Pesquise sua procura

Arquivo | 14 anos de postagens

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O poder da oração: a fé remove montanhas

"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus; porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis" -Marcos 11.22-24.

Os membros de uma pequena igreja nas montanhas de Great Smoky (EUA) construíram um novo prédio em um terreno que haviam recebido por doação. Dez dias antes da inauguração, o inspetor de obras da localidade informou ao pastor que o estacionamento era insuficiente para o tamanho do prédio. Se a igreja não dobrasse o tamanho do estacionamento, não poderia usar o salão. Infelizmente, a igreja já havia ocupado cada polegada do escasso terreno, com excessão da colina que ficava atrás do prédio.

Na manhã do domingo seguinte, o pastor anunciou corajosamente que à noite queria reunir-se com todos os membros da igreja que tivessem "fé  para remover montanhas". Eles teriam uma noite de oração para pedir a Deus que removesse a colina e providenciasse o dinheiro suficiente para asfaltar o estacionamento antes da inauguração no domingo seguinte.

No horário combinado, 24 dos 300 membros da igreja reuniram-se para orar, durante cerca de três horas. Às 22 horas o pastor disse o último "amém". Garantiu: "conforme está palnejado, inauguraremos o salão no próximo domingo. Deus nunca nos abandonou, e creio que também deste vez Ele será fiel".

Na manhã seguinte, quando estava trabalhando em seu gabinete, alguém bateu com força na porta. Ao responder "entre" apareceu um empreiteiro de aspecto rude, que tirou seu capacete. "Desculpe, pastor, sou da empreiteira de obras da localidade, vizinha. Estamos construindo um enorme centro de compras e precisamos de terra. O senhor estaria disposto a nos vender uma parte da colina que fica atrás da igreja? Nós pagamos a terra que tirarmos e asfaltaremos gratuitamente o espaço vazio, desde que possamos dispor da terra imediatamente. Não podemos continuar com a contrução do shopping antes que a terra esteja depositada no local e suficientemente compactada".

O novo salão foi inaugurado no domingo seguinte como tinha sido anunciado, e no evento de abertura estavam muitos membros "com fé para remover montanhas" do que na semana anterior.

Algumas pessoas dizem que a fé é produzida por milagres. Mas outras sabem: milagres resultam da fé!

Fonte: Renovação da Fé, ano 15, nº 57, páginas 46 e 47, outubro-novembro-dezembro de 2013, www.renovada.org.br.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Um libertador para Israel

O traço mais marcante da personalidade de Moisés está descrito em Números 12.3: "E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra". O termo mansidão no original hebraico significa "sofredor".

Durante toda sua vida, Moisés foi preparado por Deus para que se tornasse o líder do seu povo e o levasse à Terra Prometida durante uma peregrinação de quatro décadas pelo deserto. Na infância, esteve em um lar humilde e temente a Deus sendo preparado para viver no palácio de Faraó como um príncipe. Entre a realeza, recebeu instrução em toda a primorosa ciência da época (Atos 7.22). E ele usou todo seu cabedal de conhecimento para servir ao Senhor como profeta, escritor, legislador de Israel.

Deus chama pessoas para o seu trabalho. Não escolhe aquelas que estão sentadas, de braços cruzados, desocupadas. O chamado divino é reservado aos trabalhadores. Foi o que aconteceu com Moisés quando o Todo-Poderoso revelou-se a ele como em uma labareda de fogo envolvendo uma sarça sem que a queimasse, quando lhe convocou para retornar ao Egito e retirar os israelitas do jugo da escravidão egípcia e o levasse para a Terra Prometida {Êxodo 3.2)..

Muito antes de Moisés, Abrão e seu pai Tera saíram de suas terras rumo à Canaã. O pai do patriarca faleceu em Harã, o Senhor encorajou Abrão a prosseguir e ele seguiu adiante convicto em sua jornada de adoração à divindade que não era material (Gênesis 11.31-32; 12.1-9; Josué 24.2). Abrão peregrinou pretendendo viver algo diferente do que havia em Ur, romper com o ciclo do fanatismo, fazer a diferença naquela imobilidade mórbida da geração em que estava inserido. Não sabia o destino que deveria ir, mas foi. Por esta disposição o apóstolo Paulo escreveu que todos que creem em Deus como o patriarca cria, são filhos de Abraão (Gênesis 3.7-9).

Moisés tinha um ofício tranquilo para sustentar sua casa, zelava de um lar sem muita dificuldade, estava cuidando do rebanho seu sogro e tudo se encontrava na mais perfeita paz quando Deus o chamou (Êxodo 2.11-21; Atos 7.29). No retiro de sua vida pacata, poderia ter achado que a melhor ideia era deixar tudo como estava, poderia ter dito para Deus que era ocupado demais para servi-lo, continuar apascentando os animais no campos verdejantes de Midiã. Mas não foi isso que ele fez. Moisés deixou suas tarefas de pastor de ovelhas e seguiu, acompanhado da esposa e seus dois filhos, para sua missão de libertador de Israel. No Egito, reencontrou-se com seu irmão Arão, que o auxiliou como orador perante Faraó (Êxodo 4.18-31) e passou a peregrinar com o povo pelas areias quentes e calor escaldante do deserto por quarenta anos. Daí, podemos entender a descrição manso/sofredor.

Acreditando nas promessas que o Senhor proferiu aos patriarcas, o contingente populoso de israelitas, escravizados no Egito, aceitaram a liderança de Moisés e o seguiu (Gênesis 50.24-25; Êxodo 13.19; Hebreus 11.22).

O Senhor sempre está a vocacionar e chamar líderes para sua obra. Para ser um instrumento nas mãos de Deus, quem é chamado necessita fazer a sua parte, dispor-se à tarefa de preparação e dispor-se a cumprir a chamada, é preciso ter disposição para deixar muitas coisas para trás, como fizeram Abrãao e Moisés, e seguir as orientações do Senhor confiantemente.

Assim como o Senhor disse a Moisés, diz aos que o obedecessem "Eu serei contigo" (Êxodo 3.12)! O crente deve estar animado a andar com Deus, uma caminhada de fé e não guiada pela visão (2 Coríntios 5.7). A chamada do Senhor ao cristão não é um convite ao trânsito geográfico. A grande lição encontrada na vida e missão de Moisés refere ao fato de desapegar-se das coisas desse mundo e fazer a ética do Reino de Deus prevalecer em nosso comportamento (Mateus 5-7). Valores que podem e devem ser vividos, exemplificados através de nossa existência. O Reino de Deus não é comida e nem bebida, mas justiça, e paz e alegria no Espírito Santo (Romanos 14.17).

Jesus é o Rei dos reis, o Libertador de todo aquele que tem a alma escravizada pelo pecado e aflições inerentes deste mundo, todo cristão deve segui-lo como os israelitas se dispuseram a seguir Moisés e romperam com a escravidão egípcia. Cristo nos chama: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" - Mateus 11.28-30.

E.A.G.

Consultas:
Dicionário Bíblico Universal A. R. Buckland & Luckin Williams, página 406, edição 2007, São Paulo (Editora Vida).
Ensinador Cristão, ano 15, nº 57, páginas 14, 15, 37, janeiro/fevereiro/março 2013, Rio de Janeiro (CPAD).

Confira outras postagens neste blog, paralelas ao tema: Deus no desertoO erro de Moisés


Ângulo feminino agridoce - charge

As velhinhas são simpáticas, mas nem tudo deve ser generalizado e visto pelo ponto negativo. Não é?