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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Uma breve reflexão sobre a sabedoria e pecados do rei Salomão e do apologista Ravi Zacharias

Por Eliseu Antonio Gomes

Ravi Zacharias, considerado um grande teólogo apologético em nível internacional, faleceu vítima de câncer em 19 maio de 2020. Após sua morte, a organizão Ravi Zacharias International Ministries (RZIM), tornou público uma investigação interna que o apontava como um homem de vida dupla. Afirma que ele escondia da sua família, amigos, colegas de ministério e do público um comportamento reprovável ao padrão cristão. Além de escândalos sexuais, surgiram ao longo de sua vida acusações de que mentiu sobre suas credenciais acadêmicas. Teria alegado que estudou na Universidade de Cambridge e era professor na Universidade de Oxford. As duas instituições o desmentiram.

Em um trecho da nota emitida pela RZIM, lemos o seguinte:
“Ravi usou uma ampla gama de medidas para esconder seu comportamento de sua família, colegas e amigos. No entanto, também reconhecemos que em situações de abuso prolongado, muitas vezes existem questões significativas de estrutura, política e cultura interna ... Nossa equipe, doadores e o público confiaram em nós para orientar e monitorar Ravi Zacharias e garantir seu desempenho. Contas, e falhamos nisso”.
Obviamente, tal situação provocou vergonha aos evangélicos em todo o mundo.

O que dizer sobre este fato? A Bíblia informa que Deus deu a Salomão sabedoria, e então ele se tornou o rei mais sábio em seu tempo (1 Reis 3.16 a 28 – 5.5; 2 Crônicas 2 a 4). Mas a Bíblia diz também que Salomão teve seu coração corrompido ao reunir um grande número de mulheres como suas esposas e concubinas, sendo que a Lei de Moisés determinava que nenhum monarca poderia constituir um harém para si (Deuteronômio 17.17).

Salomão envolveu-se com mil mulheres, havia moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e heteias. Então elas perverteram seu coração, induzindo-o a adorar os falsos deuses. Salomão caiu nos pecados de idolatria e relações sexuais ilícitas e mandou edificar no Monte das Oliveiras templos para Astarote, Moloque e Camos (1 Reis 11.1 e 2 – Neemias 13.26).

O que houve com Salomão? Infelizmente, ele decidiu deixar de usar a sabedoria que havia recebido do Senhor e imitar os reis pagãos, trocou a santidade pela promiscuidade! 

Segundo está escrito na Carta de Tiago (1.5), Deus continua a dar sabedoria aos que lhe pedem. E, segundo Paulo, muitos se enganam ao pensar que é sábio segundo os padrões da geração em que vive (1 Coríntios 3.18). Nesta situação, muitos homens e mulheres de Deus se afastam da sabedoria do Senhor, deixam de usá-la e se transformam em pedra de tropeço para muitos neófitos da fé. 

 Ai desses sábios e sábias, porque apostatam da fé em Cristo, trocam a sabedoria do alto pela sabedoria humana ou sabedoria diabólica (Tiago 3.15).


Consultas:
https://en.wikipedia.org/wiki/Ravi_Zacharias
https://www.coalicionporelevangelio.org/articulo/recuerda-el-evangelio-una-reflexion-sobre-el-pecado-de-ravi-zacharias/

Sobre a Covid 19 e o uso de sanitários caseiros e públicos

Buenos Aires vive dias de cidade-fantasma.
NurPhoto | Getty Images
Nós precisamos de fato nos cuidar. Mas é importante estar plenamente esclarecido sobre o assunto. 

Uso máscara e evito sair desnecessariamente de casa. Porém, sei também que ficar recolhido não é uma atitude que funciona em 100% para minha proteção. Também, sei que é importante tomar banho de sol, fazer com que a vitamina D esteja presente no organismo, pois ela é um agente natural que colabora para a melhor ação de anticorpos no metabolismo. 

Observe. Os países que promovem mais o "fique em casa", cito como exemplo a Argentina, estão no topo da lista de mortandades pela co-vid. 

Há alguns dias, assisti ao programa Opinião no Ar, que vai ao ar pela RedeTV! por volta do meio-dia e tem reprise nas madrugadas, uma entrevista com o virologista Paolo Zanotto. Ele esclareceu que o vírus sai pelas fezes e é capaz de contaminar as pessoas que usam o vaso sanitário em que o excremento foi posto para fora do corpo. Lavamos as mãos, usamos álcool em gel, usamos máscaras, mas não nos damos conta do perigo dentro da nossa residência. Imagine uma casa com cinco moradores compartilhando um banheiro! É preciso uma boa higienização toda vez que houver uso. 

Então, evite banheiros públicos!

Usemos a fé em Cristo, a ponderação. 

Essa pandemia vai passar!

sábado, 12 de dezembro de 2020

Hulda: a profetisa escolhida por Deus na geração de Jeremias e Sofonias

Por Eliseu Antonio Gomes

A Bíblia Sagrada não fornece muitos detalhes sobre Hulda, profetisa em Jerusalém numa época em que poucos judeus davam ouvidos ao Senhor. As informações que encontramos sobre ela nos esclarece que esta mulher soube viver em comunhão com Deus em tempo de apostasia generalizada. A história de Hulda encontra-se em 2 Reis 22.14-20 e 2 Crônicas 34.19-22.

Durante o reinado de Josias, o sacerdote Hilquias encontrou o Livro da Lei na Casa do Senhor  e este o entregou a Safã, e este leu-o para o rei. Então, quando Josias tomou ciência da situação de rebeldia espiritual praticada pela nação que ele era o líder, cheio de grande temor rasgou-suas vestes, ficou muito preocupado, entristeceu-se muito e, querendo tomar decisões corretas, ordenou: "Vão consultar o Senhor por mim, pelo povo e por todo o Judá, a respeito das palavras deste livro que foi encontrado. Porque é grande o furor do Senhor, que se acendeu contra nós, porque os nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem segundo tudo o que está escrito a nosso respeito (2 Reis 22.13).

Apesar de os profetas Jeremias e Sofonias ainda estarem vivos, Hilquias, e os mensageiros do rei, Aicão e Acbor, procuraram a profetisa Hulda, que morava no bairro novo de Jerusalém, era esposa de Salum, o encarregado das vestimentas da Casa do Senhor. (2 Reis 22.11-14; 2 Crônicas 34.19-22). Eles contaram-lhe o que havia ocorrido.

Hulda foi escolhida por Deus para entregar a mensagem divina ao monarca. Caso fosse entregue por Jeremias ou Sofonias, não há dúvida de que seria o mesmo recado, porém, através de uma mulher o modo de dizer veio em um tom  ameno e encorajador como Josias necessitava recebê-lo.

Hulda pronunciou-se desta maneira: "Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: 'Digam ao homem que os enviou a mim: ‘Assim diz o Senhor: Eis que trarei desgraça sobre este lugar e sobre os seus moradores, a saber, todas as palavras do livro que o rei de Judá leu. Por terem me abandonado e queimado incenso a outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este lugar e não se apagará.' Mas ao rei de Judá, que os enviou para consultar o Senhor, digam o seguinte: 'Assim diz o Senhor, o Deus de Israel, a respeito das palavras que você ouviu: Visto que o seu coração se enterneceu e você se humilhou diante do Senhor, quando ouviu as ameaças que fiz contra este lugar e contra os seus moradores — que seriam objeto de horror e de maldição —, rasgou as suas roupas e chorou diante de mim, também eu ouvi a sua oração, diz o Senhor. Por isso, deixarei que você morra e seja sepultado em paz, e os seus olhos não verão todo o mal que trarei sobre este lugar.' ” (2 Reis 22.14-20).

Os enviados do rei entregaram-lhe a mensagem. Ao ouvir a profecia, o rei Josias tomou a decisão de renovar sua aliança com o Senhor. Tomou outras atitudes importantes, entre estas atitudes estava fazer com que o povo de Israel seguisse os estatutos e mandamentos que estavam escritos no Livro da Lei, isto é, servisse ao Senhor de todo o coração e abandonasse a idolatria. Para isso, empreendeu a reforma do Templo, que havia sido esquecido por reis anteriores, para que os israelitas voltassem a adorar a Deus (2 Reis 21.20-22; 22.3-7; 2 Crônicas 33.1-10; 34.8-34). 

Em meio à mensagem de condenação, Hulda encontrou palavras de encorajamento ao rei Josias. Através do seu exemplo, vemos que Deus busca instrumentos para transmitir sua mensagem, pessoas dispostas a obedecê-lo, independente se é um coração masculino ou feminino. Aprendemos que é preciso informar a verdade proveniente do Espírito Santo e que ao sermos firmes não precisamos ser rudes. 

Dizer a verdade é uma responsabilidade que, como cristãos, não podemos negligenciar jamais.