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Arquivo | 14 anos de postagens

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O que significa ser manso e humilde de coração?



Dias atrás, escrevi sobre a humildade de Jesus Cristo, o seu nascimento em uma estribaria que deveria estar cheia de animais, local fétido. Alguém então fez um comparativo entre riqueza e pobreza, referindo à virtude da humildade relacionando-a à pobreza. É um equívoco pensar assim, porque nem todo pobre é humilde e nem todo rico é orgulho.

O local em que Jesus nasceu não tinha a ver com questão financeira. José procurou estalagem, local adequado para pernoitar com Maria, portanto o problema que ele enfrentou não era falta de dinheiro,  não havia vaga em Belém para alugar (Lucas 2.7).

Uma outra pessoa na conversa, disse: Cristo era humilde,  mesmo que usufruísse de todo conforto de uma condição multimilionária, ainda que tivesse nascido em um suntuoso palácio, cercado de toda a pompa real, continuaria sendo humilde e simples. Comparando o céu, o lugar onde Cristo estava, qualquer posição na pirâmide socioeconomica aqui no mundo é um lixo.
"Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas." - Mateus 11.29. O texto bíblico diz "manso e humilde de coração". Por quê? Porque a humildade cristã que Jesus quer de cada um de nós é na alma, não se refere a  questão de falta ou posse de bens materiais.

Em outra passagem bíblica (João 16.33), Jesus Cristo comentou que no mundo teríamos aflições. E desde o parto percebemos que enfrentou problemas. Imagine a aflição de Maria aos nove meses de gravidez, longe de casa e sem um quarto com uma cama para conceber o bebê. Com isso entendemos que ter dinheiro ou não ter, estamos sujeitos a passar por contrariedades absurdas. E nestes momentos caóticos devemos nos manter mansos e humildes de coração.

Por outro lado, precisamos entender que a permissão de Deus para que Jesus nascesse próximo aos bichos não é necessariamente um problema, porque se tratava do nascimento do Criador de todas as coisas, o evento era o encontro físico do Criador com as criaturas que criou, tanto a flora quanto a fauna. (Salmo 148.5; João 1.1-3). Excetuando os seres humanos Maria e José, quem viu Jesus primeiro foram os animais no estábulo. Tal situação é um recado divino aos homens: prestigiem a natureza irracional!

E.A.G.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Charge: datilografia?


Na primeira parte do século 20, a datilografia era uma função exercida principalmente por mulheres, cuja profissão era de secretária. Os computadores chegaram e extinguiram a atividade. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Jesus, o modelo ideal de humildade

Os aspectos da humanidade e divindade de Cristo é a nossa lição exemplar sobre humildade. Sem dúvida, Jesus é o nosso modelo ideal de submissão, humildade e serviço (Filipenses 2.5-8).

A abordagem de textos bíblicos sobre as duas naturezas de Jesus

Jesus Cristo é o Verbo Divino, o Emanuel, Deus Conosco, verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Ele é a plena revelação do Altíssimo, a encarnação do Deus Pai (João 1.1; 14.9-11; 20.28; Tito 2.13; Hebreus 1.8; Apocalipse 21.7).

Na Bíblia Sagrada, existem dois títulos que remetem ao que Ele é. Como ser humano, Cristo recebeu o título de Filho do Homem, e em referência à sua divindade Ele é chamado de Filho de Deus (Marcos 13.24; João 20.31).

Jesus Cristo revelou-se de maneira muito frágil, como um bebê, e humana, Jesus de Nazaré. A presença dEle na terra é a suprema mensagem divina à Humanidade. Ao fazer-se ser humano, Cristo esvaziou-se de sua glória celestial e não de sua divindade. Em sua humildade, ao vir ao mundo não quis ser detentor de autoridade política ou da religião judaica. Poderia ter experimentado opulência, ter nascido em palácio, ser posto em berço de ouro, porém, nasceu como o filho de Maria dentro de um estrebaria rodeado de animais e foi acomodado em uma manjedoura; cresceu adotado por José, o trabalhador braçal que sustentava a família como marceneiro;  viveu como cidadão israelita, como mais um entre tantos judeus em Israel.

Ao esvaziar-se de sua divindade, nascer de uma mulher virgem gerado pelo Espírito Santo, deixar de ser divinamente semelhante a Deus para ser semelhante ao homem fisicamente, se fazer homem para se apresentar perto dos homens, viver em carne sem jamais pecar, fazer-se maldição por todos os seres humanos, Jesus levou sobre seu corpo todos os pecados dos homens para que todos recebessem a possibilidade de escapar da perdição eterna (Gálatas 3.13; 4.4). Ao viver impecável da manjedoura ao túmulo e entregar-se em sacrifício no Calvário, venceu o pecado e a morte, e Deus o tirou da sua humanização ressuscitando-o no sepulcro, tornou-o príncipe e Salvador, e o exaltou soberanamente como o Todo-poderoso, dando-lhe um nome sobre todo nome, com autoridade para que todo aquele que invocar seu nome seja salvo (Atos 5.31; Filipenses 2.9; Romanos 10.13; Efésios 1.20-22).

No primeiro século da Era Cristã, o imperador de Roma reivindicava para si o título de senhor e deus. Os apóstolos ao anunciar a Cristo o apresentaram como Senhor, confrontando a presunção e vaidade do império romano. Os cristãos da Igreja Primitiva reconheciam e identificavam Jesus Cristo como a única autoridade para salvar e comandar o reino de Deus. As páginas neotestamentárias referem-se a Jesus 650 vezes como Senhor.

É preciso tomar a decisão de negar-se. Negar a si mesmo representa o ato voluntário de dobrar os joelhos e declarar a Jesus Cristo como Senhor de nossas vidas. A confissão de Cristo como Senhor é ponto importante da igreja. Não basta confessar com os lábios, é preciso expressar com atitudes diárias condizentes com o Evangelho (Atos 10.36; Romanos 10.9; 1 Coríntios 8.6; Marcos 7.6).

A obediência de Cristo

"E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão" - Hebreus 2.14-15.

A obediência abnegada de Cristo era exclusiva à vontade de Deus. Após orar dizendo "não seja feita a minha vontade mas a tua" (Lucas 22.42), se deixou levar ao Calvário, no Getsêmane, lá experimentou a extrema angústia, a extrema dor e a morte de cruz. A cruz era símbolo da maldição (Deuteronômio 21.22,23). Assim sendo, aceitou a crucificação para tornar-se a maldição e pudesse resgastar a todos do pecado que gera a morte (Gálatas 3.13; Tiago 1.15).

O que é humildade? 

Sobre o ensino cristão, Jesus Cristo foi claríssimo:

"Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração" - Mateus 11.29.

"E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus" - Lucas 18.18-19.

Parece paradoxo, mas não é: o equívoco maior e mais comum no meio cristão é confundir subserviência com humildade. Ser humilde é considerar-se um ser criado por Deus, nem superior e nem inferior ao próximo no que tange a aplicar o cristianismo ao modo de viver.  É necessário servir ao outro, entretanto, sem considerar-se menos importante aos olhos do Criador. Sobre isso há o mandamento de amor: ame o próximo como a si mesmo (Mateus 22.39).

"E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" - Atos 17.10-11.

Os crentes de Beréia foram mais nobres que os crentes de Tessalônica porque exerceram a humildade perante o Senhor, amando-o em primeiro lugar, conferindo se o ensino de Paulo conferia com a mensagem divina que portavam em manuscritos.

A humilhação do crente em Cristo deve ocorrer apenas diante de Deus, tal qual fez Jesus ao obedecê-lo em seu projeto de salvação, curvar-se perante homens é praticar idolatria:

"Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará" - Tiago 4.10

"Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte" - 1 Pedro 5.6.

Conclusão

Paulo apela aos cristãos filipenses para que tenham a mesma postura de Jesus. O esvaziamento de Cristo implica no esvaziamento do cristão do sentimento de individualismo, vontade de fazer o mal, egoísmo, opressão, orgulho. Impele à atitude de fazer o bem e amar o inimigo. Constrange a ter o mesmo modo de agir e pensar, a praticar a humildade, sentimento que implica em obediência ao Pai Eterno.

Deus não quer do cristão o sacrifício físico, espera de cada um de nós que sacrifiquemos as paixões carnais, rejeitemos a vontade própria e abracemos a vontade divina (Colossenses 3.1-3; Gálatas 5.16-23).

Quem exerce a verdadeira humildade de Cristo aniquila a própria vontade e faz a vontade do Pai Eterno: ama o próximo fraternalmente, considera o outro superior a si mesmo e ao mesmo tempo considera apenas Jesus como seu único Senhor, ama seu semelhante sinceramente, ama todas as pessoas como Jesus amou (Romanos 12.9-15; Lucas 6.27-36; João 13.3-7; Filipenses 2.3).

Quem vive assim é servo de Deus.

E.A.G.

Consultas:
Ensinador Cristão, ano 14, nº 55, página 38, Rio de Janeiro (CPAD)
Lições Bíblicas - Filipenses: A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja - Mestre; Elienai Cabral; 3º trimestre de 2013 (CPAD)
Filipenses - A Humildade de Cristo como exemplo para a Igreja, Elienai Cabral, páginas 60-70; 1ª edição 2013, Rio de Janeiro (CPAD).