atinge cerca de 22 a 44% da população brasileira.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Penas, peles, pêlos, escamas e outros revestimentos


Quando a gente olha para um bicho, a primeira coisa que notamos e julgamos é a sua aparência externa, como formas, cores… Daí, surgem as expressões: que bonito esse passarinho ou que coisa feia é essa barata ou quantas cores têm aquela lagarta! Neste momento, estamos comentando o revestimento externo dos animais. Mas será que sabemos para que ele serve?

terça-feira, 19 de março de 2019

Tabernáculo - Um Lugar da Habitação de Deus


INTRODUÇÃO

Podemos considerar o Tabernáculo como o primeiro templo judeu. Segundo relata o Antigo Testamento, Moisés recebeu ordem de Deus para que construísse um local de culto, com característica de fácil montagem e desmontagem, pois naquela época o povo israelita era nômade.

Êxodo 25 dá início à seção mais comprida da Bíblia e talvez menos lida e entendida do Livro de Êxodo. Do início do capítulo 25 até o capítulo 40 - com exceção do 32 ao 34 - temos uma excelente descrição detalhada do Tabernáculo. Fala sobre sua estrutura, equipamentos e o sacerdócio. É compreensível que o leitor das Escrituras Sagradas se surpreenda ao comparar o tamanho do relato sobre a Criação e a preparação para que Terra ficasse pronta para a habitação humana, e depois verificar que estão separados 12 capítulos sobre o Tabernáculo. Compreende-se isso: todas as coisas referentes ao Tabernáculo apontam para Cristo e são de alguma maneira um arquétipo de Cristo.

I - A PARCERIA DE DEUS COM SEU POVO PARA A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO 

Deus revelou-se a Israel e fez do Tabernáculo o seu lugar de habitação. Estabeleceu uma parceria com seu povo para construir o Tabernáculo.

A sessão de versículos 1 ao 7 de Êxodo 25 mostra a conclamação do Senhor ao seu povo para a construção do Tabernáculo por meio de ofertas alçadas:
 "O SENHOR disse a Moisés: Diga aos filhos de Israel que me tragam uma oferta. De todo homem cujo coração o mover para isso, dele vocês receberão a minha oferta. Esta é a oferta que dele vocês receberão: ouro, prata e bronze; pano azul, púrpura e carmesim; linho fino; pelos de cabra; peles de carneiro tingidas de vermelho e peles finas; madeira de acácia; azeite para a iluminação; especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático; pedras de ônix e pedras de engaste, para a estola sacerdotal e para o peitoral".
1. Por que construir um tabernáculo no deserto?

A resposta a essa pergunta é clara e objetiva. Uma das lições que se aprende em Teologia acerca de Deus é que "Deus é Espírito e, assim, Ele é autoexistente, não criado por outro ser, atemporal, autossuficiente, não restrito a nenhum determinado ponto geográfico. O fato de Deus manifestar seu desejo de habitar com o seu povo não o limita a nada. Ele tem origem em si mesmo, Ele existe por si mesmo quando diz: "Eu Sou o Que Sou" (Êxodo 3.14).

A ordem dada a Moisés para construir uma morada para Ele tinha por objetivo mostrar o seu Espírito, fazendo-se sentir pelas exibições especiais da natureza no lugar da sua presença, a shekinah: a manifestação do fogo, da nuvem, da água, dos relâmpagos e trovões.

2. A materialização da obra de Deus.

Nós devemos nos atentar para a ideia de que a oferta, entregue pelos judeus para a construção da Arva, teve orientação divina. Foi o próprio Deus quem pediu ao povo que contribuísse para o grande projeto do Tabernáculo.

► Lição 2: Os artesãos do Tabernáculo
Dízimo no judaísmo e na Igreja de Cristo

3. Três verdades bíblicas que o ofertante deve saber (Êxodo 25.2).

Em primeiro lugar, a oferta foi um plano de Deus para o sustento de sua obra; em segundo, a contribuição deveria ser feita como ato voluntário; terceiro, a fidelidade na ação de contribuir trazia ao povo hebreu abundância.

II - O TABERNÁCULO FOI UM PROJETO DE DEUS

"E farão para mim um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo tudo o que eu mostrar a você como modelo do tabernáculo e como modelo de todos os seus móveis, assim mesmo vocês o farão" - Êxodo 25.8-9.

1. Deus arquitetou o Tabernáculo (Êxodo 25.8).

O modelo era divino, mas era feito com elementos materiais e teria caráter temporário. Deus elaborou a engenharia e arquitetou toda a construção do Tabernáculo, dando a Moisés a relação dos peças e equipamentos que deveriam ser utilizados. Desde o início, é perceptível o caráter provisório do projeto divino, pois o povo de Israel não faria uma peregrinação perpétua no deserto. A efetivação do Tabernáculo aconteceu mediante a participação do povo de Deus através de ofertas  alçadas e voluntárias como ouro, prata, cobre, pano azul, e púrpura, e carmesim.

O livro de Êxodo descreve detalhadamente a execução e aparência de todos os utensílios litúrgicos da tenda religiosa, apresenta uma descrição arquitetônica e construtiva minuciosa dos espaços que comporiam o complexo da tenda religiosa.

2. O Tabernáculo foi um projeto de Deus.

O Tabernáculo foi um projeto segundo um modelo especial, era um plano divino, mas destinado à montagem com elementos naturais pois teria um caráter temporal, necessitada praticidade para armar e ser desarmando sempre que houvesse a necessidade de transportá-lo Embora Moisés haja sido formado academicamente no Egito, nenhum item do Tabernáculo era fruto de sua mente engenhosa e disciplinada. Recebendo instruções direta de Deus, Moisés persuadiu o povo hebreu a envolver-se na construção, enfatizando que se tratava de uma proposta celestial.

O Tabernáculo era um retângulo descoberto, delimitado por um acortinado. No pátio, orientado para o leste, estava o altar em bronze onde eram realizados os sacrifícios e a pia onde Aarão e seus filhos lavavam as mãos antes de realizar os sacrifícios.

Logo depois da pia estava o santuário, uma tenda coberta por uma série de camadas de cortinas sustentadas por grandes colunas de madeira revestidas em ouro. Dentro do volume, uma cortina dividia o espaço em dois, de maneira que o espaço mais sagrado fosse um cubo perfeito, conhecido como Santo dos santos. Neste recinto estava a Arca da Aliança, receptáculo das Tábuas da Lei, pedaços da primeira edição quebrada por Moisés quando da sua ira ao ver os hebreus adorando a imagem do bezerro de ouro. A parte aberta do santuário, entre o Santo dos santos e a entrada pelas cortinas, abrigava um pequeno altar para incenso, um candelabro de ouro e a mesa sobre a qual deveria estar o pão da apresentação.

3. O plano térreo do Tabernáculo (Êxodo 25.9).

O Tabernáculo de Moisés foi um projeto de Deus assim como a Igreja o é no mundo. O fato de o Tabernáculo ter existido no período da peregrinação dos hebreus pelo deserto e ter sido um santuário portátil por causa das constantes mudanças realizadas por Israel, ele e seus móveis apontavam à revelação de um plano salvífico por intermédio de Jesus.

O apóstolo Pedro compara, em sua primeira carta, no capítulo 2 e versículo 11, os cristãos aos hebreus, diz que os crentes são peregrinos e forasteiros, isto é, subentende-se que ele quis dizer que não temos residência fixa neste mundo, somos gente estrangeira cujo destino final é o lar que está no céu.

O uso de qualquer objeto do Tabernaculo na Igreja não passa de decoração estética. A Arca da Aliança como se vê representada em alguns púlpitos utilizada como forma de afirmar que Deus está naquele objeto é desvio doutrinário. Nossa Arca é o Senhor Jesus, e Ele mesmo, como Sacerdote e Cordeiro se apresentou diante do Pai para mostrar o fruto da expiação que fez por todos.

III - A RELAÇÃO TIPOLÓGICA ENTRE O TABERNÁCULO E A IGREJA

O modo especial de Deus revelar-se ao seu povo era através de tipos e figuras materiais que ilustrassem as verdades celestiais. Esta linguagem figurada expressa a relação de Deus, o Criador e Senhor, o Todo-Poderoso, com a sua criação e com as suas criaturas. 

1. A importância dos aspectos tipológicos do Tabernáculo.

A tipologia bíblica constitui-se uma das maiores riquezas de proveito espiritual para o crente que deseja conhecer a Bíblia profundamente, pode ser explorada sem receio, desde que as regras de interpretação de texto seja respeitada. É bom lembrar que um tipo sempre é inferior ao tipificado.

A tipologia é muito rica em si mesma, pode ser definida como o estabelecimento de conexões históricas entre fatos, pessoas e coisas do Antigo Testamento com o que existe no Novo. Por isso, ao lidarmos com a tipologia do Tabernáculo, é necessário considerar que ela é manifestada na pessoa de Cristo e em sua obra expiatória. Deus tinha a Arca, o Castiçal de Ouro, o Altar do incenso e a mesa dos pães da proposição como peças da liturgia de culto. No Novo Testamento, o modo de adorar a Deus tornou-se diferente e especial, porque o lugar da adoração é um Pessoa, o próprio Senhor Jesus Cristo.

De acordo com os parâmetros da hermenêutica bíblica, a estrutura física dos objetos usados no Tabernáculo é descrito detalhadamente. São metais e madeiras, tecidos e bordados, peles e cores. Tais peças estavam na mente de Deus como significados simbólicos voltados para revelar o seu caráter e glória.

O Tabernáculo era o símbolo da presença de Deus entre o povo (Êxodo 29.43-46). O apóstolo Paulo demonstrou considerar a relação tipológica muito importante quando escreveu a seguinte declaração: "Pois tudo o que no passado foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança (Romanos 15.4).

2. A Igreja de Cristo é Tabernáculo de Deus na Terra

O estudo do Tabernáculo constitui-se a descoberta da maior riqueza da tipologia bíblica. O tabernáculo de Moisés era material, e Deus habitava nele; a Igreja é o tabernáculo espiritual onde habita e se manifesta gloriosamente (Efésios 2.22).

A mesma tipologia aponta para um povo futuro, a Igreja, a pessoas de Jesus Cristo. Não apenas o Tabernáculo, o Templo de Salomão também simboliza  a Igreja de Cristo edificada para "morada de Deus em Espírito" (Efésios 2.22).

A Igreja é apresentada na Bíblia como a Casa de Deus, de caráter familiar, porque a palavra "casa", nesse contexto, refere-se à família que mora na casa (1 Timóteo 3.15). Além disso, a Igreja é descrita como Templo de Deus (1 Corintios 3.16).

Alguns textos do Novo Testamento fazem da tipologia modo de comparação entre o Tabernáculo e a Igreja.  Paulo tipificou a Igreja como edifício de Deus para falar de crescimento coerente e organizado da comunidade cristã (1 Corintios 3.9). Neste edifício, os crentes em Cristo são identificados como "pedras vivas", as quais são edificadas umas sobre as outras.

CONCLUSÃO

O Pai desejou habitar entre os homens e derrubar a parede de separação erguida pelo pecado no Éden. Esse plano glorioso alcançou o objetivo máximo na encarnação e crucificação de Jesus Cristo, seu amado Filho "na plenitude dos tempos" (Gálatas 4.4; Efésios 1.5-10). Na Pessoa gloriosa de Jesus Cristo, Deus encontrou-se com o ser humano, e este com Deus.

Desde a geração de Moisés, Tabernáculo indica algo futuro que mudaria o destino do ser humano caído: a Obra Expiatória de Cristo representada em todo o santuário em ao meio ao deserto. Foi concebido para que o homem dos tempos atuais compreenda a sua figura representada na pessoa de Jesus Cristo, o qual expiou a nossa culpa, fazendo-se o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29).   Na Obra Expiatória do Senhor, a imagem do Tabernáculo relaciona-se com a Igreja fundada pelo Senhor Jesus Cristo. Tal qual o Tabernáculo, a Igreja de Cristo é um planejamento de Deus posto em curso com o objetivo de abençoar o mundo, convidar toda alma a achegar-se diante do Senhor com o coração contrito.

E.A.G.

Compilação
Ensinador Cristão, Entrevista do Comentarista, páginas 25 e 26, ano 20, nº 78, 2º trimestre de 2019; Bangu, Rio de Janeiro / RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus / CPAD).
Lições Bíblicas Professor - O Tabernáculo - Símbolos da Obra Redentora de Cristo; Elienai Cabral;  2º trimestre de 2019; Lição 1; Tabernáculo: Um Lugar da Habitação de Deus; páginas 2 a 9; Bangu, Rio de Janeiro / RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus / CPAD).
O Tabernáculo - Símbolos da Obra Redentora de Cristo; Elienai Cabral, páginas 7 a 11 e 15 a 19; 1ª edição 2019; Bangu, Rio de Janeiro / RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus / CPAD).
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Atualização em 20 de março de 2019 às 8h23