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Arquivo | 14 anos de postagens

domingo, 19 de janeiro de 2014

A tradição do paletó

A peça tradicional do guarda-roupa masculino já completou 150 anos sem nunca ter sido desprezado.

Considerado símbolo tradicional de poder, o terno ultrapassou barreiras e deixou de ser apenas uniforme oficial do capitalismo. Em um século e meio de existência, a peça de alfaiataria chegou às lojas populares e se modernizou sem perder a elegância. Hoje todas as classes sociais têm acesso ao terno.

Colocando de lado toda a simbologia em torno da roupa, o padrão de vestimenta semelhante nasceu da guerra, da revolução e da peste. Ao contrário do que representa atualmente, surgiu depois que o rei Carlos II da Inglaterra, no século 17, decretou que sua corte se vestisse de forma simples, com menos tecidos e babados. O país havia sofrido um surto de peste bubônica em 1665 e, um ano depois, Londres sofreu com um grande incêndio. Então, o rei ordenou que todos os homens da corte se vestissem com túnicas, camisas e calças. Assim nascia os trajes que evoluíram para o terno que conhecemos hoje.

A palavra terno - que originalmente se referia a um trio: paletó, calça e colete - hoje também é usada para referir-se ao uso de calça e paletó, e se transformou ao longo do tempo. Nos anos 30, houve uma redução no comprimento do paletó. Ao longo dos anos 1940 e 1950 a tendência foi de simplificar e modernizar o processo, tanto quanto possível. Na década de 1960, período de pós-guerra mundial, o tamanho da lapela foi reduzida. Paletós também foram cortados o mais reto possível, sem qualquer indicação de uma cintura. O racionamento do pano mudou estilos significativamente, contribuindo para uma grande redução na popularidade de muitos cortes, como o terno trespassado. Na década de 70, veio a ideia de menos formalidade, usar ternos coloridos, em cores mais vivas. Mostarda, verde, amarelo, caqui e até vermelho vieram para abolir as cores tradicionais mais usadas na época, que eram o azul, cinza e marrom. Assim, deixaram os ambientes de escritórios e são usados em situações variadas, inclusive festas. Ficou mais esporte e já é usado com camisa sem gravata, ou apenas a camisa e a gravata.

Atualmente, o terno representa conforto, elegância e bem-estar, o que determina a ocasião e a forma de uso do terno são as cores e as combinações feitas com ele e os acessórios complementares. Em casamentos de dia, as peças em cores claras sem uso de gravatas são mais escolhidas, se as gravatas são usadas têm tons mais vibrantes. Durante a noite a opção é o uso de ternos mais escuros.

Apesar de tradicionalmente o colete fazer parte do terno, alfaiates costumam confeccioná-lo para que seja vestido com paletós de dois botões.

E.A.G.

Postagem relacionada: A unção da gravata.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Gálatas 1.8 - o outro evangelho

Por causa da necessidade de maximizar resultados na colheita, muitos lavradores optam pelo recurso da semente geneticamente modificada. A produção do plantio cresce, a infestação de pragas é combatida, mas a adoção do método da engenharia genética não é capaz de fazer com que o “fruto melhorado” seja reprodutor de sementes férteis, além do sabor da fruta ficar abaixo das frutas que plantadas a partir de sementes naturais.

Tal situação é similar na fé cristã. Jesus Cristo é a Videira Verdadeira e somente os frutos gerados naturalmente de seu caule são palatáveis e portadores da vida reprodutiva proveniente em Deus.

“O outro evangelho” que Paulo mencionou em Gálatas 1.8, era uma menção ao ensino equivocado de pregadores que afirmavam que Jesus que não havia vindo em carne, a afirmação equivocada que Jesus era um espírito. Tal mentira visava tentar explicar o motivo do Filho de Deus não ter pecado durante os anos que viveu como ser humano aqui na Terra.  

Sobre este tipo de pregação, João explicou que os que assim anunciavam Jesus eram anticristos. 

Mas, nos dias atuais este contexto bíblico é pouco abordado quando é citada a referência da carta aos crentes da Galácia. Os apologetas de então muitas vezes sequer se lembram de Cristo como o Verbo que se fez carne ao citar esta passagem bíblica. Parece que usam a referência apenas com o objetivo de atacar usos e costumes de denominações que eles não pertencem, parece que mencionam o texto para criticar liturgias que lhes são estranhas à forma de culto que fazem parte. Parece que a defesa que realizam é apenas de dogmas de instituições eclesiásticas, não defendem o Evangelho. Cito isto porque é uma situação extremamente comum de ver!

Estudando a Bíblia encontramos o contexto bíblico e o histórico. Na época dos apóstolos Paulo e João ocorreu o início o gnosticismo, que continha o pensamento acima. Esteve presente por muito tempo. Aliás. a doutrina da gnose está latente até hoje, com suas variantes todas atacando a Pessoa de Jesus Cristo em sua divindade. O "outro evangelho" nega que Ele é Deus, o único Salvador, alega que foi apenas um revolucionário, meramente um profeta como todos os demais, uma pessoa iluminada entre os seres humanos, que morreu mas não ressuscitou.

E.A.G.

O pastor em casa - charge


O pastor é um ser humano, falível como qualquer outro membro na igreja que pastoreia. É uma ovelha de Cristo. Consagra-se para exercer seu ministério. Merece respeito de todos, precisa da oração também.

Confira: Altos e baixos na vida de pastor evangélico.

Arte: Joe Mckeever.