Adotem um bandido! A proposta, irônica, da apresentadora do SBT Brasil, Rachel Sheherazade, cristã evangélica, foi dirigida aos ativistas de Direitos Humanos que defendem marginais, e dificilmente procuram ajudar as vítimas, inclusive aquelas mais terrivelmente violentadas. A ironia, exibida na noite de 4 de fevereiro passado, causou furor em alguns, que responderam ser ela apologista da violência. O Sindicato dos Jornalistas emitiu nota de repúdio à fala; o Deputado Federal Ivan Valente - PSOL / SP (eleitores paulistas, anotem o nome e o partido, para não errarem votando nele ou na chapa dele nas próximas eleições) anunciou pelo Twitter que seu partido encaminharia ao Ministério Público uma representação contra a jornalista e a emissora por apologia à tortura e ao “justiçamento”.
Entendi o que Sheherazade quis dizer. Ela apenas falou que é compreensível a indignação do povo. E descreveu o caos: Justiça falha; Estado omisso; alta taxa de crimes não solucionados por uma polícia desmoralizada. Não disse que a violência é aceitável, explicou que podemos compreender o erro de se fazer justiças pelas próprias mãos.
Em tempo: O cidadão de bem tem seu direito assegurado por lei de exercer legítima defesa pessoal e de terceiros sempre que necessário. E os justiceiros devem ser punidos sempre, tanto quanto os bandidos comuns, porque um crime jamais justificará outros crimes.
A opinião de Sheherazade foi emitida após a apresentação dessa reportagem: "Justiceiros" espancam e amarram menor com passagens pela polícia.
A opinião de Sheherazade foi emitida após a apresentação dessa reportagem: "Justiceiros" espancam e amarram menor com passagens pela polícia.


