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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

BÍBLIA SAGRADA - QUAL É A SUA TRADUÇÃO PREDILETA?

Qual é a sua tradução bíblica predileta?

Eu recebi esta pergunta recentemente. E ouso dizer que todos àqueles que amam a Palavra de Deus receberiam a Bíblia Sagrada em todas as traduções disponíveis, caso tivessem tempo para manuseá-las.

A tradução que eu mais uso entre os evangélicos é a de João Ferreira de Almeida. Não é por questão de predileção, é porque ela é a mais utilizada por todos os cristãos. Então, para efeito da boa comunicação, penso que ela serve para fazer fluir a mensagem a ser enviada. Se é usada outra, existe a chance de haver "emperramento", porque a questão do vocabulário é estranhada.


Quando a mensagem tem como público-alvo os jovens, também pensando no vocabulário, porque as versões mais recentes trocaram os termos arcaicos pelos de uso diário, uso a Nova Versão Internacional ou Nova Tradução na Línguagem de Hoje.


É importante levar em conta que a Palavra de Deus não são as traduções. A escrita apenas contém a mensagem divina. Portanto, ter mais que uma tradução bíblica nos ajuda a meditar com mais profundidade no conteúdo que o Senhor nos fala pela escrita.


Acredito que o mesmo Espírito Santo que inspirou homens a escrever as Escrituras Sagradas, acompanha e dirige os tradutores a vertê-la e mantê-la presente e fluente nos idiomas dps povos da nossa contemporâneidade. E sendo assim, me essforço para ter comigo todas as versões que existe e conheço. 

E.A.G.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A história da impressão da Bíblia evangélica no Brasil

A primeira tradução da Bíblia em português, foi feita por um evangélico: o pastor João Ferreira de Almeida, que construiu sua obra magistral a partir das línguas originais das Escrituras. Fato interessante é que o trabalho foi realizado fora de Portugal, sendo o tradutor nascido português, em 1628, numa localidade perto de Lisboa. A cidade onde efetuou a tradução chamava-se Batávia - atual Jacarta -, capital da república da Indonésia, na Ilha de Java, no Oceano Índico.

A primeira Bíblia completa na língua portuguesa foi impressa em 1753.

Almeida foi ministro do Evangelho da Igreja Reformada Holandesa, a mesma que evangelizou no Brasil, com sede em Recife durante a ocupação holandesa, no século 17 . Faleceu em Java em 1691.

A Igreja Católica através do tribunal da inquisição, não tendo podido queimá-lo vivo queimou-o em estátua em Goa, antiga possessão portuguesa na Índia. Essa Igreja nem mesmo agora, no chamado Ecumenismo, se desculpou de tais coisas.

1. A Versão de Almeida

O Novo Testamento.

Almeida traduziu primeiro o Novo Testamento (NT), que foi publicado em 1681 em Amsterdam, Holanda. Na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, há um exemplar da  terceira edição de O Novo Testamento de Almeida, feita em 1712.

O Antigo Testamento.

Almeida traduziu o Antigo Testamento (AT) até o livro de Ezequiel. A essa altura Deus o chamou para o lar celestial, em 1691. Ministros do Evangelho, amigos seus terminaram a tradução, a qual foi publicada completa em 1753.

A sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, de Londres, começou a publicar a tradução de Almeida em 1809, apenas o NT. A publicação da Bíblia completa, num só volume, aconteceu a partir de 1819. O texto em apreço foi revisado em 1894 e 1925. A Bíblia de Almeida foi publicada a primeira vez no Brasil em 1944 pela Imprensa Bíblica Brasileira, organização batista. A Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira tem sido maravilhosamente usada por Deus na disseminação da Bíblia em português, em trabalho pioneiro e continuado.

1. As versões ARC (Almeida Revisada e Corrigida) e ARA (Almeida Revista e Atualizada.

A Imprensa Bíblica Brasileira publicou em 1951 a edição revista e corrigida, abreviadamente conhecida por ARC.

Uma comissão de especialistas brasileiros trabalhando de 1945 a 1955, preparou a edição Revista e Atualizada de Almeida, conhecida abreviadamente por ARA. É uma obra magnífica, com melhor linguagem e melhor tradução. O NT foi publicado em 1951. O AT, em 1958. A publicação é da Sociedade Bíblica do Brasil. Foi usado o texto grego de Nestle para o NT e o hebraico.

A Comissão Revisora Permanente da ARA.

Revisão é uma atualização do texto em vernáculo, para que se o entenda melhor. Razão: uma língua viva evolui como todas as coisas vivas. Há uma comissão viva permanente de revisão da ARA, mantida pela Sociedade Bíblica Brasileira, acompanhando os progressos da crítica textual.

2. Antônio Pereira de Figueiredo.

Padre católico, romano. Grande latinista. Editou o NT em 1778 e o AT em 1790. Tradução feita em Portugal.

3. A " Tradução Brasileira"

Feita por uma comissão de teólogos brasileiros e estrangeiros. O NT foi publicado em 1910 e o AT em 1917. É tradução mui fiel ao original. Esgotada.

4. Huberto Rhoden.

Padre brasileiro, de Santa Catarina. A obra foi publicada em 1935. Esse padre deixou a igreja Romana. A versão feita por ele é muito usada na crítica textual. Encontra-se esgotada.

5. Matos Soares.

Padre brasileiro. Traduziu da Vulgata. Foi publicada no Brasil em 1946. Já o era em Portugal desde 1933. É a Bíblia popular dos católicos romanos de fala portuguesa. Um grave inconveniente são os itálicos que às vezes são mais extensos do que o texto em si, e conduzem a preconceitos e tendências.

6. A versão da Imprensa Bíblica Brasileira.

A Imprensa Bíblica Brasileira (IBB) lançou em 1968, após  longos anos de cuidadoso trabalho, uma nova versão em português, conhecida como VIBB, baseada na tradução de Almeida. Ela foi publicada  apenas em formato grande, o formato de púlpito. Em 1972 foi lançado o formato popular, comum, Nessa versão foram utilizados os melhores textos em hebraico e grego. Ótima versão.

7. Outras Versões.

A Igreja Católica Romana tem publicado mais edições dos Evangelhos e  do Novo Testamento. Os itálicos, notas e apêndices, conduzem às doutrinas do catolicismo. Os Testemunhas de Jeová publicam uma versão falsificada de toda a Bíblia - "a Tradução Novo Mundo". O texto é mutilado e cheio de interpolação. Foi preparado para apoiar as afirmações antibíblicas da seita.

8. A importância da Bíblia em português.

A língua portuguesa é falada em todos os continentes, fato que revela a importância da Bíblia estar traduzida em português.

Autoria indefinida.

Fonte: SOS Espiritual

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O obreiro e os seminários teológico

Conversei com um jovem obreiro nesta tarde. A síntese fica registrada neste blog, pois desejo compartilhar com todos os leitores deste espaço.

"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" - 2ª Timóteo 2.15.

Estude teologia. Não por você, mas por amor aos que te ouvirão. O Espírito Santo inspira o pregador a falar, mas usa o conhecimento que este pregador possui para que a mensagem seja transmitida com maior intensidade e amplidão.
 
Exemplos tirados de dentro das páginas do Novo Testamento

Os doze discípulos de Jesus Cristo eram indoltos, não tinham doutorado. O apóstolo Paulo era instruído, era doutor.

Dos doze discípulos, que se transformados em apóstolos, apenas Mateus, Pedro e João escreveram porções bíblicas. São: Evangelho de Mateus, Evangelho de João, 1ª e 2ª cartas de Pedro; 1ª, 2ª e 3ª cartas de João e o Apocalípse. Faça as contas: seis obras literárias.

Sobre o conteúdo que Paulo escreveu: cartas Aos Romanos, 1ª e 2ª Aos Corintios, Aos Gálatas, Aos Efésios, Aos Filipenses, 1ª e 2ª Aos Tessolonicenses, 1ª e 2ª Timóteo, Tito e Filemon. Total: 12 obras literárias! Além disso, o Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos são obras que podem ser consideradas frutos do ministério dele, pois Lucas era seu discípulo.

É um erro o líder evangélico pautar seu ministério apenas em experiências pessoais, mesmo que sejam milagres, curas, conversões espetaculares. Todo cristão precisa se pautar nas Escrituras Sagradas, ela é a nossa regra de fé e conduta. Portanto, quem é obreiro precisa estudar a Palavra de Deus para que ela seja o suporte de seu trabalho.

Conhecimento para servir ao próximo

Sem Cristo nada somos. Vangloriar-se da cultura adquirida em seminários teológicos e esquecer da essência e motivos de exercer o cristianismo é ato equivocado. Todo conhecimento e a glória recebida eu devo rendê-la ao Senhor.

O obreiro deve ter esclarecido em sua mente o seguinte: Eu sei o que sei sobre a Bíblia porque me esforço para ter o conheciemnto dela. E não faço este esforço para ostentar ser mais importante do que sou, não preciso massagear meu ego, quero ser últil nas mãos de Deus, entendo que é preciso me apresentar ao Senhor como um obreiro que maneja bem a Palavra.
 
O conhecimento teológico é uma ferramenta, deve ser encarada como um aparato de ministério ao Senhor, pois é para Ele que vivemos. O objetivo de todo teólogo deve ser difundir a Palavra do Senhor. 

Infelizmente, são muitos que perderam o foco, e arrotam soberba, pensam que a opinião e interpretação deles sobre as Escrituras Sagradas são mais importantes do que o conteúdo das Escrituras Sagradas.

Processos de aprendizagem e ensinos da Bíblia

Quanto a Palavra de Deus na forma escrita, o Senhor manda seus servos decorá-la, pôr no coração e na alma, escrevê-la nas mãos para lê-la em todo momento, pregá-la aos filhos, escrevê-las nas portas e paredes da residência. E quem segue este mandamento tem a promessa de viver nesta vida a felicidade do céu.

Confira Deuteronômio 11. 18-21: "Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos. E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; e escreve-as nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas; Para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o SENHOR jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a terra".

E.A.G.