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segunda-feira, 25 de março de 2019

Os artesãos do Tabernáculo

Os 12 pães e a mesa da presença, coberta de ouro puro.
1 mt de comprimento; 50 cm de largura; 70 de altura.
Símbolo de gratidão a Deus pelo pão de cada dia.
(Êxodo 25.26-30; Levítico 24.5-9; Lucas 11.3) 

Eliseu Antonio Gomes

INTRODUÇÃO

No capítulo 25 de Êxodo, encontramos a determinação de Deus a Moisés para que fosse feito um santuário, determinação esta seguida pela promessa de que após construído nele o Senhor iria habitar. O Tabernáculo era símbolo da Igreja de Cristo, na qual hoje Ele habita e manifesta sua glória.

Por requerer o resgate da alma de cada pessoa adulta, no monte Sinai, Deus traçou o desenho de um altar para a queima de incenso (Êxodo 30.1-16), instruiu Moisés para fazer uma grande bacia na qual os sacerdotes pudessem lavar as mãos ao oferecer sacrifícios (versículos 17-21). Moisés também recebeu fórmulas para a produção de um óleo a ser usado especificamente para unção durante a adoração (34-38) e foi informado que pessoas existiam pessoas especialmente dotadas com habilidades necessárias para construir o centro de adoração ao Senhor (31.1-11). 

I - HOMENS ESPECIAIS PARA SERVIÇOS ESPECIAIS

Deus chama pessoas singulares para executar serviços notabilissímos.

1. Bezalel e Aolide, chamados por Deus (Êxodo 31.1-11).

A narrativa desse texto nos faz saber que Deus identificou dois artífices por nome como especialmente escolhidos, e divinamente habilitados, para realizar tudo o que Ele revelara a Moisés (Êxodo 28.3; 36.1). Ambos foram separados pelo Senhor, de tantos outros obreiros, como os artífices para realizar a obra do Tabernáculo: "a tenda da congregação; a arca do testemunho; o propiciatório e todos os móveis da tenda; e a mesa com seus utensílios, e o altar do incenso; e o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a pia com a sua base; e as vestes do ministério, e as vestes santas de Arão, o sacerdote, e as vestes de seus filhos (...) e o azeite da unção e o incenso aromático para o santuário, farão conforme tudo que tendes mandado".

Esse texto mostra os seguintes nomes:
• Bezalel, empregado para ser o arquiteto ou mestre de obra. Era da tribo de Judá, neto de Hur, provavelmente o mesmo Hur que ajudou a segurar as mãos de Moisés (Êxodo 17).
• Aoliabe, da tribo de Dã. 
As Escrituras Sagradas dizem que Bezalel era homem que esbanjava habilidades artísticas, além de cheio do Espírito de Deus, de sabedoria, entendimento e conhecimento em todo tipo de habilidades (Êxodo 32.2; 35.30; 36.1-2; 37.1-9; 35-8.22; 1 Crônicas 2.20 e 2 Crônicas 1.5). Aoliabe era uma mestre de obra, desenhista e bordador (Êxodo 31.36; 35.34; 36.1-2; 38.23).

2. A prerrogativa de Deus (Êxodo 31.2,3).

Bezalel e Aolibe foram chamados de "artices dotados", o que sugere habilidade previamente desenvolvida. Eles eram experientes para desenvolver a tarefa complexa que Deus havia prescrito (Êxodo 25-30). É provável que tenham selecionado uma equipe de artistas e artesãos, e supervisionado o andamento da empreitada para que tudo a missão fosse concluída de acordo com as ordens de Deus (versículo 11). Não e possível afirmar quanto tempo levou.

Bezalel foi quem fez a maior parte do serviço (Êxodo 37-38; 38.22).

3. A pluralidade do serviço cristão (Romanos 12.4-8; 1 Coríntios 12.8-10, 28).

Êxodo 31.2 mostra o momento que Deus nomeou Bezalel como o desenhista e artíce dos móveis do Tabernáculo. Nomear alguém para alguma coisa implica em chamar pelo nome para ocupar um determinado cargo. Quando o prefeito, governador e presidente que nós votamos se elege, ficamos na expectativa para saber quem serão as pessoas nomeadas por ele. Se ser nomeado por um político gera expectativa, estar nomeado por Deus é um enorme privilégio.

Todos os crentes em Cristo estão nomeados por Deus. O Senhor nos chama pelo nosso nome. Segundo João 15.16, nós fomos nomeados pelo Senhor. Portanto, é preciso priorizar a maravilhosa sabedoria dos desígnios de Deus e viver ao mesmo tempo em e para Cristo, usando devidamente os dons espirituais e talentos naturais dados por Deus.
A arca da aliança
Caixa de 1,20 m de comprimento , 0,75 de largura e 0,75 de altura.
Armazenava as 2 tábuas dos Dez Mandamentos; 1 vaso de maná; e a vara de Arão.
Feita de madeira de acácia e revestida de ouro puro.

II. CHEIOS DO ESPÍRITO, SABEDORIA, ENTENDIMENTO E CIÊNCIA (Êxodo 31.3-5)

1. Cheios do Espírito para realizar a obra (versículo 3).

O Espírito de Deus dá variedades de dons. Assim, os artesãos se aplicaram às instruções dadas por Deus e completaram a obra sem que nada os desabonassem. Eles cumpriram cada pormenor da planta à risca. Duas vezes foi registrado nos capítulo 35 e 40 de Êxodo "assim o fizeram". Mais tarde o Templo construído por Salomão seguiu o modelo do Tabernáculo. E deveria ser exatamente assim, pois o projeto de origem divina visava imprimir na humanidade muitos ensinos da fé cristã, era a figura  que anunciava coisas futuras (Hebreus, capítulos 9 e 10).

2. Habilidades especiais para obras especiais (versículos 4 e 6).

Deus nos dá muitos tipos diferentes de capacidades e habilidades.

As listas de dons espirituais dadas no Antigo Testamento se trata de uma relação completa, porém, são representativas. A passagem bíblica (31.1-11) enfatiza o papel do Espírito Santo em capacitar artesãos para construção do tabernáculo. Na Dispensação da Lei, o Espírito se manifestava apenas sobre os indivíduos que fossem chamados para uma tarefa determinada, agora, na Dispensação da Graça o Espírito mora no coração de todos os em todos os crentes que sempre optam pelas ações corretas (1 Corintios 3.16).
Altar do incenso

III. USANDO OS TALENTOS PARA A GLÓRIA DE DEUS

1. Os talentos (habilidades) de Bezalel e Aolide.

Em Êxodo 31. 2-6 encontramos os nomes, Bezalel e Aolide. Mas não apenas suas identidades, com tais informações também aparece a reputação dos dois indivíduos (31.3b-4; 35.30-36.2).

O perfil de Bezalel o mostra como alguém que possui admirável domínio do seu ofício de artesão. Mas vai além dessa descrição humana ou terrera, fala sobre a variável de origem celeste. Ele não era apenas o profissional das artes, pronto para desempenhar uma tarefa muito importante, muito além de suas habilidades impressionantes havia a característica do seu bom relacionamento com Deus. O que quer dizer que se houvesse outros artesãos no mesmo nível de preparo intelectual e técnico, Bezalel era mesmo o mais preparado entre todos na sua área profissional.

O relato sobre Aolide nos permite saber que aqueles dois homens eram portadores de inteligência e habilidade perfeitas para elaborarem tudo o que era necessário no Tabernáculo. Ambos estavam tomados inteiramente pelo Espírito de Deus, aptos para elaborarem com perfeição o fabrico de todos os elementos previstos por Deus ao serviço religioso no Tabernáculo.

A expressão "cheio do Espírito" aparece nas passagens bíblicas de Êxodo 28.3; 35.31; e em Deuteronômio 34.9. Nessas porções da Bíblia existe o objetivo de Deus adequar o indivíduo para uma tarefa que serve ao bem-estar do povo de Deus. Provavelmente, este é o propósito arraigado nas expressões contidas em Lucas 1.15, 41; Atos 2.4; Efésios 5.18; e 31.3.

2. Os talentos revelados na Igreja (Mateus 25.14, 15).

Há pessoas que possuem dons inerentes, fazem com extrema habilidade coisas que outros por mais que se esforcem não conseguem realizar com a mesma qualidade. A habilidade nata facilita a ascensão rumo ao êxito pessoal e profissional, porém não nos mantém no topo. É preciso existir em nós a sabedoria, saber usar o bom senso para nos manter dentro dos nossos objetivos. Use a abundância de sabedoria e bom senso, e você obterá e manterá o sucesso necessário para sua vida, como crente em Cristo, como cidadão, sendo o cônjuge no lar, no papel de pai ou mãe, na função profissional e na eclesiástica.

Segundo alguns teólogos, apenas sete pessoas tiveram o privilégio de ouvir Deus citar seus nomes mais de um vez: Abraão e Jacó (Gênesis 22.11; 46.2); Moisés (Êxodo 3.4); Samuel (1 Samuel 3.4-10); Marta e Simão  (Lucas 10.4; 22.41); e, Saulo (Atos 9.4).

CONCLUSÃO

Precisamos reconhecer que cada talento vem do Senhor e dedicar-lhe a glória. Encaremos cada talento que há em nós como dom de Deus, estejamos sempre dispostos a usá-los para a glória dEle. Oremos para que Ele nos ajude a fazer o que nos chamou para fazer; e nos mostre como nos manter cheios do Espírito, cheios de sabedoria e habilidade, compreensão e inteligência para usar todo conhecimento adquirido com excelência.

E.A.G.

Compilação:
Guia do Leitor da Bíblia - Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo, Lawrence O. Richards, 5ª edição 2006, Rio de Rajeiro RJ (CPAD).

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