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Arquivo | 14 anos de postagens

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O presbítero, bispo ou ancião

Por Eliseu Antonio Gomes

Presbítero: o vocábulo era usado primeiramente para indicar um membro do Sinédrio israelita. Em sentido figurado, membro do conselho celestial. A palavra presbítero (em grego "presbyteros") tem o significado de "mais velho". Corresponde a "episkopos", (supervisor, bispo); "didaskolos" (professor); "poimen", (pastor). Logo, a função é pastoral.

O substantivo "presbitério" vem do grego "presbyterion", que significa um conselho formado por anciãos da igreja cristã. O termo designa o conjunto de presbíteros, que administram uma igreja local. Por conseguinte, a igreja local é o Corpo Invisível de Cristo num tempo e espaço, constituída por seres humanos diferentes uns dos outros.

Biblicamente, presbítero é um título de dignidade, cuja função não é inferior em importância à atividade do evangelista e do pastor.

Os termos presbítero, bispo ou ancião, são equivalentes, na organização eclesiástica neotestamentária, não estão entre os dons de Deus em Efésios 4.11. É um encargo no sentido a que Paulo se refere como "diversidades de ministérios" (1 Corintios 12.5). Nos deixa conscientes que os cargos ministeriais não são sinônimos de grandeza espiritual (1 Pedro 5.5).

No princípio da Igreja, os apóstolos não podiam ficar radicados em um só cidade, então, providenciaram que houvesse em cada núcleo cristão, que haviam formado, liderança regional composta por crentes experientes. de mais idade, que demonstravam condição para apascentar os crentes novos convertidos. O presbitério era incumbido de cuidar da igreja local, atendendo a necessidade de auxiliar os pastores-titulares, designados por Deus para apascentar e cuidar da Igreja do Senhor (Jó 32.7).

Os presbíteros são necessários para o bom crescimento da igreja. Os cuidados pastorais com as ovelhas requer muita graça e capacidade, concedidas por Deus. O apóstolo Pedro exorta aos presbíteros quanto ao dever primordial de sua missão: "Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós..." - 1 Pedro 5.2a.

No Novo Testamento, sempre que há menção ao presbítero a referência é feita no plural ("bispos"; "presbíteros"; "anciãos"), dá a entender que tal ministério não agia isoladamente, mas como um grupo de ministros ou líderes (Atos 11.30; 15.2, 4, 6; 20.17; Tiago 5.14; 1 Pedro 5.1). A igreja local jamais pode ser administrada por um único líder. Apesar da importância do pastor-titular, este deve contar com um grupo de obreiros aptos a ensinar e a administrar a igreja local: o presbitério.

Os presbíteros, ou bispos, era o pastor local fazendo parte de um grupo de obreiros, responsáveis pelo cuidado das novas igrejas em decorrência do esforço evangelístico, pessoas em condições de liderar o rebanho do Senhor Jesus (Tito 1.5-7). Eles formavam um corpo de obreiros com a finalidade de contribuir para a edificação da igreja local, ao lado do pastor-líder do rebanho.

Nas igrejas do primeiro século, o termo presbítero era empregado somente aos encarregados da administração e governo das comunidades cristãs individuais. Ao passar do tempo, a atividade do presbítero se manteve, mas também se caracterizou aliada ao ministério do ensino da Palavra.

Aprouve ao Senhor levantar obreiros para zelar da igreja local, homens honrados, de boa índole e idôneos (Tito 1.5-7; 1 Pedro 5.1-4). Assim como os pastores, o presbítero deve ter a consciência que não é dono do rebanho, apenas cuida de ovelhas que pertencem ao Senhor Jesus. Têm o dever de alimentar o cristão com a sã doutrina, que é o alimento puro, saudável e nutritivo para a sua vida espiritual, moral, familiar, como cidadão do céu e da terra.

O compromisso de todo homem de Deus chamado para ser presbítero é ensinar e governar com equidade e serenidade. Os líderes cristão não têm o direito de usar autoritarismo para dirigir a igreja, deve cuidar dela dando vez ao serviço voluntário, que acontece através do poder do Espírito de Deus (Zacarias 4.6).

E.A.G.

Compilações: 
Dons Espirituais e Ministeriais, Elinaldo Renovato, páginas 128-138, edição 2014, Rio de Janeiro (CPAD).
Lições Bíblicas-professor, Elinaldo Renovato, 2º trimestre de 2014, páginas 78, Rio de Janeiro (CPAD). 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Pai

Sobre a tão importante figura paternal, no Michaellis, dicionário em versão online, entre outras definições, lemos as seguintes:

• Homem que gerou um ou mais filhos;
• Genitor;
• Homem colocado no primeiro grau da linha ascendente de parentesco;
• Benfeitor;
• Protetor;
• Criador;
• Pai adotivo: aquele que, sem prole legitimada, adotou filho de outrem, que a ele se vincula por obrigação civil.

Na Bíblia Sagrada, Deus é apresentado como Pai, e apenas as pessoas que reconhecem a Jesus Cristo como Filho de Deus será salvo.

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus" -  João 3.16-18

"Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus" - 1 João 4.15. 

"Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?" - 1 João 5.5. 

A Bíblia, também, declara bênçãos ao ambiente familiar: felicidade, prosperidade e longevidade aos filhos que honrarem o pai que Deus lhes deu. Tratar com honra, é conviver-se bem, relacionar-se com modo digno, ser respeitoso tanto na presença quanto na ausência; manter o respeito em todo o tempo, prestar homenagem.

"Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá" - Êxodo 20.12.

"Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que te dá o Senhor teu Deus" - Deuteronômio 5.16.

"Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra" - Efésios 6.2, 3.

E.A.G.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Ele vem pra te salvar - Adhemar de Campos e Rachel Novaes

É necessário acreditar, creia.




Diga para os temerosos, não há nada a temer
Poderoso é o teu Senhor quando clama Seu nome Ele então virá
Ele vem pra te salvar, Ele vem para te salvar
Diga ao cansado, o teu Senhor virá
Ele vem para te salvar
Ele vem pra te salvar, Ele vem para te salvar
Contempla ao Senhor e te levantarás
Ele vem para te salvar
Diga para os abatidos, não percam a fé
Poderoso é o teu Senhor quando clama Seu nome
Ele então virá
Ele vem pra te salvar, Ele vem para te salvar
Diga ao cansado, o teu Senhor virá
Ele vem para te salvar
Ele vem pra te salvar, Ele vem para te salvar
Contempla ao Senhor e te levantarás
Ele vem para te salvar
Ele é o teu escudo em meio as lutas
Um refúgio na tempestade
Uma torre na tristeza
Fortaleza em meio a batalha.

___________

"Deus te trará são e salvo de volta das batalhas em que lutas contra os teus muitos inimigos” -  Salmos 55.18.

Fonte: Missão Berbeba

terça-feira, 3 de junho de 2014

Copa das copas 2014 Brasil


A Seleção Brasileira, numa partida amistosa em Goiânia, goleou hoje o Panamá em 4 a 0, no estádio Serra Dourada quase lotado.

Na próxima sexta-feira, dia 6 às 16 horas, em outro jogo amistoso, o Brasil enfrentará a Sérvia no Estádio do Morumbi, cidade de São Paulo.

Para Fábio Pannunzio e Renata Fan, da Band, numa entrevista exclusiva, Dilma Roussef declarou que não admitirá badernas durante a Copa do Mundo, que começará no próximo dia 12. É claro que ela não comentou que o fator gerador de protestos da população é a insatisfação com sua atuação como presidente.

E.A.G.

O ministério de mestre ou doutor

Por Eliseu Antonio Gomes

Encontramos no Novo Testamento a palavra mestre em referência a João Batista (Lucas 3.12); a Jesus (Mateus 8.19; 12.38; 17.24; Marcos 5.35; 14.14; João 11.28); ao apóstolo Paulo (1 Timóteo 2.7); e a outros cristãos do primeiro século (1 Corintios 12.28-29).

Nas Escrituras, a palavra mestre geralmente é uma indicação para uma pessoa que é superior a outras, em autoridade, conhecimento, poder ou em algum outro aspecto. O termo hebraico mais frequente para mestre é "'adon", que significa soberano ou senhor. No idioma grego encontramos "didaskalos"/instrutor (Mateus 10.24); "epistates"/professor ou superior (João 4.31); "rhabbi"/meu mestre ou meu professor e "kathegetes"/líder (Mateus 23.8-10).

Existe também a definição negativa: "despotes"/tirano, aquele que abusa de autoridade (1 Pedro 2.18),

O exemplo e a determinação de Jesus

Jesus era o mestre por excelência, o mestre da Galileia, reconhecido  tanto como o Mestre Divino quanto como o Mestre da humildade. Para ensinar acerca da humildade, "levantou-se da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois, pôs água em uma bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido" (Mateus 4.23-25; João 13. 4, 5).

O ensino de Jesus não era mero discurso, mas "espírito e vida". E assim, resta-nos fazer o mesmo, pois entre suas orientações ensinou que é importante aos adoradores de Deus que o adorem em espírito e em verdade (João 4.24).

As últimas palavras de Jesus aos discípulos antes de ascender ao céu apontam que é essencial o ministério de mestre (Mateus 28.19, 20; Marcos 16.15, 16; Lucas 24.46-48; João 20.21-23). Ele ordenou aos seus discípulos que "ensinassem todas as nações (...) a guardar todas as coisas" que Ele tinha ordenado.

O discípulo autêntico

O alvo supremo de toda instrução ministrada na igreja não é o conhecimento bíblico em si mesmo, mas uma transformação moral interior da pessoa, que se expressa no amor, na singeleza de coração, numa consciência pura e numa fé sem hipocrisia. A evidência da aprendizagem cristã não é apenas aquilo que a pessoa sabe, mas como ela vive, se há a manifestação da prática da caridade, da pureza e da piedade sincera.

A importância do aprendizado

Paulo apresentou a lista de dons ministeriais, e entre eles há o ministério do ensino (Romanos 12.6-8; 1 Corintios 12.28-29; Efésios 4.11-13).

Os vocacionados para o ministério de ensino são essenciais ao propósito de Deus, são chamados para edificar a Igreja de Cristo. A igreja que rejeita ou descuida do ensino dos mestres e teólogos consagrados e fiéis à revelação bíblica não se preocupará com a autenticidade e qualidade da mensagem bíblica e nem pela interpretação correta da doutrina de Cristo.

Sempre será necessário a igreja investir na figura do mestre cristão. Quando o cristão é ensinado a estudar a Bíblia para compreender o mundo e a cultura bíblica, relacioná-la com o mundo do século 21 e aplicá-la à vida das pessoas de maneira competente, o risco de sofrer o engano é reduzido.

Aprendendo de Jesus

O mestre cristão pode produzir condições ideais para uma decisão sincera de fé através do exemplo de técnicas de ensinamentos do Mestre dos mestres. O princípio do ensino de Cristo se pautava na busca das pessoas pelo amor, interesse de ser compreendido, preocupações do cotidiano (Marcos 13.11; Lucas 12.6, 7; 12.24).

Na sociedade de Israel, Jesus, profundo conhecedor das Escrituras Sagradas, ensinava citando o Antigo Testamento. Frequentemente, mencionava as profecias, salmos e provérbios, conteúdos que constituía o fundamento da cultura dos judeus.  Nos dias de hoje se o ouvinte não tiver algum conhecimento bíblico terá dificuldade em entender as passagens veterotestamentárias. Assim sendo, além de observar o nível dos esquemas e das estruturas nas técnicas de ensinamentos de Jesus, é importante analisar o que estava por trás de suas ações e palavras.

Jesus era bem informado sobre as circunstâncias sociais, políticas e espirituais de sua época. Empregando bem as palavras, ensinou sobre a política, as prevenções contra o materialismo e confrontou os discípulos a respeito do verdadeiro sentido da vida humana. Ele não ensinava uma doutrina abstrata, teórica e distante do cotidiano das pessoas com quem se comunicava, era específico e interpelava os ouvintes de forma extremamente direta com instruções claras.

Não podemos forçar ninguém a ouvir e querer aprender e crer, não temos condições de convencer ninguém e de modo logicamente inatacável a necessidade de seguir a doutrina de Cristo. Porém, assim como Jesus, o mestre cristão do século 21 pode ensinar com amor em benefício do outro, adotar em suas correlações sociais o ensino bíblico eficaz, sem visar interesses próprios, atingindo urgências existenciais do dias contemporâneos.

A matéria de ensino é a Palavra de Deus, poderosa em si mesma, totalmente capaz de produzir resultados benéficos em quem queira recebê-la (Jeremias 23.29; Hebreus 4.12-13).

Doutores na Igreja 

Na Igreja Primitiva, os apóstolos ensinavam e se mantinham em jejum e oração (Atos 13.1).

Os doutores ou mestres são aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus, com a finalidade de edificar o corpo de Cristo, produzir crescimento integral aos novos crentes. (Efésios 4.12).

Em 1 Timóteo 1.5 lemos que o alvo da instrução cristã é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência e de uma fé não fingida.

Nos dias atuais, muitos pastores, dirigentes de igreja, missionários, pregadores da Palavra, e qualquer pessoa dedicada e disposta a ensinar as Escrituras Sagradas são portadores do ministério de mestre.

A responsabilidade do mestre 

A doutrina dos apóstolos tratava-se do conjunto de ensinos de Cristo ministrados por eles, eficazmente.

A missão dos mestres é defender e preservar, mediante a ajuda do Espírito Santo, o evangelho que lhes foi confiado. Têm o dever de fielmente conduzir a igreja à revelação bíblica e a mensagem original de Cristo e dos apóstolos e nisto perseverar (2 Timóteo 1.11-14). No juízo, os mestres cristãos serão julgados com maior rigor e mais exigência do que os demais crentes. Quem ensina, precisa compreender que ninguém na igreja tem uma responsabilidade maior do que quem leciona sobre a Palavra de Deus ((Tiago 3.1). 

Doutores sem entendimento (1 Timóteo 1.6, 7) 

O mestre na Palavra de Deus deve ser uma pessoa cuja vida seja uma demonstração de perseverança na verdade, na fé, e na santidade (1 Timóteo 3.1-13). Nem todos são doutores da Palavra e alguns são falsos doutores cristãos, pois seus ensinamentos não são os de Cristo (Efésios 4.11-13; 2 Timóteo 4.3).

Conclusão

Para quem pensa ser prejudicial à vida espiritual estudar a Bíblia com seriedade deveria pensar na elaboração das traduções bíblicas, por exemplo, disponíveis no Brasil. Se não houvessem homens e mulheres levantados por Deus e versados na erudição (línguas hebraica, grega, aramaica, egípcia e outras; a cultura oriental; a arqueologia para se achar manuscritos dos mais antigos possíveis), por certo, nã
o teríamos a Bíblia traduzida em nosso idioma. Por isso, valorize quem se esmera por conhecer mais as Escrituras.

E.A.G.

Compilações:
Bíblia de Estudo Pentecostal, páginas 1816, 1864, 1929, impressão 1996, Flórida / USA (CPAD).
Conquistando como o Mestre, Dr. Gerhard Scheibel, página 85, 86, edição 2000, Curitiba, (EFE- Editora Evangélica Esperança). 
Ensinador Cristão, ano 15, nº 58, página 41, abril-junho de 2014, Rio de Janeiro (CPAD)
Lições Bíblicas-professor, Elinaldo Renovato, 2º trimestre de 2014, páginas 69-76, Rio de Janeiro (CPAD). 
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