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sexta-feira, 18 de abril de 2014

João 5.39-40: comentário bíblico


"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida" - João 5.39-40.

Como os judeus poderiam distinguir o verdadeiro e o falso, reconhecer se Jesus, o carpinteiro que cresceu na casa de Maria e José, no humilde povoado de Nazaré, realizava ou não a vontade de Deus, e dizia a verdade ao se apresentar como o Messias?

O princípio da lei judaica exigia mais de uma testemunha para validar uma declaração (Deuteronômio 19.15). Para esclarecer que o testemunho era verdadeiro, em defesa da sua reivindicação que era o Messias, Jesus apresenta aos judeus as três testemunhas que confirmam sua missão divina (João 5.31-47; 8.13-18). Primeiro, sua ação em favor da vida e da liberdade, através das realizações de milagres, que eram atividades divinas do Pai em testemunho do Filho que os faziam também; segundo, o testemunho de João Batista, que o apresentou como o Salvador; terceiro, as Escrituras, que anunciaram muito antecipadamente o que Ele realizava.

Os líderes judeus estudavam as Escrituras nos mínimos pormenores. Jesus não critica-os pela aplicação aos estudos, mas, porque, a despeito da reverência pela letra, não reconheceram que elas, acima de tudo, testemunhavam com toda ênfase a seu favor.

As Escrituras são fonte de vida, porque nos transmitem a Palavra de Deus (Deuteronômio 4.1; 8.1,3; 30.15-30; Salmo 119). Lidas à luz do plano da salvação, do Verbo que se fez carne, as Escrituras relatam os acontecimentos e as palavras por meio dos quais Deus declara o advento de seu Filho, e através dEle oferece para toda a humanidade a plenitude da vida.

E.A.G.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Jesus, o Leão da tribo de Judá

Por Eliseu Antonio Gomes

"Porque para Efraim serei como um leão, e como um leãozinho à casa de Judá: eu, eu o despedaçarei, e irme-ei embora; arrebatarei, e não haverá quem livre" - Oséias 5.14.

O leão é o maior animal carnívoro entre os felinos, em seu grande porte na fase adulta pode pesar até duzentos quilos. O macho chega a 90 centímetros de altura nos ombros  - a juba faz com que pareça maior do que é.  

Os leões africanos vivem em pequenos grupos de três a trinta indivíduos nos campos e nos cerrados; cada grupo possui seu próprio território de caça, estrito e preciso. Enquanto os machos asseguram a proteção do grupo e do território, as fêmeas se encarregam do alimento, caçar, e cuidar dos filhotes. A fêmea é um pouco mais baixa e menos pesada. Após uma gestação de 105 dias, nascem dois ou três filhotes com cerca de 30 centímetros de comprimento.

Quando está caçando, a leoa pode atingir a velocidade de 48 km por hora. Suas presas costumam ser zebras e antílopes, mas os leões também comem vários outros animais e tem por hábito aproveitar as sobras de carne que outros predadores desprezaram. Os grupos podem cobrir 48 quilômetros em uma noite a procura de caça.

É encontrado na África e na Ásia ocidental. Hoje em dia vive em reservas preservadas à África, exceto por alguns remanescentes em reservas na Índia. 

O leão é considerado o rei dos animais, em muitas terras representa autoridade e poder reais. 

Há cerca de 130 menções ao "leão" nas Escrituras Sagradas. está entre os mais citados, abaixo apenas da ovelha. Nas páginas do Antigo Testamento, encontramos o vocábulo "'aryeh", havendo também outros vocábulos diferentes que identificam os felinos em tamanhos, sexo e origens diferentes. Tamanha riqueza de palavras no vocabulário hebraico sugere que o leão era comum nos tempos bíblicos da Antiga Aliança.

Eles eram numerosos na Terra Santa. Seu bramido metia medo (Salmo 22.13; Provérbios 20.2). O rugido do leão está simbolizado nas páginas bíblicas tanto como a voz de Deus como a Babilônia (Jeremias 25.30; Daniel 7.4); tanto como o homem valente, a intrepidez de um justo, quanto a ira de um rei (2 Samuel 17.10; Provérbios 19. 12; 28.1).

Um leão matou o profeta enviado a Betel (1 Reis 13.24);
Um homem que não obedeceu a voz de Deus morreu em um ataque de leões (1 Reis 20.36);
Entre os melhores guerreiros de Davi, estavam os homens de Gade, cujos rostos eram como de leões (1 Crônicas 12.8);
Leões tinham a fama de despedaçavar corpos (Salmos  quebrava ossos (Isaías 38.13);
Atacava rebanhos (1 Samuel 17.34; Isaías 31.4; Jeremias 49.19; Amós 3.12);
Sansão, Davi, Daniel e Bemaia, um dos valentes de Davi, tiveram experiências em que manifestaram fé e coragem diante dos leões (Juízes 14.6; 1 Samuel 17.36; 2 Samuel 23.20; Daniel 6.7-22).

As armadilhas eram meios populares de captura. Outro método era fazê-los sair de seu covil para entrar em uma rede - nos dias atuais ainda é empregado esta estratégia na Índia. Em outras vezes, adotava-se o uso da rede e de uma cova, para capturá-lo vivo, como registram as referências de Jó 19.6 e Ezequiel 19.

Uma figura encontrada nos relevos do palácio de Assurbanipal, feita em meados de 650 a.C., sugere que houve uma espécime deste felino que já foi extinta. O animal tinha semelhanças com o leão asiático/europeu e também carregava características do felino africano. Vagueava pela Síria e Ásia Menor. Pensa-se que tenha sido exterminado da Palestina em caçadas durante as Cruzadas, mas por volta de 1900 eles ainda eram vistos na Pérsia.

Eles eram símbolos de realeza no antigo Oriente Próximo, conservados em grande número em cativeiro por Assurnasirpal II (883 - 859 a.C.) em Ninrud. Também, por sua alta ferocidade, empregava-se, metaforicamente, o leão em referência à crueldade e investida maligna (Salmo 7.2; 22.21; 2 Timóteo 4.17); e também ao próprio Satanás (1 Pedro 5.8).

Na visão do profeta Ezequiel de quatro seres viventes, ele os descreve com rostos de leão; e nas revelações do céu que João recebeu de Cristo, o apóstolo viu um ser semelhante ao leão (Ezequiel 1.10; 10.14; Apocalipse 4.7).

"E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos" - Apocalipse 5.5.

O leão era o emblema da principesca tribo de Judá. Em Gênesis 49. 8-12 está predito que a descendência de Judá empunharia o cetro, reinaria em Israel e governaria o mundo. (Gênesis 49.9). Também simboliza Cristo: Maria, mãe de Jesus, era da tribo de Judá, e Jesus é o Rei dos reis (Lucas 3.33; 1 Timóteo 6.15; Apocalipse 19.16).

E.A.G.

Dicionário Bíblico Universal, - A.R. Buckland & Lukyn Williams, página 361 e 362 , São Paulo, edição 2007, Editora Vida.
Grande Enciclopédia Larousse Cultural, volume 15, página 3528, ano 1995, Nova Cultural.
Nova Enciclopédia Ilustrada - volume 2, página 556, encarte das edições de domingo da Folha de São Paulo de  março a dezembro de 1996.
O Novo Dicionário da Bíblia, volume II, página 913, quarta edição 1981, São Paulo, Edições Vida Nova.
Pequena Enciclopédia Bíblica O. S. Boyer, página 377, edição 1992, Editora Vida.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Guerra - louve a Deus e use a munição

Por Ray Comfort


"O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz o evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus" - 2 Corintios 4.4 (NVI).


Antes de se tornar cristão comprometido, você era levado pela maré juntamente com outros peixes mortos. Mas agora que Deus pôs a vida dEle dentro do seu ser, você passou a nadar contra uma correnteza que apresenta três níveis: o mundo, o Diabo e a carne. A seguir, vejamos de perto esses três  inimigos que nos fazem resistência.

Nosso primeiro inimigo é o mundo, o que nos remete ao sistema pecaminoso, rebelde e mundano em que vivemos. O mundo ama a escuridão e odeia a luz (João 3.20), sendo governado pelo "príncipe do poder do ar" (Efésios 2.2). A Bíblia nos diz que o cristão é aquele que se libertou da corrupção, cujo domínio sobre o mundo é feito por intermédio da cobiça.

A "cobiça" é um impulso destrutivo e o sangue que corre nas veias do mundo - seja a cobiça do pecado, seja a cobiça sexual, seja a cobiça pelo poder, pelo dinheiro, por bens materiais. A cobiça é uma criatura insaciável, portanto não caia no erro de alimentá-la. Se você lhe der atenção, ela vai crescer e ficar tão pesada, que você jamais conseguirá carregá-la nos ombros, e ela lhe trará a morte (veja Tiago 1.15).

Nada há de errado com o sexo, o poder, o dinheiro ou os bens materiais, mas quando o desejo por essas coisas prevalece, nós nos tornamos idólatras. A Bíblia nos alerta: "Não amem o mundo, nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele"; e ... "a amizade com o mundo é inimizade com Deus" (1 João 2.15; Tiago 4.4 - NVI).

O segundo inimigo é o Diabo, o deus deste mundo (confira 2 Corintios 4.4). Ele era o pai espiritual de vocês antes que se juntassem  à família de Deus (João 8.44; Efésios 2.2). Jesus chamou o Diabo de "ladrão", que vem apenas para roubar, matar e destruir (João 10.10).

A maneira de derrotá-lo e de vencer seus demônios é certificando-se de que estamos vestidos com toda a armadura de Deus (Efésios 6.10-20). Familiarize-se com essa armadura. Durma com ela. Jamais a retire do corpo. Mantenha a espada firme em sua mão e não deixe seu braço vacilar. Isso nos leva a considerar nosso terceiro inimigo.

O terceiro inimigo é o que a Bíblia chama de "carne". Seu significado está em nossa natureza pecaminosa. O campo de batalha é a própria mente.

Se você inclinar seus pensamentos para o mundo, este o atrairá para seus pecados. A mente é o painel de controle dos olhos, e dos ouvidos, o centro dos apetites. Todo pecado começa no "coração" (Provérbios 4.23; Mateus 15.19). Sempre pensamos no pecado antes de cometê-lo. O trecho de Tiago 1.15 nos adverte de que a cobiça gera o pecado, e o pecado, quando concebido, gera a morte.

A cada dia de nossas vidas, ficamos diante de uma escolha. Pecar ou não pecar - eis a questão. A resposta é o temor de Deus. Se você não tiver temor a Deus, vai fazer o que seu coração pecaminoso deseja.

Você sabia que Deus pode fulminar as pessoas? Ele matou um homem pelo seu pecado sexual  (Gênesis 38. 9, 10), matou outro por ser avarento (Lucas 12.15-21), e matou um casal por ambos terem mentido (Atos 5.1-10). O conhecimento da bondade de Deus - e do seu julgamento justo sobre o mal - deve colocar o temor de Deus em nós e, consequentemente, afastar-nos de práticas pecaminosas.

Se sabemos que os olhos do Senhor estão por toda parte, vigiando tanto o bem quanto o mal, e que ele levará a julgamento todos os nossos atos, vamos viver de forma a cumprir com as suas instruções. Todas essas palavras, mesmo que duras, são valiosas, afinal "com o temor do SENHOR o homem evita o mal" (Provérbios 16.6 - NVI).

Fonte: Bíblia Evangelismo em Ação, página 1176, edição 2005, São Paulo (Editora Vida).