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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Eduardo Campos candidato a presidente pelo PSB morreu hoje


Eduardo Henrique Accioly Campos, de 49 anos, era economista, ex-governador de Pernambuco, presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSC) e candidato à Presidência da República. Era neto de Miguel Arraes, o ex-governador de Pernambuco, casado há mais de 20 anos com Renata Campos e pai de cinco filhos, sendo o mais velho com idade de 21 anos e o mais novo apenas cinco meses. O caçula nasceu com síndrome de down.

A data do desastre fatal de Eduardo Campos coincide com a da morte de seu avô, em 13 de agosto de 2005.

Nota emitida pela Aeronáutica informa que o avião, modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu às 10 horas. “A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”.

A última entrevista de Eduardo Campos foi ao Jornal Nacional, ontem ele participou de entrevista ao vivo concedida a William Bonner e Patricia Poeta.

O avião caiu em área residencial do Boqueirão, na altura do número 136 da rua Alexandre Herculano, nas imediações do Canal 3, a cerca de sete quadras da praia e não deixou sobreviventes, próximo da base aérea de Santos. Segundo uma testemunha, houve explosão. Além de Eduardo Campos, também foram vítimas o ex-deputado, e assessor particular do candidato, Pedro Valadares Neto; o assessor de imprensa Carlos Augusto Percol Filho, o cinegrafista Marcelo de Lyra, o fotógrafo Alexandre Gomes e Silva; os pilotos da aeronave Geraldo da Cunha e Marcos Martins. Mais cinco pessoas que estavam em terra sofreram ferimentos.

Marina Silva, candidata a vice na chapa do candidato não estava a bordo da aeronave.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave está em nome da AF Andrade Empreendimentos e Participações, tinha capacidade para transportar até 12 pessoas, não tinha pendências e voava regularmente.

No local, a variação do tempo estava para nublado no momento do pouso, desfavoráveis para voar.

Uma notícia assim, difícil de se acreditar, já é confirmada pela assessoria de imprensa do partido e começa a ser veiculada como certa nos principais órgãos de imprensa do Brasil.

E.A.G.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

A fé se manifesta em obras

Por Eliseu Antonio Gomes

A doutrina bíblica da fé é uma das mais importantes e significativas para a vida do cristão.

A Bíblia fala que a fé é um presente de Deus, produzida por Deus no coração do ser humano por meio da pregação da Palavra (Tessalonicenses 2.13; Romanos 10.17).

A fé, as obras e a justificação

O termo fé ocorre 244 vezes no Novo Testamento. Pode ser vista com diversos significados: a fé comum aos que crêem (Marcos 16.17); fé como fruto do Espírito (Gálatas 5.22); fé como dom outorgado pelo Espírito (1 Coríntios 12.9 a); fé como meio de salvação (Romanos 5.1). O ponto de vista da fé apresentada por Tiago é a confiança em Deus. Sem essa confiança é impossível viver a vida cristã. O justo viverá pela fé, através dela recebe a salvação e é justificado por Deus (Tiago 2.19; Romanos 1.16 - 17;  Hebreus 11.6).

A justificação pela fé é a doutrina chave da salvação. Trata-se de um ato soberano em que Deus, justo Juiz, declara que o homem é pecador e torna-se inocente perante Ele por causa da obra realizada por Jesus Cristo na cruz. O pecador recebe a justificação exclusivamente pela fé. A fonte de justificação  é Deus e a sua graça; a base da nossa justificação é Cristo e sua cruz; o meio de se apropriar da justificação é a fé (Romanos 5.1).

O enfoque de Tiago não contradiz o ensino de Paulo (Romanos 3 e 4). A sua ênfase é que as obras não salvam, mas são evidências de que somos salvos, a espécie de fé que temos é a fé que demonstramos. Enquanto Paulo ensina que o crente não é justificado por suas ações (Romanos 4.5; 5.1; Gálatas 2.16). Tiago explica que as boas obras são o lado ativo da fé, o lado visível da justificação que é operada pela confiança plena que o verdadeiro crente possui  (1 Tessalonicenses 2.1-5; 2 Pedro 1.5-11; 1 João 5.12).

A fé de um verdadeiro crente justificado precisa ser revelada através da obediência. A fé que justifica é a mesma fé que produz obras coerentes com tudo o que o Evangelho orienta.

A fé sem obras é inútil

"Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" - Tiago 4.17.

Está implícito nas Escrituras Sagradas que amar é agir fazendo o bem ao próximo, que a fé e as obras são inseparáveis. Quando a fé não está acompanhada de ação ela para nada serve, pois está morta.

As pessoas em nossa volta só poderão constatar que cremos realmente em Deus de todo o coração se em nosso relacionamento com elas revelarmos o amor do Criador por intermédio de nossos atos de amor.

As três características da fé morta

Tiago combateu a fé inoperante, este tipo de fé existe apenas no intelecto, trata-se de uma confissão vazia, improdutiva, imperceptível e demoníaca.

1. Fé improdutiva

Para ensinar sobre a necessidade de manifestar a fé com ações, Tiago cita duas figuras bíblicas muito diferentes uma da outra: Abraão, homem piedoso que deu origem ao povo de Israel, e Raabe, uma prostituta, que pertencia a um povo pagão e inimigo dos israelitas. Os dois tinham algo importante em comum: exercitaram a fé. A subordinação do patriarca Abraão em oferecer o sacrifício que o Senhor lhe pediu e a disposição de Raabe em ajudar os espias israelitas expressaram a confiança que eles tinham em Deus.

Usando ilustração simples e objetiva, Tiago ensina que a pessoa com a fé morta olha para o irmão necessitado, faz um discurso piedoso, mas não resolve seu problema (Tiago 2.15-17).

Sobre a fé morta, a declaração de João foi: "Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade" - 1 João 3.17-18.

A fé morta não vem acompanhada de boas obras, é incapaz de agir para salvar o pecador. A fé salvadora é acompanhada de frutos. João Batista fala de frutos de arrependimentos, enquanto Paulo fala de sua operosidade (Mateus 3.8; Gálatas 5.16-23; Efésios 2.10; 1 Tessalonicenses 1.3).

Uma vez salvos em Cristo, o amor materializado por meio das boas obras, torna-se a identidade do cristão. Como cristãos temos a obrigação de suprir as necessidades do próximo, principalmente, dos irmãos. Ao ajudar o irmão carente, estamos fazendo para Cristo (Mateus 25.40; Gálatas 6.10).

A verdadeira fé opera através do amor, e a ajuda ao necessitado é uma expressão desse amor (Gálatas 5.6; 6.10).

Assim como Paulo, Tiago afirma que o crente será julgado (2 Corintios 5.10). O julgamento, naturalmente, será realizado por Cristo. Como Justo Juiz, contudo, Ele julgará usando liberalidade e generosidade para com os que são alvos de julgamento e manifestaram as boas obras de amor ao próximo. Ele explica os critérios deste juízo: "Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo" - Tiago 2.13.

2. Fé imperceptível

O conceito de boas obras na Bíblia está estritamente ligado à salvação. Boas obras são apenas aquelas que são compatíveis com a orientação bíblica, ou seja, que Deus ordena (Miqueias Miquéias 6.8; Colossenses 2.20-23). Nenhuma obra praticada pela natureza humana sem conversão é vista por Deus como boa obra, mesmo que sejam atos de bondade, pois não glorificam a Deus (2 Reis 10.30; Mateus 23.23; 1 Corintios 10.31).

As obras da natureza não regenerada, ou da carne, não têm nenhum valor diante de Deus, elas não glorificam ao Senhor porque são iniciativas que não representam a sua soberana vontade (1 Corintios 10.31; Isaías 64.6).

Tudo o que fazemos sem fé é pecado; jamais receberemos alguma recompensa de Deus se não agirmos pela fé (Romanos 14.23; Tiago 1.6 -7).

3. Fé demoníaca

O crente que não ama não produz boas obras, pois o mandamento ordena amar ao Senhor e ao próximo. Aquele que usa a fé amando cumpre a lei de Cristo (Mateus 5.43-44; 1 João 4.21; Romanos 13.8-10).

Tiago ensina que não basta ter o conhecimento da existência de Deus e crer que Ele existe. A fé alojada apenas no intelecto, se não for posta em prática, é morta. Quem tem apenas o conhecimento de Deus, sem fazer uso desse conhecimento em favor do próximo, está na mesma condição dos demônios.

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" - Mateus 7.21.

"Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem" - Tiago 2.19.

Quando o diabo tentou a Jesus, deu prova de possuir conhecimento bíblico (Mateus 4.1-11).  Os demônios sabiam quem era Jesus e confessaram o nome de Cristo (Marcos 1.24; 3.11; 5.7; Lucas 4.34). Eles reconheceram a Jesus como o Juiz e criam na existência de um lugar de castigo (Marcos 5.1-13; Lucas 8.31). Apesar de tudo isso, eles não agem segundo a vontade de Deus, e, portanto, não possuem boas obras.

A fé sem boas obras é igual a fé que os demônios possuem. Observe que ela envolve o intelecto e as emoções, porém não produz a salvação de seus portadores porque no que se refere à parte volitiva que é vontade de agir segundo Deus quer, não existe decisão pela obediência ao Senhor.

As três características da fé viva

A fé age através de três elementos: intelecto, emoção e volição. Temos um exemplo disso em Atos 2.37:

1. Parte intelectual: "Ouvindo eles estas coisas"
2. Parte emocional: "compungiu-se lhes o coração" 
3. Parte volitiva: "e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos irmãos?"

Conclusão

O poder de produzir boas obras provém do Espírito Santo que habita no coração do cristão fiel. Ninguém jamais deve pensar que possui uma fé atuante por méritos próprios. Os evangelistas Marcos e João, o escritor de Hebreus e o apóstolo Paulo esclarecem que o Espírito Santo habita em nós, que alcançamos a graça de Deus e que somente através da intercessão sacerdotal de Cristo é que temos condição de manifestar boas obras ((João 15.4-6; Lucas 11.13; Hebreus 7.25; Romanos 1.17).

Tiago converge com estes ensinamentos e dirige seus ensinos contra os que na igreja professavam fé em Cristo e na expiação pelo seu sangue, crendo que isso por si só bastava para a salvação. Eles também achavam que não era essencial no relacionamento com Cristo obedecer-lhe como Senhor. Tiago afirma que semelhante fé é inútil e que não resultará em salvação e nem em qualquer outra coisa positiva.  Também, diz que não devemo pensar que mantemos uma fé viva exclusivamente por nossos esforços.

Artigo relacionado: Da zona do meretrício à genealogia de Jesus

E.A.G.

Compilações:
Bíblia de Estudo Palavras Chaves, página 1293, edição 2011, Rio de Janeiro (CPAD).
Lições bíblicas - Mestre, Eliezer de Lira e Silva; 3º trimestre de 2014, páginas 49-55, Rio de Janeiro (CPAD).
Lições Bíblicas - Mestre, Elinaldo Renovato de Lima; 1º trimestre de 1999, páginas 40, 43-44, Rio de Janeiro (CPAD). 
Revista Exposição Bíblica - Liberdade, Fé e Prática - Gálatas e Tiago; Arival Dias Casimiro; páginas 45-49; 3ª edição em julho de 2013; Santa Bárbara d'0este/SP (Z 3 Editora Ltda). 

Provérbios 6.16-19 na tradução bíblica A Mensagem


"Aí estão as seis coisas que o Eterno detesta e as sete que ele não tolera:

olhos arrogantes,
língua que profere mentiras,
mãos que matam o inocente,
coração que planeja maldades,
pés que correm pela trilha da impiedade,
boca que mente e é cheia de falsidade,
e aquele que provoca brigas e discórdia entre irmãos."

A Mensagem - Bíblia em Linguagem Contemporânea, Eugene H. Peterson, 2011, São Paulo (Editora Vida).

domingo, 10 de agosto de 2014

Escavações em Israel encontram tesouro de moedas do Segundo Templo


A Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) - instituição que preserva a história do país -.anunciou nova descoberta arqueológica. Diversas moedas de bronze foram achadas em uma antiga aldeia judaica. Estima-se que o tesouro tenha 2 mil anos de existência, era de uso corrente por volta do ano 70 depois de Cristo (d.C.).

Ao acaso, a escavação de trabalhadores da Netivei Israel (Empresa Nacional de Infraestrutura e Transportes), que ampliava uma estrada de Jerusalém à Tel-Aviv, encontrou uma casa e enterrada num canto dos compartimentos da residência uma caixa de cerâmica com 114 moedas de bronze, datadas do 4º ano da Grande Revolta dos judeus contra o Império Romano.

Em todas as moedas estão estampados o desenho de um cálice e há a inscrição em hebraico "Para a redenção de Sião" de um lado. Do outro, existem o desenho de um pacote feito de fronde fechado de ramos da palmeira, murta, salgueiro, frutos de cidreira - itens usados ​​durante o feriado judaico da Festa dos Tabernáculos - junto da inscrição Ano Quatro em hebraico, possível alusão ao quarto ano da revolta.

O anúncio deste achado coincide com a data em que os judeus relembram a destruição do Segundo Templo. O Segundo Templo, considerado um lugar sagrado e local de adoração para o povo judeu, foi construído pelo rei Herodes, onde hoje localiza-se o Domo da Rocha, e destruído sob o comando do imperador Tito, aproximadamente em 70 d. C.

"O tesouro parece ter sido enterrado vários meses antes da queda de Jerusalém, e nos proporciona um olhar sobre a vida dos judeus que viviam na periferia de Jerusalém, no final da rebelião", disse Pablo Betzer que é um dos diretores de escavação em um comunicado para a imprensa.

O trabalho de alargamento da pista, que era responsabilidade da Netivei Israel, passou a ser conduzido também pela AAI, que em outras ocasiões já encontrou outros artefatos ligados a períodos narrados pela Bíblia.

Após o achado, estuda-se a preservação da velha cada e de toda aldeia em que ela se encontra. Arqueólogos afirmam que os moradores originais do local, agora escavado, assim como a maioria das aldeias judaicas na Judeia, envolveram-se nas duas principais revoltas contra os romanos, tanto a Grande Revolta (ano 70) quanto a Rebelião de Bar Kochba (entre 132 e 135). Devido à sua participação nos motins, as aldeias foram destruída duas vezes.

E.A.G.

Com informação de:
http://www.foxnews.com/science/2014/08/05/2000-year-old-trove-ancient-coins-found-in-israel/
http://www.livescience.com/41499-photos-10000-year-old-house-israel.html

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A fé e a oração de Jabez

"Houve um homem chamado Jabes, que foi a pessoa mais respeitada da sua família. A sua mãe pôs nele o nome de Jabes porque ela havia sofrido muito durante o parto. Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido" - 1 Crônicas 4.9-10 (NTLH).

O nome Jabez (a'-bez) possui significado forte e extremamente negativo: "tristeza"; "causador de dor"; ou, "ele causa dor"; ou, ainda, "ele causa tristeza".

A genealogia em que o nome de Jabez aparece é a da família real de Judá. Qual seria o motivo da mini-biografia de Jabez estar incluída bem no meio desta lista? Temos poucas informações sobre quem era ele. Sabemos apenas que sua mãe chamou o seu nome Jabez, porque deu-lhe à luz sentindo tristeza, e que foi ele quem mais sobressaiu entre seus irmãos.

O que Jabez fez de tão extraordinário que seja digno de nota? Ao examinar o texto bíblico, encontramos algo especial que explica a razão de existir tal registro bíblico. Jabez invocou o Deus de Israel, portanto, ele era um adorador do Deus verdadeiro. Podemos entender que era homem de constante oração e determinado a alcançar um objetivo. É um exemplo de servo de Deus.

O leitor atento da Bíblia certamente já percebeu que todos os nomes bíblicos, de Gênesis a Apocalipse, carregam a sorte de uma pessoa. Jacó, por exemplo, quer dizer “suplantador”, nome muito apropriado para o patriarca maquinador. Noemi e seu marido colocaram em seus filhos os nomes de Malom e Quilom, que significa “franzino” e “debilitado”, e exatamente assim eram eles, ambos morreram ainda jovens. Salomão significa “paz” e fazendo jus ao seu nome, tornou-se o primeiro rei de Israel a reinar sem precisar ir à guerra.

Assim sendo, Jabez que nasceu numa época em que nomes significavam verdades e eram símbolos da realidade, e viveu durante o período em que o nome era freqüentemente tomado como um desejo ou uma profecia para o futuro de quem o possuía, recebeu uma identificação que significava “dor”, não era um bom presságio para ele. Mas apesar desse quadro inicial negativo, porque tinha fé, acreditava na bondade do Senhor, clamou pela bênção divina e tornou-se um honrado chefe de uma família de Judá,

O nome foi dado a ele no momento do nascimento. Retratava o humor de sua mãe, que o trouxe à luz durante um parto muito complicado e dolorido, seu significado se encaixava às circunstâncias do momento complicado em que nasceu.

Provavelmente, enquanto crescia o seu nome trouxe-lhe amargura, provocou a zombaria e desdém de seus irmãos e circunvizinhos, causando-lhe muitos problemas de relacionamento. Ao longo de seus anos, ouviu sobre o Deus de Israel, vivo e verdadeiro, que havia libertado seus ancestrais da escravidão, que os resgatara de poderosos inimigos e os colocara numa terra de fartura. Ao tornar-se adulto, Jabez acreditava e confiava piamente no Deus de milagres e maravilhas, que ouvia e respondia orações. Então, cansado de sofrer ele decidiu pedir um novo começo para si mesmo e formulou uma das orações mais famosas que encontramos no Antigo Testamento, sabedor de que se dirigia ao Deus que era fiel a aliança que havia feito com seu povo e tinha condições de responder sua oração de forma satisfatória. Ele pediu a bênção do Senhor sobre sua vida. E foi abençoado.

A palavra "bênção" é mais profunda do que uma saudação de "bom dia" ou "boa noite". É mais profunda que a bondade humana de alguém altruísta que favorece outra, expressa a bondade de Deus que ocorre como um favor ilimitado e sobrenatural.

A oração de Jabez não está registrada na Bíblia apenas pelo fato de ter sido feita, mas em razão de como ela foi realizada, isto é, com palavras cheias de fé, sinceridade e devoção, e por seu resultado alcançado. Jabez buscou a providência de Deus de maneira consciente.

Ao clamarmos pela bênção de Deus, não devemos pedir a bênção como se ela fosse algo comum, como se fosse algo que poderíamos conseguir pelo nosso próprio esforço. Ao clamar, devemos esperar pela maravilhosa e ilimitada bondade, que apenas Deus tem para oferecer e deseja conceder.

Ao orar, não é preciso usar as mesmas palavras de Jabez, apenas ter na oração os mesmos elementos: o sentimento de dependência, expressão de confiança, ímpeto, e coração aberto. Ao estar diante da face do Deus pessoal, adorá-lo, sabendo que só podemos pedir que a mão de Deus esteja conosco quando nosso desejo supremo é fazer a vontade dEle. Desta espécie de oração surge a poderosa vontade de Deus, que concede resposta conforme o pedido.

Encontramos na Bíblia muitas mulheres que na condição de mães são mencionadas como influenciadoras de seus filhos, tanto para o bem quanto para o mal. As mães dos reis perversos de Israel, a mãe de Moisés,  a mãe de Timóteo, etc. Através das experiências de Jabez, aprendemos que Deus intervém na vida de quem o ama. Assim, o destino de todos nós não está traçado por causa de erros cometido em momento infeliz de uma mãe ou um pai, ou por outros fatores circunstanciais . É por isso que muitas pessoas estão retratadas na Bíblia com dois nomes de significados diferentes: Abrão se tornou Abraão, Sara, Sarah, Jacó passou a ser chamado de Israel e Simão se transformou em Pedro, e assim por diante.

É preciso servir ao Senhor crendo que Ele quer o nosso bem e sempre mostrará o caminho para sair de qualquer espécie de problema. O exemplo da fé de Jabez nos revela que Deus ouve o clamor do justo e altera o destino ruim que o meio em que vivemos nos coloca. Quando confiamos em Deus, o nosso futuro está nas mãos dEle.

Aprendi com a oração de Jabez que ao orar as palavras não devem sair da minha boca por sair, aquelas que cinco minutos depois da oração não lembro mais o que foi dito. Explicando de outro jeito, não convém fazer orações sem valorizar a liberdade de se aproximar do Trono da Graça. Tenho experiência neste sentido: quando há valor, há resultado positivo, mesmo que a resposta não seja a esperada, sei nitidamente que fui respondido.

E.A.G.

Compilações:
A oração de Jabez, Bruce Wilkinson, 2001, São Paulo (Editora: Mundo Cristão)
http://biblehub.com/1_chronicles/4-10.htm 
http://biblehub.com/commentaries/illustrator/1_chronicles/4.htm 
http://biblia.com.br/dicionario-biblico/j/jabez/ 
http://www.godembassy.org/main/pastor-sandej-adeladzha/item/2110-sudbonosnyie-imena.html?tmpl=component&print=1