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Research | Pesquisar artigos de Belverede

quinta-feira, 30 de março de 2017

A formação do caráter cristão


Por Eliseu Antonio Gomes

Introdução.

Deus criou o homem bom e perfeito, mas o pecado maculou o seu caráter.

Existe pessoa sem caráter? Todo ser humano tem caráter, seja ele bom, seja ele mau, exemplar, ímpio ou santo. A pessoa renascida em Cristo tem o seu caráter transformado. Quando pela fé, recebemos Jesus, o Espírito Santo transforma nosso caráter.

I - O caráter na realidade do homem.

1. O que é caráter?

Vivemos tempos trabalhosos, em que muitos se dizem cristãos, mas suas ações revelam que seu caráter ainda não foi transformado e moldado pelo Filho de Deus.

Você tem mostrado Cristo ao mundo através de suas atitudes? Que mediante o estudo da Palavra de Deus cada um de nós possamos evidenciar a grandeza do Reino aos que rejeitam os preceitos divinos.

2. Personalidade e caráter.

Nosso caráter é revelado através de nossas atitudes e da nossa fala. Segundo o Dicionário Aurélio, caráter é "o conjunto das qualidades (boas ou más) de um indivíduo, e que lhe determinam  a conduta e a concepção moral. O caráter reflete a conduta, as atitudes, as ações e práticas que a pessoa cultiva. O crente demonstra o caráter cristão por seu testemunho. Jesus disse que pelos frutos que apresentamos somos conhecidos (Mateus 7.20).

A personalidade representa o que a pessoa é, como resultado de sua herança familiar, pode ser definida como sendo a qualidade do que é pessoal. Ela é a nossa maneira de ser, ou seja, aquilo que nos distingue de outra pessoa.

Precisamos orar, ler a Palavra de Deus e buscar ter um relacionamento mais íntimo com aquEle que pode transformar o nosso interior. Que a leitura bíblica e a meditação do que lemos na Bíblia possa produzir uma mudança interior, em cada um de nós, contribuindo para o aprimoramento do nosso caráter, aumentando a nossa fé, a fim de que possamos ser testemunhas vivas de Jesus Cristo.

II - A deformação do caráter humano.

1. A Queda e o caráter humano.

Adão e Eva bem como o relacionamento entre eles, entrou em processo degenerativo quando ambos pecaram. A intimidade e a inocência cederam lugar à acusação. O desejo voluntarioso pela independência resultou em dores de parto, sofrimento ao trabalhar, morte.

Quando pecaram, os olhos de Adão e Eva se abriram ao conhecimento do bem e do mal, porém eles não possuíam estrutura para tanto, era pesado esse conhecimento sem o equilíbrio de outros atributos divinos, como o amor, a sabedoria. Então a criação, confiada aos cuidados de Adão, foi amaldiçoada, gemendo pela libertação dos resultados de infidelidade dele.

O primeiro pecado da humanidade abrangeu todos os demais pecados; a afronta e desobediência a Deus, o orgulho, a incredulidade, desejos errados, o desviar outras pessoas, assassinato, submissão voluntária ao diabo.

As consequências imediatas do ato de pecar foram numerosas, extensivas e corrosivas. O relacionamento entre Deus e os homens, de franca comunhão, amor, confiança e segurança, foi marcada por isolamento, autodefesa, culpa e banimento.  por estar a natureza humana tão deteriorada pela Queda, pessoa alguma tem a capacidade de fazer o que é espiritualmente bom sem a ajuda graciosa de Deus. A esta condição chamamos corrupção total da natureza.

Paulo escreveu: "Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso, que todos pecaram" (Romanos 5.12). A entrada do pecado no mundo aconteceu porque o homem deixou de ouvir a voz de Deus e, usando o seu livre-arbítrio, ouviu a voz do diabo. Em consequência, a natureza carnal, que cede ao pecado, é transmitida de pai para filho.

2. Imagem e semelhança de Deus.

O homem foi criado perfeito em toda a sua constituição: espírito, alma e corpo (1 Tessalonicenses 5.23). Antes de pecar, quando no seu estado original, era uma imagem, ou representação perfeita de Deus. Adão e Eva possuíam atributos morais tais como amor, justiça, santidade, retidão. Tudo à semelhança de Deus, que imprimiu no ser humano as marcas de sua personalidade santa, amorosa e justa.

Após cair em pecado, o relacionamento de Adão com Deus, que era de plena comunhão, foi afetado, e passou a ser de culpa e medo. Quando o Criador perguntou a Adão se ele havia comido do fruto da árvore proibida, este não assumiu a culpa, procurou justificar seu erro acusando a esposa. Quando Deus perguntou para Eva a respeito dos seus atos, ela transferiu a culpa para a serpente (Gênesis 3.9-13).

3. A deformação do caráter humano.

O caráter não é herdado, ele é construído mediante a formação que recebemos, por este motivo, a Palavra de Deus adverte a instruir as crianças no caminho em que elas devem caminhar, pois ao receber tal instrução precocemente não se esquecerá deste aprendizado ao amadurecer (Provérbios 22.6).

Quando o homem deu condição ao diabo para agir, desobedeceu a Deus e perdeu a graça divina. A Queda levou toda a humanidade a perder a semelhança moral com o Criador. O pecado desfigurou o homem, cortando a ligação direta com Deus (Romanos 3.23). O pecado passou a todos os homens (Romanos 5.12; Salmos 51.5).

Provavelmente, vivemos em uma época em que a sociedade está mais corrompida do que a do tempo de Ló e de Noé. Precisamos evitar ensinos espúrios, pois é necessário o ensino constante e sistemático da Palavra de Deus para levar as pessoas a se renderem de fato aos pés do Senhor.

Deus é um ser amoroso. Muitos não entendem a razão de existir sofrimento, sendo o Criador este Deus amoroso. Deus não criou o sofrimento, este é consequência do pecado do homem. A humanidade sofre por dar as costas para Deus, que permite o sofrimento no sentido positivo, isto é, para fortalecer a fé que o cristão tem (Romanos 5.3).

III - A redenção do caráter humano.

1. Novo nascimento, transformação do caráter.

O caráter revela o senso de ética e moralidade que uma pessoa tem, e é demonstrado por suas atitudes, práticas e testemunho. Se o homem não estiver em comunhão com Deus todo tempo, seu caráter pode mudar de acordo com as influências e as circunstâncias em que vive. O caráter pode mudar para melhor ou pior de acordo com o momento e o contexto. Um santo pode tornar-se em ímpio. Um ímpio pode tornar-se santo. O cristão deve esforçar-se para viver em santidade "em toda a sua maneira de viver" (1 Pedro 1.15).

A natureza carnal, herdada de Adão, não é eliminada na vida de um servo de Deus. Ela deve ser subjugada pelo Espírito Santo. Mesmo espirituais, homens não se tornam perfeitos. Se orarmos, vigiarmos e nos santificarmos, poderemos cometer graves pecados. O caráter humano é sujeito às fraquezas. A solução é andar "em espírito" para não atender "a concupiscência da carne (Gálatas 5.16).

2. A Palavra de Deus muda o caráter.

Quando aceitamos, pela fé, a Jesus Cristo somos transformados e convertidos pelo poder do Espírito Santo. A salvação não é por mérito humano, somos salvos pela graça divina, que é um dom de Deus.

A Bíblia emprega a metáfora do resgate ou da redenção para descrever a obra salvífica de Cristo. O tema aparece muito mais frequentemente no Antigo Testamento que no Novo. A obra divina da redenção é primeiramente moral. Em alguns textos bíblicos, a redenção claramente diz respeito aos assuntos morais (Salmos 130.8; Isaías 35.8-10). No Novo Testamento, Jesus é tanto o Resgatador quanto o resgate; os pecadores são os resgatados. Cristo declara que veio para "dar a sua vida em resgate de muitos" (Mateus 20.28; Marcos 10.45). O apóstolo Paulo declara que o Filho de Deus foi feito nossa sabedoria, justiça e redenção, que o Unigênito do Pai se deu a si mesmo em preço de redenção por todos (1 Coríntios 1.30; 1 Timóteo 2.6).

Viver de acordo com o caráter cristão causa um grande impacto num contexto de corrupção. Ser cristão é ser sal da terra e luz do mundo. O crente como sal da terra contribui para evitar a deterioração do comportamento humano. Como luz, ele reflete a presença de Deus, mostra o caminho certo. Vivemos em uma época na qual a corrupção se tornou epidemia em nosso país. A Igreja precisa fazer o que o profeta Malaquias exortou: levantar-se contra a corrupção "que destrói grandemente" (Malaquias 2.10).

3. O caráter amoroso e santo do crente.

Fomos criados à imagem e semelhança do Criador. Deus fez o homem perfeito, em termos espirituais, morais e físicos. No ato divino da Criação, Ele disse: "Façamos o homem à nossa semelhança" (Gênesis 1.26). Como imagem e em semelhança ao Senhor, somos instados pelo Criador a amar. Quem não ama não conhece a Deus, ainda não teve seu caráter transformado e está em trevas (1 João 2.9-11; Hebreus 12.14; 1 Tessalonicenses 5.23).

Jesus preocupava-se com os moribundos e todos os necessitados. Ele demonstrou que seu Evangelho não é só para o espírito e para a alma, mas também para o corpo. O verdadeiro Evangelho busca atender às necessidades espirituais, emocionais, sociais e físicas do homem. Assim sendo, multiplicou o pão duas vezes. Tiago traduziu muito bem o que é a verdadeira religião, dizendo que ela é manifestada pelo bom tratamento aos órfãos e viúvas nas suas tribulações e no cuidado para não se envolver com a corrupção deste mundo (Tiago 1.27). 

Conclusão.

Não podemos nos esquecer que refletimos a glória divina. Se tivermos um caráter santo, Deus será louvado por intermédio de nossas ações.

Nosso caráter reflete nossos princípios. Como novas criaturas, precisamos evidenciar os valores do Reino de Deus.

E.A.G.

Compilações:
Ensinador Cristão, ano 18, nº 70, abril a junho de 2017, coluna Entrevista do Comentarista, páginas 25 e 26,  Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD).
Lições Bíblicas - O Caráter do Cristão. Moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro. Comentarista Elinaldo Renovato. 2º trimestre de 2017, páginas 2, 4 a 8. Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD). 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Três observações sobre reuniões de culto a Deus


Por Eliseu Antonio Gomes

O aspecto do culto pentecostal. O crente pentecostal deve ir à igreja com a intenção de participar do culto, não meramente assistir. Durante a reunião, cada um dos presentes deve compartilhar seus talentos e dons uns com os outros, de maneira ordeira e decente, para que haja edificação e glória a Deus. Uns devem usar o talento do canto e louvar cantando, outros devem pregar ministrando mensagens cristocêntricas, outros podem transmitir a mensagem do Senhor por meio do dom de profecia, outros se deixar usar pelo Espírito com dons de curar. Entendo que isso é o culto pentecostal. Quem já participou de um culto assim?

Pregadores ao estilo Demas e ao estilo Timóteo. Infelizmente, muitos obreiros que usam o microfone nas igrejas têm disposição mais parecida com a de Demas (2 Timóteo 4.10), do que com a disposição de Timóteo (1 Tessalonicenses 3.2).

O comportamento destes Demas do século 21 é pior do que o de Demas contemporâneo do apóstolo Paulo. O Demas do passado afastou-se da obra fisicamente. Mas, nos dias atuais é numerosa a turma de pregadores ao estilo Demas que estão de corpo presente nos cultos e ao mesmo tempo com o coração vazio de espiritualidade, pois a mente deles está focada nas distrações desta vida passageira. E o resultado da distração é a falta de consagração, falta de meditação na Palavra de Deus, falta de oração e busca de mensagens ungidas para entregar à membresia da Igreja.

Pregadores distraídos com as coisas dessa vida são comparáveis às “nuvens sem água”, descrição contida em Judas 1.12!

A decepção do crente é a mesma do agricultor. Assim como o crente aguarda a mensagem de Deus que não é entregue quando o pregador ocupa alguns preciosos minutos do culto ao microfone sem falar a Palavra de Deus, o lavrador olha a nuvem no céu e espera que traga-lhe a água que irrigará sua lavoura. Se a nuvem não se transforma em chuva e se o pregador não entrega a mensagem da parte de Deus o resultado é tristeza, decepção, a continuidade da carência. Não tenho nada contra o descanso e lazer do pregador, quando em tempo oportuno. O erro de pregadores ao estilo Demas é trocar a responsabilidade ministerial pelas alegrias passageiras. Quem quiser usar o púlpito como preletor, que seja ao estilo Timóteo.

O dom de profecia. É muito bom orar em secreto e receber uma resposta pública de Deus, por meio do dom de profecia, durante o culto. Fui privilegiado por Deus desta maneira algumas vezes. Ele é misericordioso, sei que não mereço esta atenção divina sobre mim. Aliás, ninguém merece os favores do Senhor!

E.A.G.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Uma vida de frutificação

Por Eliseu Antonio Gomes

Por Introdução.

Frutificar é frutescer, produzir resultados, ser útil, dar lucro. Nós cristãos, fomos chamados para dar bons frutos no Reino de Deus, a fim de que o nome de Deus seja glorificado. O propósito de uma vida frutífera é tão somente glorificar o Pai (João 15.8).

I - A videira e seus ramos.

1. A parábola da vinha.

Deus fez a terra com a capacidade de ser produtiva. Nela constam elementos que a fazem produzir.  "A terra por si mesma frutifica: primeiro a erva, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga"- Marcos 4.28 (ARA).

No texto de João 15.1-10, encontramos uma parábola a respeito da videira. A videira é o próprio Jesus Cristo e os crentes são os  ramos. Cristo disse enfaticamente: "eu sou a Videira Verdadeira", apresentando-se como o único caminho para Deus. Os versículos 3 a 5 falam da união de Jesus e os crentes em termos figurativos dos ramos e do tronco. O resultado dessa união é o processo de crescimento, que resulta em dar frutos. Nesta alegoria agrícola, Deus é indicado como lavrador. A alegoria mostra como Deus é glorificado quando estamos em um relacionamento correto com Ele, pois quando estamos em comunhão começamos a "dar muito fruto" em nossas vidas.

2. Condição para ser produtivo.

A primeira coisa que vemos ao ler o capítulo 15 de João, é que não há como acontecer produtividade se não houver investimento. Porém, note que Deus investiu grandemente em Israel (que é comparado a videira em Isaías 5.1-2; Salmos 80.8-19), porém, os israelitas não corresponderam ao tratamento divino e nada aconteceu. Deus investe em Jesus, que no texto de João 15 aparece como a genuína videira. Ele faz isso porque sabe que é por intermédio do seu Filho que a vida verdadeira para o mundo é manifestada. É dEle que surge  a seiva para a salvação, a capacidade da frutificação.

O princípio da frutificação está revelado em Gênesis (1.1). Observe que a lei agrária estabelecida pelo Criador determina que cada planta e árvore produza fruto segundo a sua espécie. A frutificação espiritual segue o mesmo princípio. João Batista, o precursor do Messias, exigiu daqueles que o ouviam e por ele eram batizados que produzissem frutos dignos de arrependimento (Mateus 3.8).

Para a boa frutificação, os elementos indispensáveis são a boa saúde da semente, o meio ambiente ideal e a limpeza do terreno. Estas também são as condições no reino espiritual, para que exista em todos nós fruto abundante para Deus. Jesus destacou este princípio esclarecendo aos seus seguidores que há a necessidade de perseverar na Palavra para ter condição de apresentar fruto exuberante para Deus (João 15.1-16).

Precisamos frutificar. Na vida espiritual, para que de fato haja o efeito de frutificar, é fundamental que a terra do coração seja trabalhada pela Palavra de Deus. Quando a Palavra é recebida como regra de fé e conduta, os bons frutos aparecem. E é por meio dessa fertilidade que se prova a fidelidade do crente (Mateus 13.8).

Para o crente ser capaz de produzir o fruto do Espírito, é preciso que ele esteja ligado à Videira Verdadeira. Considerando que um ramo não pode dar frutos a menos que esteja ligado ao tronco, como discípulos de Cristo precisamos estar ligados à Cristo para termos vida frutífera. É Jesus em nós que nos torna capazes de produzir o fruto do Espírito. É impossível um cristão ser produtivo fora da obediência ao Senhor, aos seus ensinos. Sem Jesus nada podemos fazer (João 15.4).

3. A poda.

No contexto do capítulo 13 a 17 de João, o fruto é o amor, característica fundamental de Deus, o alicerce de todas as virtudes (1 Coríntios 13.13). Para conseguir viver amando como Deus manda amar, a pessoa tem que nascer de novo e seguir a Cristo. Este amor é desenvolvido pelo "processo da poda". A poda ajuda a produzir novos ramos, fazendo com que a produção de frutos seja maior.

No versículo 2 de João 15, a alegoria da vinha apresenta a palavra "limpar" (cortar, podar), que expressa a necessidade da santificação do crente. Há um cuidado especial do Pai com a videira, Cristo, Deus cuida de cada um de nós com zelo e amor para que possamos produzir frutos abundantemente. Também, o Pai cuida dos ramos produtivos, eliminando os galhos que não servem para nada, para que a produção seja ainda maior. Retira do meio dos crentes frutíferos tudo que os impedem de frutificar, lançando os galhos descartados no fogo.

Na vida espiritual, também somos podados e cuidados pelo Senhor.

II - O fundamento da frutificação espiritual.

1. Firmados no amor de Cristo.

João 15.1-16 deixa muito claro que ninguém pode frutificar no Reino de Deus se não estiver firmado em nosso Senhor. Mas há uma pergunta importantíssima que precisa ser feita: que fruto é este? Ao mencionar fruto, Jesus Cristo se referiu ao fruto do Espírito, que é descrito em Gálatas 5.22, 23 assim: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.

A graça divina, além de destruir os pecados, enxerta em nós a semente do amor. O amor nos ajuda a vencer os ímpetos da carne, os efeitos da arrogância, o egoísmo e a incredulidade (Romanos 3.24). O amor, como virtude do fruto do Espírito, leva o crente a ser obediente, para que Deus possa  se comprazer nele.

2. Por que o amor é a base da frutificação?

O amor, em seu conceito mais sublime, é personificado em Deus. A melhor e mais curta definição do amor é Deus, pois Deus é amor. Este foi manifesto à humanidade por Jesus Cristo (Romanos 5.8; João 13.1).

A quem Jesus tanto amou que voluntariamente deu sua própria vida? A indivíduos imperfeitos. Um dos discípulos negou-o; outro duvidou dEle, três dos que compunham o círculo interno grupo dos doze dormiram enquanto Ele agonizava no jardim do Getsêmani; dois desses almejaram elevadas posições em seu Reino; outro revelou-se o traidor. E quando Jesus ressuscitou, alguns não creram. Mas Jesus amou-os até o fim - até a plena extensão do seu amor. Ele foi abandonado, traído, desapontado e rejeitado, contudo, amou!

Não podemos nos esquecer que o amor deve ser revelado em atitudes. Não adianta dizer que tem amor e fé se não tiver as boas obras (Tiago 2. 14, 17, 26). O amor precisa ser visto na vida do cristão mediante suas atitudes de frutificação espiritual. A frutificação tem como propósito expressar a vida de Cristo no cristão, é evidência de discipulado, abençoa outras pessoas e traz glória a Deus.

3. Cheios do Espírito e do amor.

Muitas pessoas ficam impressionadas com o desempenho do grande ministério de Paulo, como ele conseguiu levar tão longe a mensagem do Evangelho e escrever cartas espiritualmente edificantes. O segredo é que ele permanecia em Cristo e recebia dEle a vida verdadeira (Gálatas 2.20).

Os dons espirituais são importantes para o crente, mas estes precisam ser acompanhados do fruto, pois está relacionado ao caráter de Cristo em nós.

III. Chamados para frutificar.

1. Revestidos de amor.

Fomos alcançados unicamente pela graça divina, e a única coisa que Ele exige de nós é que venhamos a frutificar em atitudes que revelem o amor. Para ser produtivo é imprescindível estar ligado a Cristo, a Videira Verdadeira.

Só é possível frutificar no Reino de Deus se estivermos em Cristo Jesus. Esta é a realidade que todo cristão precisa estar ciente ao servir ao Senhor. Em Colossenses 3.12, Paulo orienta os crentes para que se vistam de misericórdia, benignidade, mansidão e longanimidade. Mediante a fé no sacrifício de Cristo, a "roupa velha", que representa a natureza pecaminosa, deve ser retirada e abandonada para sempre. Então, busquemos "as coisas que são de cima" (versículos 1 e 2).

2. Se a Palavra estiver em nós.

É interessante ressaltar que em João 1.1 diz-se que o verbo se fez carne. A palavra "verbo" já aparecia nas páginas do Antigo Testamento, só que com o conceito de sabedoria. "Logos" quer dizer "palavra". A razão de João fazer uso dessa palavra é porque no seu tempo todos sabiam muito bem o sentido e a expressão que essa palavra tinha, o que ela enunciava; todavia, o propósito de João fazer uso dessa palavra é que ele usa esse "logos" para denotar a palavra de Deus em ação conforme também registra o escritor de Aos Hebreus (1.1-3). Esse "logos", palavra, pode ser entendido como o "logos cósmico", isto é, o agente de toda a criação.

João especifica que de Jesus vem mais do que a vida, pois Ele é a própria vida, é Ele quem dá a verdadeira luz, o conhecimento que o verbo dá de Deus, possibilita ao ser humano receber as verdades divinas, assim ele pode deixar as trevas, que é o comportamento comprometido com o pecado.

Em João 15.7, encontramos a seguinte revelação de Jesus: "...se as minhas palavras permanecerem em vós..." Neste caso, Jesus faz uso de "palavra" com o termo grego "hêma", que significa "palavra falada" e não o conteúdo neotestamentário. E desta maneira, aprendemos que a fé que depositamos no ensinamento dito por Jesus Cristo leva a oração do crente a ser atendida por Deus.

O fruto do Espírito representa no crente a existência de um caráter que testemunha de Jesus e que o revela no viver diário do cristão. É a breve vida de Cristo manifesta em seus discípulos. Quem permanece no amor de Cristo recebe a seiva para não ser um ramo infrutífero. A produtividade é frutescente quando Cristo e sua Palavra habita no crente.

Quando a Palavra é praticada pelo cristão, o fruto do Espírito é perceptível em seus relacionamentos. É notado na casa em que mora. O marido passa a ter um relacionamento conjugal frutífero, ama sua esposa em todas as circunstâncias e a esposa ao seu marido. No lar, existe um relacionamento familiar frutífero, sendo que a esposa apoia seu marido e os filhos respeitam o pai e a mãe (Efésios 5.22, 25; 6.1).

3. Cumprindo a lei.

A grande prova do amor dos discípulos para com Jesus estava na obediência plena ao Pai. Se assim eles procedessem, estariam sempre tendo aprovação em tudo e usufruindo da companhia divina.

Segundo Paulo, em Romanos 13.8, a única coisa que podemos dever, continuamente, é o amor:"A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei" (ARA). Por mais que amemos o nosso próximo,sempre poderemos fazê-lo um pouco mais.

O bom testemunho do cristão envolve manter a sua integridade no que tange a honrar seus compromissos e dívidas Não se trata de uma proibição ao empréstimo de dinheiro, o qual as Escrituras permitem e regulamentam (Êxodo 23.19-20; Levíticos 25.35-37; Deuteronômio 15.7-9; Salmos 15.5; Mateus 5.42; Lucas 6.34). Quer dizer que se existe condição de pagar não é correto continuar a dever a pessoa alguma - pois tal atitude é um ato de desamor ao próximo. Não é possível dizer que frutificamos no Espírito se não vivemos o amor de Deus, e isso acarreta amar as pessoas (1 João 4.20-21).

Se tratamos os outros com o mesmo cuidado que temos por nós mesmos, não violaremos  qualquer uma das leis de Deus no que diz respeito aos relacionamentos interpessoais (Mateus 7.12; Roamos 13.10; Tiago 13.10).

Conclusão.

Como é que o povo à nossa volta está vendo Cristo em nós? Em família, no emprego, nas viagens, na escola, na igreja, nos relacionamentos pessoais, nos tratos, no lazer, no porte em geral, na vida cristã?

O caráter bíblico e prático do fruto do Espírito como oposição às obras da carne destaca o embate que se dá na vida do cristão em relação ao "frutificar" no Reino de Deus e o de manifestar as obras da carne. Neste cenário, o amor é a razão inigualável para frutificarmos na presença do Senhor; a alegria bloqueia a inveja; a paz rivaliza com as inimizades; a paciência impede as ações de dissenções; a benignidade ocupa os espaços da porfias; a bondade combate homicídios; a fidelidade é oposta à idolatria e heresias; a temperança extermina os ímpetos à prostituição e glutonaria.

Uma videira que produz muito fruto glorifica a Deus. Assim sendo, Ele envia diariamente a luz do sol e a chuva para fazer crescer as colheitas, e nutre constantemente cada planta, preparando-a para florescer. Portanto, que todo cristão esteja conscientizado a buscar a ação de frutificar no Reino de Deus, na força do Espírito Santo, amando a Deus e ao próximo na perspectiva do fruto do Espírito.

E.A.G.

Compilações:
As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Osiel Gomes; edição novembro de 2016, páginas 148-151; Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD). 
Ensinador Cristão, ano 18, nº 69, janeiro a março de 2017, páginas 42, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD) 
Lições Bíblicas - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Comentarista: Osiel Gomes. 1º trimestre de 2017, páginas 90-96, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD).
Lições Bíblicas - O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente. Comentarista: Antônio Gilberto. 1º trimestre de 2005, página 21. Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD). 

sábado, 18 de março de 2017

Quem ama cumpre perfeitamente a Lei Divina

Por Eliseu Antonio Gomes 

Introdução

O fruto do Espírito procede do alto, e só do alto. Não é algo que o ser humano é capaz de fabricar.

O amor é a suprema característica e principal virtude do fruto do Espírito. Amar a Deus e ao próximo é cumprir plenamente a Lei Divina. Amar é ter paz com Deus, com o próximo e consigo mesmo. Portanto, é esperado que o crente exercite o amor, apresente uma vida frutífera, para que assim glorifique ao Senhor.

I - A singularidade do amor agápe.

1. Amor, um aspecto do fruto.

Apesar de tudo que já se disse e se escreveu sobre o fruto do Espírito no aspecto do amor, nunca será demais relembrar que o amor é a mais importante entre as nove facetas, pois constitui a essência do caráter de Cristo (Gálatas 5.22, 23; 1 Coríntios 13.1-7). Sem o amor, como a principal característica do fruto do Espírito, é impossível ao crente ser manso, paciente, longânimo etc, pois todas as demais facetas do fruto dependem do amor.

O amor divino possui três dimensões. Verticalmente, está em direção a Deus, horizontalmente em direção aos nossos semelhantes e dirigido-se para dentro de nós mesmos. Quando o crente cumpre as três dimensões do amor cumpre toda a Lei.

Ao ler e meditar em Romanos 13.8-10, entendemos que tanto o amor quanto a lei estão relacionados com a justiça, ambos não são conflituosos, caminham juntos para realizar a vontade de Deus.

Jesus foi persistente ao ensinar os discípulos acerca do amor (João 13.34, 35). De que o amor Jesus estava falando? Há pelo menos quatro tipos de amor que devemos considerar: agápe; philia e eros.
• Agápe (ἀγάπη). Abordaremos em detalhe no próximo tópico.
• Storge (στοργή). Indica o amor familiar. Diz respeito, quase exclusivamente, ao afeto natural dos pais aos filhos. O termo também descreve os relacionamentos de afeição entre irmãos e dos filhos aos seus pais. 
• Philia (φιλία). Em 2 Pedro 1.7 encontramos o amor expresso pela palavra original philia, que significa "amor fraternal" ou "bondade fraternal" e "afeição". Este amor é amizade, um amor humano, limitado. Esse tipo é essencial nos relacionamentos interpessoais, Amamos se somos correspondidos, somos amigáveis e amorosos com aqueles que são amigáveis e amorosos conosco. Philia é inferior ao agápe, então Jesus Cristo nos ensina a amar no modo agápe (Lucas 6.23).
• Eros (ἔρως): é o amor físico, proveniente dos sentidos naturais, instintos e paixões. Costuma basear-se no que vemos e sentimos; pode ser egoísta, temporário e superficial, e tornar-se um desejo desenfreado. Não está mencionado na Bíblia Sagrada, contudo está fortemente subentendido através de fatos.
2. O amor agápe.

O amor divino é expressado no idioma grego com o termo agápe, que significa amor abnegado, profundo e constante, como é o amor de Deus pela humanidade. Esta perfeita e inigualável virtude abrange nosso intelecto, emoções, vontade, todo o nosso ser.

O apóstolo Paulo descreve o amor agápe em 1 Coríntios 13. Neste ensino do apóstolo, descobrimos que:
• Sem o amor, não adiantaria sacrificar a mente e o corpo na profissão, galgando  riquezas materiais, quando as riquezas do coração, as do compromisso, as da parceria e as da presença pessoal são ignoradas.
• Sem o amor real, não adianta evocar frases de efeito, grandiloquentes e arrebatadoras, pois seriam como o barulho gélido de um sino.
• Sem amor, restam impaciência, maldade, ciúmes, orgulho e vaidade; quem ama é, bondoso, modesto, não é ciumento.
• Sem amor, sobram grosserias, egoísmo e mágoa. Quem ama não deixa dominar pela incivilidade, egocentrismo e ressentimento.
• Sem amor, resta a "alegria" com a tristeza do próximo, mas quem ama apenas se alegra quando o outro tem motivos para se sentir feliz.
3. O amor agápe derramado em nós.

Quando recebemos, pela fé, o Senhor Jesus, nos tornamos uma nova criatura (João 3.3). Assim, está enxertado em nós a essência do Pai. Se somos discípulos de Cristo, amamos ao Pai, ao próximo e a nós mesmos.

Este amor flui de Deus para nós, que devemos retornar a Ele em adoração, serviço e obediência a sua Palavra (1 João 4.19).

Analise o paralelo entre Gálatas 5.22, 23 e 1 Coríntios 13.1-7.
a. Amor. Não procura seus próprios interesses, não é egoísta ou egocêntrico.
b. Alegria. O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade.
c. Paz. O amor não se irrita, mas é sereno e estável.
d. Longanimidade. O amor é paciente e benigno.
e. Benignidade. O amor é misericordioso, interessado, tem consideração pelos outros; quem ama não é invejoso.
f. Bondade. O amor é maravilhoso, cheio de graça, generoso, é bondoso e terno.
g. Fidelidade. O amor não é maldoso, tem fé em Deus e acredita no que há de melhor nos outros.
h. Mansidão. O amor é humilde e meigo, não se exalta a si mesmo.
i. Domínio próprio. O amor é disciplinado, controla-se. Não se porta inconvenientemente.
II. Amar a Deus e ao próximo.

1. O amor a Deus.

Amar a Deus é nosso maior privilégio e dever. Seguindo o exemplo de Jesus (João 14.21; Efésios 3.17-19). nós devemos amar de todo o coração, alma, força e entendimento. Quando amamos assim, amaremos o que Ele ama e lhe pertence: sua Palavra, seus filhos, sua obra, sua Igreja e as ovelhas perdidas, pelas quais empreenderemos esforços para que sejam salvas (Filipenses 1.29).

2. O amor a si mesmo.

Pode parecer estranho sugerir que o amor agápe inclui amar a si mesmo. Este amor nos leva a nos preocupar com o "eu espiritual", e a buscar primeiro o Reino de Deus e sua justiça, porquanto reconhecemos ser a vida eterna mais importante do que nossa existência aqui na terra. O cristão que ama a si mesmo com amor agápe não só cuidará de suas necessidades pessoais, mas também permitirá que o Espírito Santo desenvolva o seu caráter mediante o estudo da Palavra de Deus, a oração e as comunhão com outros crentes. Ele desejará que o fruto do Espírito se manifeste em sua vida, moldando-o à imagem de Cristo diariamente.

O pecado impede que a pessoa ame a si mesma. Há indivíduos que encontram dificuldade para amar a si mesmos em virtude de erros cometidos no passado. Eles sofrem de remorso. Contudo, o amor agápe, cuja fonte é Cristo, proporciona perdão completo a cada pecado cometido (Romanos 8.1). Podemos nos olhar através da graça de Deus e contemplar homens purificados pelo sangue precioso de Jesus e com uma nova natureza concedida pelo Espírito Santo.

3. O amor ao próximo.

O Deus amoroso deu o seu Filho Unigênito em favor do ser humano. Ninguém mais que o Deus Altíssimo sabe as implicações desse amor, pois Ele, em essência, é o verdadeiro Amor. Doeu em Deus Pai dar o seu Filho por amor. Mas Ele não se arrependeu de insitir em nós, pois nos amou desde a fundação do mundo. Logo, relacionamentos baseados neste amor sacrificial abrem a porta para o mistério do verdadeiro sentido da vida: amar o próximo como Deus nos amou.

III. Sob a tutela do amor, rejeitemos as obras das trevas.

1. Debaixo da tutela do amor.

Você deseja ser uma pessoa amorosa? Comece aceitando o seu lugar como filho muito amado por Deus, imite o Pai Celestial, viva em amor tal qual Cristo nos ama (Efésios 5.1-2).

Você quer aprender a perdoar? Então, pense em como foi perdoado. Esforce-se para ter um procedimento bondoso, cheio de compaixão, pronto a perdoar como Deus perdoou a todos nós (Efésios 4.32).

Você acha difícil pensar no próximo antes de pensar em si mesmo? Medite em Filipenses 2.6, que nos revela que Jesus sendo em forma de Deus não teve o desejo de apoderar-se da semelhança de Deus.

Você precisa ter mais paciência? Receba a paciência de Deus. Lembre-se de como Deus foi generoso com você,  (2 Pedro 3.9; Romanos 5.8).

Você tem dificuldade de suportar parentes ingratos e vizinhos mal-humorados? Deus lhe suporta quando você age dessa maneira (Lucas 6.35).

2. Amor, antídoto contra o pecado.

Em toda as Escrituras Sagradas, o Espírito afirma que nossa natureza humana não é reta e que não somos pessoas naturalmente boas que poderiam, se assim quisessem, produzir frutos bons. Em linguagem bem clara, as páginas da Bíblia mostram que a vida divina do Deus vivo tem que ser implantada em nosso espírito, para que possamos desenvolver o fruto do Espírito em nós (João 6.63).

Quando um dia aceitamos a Cristo como nosso Senhor, nos alinhamos com o ensino da Palavra de Deus sobre o amor, decidimos nos encontrar com o verdadeiro sentido da vida para a glória de Deus. E quanto mais eu tenho de Cristo, tanto mais tenho do seu amor; quanto mais tenho de Deus em mim, tanto mais tenho de sua bondade; quanto mais tenho o Espírito Santo, mais tenho da sua perfeição.

Não é fácil se afastar da impaciência, vaidade e orgulho. No entanto, se tomamos a decisão solene, na presença de Deus, de viver segundo o fruto do Espírito, não importando qual seja a circunstância, estaremos compromissados com o caminho do amor no estilo agápe.

Pratica-se o amor não somente por mandamentos positivos (Romanos 12.9-21; 13.10; 1 Coríntios 13.4, 6, 7), mas também por negativos. O amor é positivo e ao mesmo tempo negativo, pelo fato da propensão humano para o mal, o egoísmo e a crueldade. Oito dos dez mandamentos do Decálogo são negativos, porque o mal surge naturalmente e o bem, não.

A ideia de que a ética cristã deve ser novamente positiva é uma falácia baseada nas ideias da presente sociedade, que procura esquivar-se das proibições que referem-se aos desejos descontrolados da carne (Gálatas 5.19-21).

3. O amor leva à obediência.

A primeira evidência do amor cristão é apartarmos do pecado e de tudo aquilo que causa dano e tristeza ao próximo.

A recomendação de Jesus em Lucas 6.27-35 corresponde, com ligeiras modificações, a de Mateus 5.38-48. No contexto do Evangelho de Mateus, o ensino sucede à Lei do Talião, e incorporado á lei mosaica, exigia o castigo proporcional ao crime (Mateus 5.38). Lucas, por escrever  aos gentios, dispensa a frase "ouviste o que foi dito", por esta frase referir-se á tradição hebraica. A estrutura das estrofes dos versos 20-22 (bem-aventurados) se opõe aos versos 24-26 (os ais). Os termos "pobre", "fome", "choro", e "aborrecer" estão em contrastes com "ricos", "fartos", "risos" e "falar bem", formando um jogo de palavras e efeitos estilísticos que compõem a retórica do ensino de Cristo, para enfatizar que o pobre, o faminto, o odiado devem amar acima de todas as circunstâncias.

Veja Lucas 6.27, os verbos estão no imperativo, em foma de ordenança: amai; fazei, bendizei, orai. Devemos ser agentes ativos da prática do bem (versos 27-28). Este amor excelente foi demonstrado por Jesus que amou a todos, sem distinção.

Conclusão.

O amor nos transforma à medida que vivemos no compromisso de enxergar em cada ser humano a obra-prima de Deus. O convite para viver esse amor nunca deve ser pela coerção, pois para mudar o nosso próximo, em primeiro lugar, precisamos refrear as nossas ambições egoístas. Antes de pensarmos em mudar o outro, olhemos para nós mesmos e vejamos o que há de errado conosco.

E.A.G.

Compilação:
Ensinador Cristão, ano 18, nº 69, janeiro a março de 2017, página 42, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD);
Lições Bíblicas - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Comentarista: Osiel Gomes. 1º trimestre de 2017, páginas 85 e 86, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD). 
Frutos do Espírito Santo, W. Phillip Keller, páginas 69-72, 73, 74, edição 1981, Venda Nova, MG (Editora Betânia)
Lições Bíblicas - O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente. Comentarista: Antônio Gilberto. 1º trimestre de 2005, páginas 19-24, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD). 

A Reforma da Previdência Social que a maioria do povo brasileiro quer



O governo de Michel Temer, com bastante disposição, concentra todos os esforços possíveis para realizar a Reforma da Previdência Social. Enquanto isso, nas ruas e em redes sociais observamos protestos contra a proposta de reestruturação.

Eu, Eliseu Antonio Gomes, sou contra a Reforma da Previdência Social como ela está sendo elaborada agora, mas sei que é necessário haver uma reforma urgente, pois se não houver os nossos filhos e netos não terão como receber suas aposentadorias. 

Sou favorável que se faça uma reforma que comece com uma apuração séria na administração da Previdência. É necessário apurar se houve, ou se há, roubalheira e punir quem roubou o caixa público destinado aos trabalhadores. Acredito que haja corrupção na Previdência e este é um dos maiores motivos de haver esta crise de falta de dinheiro!

Qual é o segundo motivo da necessidade de se fazer a reforma? Os casamentos com número menor de filhos. Menos filhos, menos trabalhadores contribuindo para a manutenção do caixa de aposentados, sendo que os atuais aposentados estão vivendo vida mais longa, situação que também provoca a crise de verba aos benefícios e pensões.

Entendo que a Reforma da Previdência Social sem a apuração de existência das práticas de corrupção não representa uma real melhoria, pois havendo o esquema de roubo a porta continuará aberta aos corruptos e corruptores para agirem na subtração do cofre previdenciário.

E.A.G.

terça-feira, 7 de março de 2017

Vivendo de forma moderada

Introdução.

Temperança (no grego "enkrateia / ἐγκράτεια) significa ter controle sobre desejos e atitudes. A temperança ajuda a pessoa a ser moderada em todas as suas ações  (2 Pedro 1.6; Tito 1.8).

O étimo "kratos", de maneira literal e também figurada, tem a conotação de vigor. O termo descreve a situação de "no poder" (de si mesmo); agir poderosamente, realizar algo grande.

Por sua vez, a derivação "egkrateia" tem o sentido de disciplina, expressa o estado de querer fazer o que é sabido ser uma escolha positiva por causa de suas consequências benéficas. Significa autocontenção. autodomínio, continência. É o autêntico domínio interior. é uma entre as nove características do fruto do Espírito (Gálatas 5.23); é a virtude de quem domina seus desejos desenfreados e paixões da carne (Atos 24.25; 2 Pedro 1.6).

O vocábulo  "enkrateia" (temperança) é usado pelo apóstolo Paulo para tratar a respeito da pureza sexual e destacar a disciplina de um atleta, nos leva a entender que a temperança nos ajuda a ter uma vida disciplina e feliz (1 Coríntios 7.9; 9.25).

I - Temperança, o domínio das inclinações carnais.

A temperança nos capacita a obter o domínio das inclinações carnais. No entendimento cristão, só é possível exercitar o autocontrole quando o crente se submete ao poder do Senhor. Precisamos ser comedidos em nossas palavras e atitudes, procurando ser cheios do Espírito todos os dias 9Efésios 5.18). Fomos salvos pela graça divina e essa graça nos ensina a rejeitar as obras da carne e a vivermos de modo sóbrio, justo e piedoso (Tito 2.11).

1. Vivendo de modo sóbrio.

O ser humano anda na corda bamba entre o equilíbrio e a falta de moderação. Vivemos numa sociedade onde os excessos da vida são estimulados diariamente, como o acesso ao consumo diante das propagandas midiáticas prometendo tudo, do básico ao supérfluo. O exemplo mais forte deste tipo de comportamento consumista são os Shoppings Centers.

O crente deve ser livre de qualquer intemperança. Ele precisa ter o fruto do Espírito Santo, vivendo com equilíbrio, em tudo sendo moderado a fim de que o nome do Senhor seja exaltado mediante suas ações.

2. Temperança e qualidade de vida.

Quem tem a temperança tem qualidade de vida.

Como crentes precisamos ter uma vida equilibrada e santa. A prostituição e a glutonaria são um pecado contra o nosso corpo. Tudo o que agride o nosso corpo é pecado, pois fere e macula a morada de Deus. Jamais podemos nos esquecer que o nosso corpo é habitação do Espírito, por isso, precisamos cuidar bem dele evitando tudo que possa manchá-lo e fazê-lo adoecer.

O autocontrole não significa a negação de si mesmo, mas uma avaliação real da função do nosso ego na forma mais nobre de vida.

3. A temperança na vida de Cristo.

Não sabemos nada sobre a aparência de Jesus Cristo. As fontes falam de seu olhar, de como recebias as crianças. de sua aproximação aos doentes e curas realizadas, mas nada sobre sua figura e fisionomia. Com certeza, a falta de informação sobre sua aparência é o modo de Deus nos dizer que Jesus está acima de características raciais e étnicas.

Ao apresentá-lo, através da boca de Pilatos, João escreveu: "Eis o homem" (João 19.5); por sua vez, Paulo, comparando-o com Adão, o primeiro homem, descreveu-o como o Adão novo e definitivo (Romanos 5.14).

Sabemos que é impossível falar de Jesus sem tocar no aspecto de sua divindade. Porém, sem pretender descrever tudo o que a teologia nos diz sobre Ele, o Messias, nos detemos em seu caráter humano. Partimos do fato de Ele ser o modelo perfeito do homem em sua carreira de fé em direção a Deus. Cristo não foi apenas o fundador do cristianismo, mas o modelo vivo dos cristãos e de todo homem. É nEle que o cristão encontra o seu modelo vivo e se identifica com Deus, pois mostrou-se ao mundo como o homem por excelência.

Precisamos viver imitando a Cristo, apresentar as nove características do fruto do Espírito como Ele apresentou em seu proceder em diversas circunstâncias diferentes uma das outras, porque foi o Espírito que caracterizou grandemente a vida de Cristo. É necessário aprender dEle.

II - Prostituição e glutonaria, o descontrole da natureza humana.

A prostituição e a glutonaria são um descontrole da natureza humana.

1. Fugi da prostituição.

Em Efésios 4.17-22, a vida nova é apresentada nitidamente em contraste com a antiga. A imoralidade não deve ter lugar na vida de uma pessoa que procura ser vaso de bênçãos nas mãos de Deus, se crente der vasão à carnalidade, o nome de Cristo é envergonhado através de suas atitudes.

Deus mão proíbe você de se alimentar bem, ter uma vida confortável e cheia de felicidade. Contudo, Ele deseja que vivamos de modo sóbrio e equilibrado.

Como fruto do Espírito, a temperança age em contraposição a prostituição e todas as outras modalidades de ações das obras da carne.

No grego, a palavra para prostituição é "porneia". Na sua primitiva raiz, "porné" quer dizer prostituta é mais abrangente. No seu prosseguimento de definições, essa palavra vai apontar também para o uso do corpo para a venda do sexo, daí o verbo "pernumi". Muitos gramáticos gregos preferem fazer a tradução "porneia" para imoralidade, pois desse modo ela aponta para uma série de pecados imorais praticados como o corpo.

Na palavra "porneia" está implícito também o sentido de adultério, e para os judeus tal pecado estava relacionado com a religião, pois nos cultos de fertilidade, os atos imorais praticados nos templos pelas prostitutas sagradas eram vistos como atos religiosos. O dinheiro que as prostitutas cultuais recebiam era considerado "sagrado", e era usado para a expansão ainda maior do pecado de idolatria. Historicamente, a cidade de Corinto tinha mais de mil prostitutas (Romanos 1.18-27). Paulo era consciente dos males que essa prática pecaminosa poderia causar, por isso bateu de frente contra esse pecado.

2. A disciplina em casos de prostituição.

A prostituição deve ser evitada porque nela há uma quebra geral da valorização da pessoa humana. Quando um homem se entrega aos braços de uma prostituta, a relação não é feita por amor, carinho, respeito, consideração, mas se baseia apenas em uma venda, uma compra de prazer sexual, em que a mulher é apenas um mero objeto para o homem realizar suas fantasias e desejos.

Perceba o quanto as obras da carne são maléficas. Enquanto Deus deseja o melhor para o homem e a mulher, criando o casamento para a felicidade, onde os dois podem ser respeitados, valorizados, a prostituição entra em cena tão somente para fins luxuriosos. Essa é a razão de Paulo recomendar à fuga da prostituição (1 Coríntios 6.18).

O mundo moderno fala do ficar, da moça e do rapaz serem livres para fazer o que quiserem com o seu corpo, inclusive manter relações sexuais fora do casamento sem qualquer compromisso, não levando em consideração os efeitos que um relacionamento sem responsabilidade pode causar, pois a prostituição não cria amor, respeito, mas leva o outro ou outra a serem vistos simplesmente como objetos.

A Bíblia condena a prostituição, que é vista da seguinte maneira:
a) Obras da carne (Gálatas 5.19);
b) Coisa da natureza pecaminosa (Colossenses 3.5);
c) Todos devem abster-se dela (1 Tessalonicenses 4.3);
d) É pura imundícia (Apocalipse 17.4);
e) Corrompe (Apocalipse 19.2).
3. A glutonaria e seus males.

O glutão, como sendo  aquela pessoa que come muito, no hebraico é denominado de "zaial". Este vive se entregando à comida, bebida, festividades, sem compromisso de nada (Deuteronômio 21.20; Provérbios 23.20, 21). Na concepção hebraica o termo glutão não tinha apenas o sentido de comer muito, mas envolvia o aspecto da rebeldia; por isso era aplicada a pena de morte.

No grego, glutão é "phagos", tem o sentido de comer muito (Mateus 11.19; Lucas 7.34). Jesus foi acusado de ser um comilão e beberrão, mas a citação que diz isso não está dizendo que Ele era um glutão, pois não vivia apenas para satisfazer o estômago (Tito 1.12).

Enquanto a prostituição é um pecado com o corpo, a glutonaria é um pecado contra o corpo. Como um dos aspectos do fruto do Espírito, a temperança opõe-se a glutonaria.

A gordura, o sal e o açúcar quando em uso exagerado são responsáveis por danos contra a saúde. Mas, mesmo sabendo que trarão sérias complicação para a saúde, muitos crentes maltratam o corpo ingerindo tais alimentos. Nosso corpo é templo do Espírito, por isso, precisamos cuidar bem dele, tendo uma alimentação saudável e equilibrada (1 Coríntios 6.19).

III - Vivendo em santificação e deixando os excessos.

O crente necessita ser um indivíduo autocontrolado, viver em santidade, deixando os exageros.

1. Agradando a Deus em tudo.

Pela Palavra de Deus, não há nada dentro do próprio homem que possa lhe dar forças para vencer as obras da carne, pois até  sua justiça é como trapo de imundícia (Isaías 64.6). Está claro que a inclinação da carne é sempre para a carne, e que nela o homem não pode agradar a Deus (Romanos 8.5-9; Gálatas 5.22, 25), para vencer e reprimir seus desejos seus desejos é preciso ter o fruto do Espírito.

O cristão que deseja ter um viver controlado, que não quer se entregar aos mais baixos prazeres, a não perder o equilíbrio, mas que quer manter a boa disciplina, o autocontrole, deve ser dominado pelo fruto da temperança.

Como novas criaturas, precisamos viver de modo a agradar ao Senhor. Seja santo  na sua maneira de vestir, falar, comer, em seus relacionamentos, etc.

Embora vivessem numa sociedade onde o pecado sexual era comum e aceitável, os apóstolos não transigiam com a verdade e a santidade de Deus. Não rebaixaram os padrões morais para acomodá-los às ideias e tendências daquela sociedade. Sempre que se deparavam com baixo padrões morais em alguma igreja (Apocalipse 2.14, 15, 20).

2. Santificação.

As obras da carne são conhecidas, e sua mortificação só é possível quando somos completamente dominados pelo poder do Espírito Santo. Sabemos que o que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do Espírito é espírito, logo vive de modo equilibrado e não tem prazer nas concupiscências desse mundo (João 3.6).

O cristão, ao identificar-se como Salvador, crucificado, realmente crucificou a carne com as suas concupiscências. Mas aquela vitória, que é potencialmente nossa, deve se tornar ativa e real. Nós, como cristãos, vivemos no Espírito. Devemos andar no Espírito para  vencer as tendências e os impulsos da natureza pecaminosa (Romanos 8.4, 5).

3. Deixando os excessos.

Por não terem temperança, como fruto do Espírito, muitos estão vivendo sem pudor, cometendo toda sorte de excessos, envergonhando o nome de Cristo e a Igreja do Senhor. Precisamos diariamente nos encher do Espírito para não cumprir os desejos desenfreados da carne (Gálatas 5.16). 

Conclusão.

A temperança está relacionada à questão do impulso sexual, glutonaria e às questões da carne, nos ajuda a termos domínio contra as inclinações carnais. A prostituição e a glutonaria, são um descontrole da natureza humana. Precisamos viver em santidade, deixando os excessos de lado, em todas as áreas da nossa vida.

E.A.G.

Subsídios: 
As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Osiel Gomes; edição novembro de 2016, páginas 131-136; Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD);
Ensinador Cristão, ano 18, nº 69, janeiro a março de 2017, página 41, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD);
Lições Bíblicas - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Comentarista: Osiel Gomes. 1º trimestre de 2017, páginas 78 a 82, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD).

sábado, 4 de março de 2017

Mansidão: torna o crente apto para evitar pelejas


Por Eliseu Antonio Gomes

Introdução.

Num tempo onde o heroísmo, a força e a guerra são cultivadas pela sociedade, o que uma pessoa mansa pode contribuir beneficamente para a sociedade? Ser manso não é sinônimo de fragilidade?

A palavra pode ser traduzida perfeitamente como "serenidade". No grego, idioma usado para escrever o Novo Testamento, "prautês" ou "praotês" denota mansidão (1 Coríntios 4.21; Gálatas 5.22, 23; Efésios 4.2; Colossenses 3.12; Tito 3.2; 1 Pedro 3.15).

Nas páginas da Escritura, o significado de mansidão é mais profundo do que nos escritos gregos seculares. Não abrange apenas o comportamento exterior da pessoa; nem ainda se restringe às relações pessoais; muito menos paira na superfície da mera disposição natural. Antes, é uma estruturação firme, balanceada em espírito; despretensiosa, tranquila, que tem as paixões sob controle e cujos exercícios são primeira e primariamente para com Deus. É o temperamento de espírito no qual aceitamos seus procedimentos conosco como bons, e, portanto, sem causar resistências e disputas.

O estado de mansidão é necessário. A mansidão pode ser entendida como uma qualidade suavizante, como uma canção que tranquiliza a alma mais angustiante, como um médico que trata seu paciente com toda delicadeza, como um pastor que cuida da ovelha com todo carinho. É o oposto da arrogância, o contrário das atitudes que constituem o controle emocional e a guerra em vez da paz. É tudo o que contribui para o apaziguamento da alma.

Para ser manso, segundo os ensinos de Jesus e dos apóstolos, é necessário agir cultivando a capacidade de gerar gentileza uns para com os outros, sem fazer acepção de pessoas, alcançando todos os homens e enxergando neles a imagem de Deus.

Quando a mansidão é uma realidade presente na vida dos servos de Cristo, não há no seu círculo social espaço para conduta soberba, mas ação humilde para servir e agradar o próximo (Efésios 4.2). A arrogância, assim como a peleja, são situações contrárias à atitude de mansidão, e quem as pratica não é capaz de ser agradável a Deus, pois Ele odeia o orgulhoso de coração (Provérbios 16.5),

I - Mansidão, o oposto da arrogância.

1. Mansidão não é covardia.

A mansidão é um entre os nove aspectos do fruto do Espírito. Age proativamente perante Deus e diante dos homens em todas as circunstâncias.  Permite que se oponha ao espírito da arrogância e leva o cristão a  viver de maneira que o nome de Cristo seja exaltado. É uma disposição do caráter que aceita, sem discutir, a verdade e a vontade de Deus. É uma postura dócil de completa submissão e aprendizado em Cristo (Mateus 11.28).

Ser uma pessoa  mansa é também ser uma pessoa humilde, sempre cheia de amabilidade e boa educação no relacionamento interpessoal.

2. Ser manso é ser corajoso.

Alguém pode perguntar: por que os mansos vencem, visto que não agem com tramas, truques, imposição, valentia? A resposta para esta pergunta é simples:
a. Eles são guiado por Deus (Salmos 25.9);
b. São defendidos por Deus (Salmos 76.9);
c. Eles gozam do amparo de Deus (Salmos 147.6).
A mansidão é saber se controlar em um momento de ira, ou irar-se no momento certo. É uma virtude que surge em consequência da atuação do Espírito Santo no crente. Não transforma o crente em medroso ou tímido, não é passiva e nem indolente, mas é o fator da transformação moral segundo à obediência de Cristo (1 Pedro 1.2). A pessoa que possui essa qualidade perdoa injúrias, corrige erros e governa bem seu próprio espírito.

3. A mansidão, fruto do Espírito.

No Novo Testamento, a figura da pomba é símbolo do Espírito Santo. As ovelhas representam o rebanho de Cristo. E o cordeiro tipifica Jesus, o Cordeiro que tira o pecado do mundo  (Mateus 3.16; João 10.14, 15; João 1.35). Em comum, a pomba, o cordeiro e a ovelha são mansos, aspecto do fruto do Espírito, que auxilia o crente a evitar as pelejas e contendas.

A mansidão, como fruto do Espírito. é uma conduta interior que leva o crente a agir com graça e amor, inclusive em, momentos complicados. Na Bíblia, a mansidão está frequentemente associada a outros atributos ou em contraste com práticas erradas. É considerável, portanto,, meditar em alguns textos bíblicos e o que eles ensinam para nós. Vejamos:
a. Mansidão e benignidade. Em 2 Coríntios 10.1, o apóstolo fez um apelo aos crentes de Corinto: "E eu mesmo, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo". Benignidade, nesta passagem, diz respeito a suportar ofensas com paciência e sem ressentimento, por amor a Cristo. É a firme oposição à rispidez, à severidade, à violência e grosserias.
b. Mansidão e humildade. Estas duas virtudes estão ligadas. Humildade contrapõe-se ao orgulho. "Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor" (Efésios 4.2). 
c. Mansidão e sabedoria. "Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras" (Tiago 3.13).
d. Mansidão e salvação. "Porque o SENHOR se agrada do seu povo e de salvação adorna os humildes" (Salmos 149.2). Observamos neste texto sua harmonia com o Novo Testamento: "Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma" (Tiago 1.21). Neste texto, mansidão refere-se à inclinação para receber a Palavra de Deus com um coração submisso.
II. Evitando as pelejas e contendas.

1. Pelejas e discórdias.

Na língua portuguesa, peleja e discórdia possuem o mesmo significado, mas no grego a palavra usada para discórdia tem conotação mais profunda, significa a desarmonia como sentimento de discordância dissimulado em concordância. O crente que é sábio espera com paciência e mansidão o momento de Deus para conquistar aquilo que deseja para si, aquilo que é divino, evita se envolver em brigas e nem comete ações de baixo nível, pois tem consciência de que tais ações pertencem à velha natureza pecaminosa.

Não é fácil conviver diariamente com pessoas altivas, impulsionadas pelo espírito precipitado, acostumadas com o descontrole emocional, dadas às situações de dissensões, contendas e pelejas, cujas vidas são cheias de ambições egoístas. Em geral, os altivos gostam de disputa, discórdia, briga, pois acreditam que estão sempre com a razão e que são os donos da verdade.

Você conhece alguém assim? Se a resposta é sim, então ore por essa pessoa para que ela venha a mudar de vida e ser alguém cheia do Espírito Santo e a desenvolver o fruto do Espírito, na característica da mansidão, e desta maneira seu modo de vida contenha a humildade do Filho de Deus.

Os homens sem Cristo, a cada dia que passa, estão mais ásperos, raivosos e violentos. Algumas vezes, encontramos pessoas na Igreja que proclamam em alta voz: "Eu sou convertido, porém, meu braço não é". Outros tentam justificar a agressividade declarando que são tentados à violência, se esquecendo que Deus não permite que ninguém seja tentado além do limite que possa suportar. Conferir: 1 Coríntios 10.13.

2. Ações do homem carnal.

Ser manso não tem implicação de ser uma pessoa frustrada, desanimada, frouxa, fraca ou desprovida de veemência e vigor moral, mas sim é uma indicação de força sob controle. Quando temos mansidão, somos gentis, mas não fracos; tratamos todas as pessoas com cortesia perfeita, reprovamos sem rancor o que for repreensível, argumentamos sem intolerância, enfrentamos a verdade sem ressentimento, iramos, porém, jamais pecamos por conta da ira.

Muitos provocam contendas na Casa de Deus, são insubmissos a seus pastores, agressivos e rebeldes. Segundo Paulo, aquele que não é capaz de ser manso e se submeter aos pastores, líderes evangélicos que são fiéis às Escrituras em suas pregações e estilo de vida, não é digno da comunhão cristã (2 Tessalonicenses 3.14). A Bíblia também trata da obediência aos pais e a consequência imediata de desobedecê-la (Deuteronômio 21.18; Provérbios 30.17).

3. Um espirito aguerrido.

Jesus nos convida a rejeitar o espírito aguerrido, de pelejas, de discórdias, de ações carnais, de busca por vingança.

O servo de Deus tem a missão de combater os que ensinam doutrinas erradas, que provocam perturbações no meio da igreja (2 Timóteo 2.25). A correção que o cristão faz para com o outro é no espírito de mansidão (Gálatas 6.1). Um servo de Deus jamais corrige o outro para lhe causar vergonha, humilhação, mas sempre visando á sua perfeição espiritual. Ele vence com delicadeza os que têm o espírito de oposição ferrenha. Um cristão dominado pela mansidão não procura impor suas verdades, mas responde com mansidão e temor os que pedirem a razão de sua fé em Cristo (1 Pedro 3.15).

Segundo Provérbios 25.15, a paciência e a mansidão são armas poderosas e têm elos em comum. A primeira serve para persuadir, a segunda para produzir forte impacto, até mesmo sobre aqueles que se endurecem contra nós e o Evangelho de Cristo. Pense em uma pessoa paciente e em outra que costuma falar com brandura. Elas se assemelham. A pessoa mansa apresenta em seu viver a paciência, porque a pessoa paciente tende a falar com mansidão.   

III. Bem-aventurados os mansos.

1. O Sermão da Montanha.

Duas recompensas da mansidão são mencionadas em Salmos 37.11: "Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz".  Uma está relacionada ao futuro; o fruto da mansidão contribui para que o crente possua o Reino de Deus em sua plena expressão e manifestação quando o Rei vier. A outra, ao presente: abundância de paz. Às vezes os ímpios conseguem o que desejam mediante grande esforço e planejamento, entretanto, no Reino de Deus os santos herdam a bênção do Senhor, partindo da mansidão segundo a Bíblia. Jesus confirmou este fato ao anunciar as diretrizes do seu Reino (Mateus 5.5). Também somos recompensados por agir com mansidão em nossos relacionamentos sociais.

Veja também: Bem-aventurados os mansos.

2. Estevão, um homem manso.

Estevão, ao chegar à proeminência de seu ministério nos primeiros dias da Igreja Primitiva, a comunidade cristã se desenvolvia passando por tensões surgidas  em consequência da acusação de que os apóstolos desprezavam a situação de necessidade das viúvas gregas . Como resposta, os apóstolos reuniram toda a congregação, apresentaram abertamente o problema e propuseram  uma solução razoável: escolher sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para que cuidassem do problema das viúvas desamparadas. A proposta foi aceita pelos irmãos e dentre os sete Estevão também foi escolhido. Após isso, a Igreja de Jerusalém experimentou um grande crescimento. Estevão não apenas sabia lidar com a administração social, também pregava a Palavra de Deus acompanhada com a maravilhosa demonstração do poder do alto, o que suscitava a oposição dos judeus conservadores, invejosos de sua popularidade e contrários ao movimento cristão. E assim eles promoveram uma campanha acusando-o de blasfemar contra Moisés e contra Deus, que teve como consequência a sua prisão. O fato que os judeus caluniadores não esperavam é que Estevão se manteria corajoso diante do Sinédrio até na iminência de morrer (Atos 6.1, 3, 4, 7, 8, 11, 14).

Seu discurso no Sinédrio é uma memorável recapitulação da história judaica e uma defesa ousada da fé cristã diante de seus acusadores, é o discurso mais longo registrado no livro de Atos (7.2-53). Apos pedir que todos prestassem atenção ao que tinha a dizer, fez um relato da história sagrada desde Abraão, conclamando todos ao arrependimento e à fé cristã, mas seu apelo caiu em ouvidos indispostos a aceitar a mensagem de salvação. Ele acusou sua audiência de traidores e assassinos do Justo (Jesus Cristo) e numa explosão de fúria estes o atacaram, arrastaram-no para fora da cidade e o apedrejaram até a morte na presença de Saulo de Tarso (7.54, 58, 60, 8.1).

Em seu martírio, Estevão não deixou de falar a verdade e perdoou seus agressores, exatamente como Jesus se comportou em seu julgamento (João 18.37; Lucas 23.34; Atos 7.51-53, 60). A coragem do primeiro mártir da Igreja Primitiva diante dos oponentes e sua atitude amorosa para com seus inimigos colocou-o no roll de personagens bíblicos que servem como modelos dignos de um discípulo fiel e obreiro efetivo.

Seu testemunho de fé, demonstrou que era homem cheio do Espírito Santo, de coragem e também cheio de mansidão. Ele não permitiu que a ira e a amargura dominassem seu coração. Até os dias de hoje, muitos cristãos se inspiram em sua atitude de pessoa dedicada ao Senhor e ao próximo.

Ele se lembrou da promessa de Jesus, de que todo aquele que o confessar diante dos homens, o Filho do homem o confessaria na presença de Deus (Mateus 10.32; Lucas 12.8) e reivindicou essa promessa para si. A sua oração foi ouvida prontamente. "Olhem! Eu vejo os céus abertos, e o Filho do Homem está em pé à direita de Deus" (Atos 7.56).

3. A mansidão de Cristo.

O Filho de Deus é sempre retratado em poesias e pinturas como uma pessoa extremamente meiga. Todavia, sua mansidão parece fraca, quase efeminada. Sua pele branca e pálida e seu aspecto delicado o tornam fraco e tímido. Esta descrição é um contraste com a revelação das Escrituras.

Em Mateus 21, descobrimos que há força em sua mansidão e mansidão em sua força, encontramos o relato de que comerciantes e cambistas montaram suas barracas na corte dos gentios no Templo, enchendo-as de mercadorias, em vez de permitir que  o espaço se enchesse de gentios. Eles exploravam as pessoas que tinham vindo para adorar a Deus ali. Vendiam animais para o sacrifício a custo muito alto, tirando vantagem daqueles que tinham vindo de longas distâncias e estavam cansados. Os cambistas trocavam o dinheiro secular pela moeda do Templo - única moeda aceita pelos comerciantes. Normalmente, os comerciantes e cambistas eram desonestos, enganavam os estrangeiros que não conheciam a cotação da moeda, Aquele comércio na casa de Deus impedia a adoração e isto aborreceu profundamente a Jesus e provocou a sua ira.

No texto bíblico de Mateus 21, aprendemos que a mansidão é uma posição intermediária entre dois extremos, que são irar-se sem razão e não se irar nunca. É um equilíbrio nascido da força de caráter e submissão ao Senhor. Vemos que a mansidão é o resultado da decisão de uma pessoa forte de controlar suas paixões com base na firme confiança em Deus. Tiago 1.21; 3.13; 1 Pedro 3.15.

Nós devemos ter a mansidão, como fruto do Espírito, porque foi o Espírito que caracterizou grandemente a vida de Cristo. Jesus disse que devemos aprender dEle, pois era manso (Mateus 11.29); em uma das profecias vaticinadas sobre Ele, foi destacada a mansidão ou humildade (Zacarias 9.9); e Paulo, falando aos crentes rebeldes de Corinto, usou sua autoridade tomando como exemplo a mansidão de Jesus Cristo (2 Coríntios 10.1).

Em alguns  momentos, Jesus agiu mais com o espírito da mansidão do que com o sistema legalista do seu tempo, quando os acusadores apresentaram a mulher apanhada em adultério, fizeram menção da lei, pela qual ela deveria ser julgada e morta (João 8.5-11). De igual maneira a mansidão deve fluir na vida do servo de Deus, fazer com que ele tome atitude baseada na humildade, simplicidade e candura, não na soberba ou em um sistema legalista, pois existem regras que não são feitas pelo amor; antes, visam mais complicar que ajudar.

Conclusão.

O cristão deve viver em mansidão, humildade, tanto mental como na prática, isso porque o seu grande mestre, Jesus, jamais esboçou espírito de soberba, grandeza, superioridade, mas foi manso (Mateus 11.29). Devemos ser tolerantes uns para com os outros no sentido de vivermos unidos na presença de Deus.

Jesus mostrou que o seu reino não é desse mundo, e felizes não eram os que se envolviam em pelejas e motins. Ele, apesar de ser cheio de poder e coragem, sofreu as piores dores que um homem pode experimentar. Suas dores foram físicas e emocionais, mas em momento algum abriu a boca para reclamar contra o Pai e contra aqueles que o maltratavam. Portanto, evitemos as pelejas, pois somos novas criaturas (João 3.3). Sejamos mansos e humildes de coração, sempre seguindo o exemplo de nosso Salvador, procurando em tudo glorificar o nome de Deus.

A pessoa portadora de comportamento brando, necessita possuir outra virtude, que é a humildade.  Se você é ovelha de Jesus, então aprenda a ser manso e humilde (João 14.15). Vivendo dominado pelo fruto do Espírito, a mansidão, as atitudes tomadas sempre serão benéficas e espiritualmente edificantes.

E.A.G.

Subsídios: 
As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Osiel Gomes; edição novembro de 2016, páginas 122, 125-127; Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD). 
Bíblia de Estudo Palavras-Chave, Dicionário do Novo Testamento, página 2368, edição 2011, Rio de Janeiro (CPAD).
Bíblia de Estudo Plenitude, página 1266, edição 2001, Barueri - SP (SBB).
Ensinador Cristão, ano 18, nº 69, janeiro a março de 2017, páginas 41, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD)
Lições Bíblicas - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Comentarista: Osiel Gomes. 1º trimestre de 2017, páginas 71 a 74, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD). 
Lições Bíblicas - O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente. Comentarista: Antônio Gilberto. 1º trimestre de 2005, páginas 62, 64-67. Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD).
Quem é quem na Bíblia Sagrada- a história de todas as personagens da Bíblia, editado por Paul Gardner, páginas 198 e 199; 19ª reimpressão 2015, São Paulo (Editora Vida).
Série Fruto do Espírito. Mansidão. Mantendo-se firme na gentileza - seis estudos para líderes, Phillys J. Le Peau, páginas 10, 21, 38, 42, 43, edição 1997, São Paulo  (Editora Vida).

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