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sábado, 14 de dezembro de 2013

Colocando os alicerces

Por Sarah Wilke

"Todo aquele que, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha" - Mateus 7.24-25.

Imagine você tendo que começar a construir a sua casa sobre a rocha? Você arma uma tenda sobre a areia enquanto procura, ou espera encontrar um lugar mais sólido? Imagino que todos nós ansiamos que a terra firme dos ensinamentos de Jesus, que cada um de nossos passos vão em direção a este objetivo, mas sei que isso exige uma série de ações e decisões que garantam nossa fidelidade ao plano que Ele tem para nossas vidas.

Foi Haksun Joo quem me fez lembrar isso. Haksun Joo é um pastor inspirador que conheci em junho de 2012 na Quarta Reunião Familiar Internacionbal do Upper Room Ministries. Durante quatro dias repletos do Espírito, editores e líderes do Emmaus/Chrysalis da Austrália, Ásia e Ilhas do Pacífico se reuniram em um centro de retiros próximo a Brisbane para se conhecerem, e eu, mergulhei em suas histórias de fé e fidelidade.

Haksun Joo, hoje líder da comunidade Emaús na Coréia do Sul, sinda estava no seminário e, 1988 quando foi apresentado ao No Cenáculo pela mulher com quem ele acabaria por se casar. Na verdade, ela lhe deu um exemplar do "livrinho" em seu primeiro encontro. Imagine a força e a coragem desta jovem ao fazer uma afirmação tão determinada a um pretendente que ela acabava de conhecer. Para Haksun, a mensagem foi clara: ela dizia que aquela jovem era "muito fiel", não apenas a Deus, mas a uma disciplina de oração diária. Seu gesto, contou-me Huksun, o levou a tomar a decisão de lhe pedir em casamento.

Estou tentando abraçar esta história todos os dias ao refletir sobre meus próprios alicerces. Quero ser como aquela jovem, não apenas esperando o melhor, mas trabalhando para alcançá-lo. Em pequenos e grandes aspectos, nossas ações são o que garantem que nossas vidas sejam construídas sobre a rocha.

O salmista Davi faz uma declaração inspiradora sobre a imagem de uma rocha:

"Que as minhas palavras e os meus pensamentos sejam aceitáveis a ti, ó Senhor Deus, minha rocha e meu defensor' (...) 'Esperei com paciência pela ajuda de Deus, o Senhor, Ele me escutou e ouviu meu pedido de socorro. Tirou-me de uma cova perigosa, de um poço de lama. Ele me pôs seguro em cima de uma rocha e firmou os meus passos" - Salmo 19.14; 40.1-2.

Que cada um de nós se sinta encorajado a tomar decisões corajosas: colocar sua vida, sua família, seus projetos sob os cuidados da Rocha verdadeira que é Jesus Cristo. Nele encontramos salvação, amor, paz e direcionamento seguro nos caminhos a serem percorridos no dia a dia.

Fonte: No Cenáculo; paginas 2, 6; ano 74; edição maio-junho de 2013. Obs: Artigo postado com adaptações ao blog.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Desfragmentadores para computadores com Windons

Produto desenvolvido pela Piriform.
Quanto mais tempo de uso tiver um sistema operacional, maior a necessidade de efetuar desfragmentação do HD (disco rígido).

Explicando por analogia: pense no disco do computador como uma prateleira de escritório desorganizada, repleta de pastas com documentos espalhados. O trabalhador demanda mais tempo para encontrar o que precisa. Desfragmentar é colocar a documentação em ordem, para que haja acesso sem procura.

O disco rígido do computador armazena arquivos em blocos lado a lado. Quando gravamos ou editamos arquivos espalhamos partes de blocos na "prateleira"; ao navegar pela internet produzimos mais arquivos;  quando deletamos um arquivo nem sempre tudo é apagado. Então, a sequência de blocos fica desorganizada, arquivos espalhados de modo incompleto, intercalados com espaços livres. Se o número de fragmentos for grande e existirem muitos espaços livres entre um e outro bloco, o uso da máquina terá processamento de resposta aos comando de maneira lenta, com os indesejáveis travamentos. O que o desfragmentador faz? Reúne todos os fragmentos de arquivos e programas um ao lado do outro, e assim a leitura do seu sistema operacional torna-se mais ágil.

Desenvolvido pela IObit.
Mas, antes de desfragmentar, encontre possíveis erros lógicos que possa haver no seu disco rígido, os erros são gerados por arquivos corrompidos - arquivos incompletos ao deletar algo ou por ação de vírus. O Windons oferece aos seus usuários um serviço de limpeza por meio do utilitário CHKDSK (é o antigo Scandisk em versão atualizada, oferecido no sistema operacional XP e programas anteriores). Essa ação identifica e corrige defeitos. A limpeza, identificação e correção antes da desfragmentação são necessárias, pois evita problemas futuros, agiliza e potencializa muito o processo de desfragmentação.

Deixo aqui duas dicas aos leitores fixos e eventuais do Belverede. São aplicativos gratuitos, disponíveis em português, indicados por técnicos de informática. Estão instalados num Windons 7 e num Windons 8.1. Estou satisfeito com esses desfragmentadores.

São: Defraggler (versão 2.16.909) e IObit Smart Defrag (versão 2.9). Neste momento que escrevo apresento as versão atualizadas, mas convém pesquisar no momento em que lê se a data de sua leitura for distante da desta postagem, pois provavelmente haverão atualizações importantes nestes dois programas.

E.A.G.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A ilusória prosperidade dos ímpios

Por Eliseu Antonio Gomes

O humanismo secular está impregnado em nossa sociedade, coloca o ser humano como centro de tudo e põe Deus para fora. O escritor do excepcional livro Eclesiastes aborda o caos dessa situação, totalmente contrária à revelação das Escrituras Sagradas.

A prosperidade do ímpio

A Teoria da Evolução introduziu na mente das pessoas a filosofia que o ser humano é apenas um animal superior aos bichos, e que a sua morte é semelhante a morte de animais irracionais. Faleceu, acabou, alega.

E seguindo essa alegação equivocada, o ímpio põe a si próprio no centro do universo, não tem interesse pelo bem-estar das outras pessoas, pensa mais em si mesmo e muito pouco nos outros. Alimenta o desejo egoísta por poder e riquezas, intenção esta que o leva a desconsiderar valores morais, dignidade e bondade humana. Sem misericórdia, é capaz de oprimir quem não pode se defender. Este estilo de vida preza pelo amor ao dinheiro e tudo que ele pode comprar, faz o mundo estar repleto de situações opressivas.

Quando uma pessoa assume o controle de sua vida, acreditando ser autosuficiente, não precisar seguir a orientação do Senhor, a vida desta pessoa perde o propósito e a bênção divina. Mesmo que conquiste uma posição financeira privilegiada, viverá carregando sua existência como um fardo pesado para sua alma.

Quem é o ímpio?

Você já parou para pensar quem são os ímpios? Um pai que joga a filhinha da janela do apartamento ou uma filha que coloca indivíduos dentro de casa para matar o pai e a mãe? Sim, são pessoas más, sem compaixão, impiedosas. É comum pensar que o ímpio está longe das igrejas e deplora as religiões. De acordo com a Bíblia Sagrada, é possível ao ímpio ser extremamente religioso e usar a aparência piedosa (2 Timóteo 3.1-5, 13). Quem odeia o próximo, segundo as palavras de Jesus também é assassino (Mateus 5.21-25; 38-48; 1 João 3.15).

A frustração com o materialismo

Salomão, o homem mais rico de sua geração, procurou o sentido da vida sem o Criador no centro do coração humano, apresentou os aspectos da filosofia onde prevalece o pensamento que não leva em consideração a importância de reverenciar a Deus. Ele empreendeu uma busca inútil para encontrar a felicidade neste mundo.

Percebemos que o acúmulo de bens e riquezas que Salomão possuiu não o tornaram um homem feliz. Ao final da procura, ele concluiu que a felicidade não reside em coisas materiais, que buscá-la neste mundo é uma vaidade. O termo vaidade pode ser entendido como correr atrás do vento, que é uma atividade totalmente sem sentido.

Em Eclesiastes capítulo 4, Salomão observa o sentimento da avareza como pano de fundo de algumas opressões que predominavam no dia a dia contra trabalhadores. Ele percebeu que o esforço para conquistar condições de vida melhores causava desilusão; também, que algumas pessoas com objetivo de levar vantagem e enriquecer rapidamente provocavam o mal-estar de seus vizinhos. Ponderou que a pessoa obsessiva para ser superior aos demais pode se fartar daquilo que quer, porém, junto com seu aparente sucesso encontrará infelicidade interior e frustração. É melhor ter um pouco menos e desfrutar de uma consciência limpa (versículo 6).

Aflição e prosperidade espiritual

A injustiça está em curso desde a queda de Adão e há de permanecer até o retorno de Cristo. A vida não é sempre fácil para os crentes. E por este motivo alguns cristãos podem estar embaraçados com a filosofia humanista. Às vezes pode passar o pensamento na cabeça do cristão que ele poderia ser mais feliz se tivesse algumas coisas que outras pessoas têm. No entanto, a experiência de Salomão demonstra que as coisas materiais não podem tornar a pessoa feliz, embora provoque alguma felicidade parcial e passageira.

Não devemos nos concentrar apenas nas dificuldades. Deus é misericordioso e faz o sol nascer e a chuva cair sobre todos. Portanto, lutas e oportunidades da vida estão perante  justos e ímpios, bons e maus. Enquanto estivermos neste corpo de sangue e carne, estaremos tão sujeitos às intempéries quanto ao céu de brigadeiro. Isto é: ao clima inóspito e também ao clima agradável, ao infortúnio e do mesmo modo ao sucesso, à doença e igualmente à saúde (Eclesiastes 9.2; Mateus 5.45).

A inveja de Asafe

O verdadeiro sentido da vida não se encontra no raciocínio humano, mas na revelação divina. Devemos fixar a nossa atenção no conhecimento do Senhor, que oferece a indicação correta à resposta certa para todos os problemas.

O Salmo 73 nos revela sentimentos inquietantes de Asafe. Levita, servo fiel, ministro da música na Casa de Deus, tinha problemas em seu raciocínio sobre a situação financeira do justo, que sofria injustiças, e do ímpio, que usufruía prosperidade, e como o Senhor exercia sua soberania sobre ambos, e se sentiu desanimado ao passar por aflições. Ao ir ao templo, passou a meditar sobre o paradoxo e Deus lhe fez entender o resultado final da vida em impiedade e a consequência de se viver em fidelidade ao Senhor.

A prosperidade do cristão

Por que os ímpios prosperam e os justos sofrem? Quando o cristão está confuso devido passar por circunstâncias complicadas, pode encontrar consolo e fortaleza na oração, na comunhão com os irmãos, nos ensinamentos contidos na Bíblia Sagrada. Na oração, se aproxima de Deus em primeiro lugar. Na união fraterna Deus o vê e ordena que seja abençoado (Salmo 133). Através do contato com a Palavra o Espírito Santo ensina os propósitos de Deus para sua vida.

Uma das bênçãos de se conhecer a Cristo é que, mesmo quando não encontramos facilmente as respostas, temos o poder para superar o problema e prosseguir com o Senhor.

As filosofias deste mundo não são capazes de nos fazer realmente prósperos e felizes e nem nos dar a vida eterna. Ser próspero pela perspectiva bíblica não significa apenas estar acima da linha da pobreza, assim como ser salvo em Cristo é muito mais do que ser liberto da condenação ao inferno. Ser próspero e salvo é, entre muitas outras coisas, entender a vida através do ponto de vista de Deus e viver neste mundo, que despreza ao Senhor, triunfando segundo a vontade e graça divinas.

Conclusão

Enquanto o cristão estiver neste mundo estará sujeito a sentir dor e experimentar sofrimento, mas deve considerar e esperar também que um dia estará livre das lágrimas e dores para sempre ao receber um corpo totalmente incorruptível, imortal, glorificado (Romanos 8,18-23; 1 Coríntios 15.52; Apocalipse 21.4).

Em todas as ações que realizamos, devemos levar em conta que a eternidade existe e que ela será sem Deus para todas as pessoas que não obedecem ao mandamento do Senhor. Amar é uma ordem do Senhor, não é uma sugestão. Então, coloque-se sempre na posição de servo fiel e ame ao Todo Poderoso em primeiro lugar e ao próximo como a si mesmo.

Um dia todos teremos que enfrentar a morte, tanto justos quanto ímpios. Do ponto de vista natural, o ímpio desconsidera que há uma existência após a morte, não analisa que esta existência será o começo da sua aflição na eternidade. Mas o Dia do Juízo chegará para eles, se não se arrependerem de seus maus feitos antes que venham a morrer (Hebreus 9.27; 2 Pedro 3.9). Terão que enfrentar o julgamento do trono branco e após condenados prantearão e rangerão os dentes numa aflição sem-fim (Apocalipse 20.11-15; Mateus 13.41-43).

Às vezes podemos ter a impressão que os ímpios levam vantagem em relação aos servos de Deus. O cristão não deve se deixar abalar por circunstâncias adversas que enfrente neste mundo e nem pela aparente prosperidade do ímpio debaixo do sol, porque a riqueza material não resolve sua condição além-túmulo, o destino do impio e do justo são completamente diferentes no porvir. A prosperidade deles é só nesta vida, enquanto a dos justos pode ser nesta vida e também na vida eterna. Assim sendo, o crente precisa manter viva a esperança e confiança no Senhor, que lhe preparou moradas celestiais (João 14).

A felicidade plena e duradoura da alma está em assumir o compromisso de viver com e para Deus. É assim que o cristão se renova espiritualmente todos os dias e retém a perspectiva do propósito de Deus para si.

E.A.G.

Texto baseado em:
Ensinador Cristão, ano 4, nº 56, lição 11, A ilusória prosperidade dos ímpios, página 41, Rio de Janeiro (CPAD).
O Mestre - Vida Radiante, volume 9, lição 20, O sentido da vida, páginas 141 a 146, ano 1998, São Paulo (Editora Vida).