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domingo, 26 de novembro de 2017

O líder de jovens e suas qualidades - parte 3 (final)

Pastor José Sartírio

A quarta característica é a esperança.

Se o menor deles vale por cem e o menor deles vale por mil, o que faz com que sejam assim? 

Sem dúvida, os três aspectos são muito importantes, mas o quarto é determinante. Se você não persevera, as outras qualidades caem. Se você tomar uma determinação concreta, renovar o seu ânimo e pôr em prática toda a sua ousadia, então persevere! Se necessário, por 5, 10, 15, 20 anos. Não importa, persevere! Porque você não é daqueles que retrocedem, pelo contrário, é da turma dos que avançam!

Dez propostas para que o pregador se saia bem na igreja que o convidou


Sabe porque Abraão recebeu o nome de hebreu? A palavra "hebreu" era um termo usado para pessoas que cruzavam de um lado de um lado para o outro e perseveravam. Hebreu: aquele que cruza, atravessa. Hoje eu me dirijo para um grupo de "hebreus", para pessoas que cruzam e permanecem animados. ´Permaneça na missão, na tarefa, assuma o compromisso de permanecer com bom ânimo. Quando você não desanima, vê o fruto. E o resultado assombra. 

Alguém pode dizer: "Mas isso só acontece no Antigo e Novo Testamentos." Não, hoje também é o tempo das ocorrências sobrenaturais! Poderá acontecer com você! Permaneça! E à medida que você vai permanecendo, as portas vão se abrindo. As possibilidades e as oportunidades vêm. Chegam uma atrás da outra a ponto de você poder escolher quais que você toma. Você não está obrigado a tomar todas, mas a eleger as melhores.

Mantendo a esperança em meio à adversidade.

Um dia me denunciaram publicamente na polícia da Colômbia. Alguém fez uma queixa por causa do volume de som propagado pela igreja, alegando contaminação do ambiente. E me chamaram num quartel e fizeram um julgamento para cancelar a minha cédula de residente. Um estrangeiro julgado publicamente pela polícia, acusado de causar "desordem" pode perder imediatamente a sua residência. E fizeram isso comigo de uma maneira opressiva, sem advogado, sem uso dos meus direitos. Duzentos policiais na frente e um grupo de cidadãos daquela região que estava acusando a mim. Era uma ação católica. 

Eu sentado como réu, sendo julgado, pensava: "E agora? O que posso dizer aqui?" Uma pessoa leu e disse "o senhor, a partir de agora..." Foram 20 minutos de admoestação. Quando ele terminou, fiquei de pé e pedi a palavra, mas disseram que não eu não tinha direito de falar, mas eu insisti: Ninguém pode ser julgado e condenado sem direito à defesa. O senhor não permitiu que eu fosse acompanhado por um advogado, disse que o tempo não permite." E alguém levantou e disse: "Por favor, oficial, o pastor tem direito à palavra, sim." E o oficial perguntou: "Quem é você?". E ele: "Sou defensor do povo." Não sabia que aquele homem estava ali. E logo se levantou outro e falou o mesmo. E o oficial" "Quem é você?" E responderam: "Somos jornalistas. Viemos cobrir o caso e o pastor tem direito à palavra." Senti-me como Paulo.

Renunciei receber aquele molestamento e expliquei meu trabalho e missão em Cúcuta. E a reunião terminou com um ambiente constrangedor, porque mesmo após minha palavra, disseram que a sessão estava encerrada e eu estava julgado em definitivo. Saí envergonhado. Pensei: Não vale a pena ser colocado nessa situação. A gente trabalha, prega, ganha vidas, há transformação de famílias, de pessoas que estavam viciadas em drogas, muitos ladrões transformados... E fazem isso comigo? Quando estava naquela confusão interna, perdendo meu ânimo, Deus disse para mim: "Comigo fizeram mais!" E levou à minha mente a Palavra: "Quando vos insultarem, quando vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa, exultai e alegrai-vos, porque grande será o vosso galardão". Então, me alegrei chorando!

Quero encerrar sobre este episódio de perseguição religiosa contando que, em 3 de agosto de 2015, o presidente da Colômbia foi de Bogotá a Cúcuta só para entregar a minha cidadania colombiana. O presidente veio acompanhado de gente eminente, seis ministros de Estado: Ministro da Fazenda, das Relações Exteriores, Ministro do Interior, veio o Diretor de Planificação Nacional, o Presidente do Senado. Veio com a representação eclesiástica toda: católicos, wesleyanos, anglicanos, presbiterianos. Todo mundo estava ali. A vinda desse povo todo se consiste de protocolo. Fecham a cidade, fecham tudo e as pessoas ficam perguntando: "O que está acontecendo? O que o presidente veio fazer aqui? A resposta: "Veio entregar uma cédula de cidadania ao pastor."

Eu fiquei no escritório esperando e de repente chega uma coronel, bem vestida, se apresenta e diz: "Eu estou aqui para acompanhar o senhor para que receba o presidente na porta e depois até um lugar em que o senhor irá se sentar com sua esposa. Eu sou a sua decana." Eu fiquei olhando para ela e me lembrei daquele que, anos atrás, havia me julgado. Fazia 25 anos que eu vi aquele homem de cara dura, um coronel, humilhando-me. E duas décadas e meia depois, eu vejo outro coronel, mas com rosto meigo e me honrando. Eu disse a ela: "Eu tenho medo." E ela perguntou: "De quê?" Eu respondi: "Do cumprimento da promessa. Há 25 anos eu vivi isso, um julgamento público e agora estou aqui recebendo essa honra da mesma polícia". Então ela me tomou pelo braço e disse: "O senhor é um herói. E - por causa da minha perseverança ao longo dos anos - me levou à solenidade de honraria. Não sei qual é a adversidade que você está enfrentando, mas saiba que precisa perseverar.

Renuncie viver debaixo da improvisação, de mudanças repentinas, deixando tarefas por cumprir. Decida perseverar em Deus! Quem persevera alcança.

Sobre a natureza e o desfecho de nossas atividades.

Outra característica é realizar tarefas que sejam inspiradoras. Estamos acostumados a fazer coisas, mas não prestamos atenção na qualidade daquilo que fazemos. Chegamos a fazer coisas de maneira ordinária. E ficamos acostumados com isso. É de qualquer maneira, de qualquer jeito. "Depois arrumo. Depois dou aquela ajeitada." Depois, depois, depois... Porém, no Senhor, você é chamado à excelência. Quando você está comissionado a fazer algo ou realizar qualquer tarefa, pense sempre em marcar a situação com excelência! Você deve fazer a diferença positiva.

Essa atitude tem que começar com a gente em casa, no âmbito familiar. E se estende para todas as áreas. É necessário fazer a diferença!

Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo se projetou, lançando-se numa plataforma para a produtividade. Ele se programou , estrategicamente. Um dos componentes dessa plataforma era buscar a excelência. A partir, da década de 1980, isto resultou em tecnologias, reengenharia, realidade virtual, programação neurolinguística, inteligência emocional, avanço em todas as vertentes que saem da inteligência. Há 60 anos assim, a situação está se fechando  e se abrem outros cenários.

Pelo menos três já estão em andamento: a planificação por cenário; a holocracia; e o pensamento sistêmico. Estes três vão cobrir o século 21, certamente cobrirão os próximos 80 anos. Por que estou dizendo isso? Porque a igreja e a liderança de hoje não podem ignorar essas realidades. Temos que estar atualizados nisso. Discutem se a tecnologia é boa ou ruim. Ela não é boa e nem ruim, depende do uso que você queira dar a ela. Ponha ela a favor do reino de Deus. Transcenda, faça diferença! Se você fizer com excelência, irá começar a alcançar outros.

Comece no lugar que você está. Se você é pregador, faça a diferença quando expõe a Palavra. Se é músico, faça a diferença tocando. Se escreve, escrevendo. Busque a excelência!

Conclusão.

A última característica é viver com propósito. Não viva solto. Há importância em uma pessoa ser determinada pela causa que vive e no esforço que está disposta a fazer por esta causa. Se você tem uma causa, dê-lhe importância. Assim teremos uma revolução no Brasil. Ela é você!

E.A.G.

Artigo adaptado ao blog Belverede.

Fonte:
Revista Geração JC, ano 17, nº 110, novembro-dezembro de 2016, páginas 15 a 19, Rio de Janeiro/RJ CPAD). 
José Sartírio é pastor na Colômbia há mais de 40 anos, autor do livro Fé, Visão e Destino Profético (CPAD).

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Bola colorida na areia da praia. By Eliseu Antonio Gomes

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