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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

A meme da Zona de Amizade

Zona da Amizade (tirada de "friendzone", expressão inglesa em voga), significa a relação de amor não muito bem resolvida. Enquanto uma pessoa está tremendamente apaixonada por outra, o alvo da paixão aguda sente igual, mas por outro alguém.

Esta situação complicada se aplica mais ao gênero masculino. Eles tentam, sem sucesso, iniciar o romance, mas a garota só quer amizade e até confia abrir seu coração ao rapaz para falar sobre o tal pretendente dela; faz isso porque não sabe dos sentimentos que ele sente por ela, ou pelo fato de ser pessoa ruim, mesmo.

Diálogos comuns na situação da Zona de Amizade:

-  Por que outros caras não gostam de você? - ele, na tentativa de fazer a declaração de amor.

- Eu gostaria de ter um namorado que me entende como você - responde a insensível.

Para não perder vínculo, o garotão se esforça para ser uma pessoa boa para ela:

- Comprei dois ingressos, quer ir comigo ao evento?

- Você é um bom amigo - diz ela sorridente - quem me dera o fulano fosse assim comigo como você é!


Publicação de imagem extraída em Miejski  - https://www.miejski.pl

sábado, 17 de agosto de 2019

A Mordomia do Tempo


Por Eliseu Antonio Gomes

INTRODUÇÃO

A palavra mordomia tem significação profunda para a vida cristã. Porém,  nem todo cristão tem consciência que ele é mordomo de Deus, nem todo crente sabe sobre os incontáveis privilégios e responsabilidades dessa função. Literalmente, ser mordomo é ser aquele que está incumbido da direção da casa, é o administrador, é a pessoa a quem está entregue tudo quanto o Senhor possui para ser cuidado e desenvolvido. Na linguagem bíblica, isso quer dizer não só terras, dinheiro, jóias e os bens materiais em geral, mas também o cuidado da esposa, dos filhos, a reputação do Senhor e até sua própria vida. Daí se depreende o que o Senhor exige de nós quando nos constitui mordomos.

I - CONCEITOS IMPORTANTES

1. A palavra tempo.

Como explicar o que é o tempo? Felizmente, não é necessário saber definir em detalhes o que é o tempo para poder viver, se precisasse tal detalhamento, talvez metade da humanidade deixaria de existir. Os filósofos não encontraram consenso sobre a ideia, se debatem na exposição de suas teorias em relação ao tempo, e suas opiniões para muitos nada mais é do que "perder tempo".

Costumamos dividir o tempo em períodos mais ou menos longos, que chamamos segundos, minutos, horas, dias, meses, anos, décadas, séculos, milênios. Assim é que para descrever a parte da existência que alguém passa nesse mundo, dizemos que beltrano viveu tantos anos. Mas como a vida é mais do que respirar, comer, beber exercer as funções do corpo, a vida de alguém dificilmente pode ser expressa de modo justo apontando seus dias e anos. Jesus deixou essa verdade, ao formular a seguinte pergunta retórica: "Não é a vida mais do que o alimento, e não é o corpo mais do que as roupas?" (Mateus 6.25 b).

O termo "tempo" remete-nos a duração das coisas, época determinada e sucessão de períodos. A mordomia do tempo envolve o seu proveito diligente e a prestação de contas a Deus pelo seu uso. 

2. O tempo na Bíblia e na Teologia.

Não é por acidente que o termo Deus exerce a função de sujeito da primeira sentença da Bíblia: "No princípio, Deus criou os céus e a terra". A expressão "no princípio" (Gênesis 1.1) é mais do que simples indicação de tempo. As variações sobre este tema em Isaías 46.10 mostram que o princípio está impregnado do fim, e que o processo todo é presente para Deus, que é o Primeiro e o Último (ver Isaías 48.12).

Em Gênesis, capítulos 1 e 2, são usados três vocábulos para descrever os atos criativos de Deus, a saber: "bãrã", que significa criar do nada, formar algo sem dispor de matéria prima (como em Gênesis 1.1, 21, 27); o termo "asah", que significa fazer; e, "yatzar", que significa formar. Deus criou por sua palavra e vontade todas as coisas existentes (Gênesis 1.3, 6, 9,11, 14, 20, 24; Apocalipse 4.11); criou por sua mão, que significa poder, autoridade e domínio todas as galáxias (Isaías 66.2); e sustenta todas as coisas que criou (Isaías 40.26; Hebreus 1.3).

Em Gênesis 1.1, Deus é o sujeito do verbo criar (bãrã). Este verbo é usado para a ação criadora de: céu e terra (1.1); a humanidade (1.27); o exército celestial (Isaías 40.26); os confins da terra (40.28); norte e sul (Salmos 89+12); justiça, salvação (Isaías 45.8); Davi pediu a Deus que criasse um coração puro (Salmo 51.12); Isaías prometeu que Deus criará novos Céus e nova Terra (Isaías 65.17).

No primeiro dia da criação, o Criador fez a luz cósmica e o tempo: "Então Deus disse: Haja luz! E houve luz. E Deus viu que a luz era boa e fez separação entre a luz e as trevas. Deus chamou à luz “dia” e chamou às trevas “noite”. Houve tarde e manhã, o primeiro dia" - Gênesis 1.3-4. No segundo dia, criou o firmamento (Gênesis 1.6-8); no terceiro dia, trouxe à existência a terra firme e a vegetação (1.9-13); no quarto, organizou o sistema solar (1.14-19); no quinto, a fauna marinha (1.20-31); no sexto, a criação dos animais e do homem (1.24-21).

"De um só homem fez todas as nações para habitarem sobre a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem Deus se, porventura, tateando, o possam achar, ainda que não esteja longe de cada um de nós" - Atos 17.26,27).

Deus criou Adão como ancestral da humanidade, cada nação dos homens, vista cosmopolitamente como soma total dos habitantes da terra, e o ser humano individualmente. Ao longo do tempo o homem sempre foi alvo alvo da bondade de Deus, que providencia as necessidades de cada um. O propósito do Criador na criação de Adão e sua descendência, tem o propósito de que todos os seres humanos o busquem, tendo a esperança viva que o achará. Ele não está longe de cada um de nós (Salmos 14.2 e 145.18; Provérbios 8.17; Isaías 55.6; e 65.1; Jeremias 23.23; 29.13; Amós 9.12).

Isaías 57.15 revela algo sublime sobre o santo Deus: Ele habita na eternidade, mas "também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos". Muito embora Deus seja transcendente, Ele também é imanente. Sua habitação é no Céu e ao mesmo tempo no coração do “contrito” (hebraico. dakka‘, “esmagado” pelos fardos, dificuldades e tristezas da vida"). Ele vive com o “abatido de espírito” (hebraico: shfphal—ruach, “o humilde de espírito”). Sua visita não temporária.

II - A MORDOMIA DO TEMPO

1. Remindo o tempo.

Precisamos remir o tempo. Numa época em que muitos trabalham várias horas por dia, precisamos resgatar o conceito bíblico de tempo e procurar aproveitá-lo diligentemente, de modo que o Senhor nosso Deus seja glorificado.

Para o crente, o que convém lembrar é que sua vida é sumamente valiosa, e que ele deve ser um administrador cuidadoso no uso do seu tempo. Paulo fez a seguinte recomendação: Portanto, tenham cuidado com a maneira como vocês vivem, e vivam não como tolos, mas como sábios, aproveitando bem o tempo, porque os dias são maus" (Efésios 5.15-16).

A palavra hebraica que corresponde ao dia de 24 horas é yôm". A primeira ocorrência bíblica desse período de tempo vez em Gênesis 1.5). A mordomia do tempo insere-se no dia a dia de cada pessoa.

Chronos e kairós: tempo natural e sobrenatural 

Chronos, é o termo grego para tempo. É o tempo do homem, isto é, tempo cronológico.

Kairós é o tempo de Deus. O Criador não vive dentro da dimensão em que estamos. O apóstolo Pedro, citando o Salmo 90.4, escreveu que "para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos são como um dia". (2 Pedro 3.8). Aquilo que o ser humano considera um período longo de tempo é como um mero dia no modo de Deus calcular o tempo. O Criador vê o tempo com uma perspectiva que nos falta; até mesmo uma demora de mil anos muito bem pode parecer um só dia contra o pano de fundo da eternidade.

Cristo usou chronos e kairos quando disse aos seus discípulos: "Não cabe a vocês conhecer tempos (chronos) ou épocas (kairós) que o Pai fixou pela sua própria autoridade (Atos 1.7). Ele enfatizou conceito entre os períodos de tempo, distinguindo Eras da Igreja e o Milênio, e ocasiões pontuais, como seu retorno e o dia do juízo.

2. Contar o tempo

O tempo é diferente do dinheiro, enquanto o dinheiro se pode guardar, perder e recuperar, o tempo não aproveitado não voltará jamais ao nosso controle. Deus, em sua bondade, nos permite usar o tempo para ganharmos o nosso sustento, para o nosso descanso, para recreio e todas as demais atividades da vida. Tão acostumados estamos com a rotina estabelecida ou a quebra dela, que é comum nos esquecermos de que o tempo não é nosso e, sim, um depósito sagrado. Quem desperdiça o tempo faz mal a si mesmo.

O tempo vale pela intensidade que vivemos nossos dias e pela sabedoria com que os aproveitamos. Por isso alguém que existiu somente 25 anos pode ter vivido muito mais do que o outro que chegou 80 anos. 

Como aproveitar melhor o tempo? 
• Seja metódico. A pessoa que adota métodos para viver, aproveita o período de tempo duas vezes mais do que a pessoa que não se organiza. Não é possível fazer planos detalhados para os imprevistos, mas aprendamos a planejar com antecedência as atividades rotineiras. 
• Seja pontual. Ser pontual não é ser escravo do relógio, e sim respeitar o tempo que não temos capacidade de devolver aos outros que nos aguardam. Se o atraso não for por um motivo acima do nosso controle, somos responsáveis por todos os minutos perdidos daqueles que contavam com a nossa presença na hora pré-determinada.
• Seja equilibrado. É importante saber dar tempo as coisas na proporção de seu valor. Alguns dão tempo exagerado aos divertimentos, outros ao trabalho e outros ao descanso. É preciso usar a sabedoria.
• Seja prestativo. O tempo mais bem empregado é aquele que usamos em favor do próximo. Cada minuto usado para amar o outro como amamos a nós mesmos,é uma joia preciosa de valor inestimável, são momentos que ficam registrados no cronômetro divino.
O salmista orou a Deus: "Ensina-nos a contar os nossos dias" (Salmos 90.12). Fazemos isso quando observamos as Escrituras e valorizamos cada momento em que vivemos, comparando opiniões e intenções com a orientação bíblica. Este procedimento torna o nosso coração cheio de saber sobre a vontade de Deus, aptos para discernir sobre o que é certo e o que é errado, nos faz a entender a intensidade da ira do Senhor contra o pecado, de tal maneira que o reverenciamos e evitamos ofendê-lo com ações pecaminosas.

Não somos perfeitos, somos limitados, finitos, terrenos. Mas se dosamos bem o tempo medido com o tempo vivido, vivendo-o intensamente, fazendo aquilo que gostamos de fazer, tudo se encontra no seu devido lugar e não sentiremos insatisfação. Há um contraposto nisso. Primeiramente, por obrigação e responsabilidade, há coisas que precisamos fazer mesmo sem gostar; em segundo lugar, os trabalhos e outras atividades que gostamos e desempenhamos com prazer. Ao seguir essa posição de prioridades, a relação entre tempo medido e tempo vivido é satisfatória.

Basta ao seu dia o seu mal (Mateus 6.34). É uma infelicidade muito grande o ser humano não conhecer o seu tempo determinado. Há tempo para tudo, declara o Pregador de Eclesiastes no capítulo 3 e versículos 1 ao 8. Na liberdade de escolhas que o Criador nos mantém, reconheçamos o amor e a sabedoria de Deus e ajustemos todo o planejamento de nossas vidas às exigências divinas. Diante de nós estão as oportunidades para não desperdiçar tempo, empreender esforço naquilo que pode ser feito debaixo da vontade de Cristo. Faz parte da sabedoria evitar viver situações inadequadas.

3. A prestação de contas.

A consciência do conceito bíblico do tempo e do seu uso, capacita o crente a vivê-lo com diligência com vistas à glória de Deus. A conscientização é necessária: o tempo não pode ser desperdiçado, ao contrário, deve aproveitado com prudência. Sem usá-lo de maneira sábia e dinâmica, desperdiçamos oportunidades e, até mesmo, a própria vida. Não há possibilidade de recuperar o tempo que se foi. Por isso, usá-lo com sabedoria e cuidado é uma das coisas que Deus espera de nós.

O crente conscientizado, tem noção clara sobre a respeito da importância do tempo. Sabe e não esqueceu que o termo refere-se à duração das coisas, época determinada e sucessão de períodos. Sabe e não esqueceu que o termo hebraico "yôm" e os termos gregos "chronos" e "kairós" mostra a complexidade do assunto sobre o "tempo".

É preciso ter disciplina no uso do tempo e ordem na vida. A ordem na vida passa pela disciplina, no uso do tempo. Isso perpassa a vida individual, a vida com a família, a vida na igreja local, a vida de estudos, enfim, todas as esferas de nossa vida passam pela disciplina. O crente consciente nota que a mordomia do tempo significa o proveito eficaz e a prestação de contas a Deus pelo seu uso. Ora, Deus criou e nos deu o tempo, logo, temos que lhe prestar contas com o que fazemos com o tempo.

Deus nos deu o tempo. O tempo é nosso, da humanidade. Então, se está concedido a nós, cabe a cada indivíduo saber como administrá-lo da melhor maneira possível, usufruir dele o máximo que puder, sem erros.

III - COMO APROVEITAR BEM O TEMPO

1. Use o tempo para Deus.

Como cristãos, precisamos pensar em usar o tempo realizando as obras que o Senhor anunciou durante a última ceia. Na celebração da ceia, Jesus declarou para seus discípulos algo extraordinário e que muitos não compreenderam naquela ocasião e ainda hoje muitos não compreendem o sentido e o alcance das suas palavras: "Em verdade, em verdade lhes digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai" (João 14.12).

Dá para imaginar fazer maiores obras do que Jesus fez? O texto nos indica que o Pai nos garante respaldo para que sejamos usados com poder. Então, consideremos o que deve haver para que possamos fazer obras grandiosas diante de Deus: devemos crer em Jesus; devemos buscar a Cristo com fé e amor. Antes de retornar as céus, Jesus delegou autoridade divina a seus seguidores, para agirem em seu Nome, para operar maravilhas.

Dedique-se ao tempo de oração
Salmo 55.1-23. Esta porção das Escrituras traz a oração de Davi, amargurado pela dor causada pela traição de um amigo íntimo e ameaças contra sua integridade física. Ele relata sobre seus sentimentos de medo e a vontade de fugir  (1-8); a raiva e a percepção do erro (9-15); e a fé, que renova a sua coragem (16-23).
Daniel (6.1-24). Daniel, vivendo na Babilônia, bem longe de sua casa em Judá e do ambiente religioso judaico, foi forçado por circunstâncias acima do seu controle a viver na Babilônia. Lá, por toda a sua vida, manteve firme no hábito de ajoelhar-se e buscar a Deus em oração e ações de graça. Para ele, respeitar as instruções contidas nas Escrituras era mais importante do que seguir as decisões dos legisladores da Pérsia. Diferente dos cidadãos medo-persas, ele não orava a qualquer divindade, mas ao único  e verdadeiro Senhor dos Céus. Assim. quando lançado na cova dos leões, porque não quis ceder à lei que ordenada aos judeus interromper a sua oração por trinta dias o Altíssimo o livrou da boca dos leões, enviando-lhe anjos para conservá-lo vivo. Mas os seus perseguidores, quando lançados na mesma cova, foram esmigalhados pelas feras no mesmo instante que foram atirados.
Jesus escolheu o jardim chamado Getsêmani para orar (Mateus 26.41-44). O Getsêmani era situado no monte das Oliveiras  Ali, Cristo orou ao Pai e conservou forças para seguir ao madeiro e morrer como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, conforme era o plano de Deus para salvar todos os pecadores arrependidos de seus pecado.

2. Use o tempo para você mesmo.

Dedique-se por tempo considerável ao aprendizado, use-o para realizar leitura da Bíblia. com a finalidade de edificação própria e estar apto para manuseá-la como um bom evangelista (Salmo 119. 11, 97; 2 Timóteo 2.15). Jovem ou idoso, homem ou mulher, quem vive conforme a Palavra de Deus tem o seu caminho purificado, pois o conhecimento da Bíblia Sagrada evita que a pessoa seja levada ao erro por ignorância ou inadvertência. Ela é a verdade, traz consigo a instrução segundo a vontade do Senhor. Mesmo que o objetivo do ser humano seja bom, se não houver o conhecimento bíblico, a intenção será imperfeita e insignificante, faltará força para fazer o que é certo.

Ao escrever as duas cartas endereçadas a Timóteo, o apóstolo Paulo demonstrou claramente o seu interesse para que ele, um jovem pastor, fosse um bom ministro do Evangelho. Recomendou-lhe que se dedicasse à leitura da Palavra, ao ensino da boa doutrina e ao aconselhamento. Independente da idade, ele deveria ser  um exemplo dos fiéis. O apóstolo foi firme ao escrever-lhe que deveria pregar as Boas-Novas em todo tempo, de acordo com a doutrina de Cristo, suportar as perseguições e não desistir de evangelizar. Tais recomendações são válidas aos pastores de nossos dias e também devem ser consideradas por todos os cristãos, pois a pregação do Evangelho deve ser feita em tempo e fora de tempo (1 Timóteo 4.16; 2 Timóteo 4.2).

O apóstolo João, redigiu sua terceira carta endereçando-a a Gaio, líder de uma igreja. O autor o elogia, deseja-lhe que fosse bem em todas as coisas, tivesse sucesso em tudo que estivesse envolvido e desfrutasse de boa saúde (3 João 1, 2) Também, condena a oposição de Diótrefes e fala bem de Demétrio. Tais palavras mostram que sempre houve o joio misturado ao trigo, frequentadores da igreja bons e maus envolvidos com a liturgia de culto a Deus. Como cristãos, precisamos usar o tempo sendo exemplo dos bons, sem nos deixar contaminar pelos maus, pois destes o Senhor cuidará (Mateus 13.24-46; Hebreus 10.28-31).

3. Use o tempo para sua família.

O capítulo 6 de Deuteronômio, apresenta o Senhor como o único Deus verdadeiro. Moisés transmitiu essa verdade aos israelitas, apresentando-lhes mandamentos e juízos do Senhor, para que aprendessem e praticassem a vontade divina na Terra Prometida. Ensinou-lhes a adorar ao Todo-Poderoso, amá-lo com inteireza de coração, com toda a alma e força, a desprezarem os ídolos dos povos cananeus. Ele ainda incentivou os judeus a informar este ensinamento aos seus filhos na vida diária familiar.

Desde criança, o apóstolo Paulo foi ensinado acerca da Lei, e cresceu tendo o seu coração apegado ao judaísmo até se converter a Jesus (Atos 22.3; 6, 15). Assim como ele recebeu ensinamento das Escrituras na fase infantil, a mãe de Timóteo, que era uma judia e também  havia se convertido ao cristianismo (Atos 16.1), junto com sua mãe Loide fizeram o mesmo com Timóteo, ensinando-o desde a fase infantil as Escrituras a ele.

O nosso tempo deve ser direcionado a Deus, a nós mesmos e nossa família (1 Timóteo 5.8). Todo cristão precisa investir tempo para aprender a Palavra, também deve usar seu tempo para transmiti-la, compartilhando-a dentro do seu contexto diário, apresentando-a aos seus parentes de casa e aos distantes.

CONCLUSÃO

É tempo de buscar ao Senhor (Oseias 10.11-15). Oseias exortou o povo israelita que semeasse para si mesmo justiça, pois fazendo assim colheriam a misericórdia de Deus. À medida que a geração do profeta prosperava, tornava-se arrogante e se afastava do Senhor, multiplicando altares e estátuas para cultos idólatras. O coração daquele povo estava equivocado, depositava confiança em ídolos pagãos. Então, o Altíssimo os fez ver o bezerro de ouro despedaçado, o rei de Israel ser derrubado (11.2.14-15). Em consequência da ingratidão e desprezo ao amor de Deus, aquela nação foi levada cativa para a Assíria. Essa passagem bíblica, assim como muitas outras, mostra que o Senhor insiste com as almas, para abandonem o erro, alerta-as para a necessidade do arrependimento, porque quer que abandonem as obras da carne, pois quem é praticante dessas obras não herdará o reino de Deus (Lucas 3.8; Gálatas 5.16-25).

"Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação" - Salmos 68.19.

Raciocine comigo: há duas verdade interessantes, entre muitas, em relação ao tempo, que nos inspira a seguir adiante servindo ao Senhor com alegria. A primeira, está no Salmo 23.6: "Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre". A segunda é que há uma promessa de Jesus, registrada em Mateus 28.20, afirmando que vivemos acompanhados de Jesus, dia após dia: "Eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos."

E.A.G.
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Subsídio
Comentário Bíblico Beacon - Jó a Cantares de Salomão. Volume 3. Primeira edição, 2005. Páginas 254, 293, 297. Rio de Janeiro / RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD).
Ensinador Cristão, ano 20, número 79, página 26. Bangu, Rio de Janeiro/RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD).
Lições Bíblicas. Tempo, Bens e Talentos - Sendo Mordomo fiel e prudente com as coisas que Deus nos tem dado. Elinaldo Renovato. Lição 8: A Mordomia do Tempo. Terceiro trimestre de 2019.
Maturidade Cristã número 7. Gênesis: o livro dos começos. Terceiro trimestre de 1986. Geziel Gomes. Lições Bíblicas Lição 1 - O princípio da criação. Páginas 4 e 5. Rio de Janeiro / RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD).
Mordomia Cristã. Lição 6: A Mordomia do Tempo, Laurindo Rabelo da Silva. Páginas 21 e 34 a 36 (Igreja Batista Manancial). PDF - https://pt.scribd.com/document/191195401/Mordomia-crista-EBD - 17/08/19.
Série Comentário Bíblico: Isaías, o Profeta Messiânico. Stanley M. Norton, 2ª edição 2003. Página 480. Rio de Janeiro / RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD).
Série Cultura Bíblica. Introdução e Comentário. Atos. I. Hward Marshall. Reimpressão 2011. São Paulo - SP. Páginas 270 e 271. Vida Nova).


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

1 Reis 2.8 - Cuidado com Simei!

Por João Pereira de Andrade e Silva

"Eis que você também terá de lidar com Simei, filho de Gera, filho de Benjamim, de Baurim, que me lançou uma terrível maldição no dia em que eu ia a Maanaim. Porém ele veio ao meu encontro junto ao Jordão, e eu, pelo SENHOR, lhe jurei, dizendo que não o mataria à espada" - 1 Reis 2.8 a.

A Bíblia Sagrada comenta algumas características e fatos a respeitos de muitos personagens, fala de exemplos deixados por vultos do Antigo e do Novo Testamento, que formam o panorama de épocas de um passado bastante remoto para nós. Lemos: "Pois tudo o que no passado foi escrito, para o nosso ensino foi escrito..." (Romanos 15.4 a). Abordaremos um personagem cujo procedimento não é aconselhável tê-lo como inspiração. Apesar disso, não deixa de apresentar lições para nossa vida espiritual, principalmente para aqueles que desejam servir ao Senhor "guardando o mistério da fé em pura consciência".

Vamos falar sobre alguns aspectos da vida de Simei, filho de Gera, de Baurim - o homem que amaldiçoou Davi, o grande rei de Israel. Simei era filho de Benjamim. Portanto, um israelita. Não possuímos informação se era, ou não, da família de Saul. Pelo modo de agir, temos a impressão de que era um saudosista, pois ao amaldiçoar Davi, disse-lhe: "O SENHOR Deus o está castigando por todo o sangue derramado na casa de Saul, cujo reino você usurpou. O SENHOR já entregou o reino nas mãos de seu filho Absalão. Agora você caiu em desgraça, porque é um assassino!" (2 Samuel 16.8).

Como muitas pessoas em nossos dias, Simei não tinha visão ou revelações espirituais. Não aceitava e nem se incomodava com a direção de Deus, pois se atentasse para essas coisas, saberia, como o general Abner, e outros, que o Senhor havia escolhido e ungido Davi para que reinasse sobre Israel. Davi não era um usurpador, mas um homem chamado e constituído por Deus. Apesar disso, para homens carnais, ambiciosos e politiqueiros, essa questão de direção, revelação de Deus, não significam nada. Os "Simeis" não atentam ao fato de que na Obra de Deus, devem prevalecer a direção e revelação do Senhor.

Muitos vivem a procura de "um lugar a direita, ou a esquerda". Não importa, desde que tenham posição. E para consegui-la "amaldiçoam" companheiros, negando-lhes as qualidades espirituais que os capacitam. São como Simei, não reconhecem a unção nem a direção de Deus.

Simei foi injusto, cometendo grande erro ao chamar Davi de "homem de sangue", porque Saul foi muito mais sanguinário do que Davi. Senão, vejamos os fato:

• quando Saul fora avisado pelo seu criado Doegue (edomeu) do que o sacerdote Aimeleque havia dado a Davi e aos seus homens, os pa~es da proposição e a espada que pertencera a Golias, o gigante, isto foi o suficiente para que Saul fosse interpelar o sacerdote e ordenasse a morte de oitenta e cinco homens, que ministravam perante o Senhor  (1 Samuel 22.17-19).

Sem motivo que justificasse vingança tão ignominiosa, Saul ordenou uma grande chacina, pois além dos oitenta e cinco homens ungidos, sacrificou todos os habitantes de uma cidade, incluindo as criancinhas que ainda era nutridas apenas com leite materno. Então o saudosista Simei não tinha razão para dar a Davi o qualificativo de "homem de sangue". Realmente, Davi havia derramado sangue. Mas não o sangue inocente. Porém, em "guerras do Senhor", para defesa e consolidação territorial do seu povo em lutas sérias e leais.

Há, todavia, outros ângulos a considerar. "Os criados de Saul", que eram israelitas, não quiseram estender suas mãos contra os sacerdotes. Respeitaram a unção que havia sobre eles. O Doegue, entretanto, que era edomeu, descendente de Esaú, alheio às promessas de Deus, arremeteu contra os sacerdotes e os matou.

Que Deus tenha misericórdia, que jamais haja em nós atitudes parecida com a de Doegue, homem que não possui temos de Deus, gente entranha à doutrina e princípios que norteiam a vida e "modus operandi" da Igreja e do ministério eclesiástico. Esses são sempre dispostos a usar a calúnia ou pressupostos discutíveis, contra "sacerdotes" ungidos do Senhor.

Doegues, não se esqueçam de que Deus cuida da sua Obra.

Enquanto o rei Davi estava firme no trono, e a Nação experimentava período de paz, o Simei não se manifestou. Quem sabe até visitava a corte, dando suas opiniões. Mas, bastou que Davi sofresse o impacto da revolução do filho Absalçao, que o obrigou a deixar o governo, para que Simei aparecesse, exteriorizando todo o fel do seu sentimento, do fingimento e da deslealdade. Não passou diretamente para o lado dos revoltosos, mas achava que os revoltosos tinham razão. Como muitos fazem em nossos dias, não entrou na linha de frente da batalha e nem se quer quis lutar, porém, deu apoio indireto para Absalão, como se Davi fosse um mal administrador, conivente com pecados, e outras coisas mais.

Simei cometeu muitos erros. Ele  se enganou quando disse que Deus havia dado o reino para Absalão naquele ocasião e nem posteriormente. Deus não dá posto de liderança para rebeldes. Estes sempre tentam tomar os "reinos" usando estratégias malignas e subterfúgios vergonhosos e terminam fracassados em suas tentativas desleais.

Sabemos que após a derrota de Absalão, Simei foi dos primeiros a ir ao encontro de Davi, quando este voltara ao trono em Jerusalém. Pediu perdão, confessou o pecado, prometeu lealdade e até conseguiu que Davi o perdoasse e lhe poupasse a vida. 

Passaram-se os anos, e antes de morrer Davi o "recomendou" a Salomão, seu filho sucessor. O novo monarca era homem sábio e prudente. Tratou dos casos de Adonias e Joabe, e quanto Abiatar, seguidor de Adomias, Salomão o mandou para Ananote, "para os seus campos". Chamou também a Simei, recomendando que viesse residir em Jerusalém e que não saísse da cidade. Simei, muito cordato e "humilde" aceitou e até considerou ser boa aquela palavra. Porém, se esqueceu da recomendação do rei, e saiu para buscar seus servos. Foi o último dos seus erros, pois este lhe custou a vida.

Assim acontece com todos que não andam em sinceridade; que usam de engano; que não "respeitam as dignidades alheias", que falam coisas perversas; que não temem a Deus e nem a sua Palavra. 

Que Deus nos guarde dos "Simeis" e do seu modo de agir.

E.A.G 

Fonte: Mensageiro da Paz, ano 46, número 3, ano 1976, Rio de Janeiro - RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus).
Texto usado com adaptação ao blog Belverede.

Celina Albuquerque: a primeira pessoa a ser batizada com o Espírito Santo entre os membros da Assembleia de Deus

Reprodução: Assembleia de Deus no Brasil
 
https://bit.ly/2TE6TIU 
Em pé, Manoel Maria Rodrigues e Henrique de Albuquerque. Nos assentos, da esquerda para a direita, as irmãs Tereza Silva de Jesus, Jerusa Dias Rodrigues, Celina Albuquerque (primeira pessoa batizada com o Espírito Santo na denominação), e Maria de Nazaré de Araujo. 

As primeiras conversões e o primeiro batismo com o Espírito Santo.

Celina Albuquerque nasceu em Manaus (AM), em 19 de setembro de 1874. No Pará, converteu-se a Cristo na Primeira Igreja Batista de Belém, cujo pastor era Almeida Sobrinho, que realizou seu batismo nas águas. Em 1910, ela conheceu Daniel Berg e Gunnar Vingren, missionários suecos que que vinham dos Estados Unidos, traziam a mensagem do batismo com o Espírito Santo, e passaram a congregar na mesma igreja em que ela estava vinculada como membra. Quando Celina ouviu sobre a doutrina pentecostal, anunciada por Berg e Vingren, ela imediatamente mostrou-se interessada e passou a orar desejosa do cumprimento da promessa cumprir-se em sua vida.

Celina Albuquerque e Maria de Nazaré foram as primeiras a declarar que aceitavam a promessa registrada em Atos 2.17-18. O batismo com o Espírito Santo da irmã Celina aconteceu em sua residência, na primeira hora do dia 8 de junho de 1911. No dia seguinte, foi a vez da irmã Maria também passar pela mesma experiência.

Com o fato do batismo no Espírito Santo de Celina Albuquerque que no dia 2 de junho de 1911, vinte crentes batizados de Belém tiveram que deixar a igreja e iniciar o ministério Fé Apostólica, que depois se chamaria Assembleia de Deus. Assim teve início a história do movimento pentecostal assembleiano no Brasil, sob a liderança de Gunnar Virgren e Daniel Berg.  .

Celina é apontada por muitos pentecostal como a primeira pessoa em solo brasileiro a ser batizada com o Espírito Santo. Não é de bom alvitre afirmar, taxativamente, um nome como sendo a primeira pessoa a receber o batismo com o Espírito Santo no Brasil, sem levar em consideração que havia outro movimento pentecostal em curso, além da Assembleia de Deus. Alias, iniciado um ano antes.

Nos idos anos da década de 80, século anterior, conheci em São Paulo um colega de serviço que era membro da Congregação Cristã no Brasil. Ele dizia ter acesso à cúpula, e um dia trouxe, em caráter de empréstimo, uma cartilha muito bem elaborada graficamente. Naquele livreto, de circulação interna e sem objetivo comercial, e que penso hoje que era oficial, constava o nome de um irmão e a data de sua experiência pentecostal. Não lembro exatamente a data, mas o ano era 1910.

É importante considerar a informação, mesmo que não seja revestida com suficiência de crédito, haja vista que o fundador da CCB, assim como Daniel Berg e Gunnar Vingren, também frequentou o mesmo trabalho avivalista ministrado de William Joseph Seymour, e veio ao Brasil antes de Berg e Vingren.

No dia 27 de março de 1969, em Belém do Pará, aos 95 anos de idade, Celina foi chamada ao descanso eterno.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

As promoções celestiais de Otoniel e Oziel, dupla de adoradores da Assembleia de Deus nos idos anos das décadas de 1960 e 70


Deus é Deus e tudo o que Ele faz é perfeito, inclusive quando não compreendemos perfeitamente seus propósitos e métodos de ação.

Otoniel e Oziel Moura de Paula marcaram uma época na história da música evangélica brasileira.

A dupla era composta de dois irmãos, filhos do pastor Antônio de Paula e irmãos do conhecido cantor Ozeias de Paula. Inauguraram a carreira fonográfica com o LP "Palácio do meu Rei", em 1967, foram os cantores oficiais das Cruzadas Bernhard Johnson Jr. 

Gravaram ao todo nove discos, incluindo dois trabalhos gravados por Oziel e sua esposa Alda Loureiro de Paula: "Sempre Alegre" (1973) e "Fé para Vencer" (1975). Seu estilo musical era caracterizado pela simplicidade da orquestração das músicas, utilizando apenas órgão e violão. Com o decorrer dos anos, ao seu estilo foi acrescentando instrumentos como: guitarra (solo e base), contrabaixo, bateria, etc.

Além de cantores, também eram pastores. Em 1964, fizeram parte da fundação da União de Mocidade das Assembleias de Deus do Estado do Rio de Janeiro (UMADER). Demonstraram interesse pela propagação conhecimento bíblico e colaboraram na divulgação do Instituto Bíblico das Assembleias de Deus no Estado do Rio de Janeiro (IBAD), fundado pelo missionário João Kolenda.

O dia 26 de fevereiro de 1976 é descrito como dia difícil. Quando voltavam de uma cruzada evangelística, acompanhados de suas esposas, Alda e Nicete Rosa de Paula, e o Pastor Apolo Batista Paz, que dirigia o veículo Caravan, receberam a convocação celestial imediata. Eles faleceram num desastre automobilístico em Ijuí (RS). Houve colisão frontal com uma carreta. O acidente deu cabo da existência deles na terra, ali mesmo no local, e eles foram levados para a eternidade.

Conta-se que dias antes do acidente, a dupla esteve em estúdio e gravou o long play Sua Felicidade Depende de Você, lançado postumamente. A letra Boas Novas do Rei soou como algo profético:

"Tão logo acabe Minha vida aqui 
Lindo Palácio
Me espera ali
Em outra Pátria
De gozo e paz
E viverei Num novo lar..."

Os cantores estavam no auge de suas carreiras. No dia fatídico, Oziel tinha 29 anos, Alda em vias de completar 21;  Oziel 27 estava com 27 e Nicete ainda não há informação a respeito. A fatalidade causou grande comoção no meio evangélico. O culto fúnebre foi realizado por Túlio de Barros, então pastor na Assembleia de Deus em São Cristóvão (RJ), a despedida aos irmãos cantores e suas esposas aconteceu com a igreja lotada.

E.A.G.

Com dados de:
Informação e Teologia: https://bit.ly/30jBaiH

O crente e o Evangelho de Cristo em sua vida cotidiana engajada ou superficial


Muita gente não abre jamais uma Bíblia Sagrada para ler e meditar a Palavra de Deus. Você, com seu exemplo e atitudes, é a única Bíblia, o único Evangelho que muitas pessoas leem. Nas Escrituras existe o Antigo e o Novo Testamento. Você é o Novo, em versão moderna. Há muitos olhares observando seu comportamento, lendo seu semblante, interpretando sua opinião, escarafunchando e decodificando o modo como expressa suas emoções. Capriche, então.

Muitos cidadãos compram caríssimas Enciclopédias, Dicionários, Coleções volumosas de livros, inclusive, Bíblia luxuosamente encadernada. E deixam a biblioteca à vista em uma estante na sala de estar. De nada adiante esnobar exibindo cultura, enfeitar o hall de entrada da casa e impressionar as visitas. De fato, tal situação impressiona visitantes e confere prestígio ao anfitrião, mas o Evangelho existe para ser lido, meditado, e não para enfeitar os lares de cristãos. A escassez da prática cristã é amplamente ensinada na igreja. É muito fácil verificar se estamos falhando neste aspecto.  

Portanto, se você tem sido um cristão apenas de nome, deixe o Evangelho de Cristo entrar em seu coração e transformar completamente a sua vida. Faça isso sem hesitação. No início, talvez achará que alguns desfechos de circunstâncias são meio sem sentido, mas com o passar dos dias, perceberá que o peso que havia na sua alma está mais leve e uma alegria de viver sem igual toma conta dos seus sentimentos. 

Uma das maneiras de praticar o que a Bíblia ensina, é dar lugar ao costume de oferecer perdão. Muitas vezes magoamos e prejudicamos pessoas sem intenção e sem saber. E muitas vezes outras pessoas nos magoam e prejudicam sem intenção também. Como uma pessoa cristã, é importante perdoar de verdade. A decisão de perdoar precisa ser praticada todos os dias, pois é exatamente esta pequena atitude que promove grandes mudanças.

Alguns cristãos memorizaram muitas passagens da Bíblia, estudaram teologia, conhecem a história da igreja e já devoraram muitos livros religiosos, sabem usar palavras bonitas durante às orações, são convidados como palestrantes em eventos da igreja. Porém, na vida prática, infelizmente, a gente não encontra os frutos desse estudo. O conhecimento bíblico é importante, mas não é o suficiente para agradar a Cristo e ser a personificação da Bíblia que o mundo lê. 

Como está a sua relação entre os membros da sua família? Como vai a convivência com os colegas de trabalho ou escola? Se uma das respostas for "não está bem", é necessário lidar com a situação encarando-a como oportunidade para ser praticante dos ensinos bíblicos. Não é apenas a época do Natal e a atmosfera da chegada do Ano os momentos para reconciliação. Exercite o perdão o mais rápido que puder.


Existe cristão cujo comportamento se assemelha ao balão, aquele clássico invólucro usado nas festas de aniversário de criança, com cores primárias e feito de borracha, em que se enche de ar e é mantido pendurado na parede em posição bem visível. Ao ouvir uma pregação ou ler um livro, a  pessoa se mostra entusiasmada por Cristo e o cristianismo, é tocada pela graça divina e irradia alegria em seu semblante, declara ter propósitos de evangelizar o mundo inteiro, fala sobre a vontade de ser mais tranquila dentro e fora do seu lar. Mas descobre-se que não existe coerência quando os atos dela são confrontados com suas palavras.

Tal pessoa é comparável ao balão inflado de ar porque ela vive uma situação que a qualquer momento acaba ou sempre foi apenas discurso desconectado da realidade. De repente, como a beleza do balão de ar, estoura. A intensidade do entusiasmo termina; os resmungos retomam aos diálogos; o rancor e a indiferença dominam seu coração.

Não basta apenas crer no Evangelho, é preciso vivê-lo também. É sofrível ser crente superficial, falastrão em conversas triviais e mudo quando surge a chance de anunciar a salvação em Cristo. O Evangelho de Cristo existe em forma escrita para ser divulgado, veio até nós para ser compartilhado à vida, para informar corações indecisos que encontramos em nosso cotidiano. É preciso estar consciente quanto à responsabilidade de ser crente perseverante, constante na evangelização em nosso círculo de relações pessoais. Seja apenas por meio de atitudes em correspondência com a doutrina de Jesus ou expondo o conhecimento bíblico em conversas.  

As pessoas desse mundo são propensas a viver em harmonia uma com as outras nos dias que antecedem 25 de dezembro. Para elas, parece haver uma energia positiva no Natal  Mas, será que na condição de cristãos estamos praticando a cordialidade e o perdão na travessia de todos os meses do ano? Para o cristão, a disposição de buscar a paz com todos precisa estar existir todos os dias do ano, não apenas nos dias da véspera do Natal e primeiros dias do Ano Novo. É muito importante viver a cada dia como exemplos de bom cristãos, lembrando que somos a Bíblia para este mundo que está em meio às densas trevas. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O Céu físico e o Céu como Casa de Deus e Morada dos Salvos em Cristo - Escatologia: Acontecimentos futuros no Plano da Redenção

"Jesus, porém, disse: 'Deixem os pequeninos e não os impeçam de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus."
(Mateus 19.14)

Por Eliseu Antonio Gomes

A Astronomia é o ramo da Ciência que estuda a estrutura e o deslocamento dos astros, seus posicionamentos relativos e seus padrões de movimentação. É a primeira área da Ciência a ser estudada de modo sistêmico. Está presente em nosso cotidiano: na definição do tempo, na localização geográfica, na queda de objetos e até nos desastres, já que em sua origem, a palavra desastre significa “fato que contraria os astros”.

Não é comum encontrar uma roda de conversa em que o assunto seja a Astronomia, mas também não é uma situação rara encontrar gente fascinada pelo estudo dos astros, principalmente quando acontece a passagem de um cometa dentro do raio de visão da órbita terrestre e períodos de eclipses entre o sol, a lua e a terra.

Todas as noites, nos quatro cantos do nosso planeta, crianças, jovens, adultos e idosos cheios de paixão como foram Aristóteles, Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Isaac Newton, Johannes Kepler, põem-se a olhar para o firmamento, muito mais vezes do que se pensa que façam. Inumeráveis profissionais e leigos, incontáveis estudantes e autodidatas, não se cansam de olhar para a imensidão azul do céu.


I - O CÉU FÍSICO E O CÉU ESPIRITUAL

O céu, no sentido da natureza física, é definido como espaço limitado, no qual se locomovem os astros, descrito como a abóboda celeste, o firmamento. Deus fez o Universo inteiro e disse que era muito bom e prometeu aos salvos dar-lhes um novo céu e uma nova terra ao chegar o fim dos tempos (Gênesis 1.31; Apocalipse 21.1).

Na Bíblia Sagrada, a palavra "céu" refere-se à realidade física que está fora da terra (1 Reis 21.24; Salmos 19.1; Atos 1.11) e à dimensão espiritual onde Deus habita em glória (1 Reis 8.27; Amós 9.6; Atos 7.55). Neste artigo, abordaremos a dimensão espiritual digitando a consoante "c" em fonte maiúscula (Céu).

Nas Escrituras, diversos vocábulos são traduzidos por céu, porém, os considerados mais significativos são o hebraico "shãmayim" e o grego "ouranos". O primeiro é plural e o segundo ocorre com frequência como existindo mais do que um céu. O termo é usado ao referir-se ao céu físico, especialmente dentro da expressão "céu e terra" (Gênesis 1.1; Mateus 5.18).

"Vaidade de vaidades, diz o Pregador. Vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. Que proveito alguém tem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?" - Eclesiastes 1.2-3.

Abaixo deste céu físico, o ser humano vive em um corpo com as seguintes características:
Necessita de casamento e maternidade (Mateus 22.30; Marcos 12.25);
Possui tendência ao pecado (Apocalipse 21.8, 27);
Sente fome, sede, tristeza, dor e chora (Apocalipse 21.4);
Adoece e morre (Apocalipse 20.14; 21.4).
A visita ilustre dos magos a Jesus em sua tenra infância (Mateus 2.1-12).

Não era apenas os judeus que esperavam um grande rei prometido por Deus. Homens orientais, sábios e cultos, vindo de reinos distantes esperavam que um ungido do Senhor nascesse e reinasse sobre o povo israelita. Na época que Jesus nasceu, alguns astrônomos descobriram no céu uma estrela que tinha um brilho muito especial. Eles acreditavam que esta estrela seria o sinal de que um grande rei havia nascido, conforme declaravam antigas profecias. Então, organizaram uma caravana e empreenderam uma longa jornada, que durou vários meses, levando presentes valiosos próprios de um rei.

Quando chegaram à fronteira de Israel, os astrônomos seguiram direto para o palácio da capital, Jerusalém, pensando que o bebê estaria lá. O rei Herodes, quando ficou sabendo que estrangeiros ricos haviam chegado, perguntando por um novo monarca, ficou imediatamente em alerta, suspeitando que havia trama para tentar tirá-lo de seu trono. Ele também sabia das profecias da Bíblia, e ordenou que buscassem os visitantes às pressas. Perguntou aos escribas e fariseus se havia informação bíblica sobre o local onde estaria o bebê, e ficou sabendo que o profeta Miqueias havia predito que seria em Belém. Dissimuladamente, tentou fazer com que os magos descobrissem e dissessem a ele o local exato em que Jesus estava, para matá-lo. Ao anoitecer, os magos seguiram até Belém, seguindo a estrela que reapareceu no céu. Cheios de alegria, encontraram a Jesus em uma casa, louvaram a Deus e adoraram o Messias, presenteando-lhe com ouro, incenso e mirra. Depois, em sonho, um deles foi avisado por Deus que o rei Herodes não deveria conhecer a localização de Jesus, e assim eles voltaram à terra natal satisfeitos por terem encontrado o Salvador.

Observações referente aos magos no relato de Mateus:
• Astrônomos afirmam que por ano mais de 10 mil estrelas explodem na Via Láctea e sua queima causa um brilho fulgurante.
• Os magos orientais encontraram Jesus em sua casa e não deitado em uma manjedoura, dentro de uma estribaria, conforme algumas gravuras retratam o acontecimento (Mateus 2.11).
• Diferente do que muitos dizem, a Bíblia não afirma qual era o número de magos, mas tradições falam que eram apenas três pessoas.
• Diferente do que muitos dizem, a Bíblia não diz que os magos eram astrólogos.
Novos céus e nova terra.

É importante observar a narrativa escatológica sobre o termo céu, no sentido físico. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, é reconhecido que o Universo como existe hoje não é eterno, mas que desaparecerá no modo em que é observado, com a finalidade de dar lugar a novos céus e nova terra (Isaías 65.17; 66.22; 2 Pedro 3.10-13; Apocalipse 21.1).

A língua grega tem duas palavras diferentes para referir-se à ideia de novo. "Neos" é uma novidade de tempo; "kainos" é uma novidade de qualidade. Um objeto "neos", significa que ele não existia, mas agora existe. Um objeto "kainos" significa que ele existia, mas sua qualidade mudou para melhor, foi refeito de modo aperfeiçoado. Neste sentido, o novo céu e a nova terra de Apocalipse 21.1 não são "neos", mas "kainos".

O que será alterado no céu?

Deus acabará com todo o lixo espacial na atmosfera terrestre. Lixo espacial é a sujeira que o homem coloca na atmosfera. A quantidade de lixo espacial é assustadora. Segundo a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), existem aproximadamente 500 mil pedaços de lixo e equipamentos espaciais orbitando nosso planeta. Todos eles viajam a velocidades de quase 27 mil quilômetros por hora.

São estágios completos de foguetes desgastados, ônibus espaciais, satélites antigos desativados, tanques de combustível, efluentes de motores de foguetes sólidos, fragmentos de aparelhos defeituosos ou desintegrados.

A Agência Espacial Europeia declarou que em janeiro de 2018, existiam cerca de 30 mil objetos maiores que 10 centímetros, cerca de 750 mil objetos que variam entre 1 a 10 centímetros e cerca de 166 milhões de objetos entre 1 milímetro e 1 centímetros de tamanho.

O maior pedaço de lixo espacial na órbita baixa da Terra mede cerca de 30 metros de comprimento por 16 metros de largura. Seu painel solar, de 46 metros de comprimento, dá ao satélite um perfil ainda maior. Esta espaçonave pesa 8 toneladas.

Como será o futuro determinado pelo Criador para a terra?

Após o Arrebatamento da Igreja, o crente fiel passará a conhecer todas as coisas boas que Deus fez em seu estado de planejamento inicial (Romanos 8.19-22; Colossenses 1.20). A condição final de toda a criação expressará de maneira perfeita e pormenorizadamente a vontade de Deus sobre a terra. As palavras de Jesus garantem que nenhuma coisa boa será perdida, será renovada.
• Não mais haverá destruição e os efeitos da destruição do solo ocorrida no passado serão desfeitos;
• Não mais haverá destruição e os efeitos da destruição da biodiversidade ocorridos no passado serão desfeitos;
• Não haverá poluição da água, do ar, radioativa e sonora.
O que continuará ocorrendo com o cristão quando estiver na eternidade com Deus?
Os relacionamentos dele com outros seres humanos salvos (Lucas 24.39; João 20.27);
Continuará em seu corpo físico, porém transformado (1 Coríntios 15.42-44);
Vivenciará o mundo natural (Apocalipse 22.2);
Terá o prazer de experimentar relacionamento próximo com Deus (Apocalipse 21.3);
As origens étnicas da humanidade (Apocalipse 21.24).

II - CÉU COMO DESIGNAÇÃO DA CASA DE DEUS

O Céu como dimensão espiritual é uma cidade extraordinária.

Infelizmente, muitas pessoas obtêm sua concepção do Céu da literatura, cinema e televisão em vez de pesquisar na Bíblia Sagrada. A cultura popular retrata o Céu como um lugar muito chato, etéreo e sobrenatural. A mídia evoca o Céu como um ambiente misterioso para seres desencarnados ou para seres angelicais flutuantes entre nuvens, local ao qual todos vão depois de morrer e vivem como anjos. Essa imagem separa erroneamente os mundos físico e espiritual.

Pensar no Céu como um “lugar” é mais certo do que errado, mesmo que a palavra (lugar) possa confundir. As Escrituras Sagradas descrevem o Céu como uma realidade espacial que toca e interpenetra o espaço criado. Enquanto estamos em carne e ossos, as realidades celestiais são invisíveis para nós. Entretanto, a esperança estabelecida sobre o que a fé vê dá ânimo e coragem para continuar e chegar lá. Romanos 8.24,25; 1 Coríntios 13.12.

Quatro personagens da Bíblia que viram o Céu aberto antes da morte:
Ezequiel (1.1)
Estevão (Atos 7.56);
Pedro (Atos 19.9-11);
João (Apocalipse 1.10-11).
Três situações no ambiente celestial:
A excelência da criação: "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos" (Salmos 19.1);
O coral de aleluias: "Aleluia! Louvem o SENHOR do alto dos céus, louvem o SENHOR nas alturas" (Neemias 9.6; Salmos 148.1);
Deus está em companhia de anjos (Marcos 13.32);
A luz do Todo Poderoso sobre os salvos: "Então já não haverá noite, e não precisarão de luz de lamparina, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão para todo o sempre" (Apocalipse 22.5).
Detalhes sobre como será o Céu quando o crente viver lá: 
Ponto à estadia eterna dos salvos (2 Coríntios 5.1);
Recinto de atividades (Apocalipse 22.3);
Local de descanso (Apocalipse 14.13);
Lugar perfeito (Apocalipse 21.4; 22.3-5).
A perífrase

Céu é uma palavra que às vezes é empregada perifrasticamente em lugar de Deus. Assim é que quando o filho pródigo disse "pequei contra o céu" (Lucas 15.18, 21), ele queria afirmar "pequei contra Deus". Semelhantemente, é o caso de João 3.27: "se do céu não lhe for dada". O exemplo mais enfático sobre isso é o uso que Mateus faz da expressão "reino do céu", que é paralela à expressividade de Marcos ao escrever "reino de Deus".

A multiplicidade de Céus

Entre muitos povos antigos havia o pensamento de uma pluralidade de Céus. Segundo os judeus, existem três céus; o primeiro corresponde á região da atmosfera terrestre, onde voam os pássaros (Jó 35.11). É a esse céu que se referem as passagens que falam sobre o orvalho, nuvens e ventos. O segundo céu refere-se à expansão do espaço onde brilham o sol, a lua e as estrelas (Gênesis 1.8). O terceiro, corresponde à casa de Deus e dos anjos. Cristo veio do terceiro Céu, para lá retornou depois da ressurreição (Atos 1.11; Hebreus 4.14) e de lá virá outra vez (1 Tessalonicenses 4.16). Paulo foi arrebatado a esse Céu (2 Coríntios 12.2).

Alguns judeus mencionam sete céus. Não há base teológica para sustentar esta afirmação, se prezamos pelo uso do cânon bíblico. Eles declaram isso com base em livros apócrifos. Quais? O Testamento dos Doze Patriarcas; Levi 2 e 3; e Livro dos Segredos de Enoque.

Promessa e esperança

Grandes metrópoles como Tóquio, São Paulo, Buenos Aires, Rio de Janeiro, Washington, etc, são insignificantes diante da imensidão que é o Céu, a Cidade Santa preparada por Deus aos que nesta vida têm o Filho Unigênito do Pai no coração e o reverencia e se submete aos Seus mandamentos.

Deus é confiável. O plano de Deus para o seu povo é muito maior e melhor do que qualquer coisa que nós podemos imaginar. Desta maneira, o crente que agora vive na terra pode viver confiante que as promessas relacionadas ao Céu se cumprirão. O destino final do cristão perseverante é a morada celeste, estará lá com Deus e com Cristo para sempre, com todas as pessoas conhecidas, que permaneceram fiéis ao Senhor, e com os anjos (Salmo 33.13, 14; 1 Pedro 1.1-4; Apocalipse 21.3,4).

Há lugar para todos lá no Céu. Existe espaço para todo ser humano, de todos os tempos e nações, que invocaram, invocam e invocarão ao Senhor Jesus como Senhor com reverência. Cristo prometeu: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. Pois vou preparar um lugar para vocês. E, quando eu for e preparar um lugar, voltarei e os receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, vocês estejam também" -  João 14.2-3).

Atribuições bíblicas sobre o Céu:
Trono de Deus (Isaías 66.1; Mateus 6.9);
Casa de Deus (João 14.6);
Cidade cujo arquiteto e construtor é Deus (Hebreus 11.10);
Cidade reservada aos que permitiram ser santificados pelo Senhor (Apocalipse 21.27).
É preciso entender bem que, nos dias que estamos vivendo agora neste mundo, é como se fosse um degrau abaixo à existência no porvir. Sendo o céu a morada de Deus, podemos aceitar a ideia da vida perfeita que existe lá, baseados naquilo que conhecemos aqui na terra. Lá, à direita de Deus está o trono de Cristo; lá não existem lágrimas, tristezas e nem mortes. Isaías 66.1; Efésios 1.20; Apocalipse 21.3,4.

O Céu é onde o julgamento final ocorrerá (Apocalipse 20.7-15). Após o julgamento final, a nova Jerusalém descerá do Céu para a terra (Apocalipse 21.2-10). É importante entender que a presente vivência é apenas a primeira fase das seguintes que virão: a vida eterna com Deus e a morte eterna sem Deus. Dependendo da postura que adotamos quanto à autoridade de Cristo, teremos a paz eterna ou seremos encaminhados ao castigo eterno no inferno. Confira: João 3.17,18. O Céu é reservado apenas para aqueles cujos nomes tenham sido inscritos no livro da vida (Apocalipse 20.15).

CONCLUSÃO

Cristo pede licença para entrar e permanecer em todos os corações. Quando Ele entra na vida de uma pessoa e essa pessoa não quer que Ele se vá, então, tal pessoa de livre e espontânea vontade passa a controlar mais seus pensamentos e atitudes objetivando viver em acordo com a vontade divina, reconhece a Jesus Cristo como Senhor e Salvador pessoal. Analise as palavras de Jesus sobre isso em João 14.6 e Apocalipse 3.20.

Jesus é a única fonte de vida eterna (João 11.25; Colossenses 3.4). Então, é importante investir na vida espiritual. A vida espiritual é mais importante que esta vida presente. Quem não investe no lado espiritual do seu ser, corre o grande risco de não conhecer e nem experimentar as delícias celestiais que o espera no futuro com Deus, na eternidade.

E.A.G.

Guia Profético para o Tempo do Fim. Timothy Paul Jones com Benjamin Galan e David Gundersen. Capítulo 5: O que Acontece Depois do Fim. 1ª Edição 2016;  páginas 77 a 91. Bangu, Rio de Janeiro - RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD).
O Novo Dicionário da Bíblia. Editor organizador J. D. Douglas. Volume 1. Quarta edição 1981. Páginas 283 e 284, (Edições Vida Nova).
Utopia: Tudo o que você quis saber sobre Astronomia mas não tinha a quem perguntar. Patrícia Amaral e Cássio Costa Laranjeiras. Arquivo online em PDF - https://bit.ly/2KMzmZ4