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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Escatologia: acontecimentos futuros no plano da redenção (introdução)


Por Eliseu Antonio Gomes

O plano da redenção não se concluirá até que os santos encontrem-se diante de Deus, assim como Adão e Eva permaneceram na presença do Criador antes de pecarem. Existem alguns acontecimentos profetizados nas Escrituras Sagradas, que ainda estão por acontecer. Os seguidores de Cristo podem ter comunhão com Deus em Cristo agora, mas a concretização final da intenção de Deus será no céu.

Todas as religiões possuem a sua escatologia. Cada uma apontando ao propósito final da sua crença. A maior parte das religiões disponibiliza esperança aos adeptos. Os hinduístas e os espíritas aceitam como verdadeira a reencarnação; os hinduístas creem também na transmigração, sistema em que o morto revive, mas, em forma menos significante, tomando o corpo de um animal ou até mesmo de um inseto, conforme o modo em que viveu. Os espíritas são menos radicais, porém apregoam a questão do carma, a reencarnação em outro corpo humano após a morte, com o objetivo de experimentar sofrimentos a fim de pagar por erros cometidos durante a vida.

Os filósofos gregos, da época de Sócrates, insinuavam existir a mudança da alma para o mundo das ideias, à condição livre da matéria. Platão, em sua obra Fédon e Equécrates, apresenta o diálogo de Sócrates. O pensador ateniense, antes de tomar a sicuta - veneno popular entre os suicidas na antiga Grécia - afirma que nada é mais estimulante do que entrar para o mundo das ideias, onde aproveitará de novos conhecimentos. 

O vocábulo "escatologia" é originário dos termos gregos "eschatos" (último) e "logia" (doutrina ou tratado), isto é, o estudo dos últimos eventos. A sua abrangência aborda o que acontecerá com os homens e o mundo como um todo; toca em acontecimentos desde a morte física até o estado eterno, após o julgamento final; descreve o futuro da Igreja e dos ímpios.

A Escatologia sempre aguçou grande atração na humanidade. O desejo em conhecer o futuro provoca tanto crentes quanto descrentes, já que estes pesquisam na astrologia, cartomancia, na quiromancia e em outros métodos esotéricas, maneiras de descobrir o que ocorrerá em dias futuros, relacionados, principalmente à vida amorosa, à segurança econômica e, alguns mais afoitos, a saber como será o seu próprio final.

Para nós, os cristãos, a Escatologia é um dos assuntos mais profundos da Bíblia Sagrada. Como parte das doutrinas cristãs, não se restringe a alguns fatos previstos para o futuro, mas examina detalhadamente o desdobramento da História, confere os acontecimentos com as profecias bíblicas. Ao meditar nesta matéria teológica, a nossa esperança fica revigorada (1 Pedro 1.3), clareando o nosso caminhar (2 Pedro 1.19) para seguirmos adiante na trajetória da fé (Hebreus 12.1), até o momento em que a trombeta tocar nas alturas sinalizando a volta de Cristo  (1 Coríntios 15.52) e sejamos retirados desse mundo, levados ao encontro do Senhor nos ares (1 Tessalonicenses 4.16).

A partir do momento em que a Igreja de Jesus teve o seu início, ela é participante de um período da História conhecido como "os últimos dias". Consequentemente, a Igreja já nasceu numa conjuntura escatológica. Desde o começo os crentes sabem esperar pelo seu arrebatamento iminente deste mundo para o céu de luz. Sabemos que chegará o dia em que conheceremos a mansão celestial (João 14.1-3), a qual Deus preparou para ser morada do seu povo (Hebreus 11.16).

E.A.G.

A segunda vinda de Jesus

Compilação:
1ª Escola Bíblica para Obreiros (EBO): Escatologia, Valdir Nunes Bícego, página 23, data do evento não declarado, Lapa, São Paulo/SP (Assembleia de Deus setor Lapa).
64ª Escola Bíblica de Obreiros (EBO) - Edificando Nossa Cada, Escatologia, Gerson Filitto Sobrinho, página 39, 19 de setembro a 4 de outubro de 2010, Belenzinho, São Paulo/SP  (Igreja Assembleia de Deus em São Paulo).
O Tema da Bíblia - Um Estudo Sobre o Plano da Redenção, FerrelL Jenkins, página 17, 2ª edição ano 2000, São Paulo/SP (Dennis Allan).
Teologia para Pentecostais - Uma Teologia Sistemática Expandida, volume 4, Walter Brunelli, página 163, 166, edição 2016, Taquara, Rio de Janeiro/RJ (Central Gospel).

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Pastor Silas Malafaia afirma que é apoiador intransigente de Jair Bolsonaro mas não é subalterno dele

Matéria do UOL, em São Paulo. publicação de 30 de novembro de 2018 às 04h44: Sou apoiador intransigente, mas não subalterno, diz Malafaia de Bolsonaro.

A reportagem é interessante e precisa ser lida com olhos críticos. Parece que há no conteúdo a intenção de criar a tal "contenda entre irmãos".

É importante ler considerando que o portal UOL faz parte do grupo Folha e que parte do grupo Folha pertence às Organizações Globo. E, com esta lembrança, não tenho a intenção de intensificar a ideia de que existe alguma espécie de conspiração contra Jair Bolsonaro, promovido pelo jornalismo militante de simpatizantes da política de esquerda.

Apesar daquele episódio ocorrido durante o segundo turno da disputa presidencial, quando a Folha apresentou matéria acusando a equipe de campanha de Bolsonaro, ao afirmar existir empresários impulsionando propaganda política em mídias sociais - um crime eleitoral capaz de impugnar a candidatura do então candidato do PSL. Houve investigação e NADA foi comprovado.

Após gigantesco ato profissional falho, NÃO ACONTECEU o pronunciamento por parte da Folha expressando um "erramos, desculpem, não somos os irrepreensíveis paladinos da verdade". Que feio, Folha!

Ao contrário do que muitos acreditam e repetem exaustivamente, nós brasileiros temos memória, haja vista a faxina que fizemos nas urnas da recente eleição passada. E apreciamos o exercício do bom jornalismo, aquele que também erra, mas prova ser imparcial e ter compromisso com a verdade dos fatos. Nós sabemos que jornalista é gente e não é um ser perfeito. Apreciamos o trabalho do jornalista que reconhece ser falível e quando falha se esforça para trazer à tona a verdade do fato.

Sabemos muito bem: cair é coisa inerente ao ser humano, levantar-se, limpar-se e seguir adiante é ação própria de quem não ama a lama.

E.A.G.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

O medo que apaga o brilho de personalidades da televisão brasileira

Uma boa parte das inúmeras pessoas que fazem televisão, aberta e por assinatura, quando comentam sobre os internautas que compõem as mídias sociais, opinam de maneira negativa, como se todo usuário da esfera virtual fosse gente idiota que só transmite opiniões desprovidas de inteligência e capacidade de fazer análises equilibradas.

Tal comportamento, ao mesmo tempo que entristece, irrita. Esta crítica é generalizante e tosca. É simplória e digna de pena.

É coisa comum de gente que usa o faro, encontra o cheiro ruim sem lembrar que existe o aroma das flores, das frutas, do tempero culinário.

É comportamento atrelado ao indivíduo acostumado com a visão embaçada e é incapaz de apreciar o calor da luz trazida pelo sol nascente, não admira a diversidade das cores nas florestas, em matas e jardins. reação daqueles que preferem envolver-se na fumaça misturada ao barulho desconexo da poluição sonora, ao invés de apreciar os tons naturais e instrumentais, o sonido organizado da música, que em sete notas bem posicionadas representam a vida saudável, é capaz de animar a alma triste vibrando o martelo, a bigorna e o estribo de nossos ouvidos.

Menos generalização e mais especificação, distinção, particularização. Por quê? Porque generalizar é apenas a força do hábito de quem não tem comprometimento com fatos, segue a vida posicionando-se abaixo da linha da mediocridade.

Enquanto há vida há esperança. Rejeitamos a escuridão porque amamos a luminosidade; indicamos o falso porque sabemos o que é verdadeiro; não queremos o medo porque apreciamos a utilidade da coragem.

Respire mais pausadamente. Pense mais. Ouça mais. Veja mais. Fale mais, não se cale.

Mostre-se ser alguém intelectualmente privilegiado. Presenteie-se com o privilégio de voltar atrás naquilo que falou, entendendo que mudar também significa evolução. Ou vá além e reforce tudo com argumentos bem pensados, porque todos têm liberdade de expressão. Porém, jamais seja monossilábico na temporada da comunicação com excelência, nunca seja generalizante porque viver é o eterno diálogo composto de boa explicação.

E.A.G.