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Arquivo | 14 anos de postagens

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

AS PREOCUPAÇÕES DESSA VIDA

Por Norbert Lieth

Sem dúvida, vivemos em uma época muito especial, em que podemos contar com a volta de Jesus a qualquer momento. Os sinais dos tempos falam uma linguagem muito clara e sempre mais insistente. Parece que nos aproximamos da Grande Tribulação a largos passos. Em Israel busca-se a paz, a Terra Prometida está sendo repartida e a globalização avança com velocidade vertiginosa. Na Europa o clamor por um novo Império Romano torna-se cada vez mais forte. O novo presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, recentemente expressou sua visão de um novo Império Romano ao afirmar: "Pela primeira vez desde a queda do Império Romano temos a chance de unir a Europa – desta vez não pela força das armas, mas na base de ideais comuns e de regras negociadas". Na Alemanha, a igreja luterana e a igreja católica chegaram a uma unidade e a uma aproximação jamais vistas. Mas, conforme alguns teólogos evangelicais, a declaração oficial conjunta sobre a doutrina da justificação seria somente um ideal ecumênico, nada tendo em comum com seu sentido original, sendo interpretada apenas no sentido católico-romano.

Uma notícia ruim segue à outra. Os intervalos entre elas são cada vez menores e sua intensidade aumenta. Alguém disse recentemente: "A situação está tão séria que não podemos mais apenas comentá-la – devemos elevar nossa voz". Entretanto, como nós cristãos ainda nos encontramos sobre a terra e somos confrontados com sofrimentos e dificuldades, corremos o risco de ficar com medo e de preocupar-nos com o atual estado de coisas. Muitos olham para o futuro com apreensão. O perigo para os crentes nestes tempos finais, conforme as palavras do Senhor Jesus, não está no risco de sucumbir no meio de tantos problemas, mas em se preocupar com tudo o que está acontecendo. E é justamente em relação às preocupações que Ele nos alerta, quando nos diz em Lucas 21.34: "Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço".

Paul Schütz escreveu:

As preocupações da vida são o maior tirano que existe, e ele lidera um exército de algozes e verdugos que nos comandam e escravizam. A seu serviço encontramos a desconfiança, o medo, a consciência pesada, o desalento, a murmuração, a crítica, a irritação, a amargura, a teimosia, a tristeza, a depressão, o desespero e a frieza para com Deus. "Não vos preocupeis!", é o brado contra essas inclinações diabólicas.

A respeito, vale lembrar algumas estrofes de um antigo hino:

Entrega os teus enfados,
do coração a dor,
aos paternais cuidados
do Altíssimo Senhor.
Quem nuvens, sol e vento
e o mundo faz andar,
teus passos a contento
ao bem há de guiar.

Os teus, hás de salvá-los,
ó Pai e Protetor!
Do mal hás de afastá-los
e dar-lhes Teu favor
O que lhes concederes,
será para o seu bem;
e tudo que lhes deres
o Teu amor contém.

Realmente, devemos lembrar que o Senhor é Soberano e cuida de cada detalhe da nossa vida. Jesus disse em Lucas 12.6-7: "Não se vendem cinco pardais por dois asses? Entretanto, nenhum deles está em esquecimento diante de Deus. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais."

Fonte: Encontre Paz

Norbert Lieth é Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética. Por alguns anos trabalhou como missionário na Bolívia e depois iniciou a divulgação da literatura da editora Chamada da Meia-Noite na Venezuela, onde permaneceu até 1985. Nesse ano, voltou à Suíça e é o principal preletor de conferências desta editira na Europa. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A DIFERENÇA ENTRE SER BATIZADO E SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO


A pomba e o fogo simbolizam o batismo do Espírito Santo na vida do cristão


Recebi uma pergunta neste blog (ler o texto original aqui) sobre a questão do batismo com o Espírito Santo e o comportamento destes batizados. Então, resolvi publicar a interrogação e a minha resposta em formato de post.

Leonor:

“Sou cristã evangélica há algum tempo, sempre me perguntei se os irmãos que pulam e falam línguas estranhas não estão apenas a se mostrar. Não faço a pergunta porque sou incrédula, é porque vejo que depois do culto essas pessoas se comportam como um cristão jamais deveria se comportar. Falam em línguas, pulam, batem palmas efusivamente e depois desprezam os irmãos, ofendem e se mostram desconfiados”.

Resposta:

Sou um pentecostal. Eu falo em línguas estranhas. No entanto, não ajo como muitos que extrapolam em seus emocionalismos dentro das reuniões de culto a Deus. Sei que existem regras bíblicas. Elas estão registradas no capítulo 14 da primeira carta do apóstolo Paulo aos crentes corintios.

No entanto, não considero que as pessoas que falam em línguas durante as reuniões sejam hereges. Elas precisam aprender sobre a importância de haver ordem e decência durante as reuniões de adoração. A responsabilidade dessa conscientização é dos líderes, não é dos liderados. Faz parte do dever dos pastores ensinar tudo sobre as Escrituras a todos os convertidos durante a fase do discipulado. Mas, isto é um processo longo e complicado, o resultado positivo tanto depende do interesse de quem ensina quanto de quem precisa aprender.

Percebi que você está confundindo batismo com o Espírito Santo e o ser cheio do Espírito Santo. São dois estados diferentes na vida dos cristãos. O crente pode estar batizado, porém, não estar cheio... Sendo vazio, o cristão faz muitas coisas erradas enquanto não aprende o que é certo.

O crente batizado tem o dom de línguas e alguns outros capitulados em 1ª Coríntios 12.4-11. Se não estão cheios, podem agir de maneira inconsequente, mesmo sendo pessoas batizadas no Espírito porque continuam sendo crianças na fé, imaturas. Vemos isso claramente na igreja de Corinto.

O batismo com o Espírito acontece na vida do crente para o bem coletivo da Igreja e não apenas o bem pessoal do seu portador. Siga meu raciocínio: uma pessoa batizada torna-se um canal para receber os dons. Um crente que recebeu o dom de curas é um canal das bênçãos de Deus, que o usa para curar a irmandade. Quando o crente usa esse dom, é Deus o utilizando na libertação de enfermidades, a bênção não tem como destino o portador do dom, que inclusive, poderá ser um crente que está vivendo uma vida cristã irregular. Entendeu?

Quanto ao crente cheio do Espírito, ele pratica as nove características do fruto do Espírito, descrito em Gálatas 5.22-23. Elas são maduras espiritualmente.

O ideal é que tenhamos as duas experiencias em nossas vidas, precisamos estar cheios e ao mesmo tempo batizados com o Espírito. Assim não escandalizamos ninguém e podemos ser usados para abençoar muitas pessoas.

E.A.G.

Veja mais neste blog referente ao assunto:Enchei-vos do Espírito
Evidências de quem é cheio do Espírito Santo

O fogo do Pentecoste - dos tempos de Atos dos Apóstolos aos dias de hoje

A APOLOGIA CRISTÃ E A (FALTA DE ) EXCELÊNCIA NA PRÁTICA DELA

“O ímpio se enlaça na transgressão dos lábios, mas o justo sairá da angústia” – Provérbios 12.13.
Desde os tempos antigos, sabe-se que para se marcar o tempo e a História da Humanidade tem-se que fazer tudo com excelência. O dia-a-dia nos dá oportunidades de despertar essa característica, no entanto, precisamos abraçar as tarefas com toda a seriedade.
A atmosfera da Cultura Apologética nas denominações evangélicas brasileiras, que eu tive a oportunidade de conhecer, tem me deixado muito angustiado, muito mesmo! O que me causa angústia é ver e ouvir pessoas que, se dizendo da parte de Deus, colocam palavras na boca de outras, coisas que elas nunca disseram.
Há uns dois atrás, falava-se da “unção do leão”. Os críticos evangélicos impingiam, nominalmente, uns para outros, acusações de que eles apregoavam a tal unção, sendo que os criticados não faziam isso. Mais recentemente, eis o verbo “vender”. É dito que fulano e cicrano “vende bênçãos”.
Vendem mesmo?
A difícil constatação, que sim, é angustiante. O eufemismo é pouco numa afirmação assim.
"Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” - Eclesiastes 9.10.
"E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens" - Colossenses 3.23.
"Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito" – Pitágoras.
E.A.G.
O presente artigo foi criado como uma postagem no espaço de comentários do blog do Pr. Altair Germano, artigo "Chamados para a angústia", após retirá-lo para retificar ortografia e outro equívoco, destinei-o com exclusividade para cá.