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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sam Pascoe e a pergunta equivocada

Circula na Internet um texto de autoria David Ryser, traduzido por João A. Souza Filho. É o seguinte:

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“Alguns anos atrás lecionei numa escola de ministérios. Meus alunos tinham sede de Deus, e eu fazia de tudo para que eles amassem o Senhor Jesus e se tornassem um canal de um avivamento na igreja.

Encontrei uma citação atribuída a Sam Pascoe; um resumo da história da igreja. Mais ou menos assim: O cristianismo começou na Palestina como uma comunhão. Quando chegou à Grécia virou filosofia. Na Itália, tornou-se uma instituição. Na Europa tornou-se uma cultura, e ao chegar à América virou um empreendimento.

Alguns dos alunos tinham 18 ou 19 anos de idade, e eu queria que eles entendessem a última frase, por isso enfatizei: “Um empreendimento. Isto é, um negócio”.

 Depois de um silêncio prolongado, Marta, uma das alunas perguntou:

 - Um negócio? Mas, não deveria ser um corpo?

 Não consegui ver até onde esta linha de raciocínio chegaria, e apenas respondi:

- Sim.

E ela acrescentou:

 - Mas, quando um corpo se torna negócio, não se torna uma prostituta?

A sala silenciou. Ninguém se mexia ou falava. Todos receavam fazer qualquer barulho porque a presença de Deus inundou a sala de aula. Estávamos pisando em terra santa.

Pensei comigo mesmo:

- Nunca imaginei dessa maneira!

Mas, não falei coisa alguma. Deus tomou conta da sala de aula.”

__________

 Entendo reflexão, entendo a indignação de cristãos que se dizem crentes bereanos, mas se eu concordasse em 100% com essa crítica, então teríamos que juntos declarar que o sacrifício de Jesus Cristo na cruz falhou, o diabo venceu, Deus é um derrotado.

Por quê? Porque as Escrituras dizem que estamos numa luta espiritual, o inimigo jaz neste mundo, a Igreja vive no mundo sem fazer parte dela... Existe joio, e ainda existe trigo. Existem ovelhas e bodes. Sempre existirão trigo e ovelhas! Sempre existirão joio e bodes! Se tudo é como o cenário frio e negativo ilustrado por Sam Pascoe e corroborado por David Ryser , então não haverá arrebatamento da Igreja, não haverá as Bodas do Cordeiro. Todos nós deveremos ser reconhecidos como joio e bodes.

Eu não concordo com a ideia de que a Igreja do Senhor se tornou um negócio.

A minha contra-argumentação quanto a isso está concebida muito de conhecer o texto acima. Sempre que encontro críticas deste tipo, logo me lembro do profeta Elias, na passagem de 1º Reis capítulo 19. Ele enfrentou os quatrocentos profetas de Baal, depois se viu perseguido pelo rei Acabe e pela rainha Jezabel. E estando nessa situação deixou-se enganar por seu coração. Começou a pensar que era o único "santinho" do planeta.

Então se sentiu à vontade para queixar-se com Deus em oração:

- Eu tenho sido em extremo zeloso pelo SENHOR Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei; e buscam a minha vida para ma tirarem."

Deus de imediato tomou medidas extremas contra esse sentimento de superioridade de Elias:

  - Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco; e, chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria. Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar.

E disse mais: - E há de ser que o que escapar da espada de Hazael, matá-lo-á Jeú; e o que escapar da espada de Jeú, matá-lo-á Eliseu.

Elias era profeta, e Deus mostrou que mesmo assim ele não recebia todas as revelações:

- Deixei ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou.

Em suma, cuidemos do nosso coração, porque por mais que nos consagremos e se sintamos bem espiritualmente, nossos olhos não veem tudo o que Deus faz ao redor do mundo, o nosso senso de justiça e retidão pode nos enganar.

E.A.G. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Efésios 5.4: definição do termo chocarrice no idioma grego

Chocarrice em grego é “eutrapelia”, termo composto de “eu” e “tropé”. No grego “Eus” é palavra em forma neutra (bom); é advérbio como bem-feito. É usado como prefixo de verbos.
Qual é a definição de chocarrice no idioma original do Novo Testamento.

Chocarrice em grego é “eutrapelia”, termo composto de “eu” e “tropé”.

No grego “Eus” é palavra em forma neutra (bom); é advérbio como bem-feito. É usado como prefixo de verbos.

“Tropé”: tem aparente origem em uma palavra primária que significa girar, a volta completa de um objeto que gira ao redor de um ponto ou de um eixo, o que figuradamente aponta aos que promovem revolta, perturbação moral, quem vai contra sistemas e métodos tradicionais da sociedade.

A chocarrice é um comportamento de pessoas que dão respostas rápidas, faz zombarias bem elaboradas, vive em libertinagem, tem a ver com gente sensual, é quem se entrega aos atos sexuais depravados, quem só pensa em diversões imorais e sente prazer em vadiagens barulhentas.

João Ferreira de Almeida ao traduzir o Novo Testamento para a Língua Portuguesa, encontrou o termo "chocarrice" para “eutralia”, que é a ação exageradamente inconveniente, que ultrapassa a moralidade. Com certeza ele usou este termo sabendo que o adjetivo chocarreiro é termo português com origem no idioma espanhol (chocarrero), que significa “pessoa indecente”.

Curiosamente, o termo chocarrice em inglês tem o sentido mais amplo que conflito, também descreve a situação de colisão, abalroação, trombada, choque.

E.A.G. 

Efésios 5.4 - a definição do termo grego para parvoíce

A definição bíblica de parvoíces no idioma original do Novo Testamento.

No idioma grego, parvoíces é "mõrologia". O termo é um composto, a junção de duas palavras: mõros e "lego".

1. "Mõros", um adjetivo. O sentido é voltado para uma conotação moral. Significa pessoa tola, estúpida, sem disposição ao aprendizado, insossa.

Mõro é derivado de "moria". O termo descreve a característica de alguém que reiteradamente comete ações absurdas e sente prazer em cometê-las, a ponto de vangloriar-se. Caracteriza aquele que suscita conversas imbecis e tem comportamento apalermado.

2. "Lego", um verbo. Figurativamente, quer dizer "apresentar" (ideias e / ou planos);  narrar fatos (situações verdadeiras ou inverídicas com finalidade de perturbar o próximo.

"Morologia" é vocábulo atrelado ao sinônimo "anoêtos", que além de definir a conversa boba, também define o comportamento inconsequentemente bobo. Expressa o discurso vazio que induz o ouvinte à irritação e ao pecado da contenda e atos de violência física.

"Morologia" é associada com "morainô, que é palavra sinônima de "aphron": usada como prefixo negativo: descreve a pessoa descuidada, imprudente, que faz tolices porque descrê de conselhos que recebe. É o portador de egoísmo, aquele alguém que sempre age de maneira prática, buscando fazer o bem a si mesmo, e se faz ao próximo é sempre com o objetivo de tirar algum proveito pessoal. É quem é capaz de se comportar de maneira sensual, aquele ou aquela que não usa o entendimento e faz provocações de implicações sexuais.

O parvo é pessoa aborrecedora, detestável, aquele que expressa muitas tolices em suas conversas, é alguém com falta de entendimento para medir as consequências da suas ações contrárias ao mandamento de amar ao próximo, aquele que coloca de lado a amor ao próximo. É o sujeito age passivamente como ignorante, desinteressado pela ética.

se diverte incomodando o outro com pirraças. Ele é irritante, inconveniente, difícil de se gostar e tolerar. Toda pessoa que convive com gente que, rotineiramente, comete parvoíces, deve vigiar bastante para não cair na tentação do revide grosseiro.

Parvoíce é a conversa tola, quase sempre com conotação moral negativa. Parvoíces são as palhaçadas negativas que denigrem o semelhante, são cometidas por pessoas que não aprenderam a significância do mandamento para amar a Deus e do mandamento para amar o próximo. Suas mentes são fechadas, seus pensamentos são todos para si mesmo, pois são egocêntricos. Elas amam menos - se é que amam alguém...

De tudo isso, podemos notar que o Novo Testamento não usa o termo parvo (tolo) ligado com o intelecto humano, mas com a falta de senso moral e falta de espiritualidade de cada um. No sentido estrito do termo, ser parvo é não viver de acordo com as diretrizes do amor a Deus e ao próximo.

Veja a descrição da sabedoria que vem lá do alto, Tiago 3.13-18:

"Quem entre vocês é sábio e inteligente? Mostre as suas obras em mansidão de sabedoria, mediante a sua boa conduta. Se, pelo contrário, vocês têm em seu coração inveja amargurada e sentimento de rivalidade, não se gloriem disso, nem mintam contra a verdade. 15 Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; pelo contrário, é terrena, animal e demoníaca. Pois, onde há inveja e rivalidade, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. Mas a sabedoria lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, gentil, amigável, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.

O que significa torpeza no idioma grego

E.A.G.