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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ósculo santo - o que é isso?



No meio cristão evangélico, uns se cumprimentam dizendo "a paz do Senhor" e apertam as mãos, outros, falam "a paz de Deus", e recebem como resposta um "amém". Também, há comunidades que usam "paz e graça", como forma de saudar. 

E, ainda, há denominação evangélica - a mais conhecida é a Congregação Cristã no Brasil - que dentro de seus templos após dizerem "a paz de Deus" homens beijam homens e mulheres beijam mulheres na face.

Ao me converter a Jesus Cristo na Assembleia de Deus, aprendi a cumprimentar com aperto de mãos e com "a paz do Senhor". Mas não faço questão desse cerimonialismo. Entendo que é um costume, apenas. Não considero doutrina bíblica. O importante é ter a paz, ser pacificador, e não apenas saudar usando a palavrinha paz.

Às vezes, cumprimento usando a frase "paz e graça", ou "a paz de Deus", aos que possuem o hábito de saudar com essas outras formas.
Apesar de respeitar as denominações que usam a saudação com beijo, não entendo que os versículos encontrados no Novo Testamento sejam mandamentos universais. Beijar neste caso, é costume local. Até os dias de hoje os cidadãos do oriente, para o local que as cartas foram escritas, se beijam.

Paulo escreveu orientando sobre todos os tipos de saudações, e não apenas para a saudação do ósculo. Ele quis explicar que é preciso saudar sem fingimentos no estilo Judas Iscariotes, que fosse saudação santa. É preciso saudar com sinceridade de coração, com sentimento de fraternidade, não apenas pela força do hábito, sem sentimento de obrigação protocolar ou movido por interesses pessoais.

Do ósculo santo para a mão santa.

Em outra ocasião, Paulo fez pedido parecido. Escreveu: "Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda" - 1ª Timóteo 2.8.

Não se trata de um mandamento de orar com as mãos levantadas. Mas uma chamada de atenção sobre a conduta de quem ora. É bom orar, mas tendo cuidado para que a vida seja sem raiva do próximo, sem brigas com o próximo. Viver irado e em contenda faz com que a pessoa não tenha mãos santas, e nem a saudação santa.

E.A.G.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O rato da cidade e o rato do mato

Em certa feita, chegou ao centro urbano de uma grande metrópole uma ratinho magro. Passava fome, estava desnutrido e procurava lugar melhor para continuar a viver. Ele veio do meio de um grande matagal seco, lugar de comida escassa e onde a existência era pela hora da morte.

Com firme decisão de encontrar dias melhores, se aventurou na cidade grande. E um dia encontrou por obra do acaso um rato gordo.

- Amigo, tudo bem?

- Sim, mas me parece que você não vai assim tão bem - foi a resposta, com uma passadela de olhos de soslaio sobre a silhueta quase cadavérica do rato do mato.

- Como faz para ter suas refeições fartas? - perguntou o ratinho faminto.

- Eu moro em uma casa onde não há impecilho para comer.

- Teriia a bondade de indicar este local?

Então, os dois foram para a residência; Mas, chegando lá o rato do mato levou um tremendo susto. Eis que bem perto de uma tigela de comida suculenta estava um gato gordo a dormir.

- Amigo, o que é isso? Disse-me que não havia problemas para se alimentar!

- E não existe. Olhe o gato. Ele está sempre de estômago cheio. Ele só come do bom e do melhor. Gosta de peixes e carne de primeira.

- É loucura fazer a aproximação - disse o rato do mato, acostumado a evitar predadores.

- Vou provar o que disse. Este bichano é dorminhoco, preguiçoso, ele não oferece nenhum risco.

Rapidamente, o rato gordo partiu das palavras à ação. E passou bem pertinho do gato gordo, quase entre seus fios do bigode, e sumiu para dentro da cozinha daquela casa. Ao retornar, trouxe um pedaço enorme de queijo, fez o mesmo trajeto, passando bem pertinho do focinho do bichano, que dessa vez abriu os olhos e acompanhou o caminhar do ratinho, mas sem se mexer um milímetro da sua posição confortável.

- Viu isso, caipira?! - disse o rato gordo.

- É inacreditável!

- Agora é sua vez, vá trazer o seu prato predileto.

- Não, não tenho coragem. Ele não deverá reagir bem se me ver. Vá você outra vez!

- Pois bem, covarde, lá vou eu!

Em desabalada carreira, o rato gordo foi pelo mesmo caminho. O gato abriu os olhos outra vez, e num lance muito rápido cravou suas unhas pontiagudas da pata esquerda sobre o rato confiante e o levou para dentro da boca.

 Trêmulo, e bem longe da cena trágica, o rato do mato pensou:

- Mais vale ser um rato magro do que um rato gordo na boca do gato! - e saiu daquele lugar.

Moral da estória: não vale a pena abusar da sorte.

E.A.G