
Mas, não era assim que a família dele pensava. Sua filha, com 15 aos 17 anos, usava a Rede Mundial acessando sites pornôs. Cheguei a saber porque o profile dela foi infectado com um vírus gerador de spam. O trojan enviava diversas fotos de sexo explícito para todos os seus contatos, diversos adolescentes crentes e descrentes, muitos membros e não-membros de igrejas. Muitos! Inclusive internautas de dentro da congregação cristã que estávamos, onde o pai dela pastoreava. As pessoas comentavam o caso uns com os outros, mas nenhuma delas tinha coragem para falar ao pastor ou sua esposa sobre tamanho vexame que ocorria a partir de sua casa.
Conversei uma vez com a garota, pedindo para excluir fotos e cuidar para que a sujeira parasse de ser publicada. Pensei em mostrar tutoriais contra hackers cogitando que desejasse se safar daquilo, mas não foi possível porque ela não quis me ouvir o suficiente. Cada vez que voltava a acessar o site pornô novos spams eram espalhados, aos contatos do profile e fóruns de comunidades evangélicas e não-evangélicas.
Como tinha a ver com sexo depravado, não quis me alongar falando com ela, pedi para uma jovem da minha família me representar. A filha do pastor fez pouco caso. A reação: "ninguém manda em mim!".
Sabia disso, nunca quis mandar nela, mas como o caso envolvia o nome da igreja e já era público (havia duas semanas inteiras de fotos de orgias no site de relacionamentos, a coisa não era apenas da vida privativa dela). Fui falar com o pastor, pai da garota, que corou de vergonha ao saber dos atos da filha. Rapidamente ele colocou as coisas no seu eixo correto. As propagandas sujas pararam... Hoje a menina virou uma jovem mulher, é uma estagiária de jornalismo trabalhando numa equipe de televisão que foca apenas notícias em sua grade de programação.
O que quero dizer com isso? A Internet é uma realidade e precisamos pontuar nossa presença. Principalmente quem exerce liderança cristã. É necessário agir nesta esfera de bites, porque a ausência do cristão é o mesmo que conceder vitórias para o reino das trevas.
Neste caso relatado por mim, creio que tudo veio a acontecer como aconteceu porque um pai e pastor deixou uma vaga aberta, não foi vigilante com sua própria familia e nem com a igreja. Ele deveria ser pai mais presente e pastorear a igreja com mais cuidado. Deus não dorme e o inimigo também não. O inimigo usou os espaços do orientador e pastor cochilante, que estavam vazios., e fez sua festa O pastor foi muito envergonhado! A palhaçada ocorreu dentro da própria família de um homem que deveria ser o exemplo aos fiéis.
Que infelicidade!
E.A.G.
Veja mais neste blog: Quantos pastores estão conscientes que vivemos na era digital?
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