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terça-feira, 14 de abril de 2009

COMENTÁRIOS SOBRE O SALMO 15

Mais de uma vez eu postei o Salmo 15 neste blog, gosto de aproveitar as diversas versões bíblicas que temos ao nosso alcance em nosso idioma.
Desde a minha conversão os versículos deste Salmo chamaram minha atenção. Eu me sinto edificado por eles.
Recebi um comentário de um leitor anônimo à postagem do 20 de setembro de 2007, recado enviado em 9 de abril de 2009, ou seja um ano e nove meses depois de lançá-la na internet. (Caso queira, veja a postagem clicando aqui).
Pelo fato do internauta fazer sua manifestação em status de anonimato, deixei-a sem publicação. Mas, hoje, relendo-a, resolvi alçá-la como peça de nova atualização deste blog, mesmo eu não tendo total concordância quanto ao pensamento do autor - ele afirma que ninguém consegue praticar o que lemos no conteúdo do Salmo 15.
Por que publico o comentário dele? Porque se trata de uma reflexão bíblica aparentemente sincera.
Na minha maneira de entender, e por experiência própria com Deus, afirmo que conseguimos viver de acordo com a condição retratada no Salmo 15 a partir do instante que abrimos nosso coração ao Senhor e nos consagramos, quando ardentemente procuramos andar no Espírito. Isto se dá naqueles momentos que caímos e buscamos a face do Senhor confessando os nossos pecados e pedimos libertação. A libertação acontece porque Jesus morreu na cruz, através do seu sacrifício somos lavados e remidos por seu sangue.
Viver em integridade, praticar a justiça, falar a verdade de coração, não difamar, não caluniar, não praticar o mal, desprezar os réprobos e honrar aos que temem a Deus é um estilo de vida que se incorpara aos hábitos do cristão sem ser de maneira forçada. É uma condição conquistada através da graça e misericórdia de Deus e jamais pelo esforço humano. Quando posicionamos nosso coração a agradar a Deus, recebemos dEle a graça divina, e essa graça torna fácil ser um alguém em plenas condições de ser um Cidadão do Céu, conforme descrito nas linhas escritas por Davi.
É uma pena que não possa dar os créditos de autoria ao leitor que não apresentou seu nome. O anônimo, ou anônima, escreveu o seguinte:
“Muito bom o seu comentário do Salmo 15. No entanto, entendo que exigir de nós, seres humanos pecadores, o atendimento a este padrão para o cidadão morar no céu, apresentado neste Salmo, é frustrar os planos de Deus. Seria a perfeição do homem!
Na sua opinião, será que existe alguém na face da terra que é totalmente íntegro, e, ao mesmo tempo pratica totalmente a justiça, e, ao mesmo tempo, sempre fala a verdade, não somente da boca para fora, mas do coração? Acho que se tentarmos viver este padrão, iremos nos frustrar.
Isso não quer dizer que Deus não o exija de todo aquele que quer ser cidadão dos céus. Deus não baixa o seu padrão para atender ao homem. Mas quem, então, pode atender a estas qualificações do cidadão dos céus? Eu penso que JESUS atende a toda esta qualificação. Jesus é (e foi enquanto na forma humana) totalmente íntegro, justo, verdadeiro (João 14.6; 1ª Pedro 2.22), que não injuriou quem quer que seja, pelo contrário, amou (1 Pedro 2.23). É Jesus quem vai honrar aos que temem ao Senhor (todo nós, os crentes) (João 12.26).
Nós não conseguimos, por nós mesmos, atender aos requisitos de Deus para morar nos céus. Mas Jesus conseguiu isso para nós. A Bíblia disse que Jesus nos comprou com preço de sangue, e rasgou a cédula condenatória que era contra nós. Para sermos cidadão dos céus só há um caminho: JESUS. Somente crendo em Jesus é que conseguiremos atender (por Jesus) ao padrão de Deus. Isso não quer dizer que podemos viver dissolutamente nesta vida. A bíblia nos ensina a vivermos retamente e segundo os preceitos do Senhor. Mas não podemos viver uma utopia de perfeição, pois assim não dependeríamos de Jesus. Somente Jesus atendeu aos requisitos divinos para morar no céu. E ele conquistou isso para nós, nos dando a salvação gratuitamente. Isso é maravilhoso! GLÓRIA A DEUS, POR JESUS CRISTO!”
E.A.G.

O Diante de Trono e o fogo estranho na Blogosgera Evangélica

Após postar o vídeo do cantor André Valadão, hino Milagres, horas depois me deparei com o artigo no blog Olhar Cristão, chamado Diante do Trono – Uma Banda do Passado?

O artigo de João Cruzue difere, positivamente, de muitos outros que encontramos na internet. Não é vazio e sem uma mola propulsora justificável. É uma boa reflexão pautada na experiência vivida por uma pai dentro do seu lar na posição de crente e responsável por uma filha adolescente nos anos 1990, situação como tantas outras experiências que houveram em muitos lares Brasil afora. Vale conferir.

Lendo as linhas escritas por ele, me deparei com interrogações sobre o futuro do DT: “O que mudou? É possível uma volta?” A resposta é quase que óbvia: com o passar dos anos, naturalmente, assim como as águas correm para o mar, a Ana Paula Valadão Bessa já não é mais a mesma pessoa e seu ambiente já não é mais o mesmo. Agora ela está casada e é mãe. A concentração que era em 100% voltada para o ministério, agora é uma atenção menor, está dividida entre sua casa e os trabalhos na Igreja Batista da Lagoinha e o conjunto Diante do Trono. E da mesma forma aconteceu com muitos integrantes do conjunto e muitos jovens que se alimentaram com os louvores da geração 90. Dizem as Escrituras que “os solteiros cuidam das coisas do Senhor e o casado das coisas dessa vida” (1ª Corintios 7.32-34 a).

Entendo como uma exceção esta matéria do Olhar Cristão, mas é necessário dizer que encontro diversas críticas na internet que, quase sempre, vêm de pessoas que só conseguem enxergar o plano natural, e, às vezes, movidas por conveniências. Tudo é vazio e com motivador obscuro, coberto por uma cortina de fumaça originada em fogo estranho e disfarçada de “defesa da fé”, “apologia”...

Graças a Deus que a Obra de Deus não pára por causa de críticas!

Atrás dessa cortina de fumaça, percebemos que alguns renomes do meio evangélico dão bastante repercussão positiva até para quem é crítico carnal e não gosta deles, não se identifica, não aprova. Assim sendo, esses críticos usam esses nomes para levantar polêmicas e dessa forma aumentarem o número de acessos em seus sites, vendagens de jornais, vendagens de revistas e o índice do ibope.

Então, por causa disso, assim como criticam o Diante do Trono, criticam também o Pr. Silas Malafaia, o Pr. Marco Feliciano... Etc. Para aparecerem, precisam citar quem está destacado. Não quero dizer que os criticados não tenho falhas. Todos nós somos falhos e cometemos pecados. A questão é como tratamos disso. Precisamos nos posicionar pela perspectiva cristã, afinal, alegamos ser cristãos. Comentando sobre quem está no centro das atenções, podemos ser espirituais, justos, imparciais ou irresponsáveis e nivelados ao patamar deste mundo tenebroso que jaz no maligno.

Veja mais neste blog:

Ana Paula Valadão comenta sobre críticas contra ela
Os adivinhadores pentecostais
Silas Malafaia? Uma das piores características do Ministério da Crítica é escarnecer 

E.A.G.

domingo, 12 de abril de 2009

A IMPORTÂNCIA DA AUTORIDADE ESPIRITUAL

Por Pr. Irailton Melo de Souza

Texto básico: Romanos 13.1-2

Em Romanos 13.1-2 a palavra de Deus diz: “Obedeçam às autoridades, todos vocês. Pois nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, e as que existem foram colocadas nos seus lugares por ele. Assim quem se revolta contra as autoridades está se revoltando contra o que Deus ordenou, e os que agem desse modo serão condenados”.

O exemplo do apóstolo Paulo

Antes de reconhecer a Autoridade, Paulo tentou acabar com a igreja (Atos 8.3); mas depois de se encontrar com Jesus na estrada de Damasco entendeu que era difícil recalcitrar (revoltar-se; rebelar-se, dar coices), contra os aguilhões (autoridade divina) (Atos 9.5) Imediatamente Paulo caiu no chão e reconheceu Jesus como Senhor.

Em seguida, deu-se início ao tratamento de Paulo. O que precisava aprender aquele que tinha livre trânsito nas salas dos governadores e dos sumos-sacerdotes? O que precisava aprender aquele que fora instruído aos pés de Gamaliel, o homem mais sábio de sua época e que podia se comunicar livremente com qualquer estrangeiro do seu tempo? O que precisava aprender aquele que não parava de ameaçar e perseguir a igreja, por considerá-la a escória da humanidade?

A resposta é simples: Paulo precisava aprender a obedecer. A obediência era o ponto de partida não só para a restauração como para a confirmação da conversão de Paulo e posteriormente do seu ministério. Não nos esqueçamos de que foi ele quem escreveu a carta aos romanos. No momento em que foi salvo por Jesus, Paulo reconheceu a autoridade de Deus. Prova disso foi a sua atitude de submeter a sua vida a um cristão simples de Damasco chamado Ananias.

Ananias é mencionado na Bíblia apenas uma vez. Humanamente não se tratava de um ilustre catedrático ou um respeitado homem de negócios. Era apenas um cristão cheio do Espírito Santo, cuja vida estava em total submissão a Deus.

Como pode Paulo, que era formado e capacitado dar ouvidos às Palavras de Ananias – um ilustre desconhecido? A resposta é: o conhecimento da Autoridade Espiritual. Se Paulo não tivesse tido um encontro com a Autoridade na estrada de Damasco jamais teria se sujeitado a Ananias.

Isto nos faz aprender mais um princípio: Todo aquele que conhece a autoridade lida com a autoridade e não com o homem. Não consideramos o homem, mas a autoridade investida nele. Não obedecemos ao homem, obedecemos à autoridade de Deus que está nesse homem.

Isto deve responder às nossas posturas equivocadas diante de um governante calhorda, de um pai estúpido, de um líder espiritual hipócrita ou de um policial que abusa da sua autoridade.

Certa vez, perguntaram a um grupo de membros de igreja: “Você é submisso aos seus líderes?”. As respostas mais comuns foram: ”Se eu achar que devo, sim”; “Se eles fizerem por onde merecer, sim”; “Se os líderes procurarem viver de acordo com a vontade de Deus, sim”.

O nosso erro está em sempre atrelar a nossa obediência a homens e não a Deus. Com isso damos lugar à rebeldia, alimentamos a desordem e saímos do propósito de Deus.

O que seria da família se os filhos só obedecessem aos pais que nunca cometeram erros? O que seria da nação? Não podemos esquecer disso: O princípio da Obediência não tem a ver com os homens, mas com Deus.

Um irmão querido me perguntou esta semana, o que fazer quando um pai ou uma mãe diz para o filho a não vir mais para a igreja. Esse filho deve obedecer aos pais? Claro, eu respondi. Então a pessoa me disse: Mas Jesus não disse que aquele que não deixar pai e mãe por amor a ele não é digno dele? Sim. Respondi. Mas não confundamos Jesus com a instituição chamada “igreja”. Jesus irá resolver o problema desta pessoa, não porque ela foi fiel à igreja, mas porque foi obediente ao princípio da Autoridade Espiritual.

Posteriormente veremos como Davi se relacionou com o princípio da Autoridade. Quando Saul perseguia Davi teve oportunidades de sobra para aniquilar com a vida de Saul. Os seus guerreiros lhe disseram destas chances. Mas qual foi a resposta de Davi? “Longe de mim, tocar a mão no ungido do Senhor”. Todos sabemos que Saul já não merecia mais nenhum respeito, nem como rei nem como homem. Mas Davi naquele momento não estava lidando com o homem, estava lidando com a Autoridade de Deus que ainda estava naquele homem. O povo e o próprio Deus já haviam escolhido Davi como sucessor de Saul. Mas o trono ainda não havia sido passado oficialmente a Davi. Portanto, Saul ainda era a autoridade.

O exemplo de Jesus

Vemos em Filipenses 2.8 que Jesus foi obediente até a morte na cruz; naquele tempo a maneira mais vergonhosa de morrer.

No Jardim do Getsêmani Jesus buscou o Pai em oração a ponto de o seu suor se transformar em gotas de sangue. Jesus estava sendo fraco, tampouco estava com medo da cruz. A sua condição no Getsêmani fundamentava-se no princípio de 1 Samuel 15.22, que diz que para Deus obedecer é melhor do que sacrificar. É a vontade de Deus que Jesus está procurando compreender e não a intensidade do sacrifício. A vida de Jesus sempre esteve centrada na vontade do Pai. Sinceramente ele ora: “Se é possível, passe de mim este cálice; não seja, porém, como eu quero, mas como tu queres”.

Veja: A vontade de Deus é que é absoluta. Não o cálice (a crucificação). Antes de conhecer a vontade de Deus, o cálice e a vontade de Deus eram duas coisas distintas. Contudo, depois que Jesus compreendeu que o cálice estava dentro do propósito de Deus, a vontade de Deus e o cálice se tornaram uma só coisa. Quem, naquele momento, exercia autoridade sobre Jesus, a vontade de Deus ou a cruz? Claro, a Vontade de Deus.

No cristianismo, a cruz é o ponto culminante. Mas é em função de Deus ter decidido que fosse. Antes de Jesus e depois dele, muitos morreram crucificados. O que tornou a cruz um símbolo marcante foi porque aprouve a Deus que o seu filho morresse na cruz pelos nossos pecados. Para Jesus, importante não era morrer dessa ou daquela maneira; importante era estar no centro da vontade de Deus. Não era o sacrifício, era a autoridade de Deus sobre a sua vida. Este foi um princípio que o acompanhou durante todos os seus dias aqui na terra.

A atitude de Jesus diante dos tribunais

Mateus 26 e 27 registram o duplo julgamento que Jesus enfrentou após o seu aprisionamento. Diante do sumo sacerdote ele recebeu julgamento religioso e diante de Pôncio Pilatos recebeu julgamento político. Quando foi julgado por Pilatos (Mateus 27), o Senhor não respondeu nada, pois se encontrava sob jurisdição terrena. Mas quando o sumo sacerdote o conjurou pelo Deus Vivo, então ele precisou responder às perguntas que estavam sendo feitas. Isto é obediência à autoridade.

Aqui está a segunda consideração que precisávamos fazer acerca deste princípio: Todo aquele que conhece a autoridade lida com a autoridade e não com o homem.

Conclusão

Vamos concluir a mensagem de hoje pensando nas palavras do pastor chinês Watchman Nee: Há dois importantes aspectos no universo: confiar na salvação de Deus por meio de Jesus Cristo e obedecer à sua autoridade. Confiar e Obedecer.

A Bíblia define o pecado como transgressão (1 João 3.4). Em Romanos 2.12, a palavra “sem” lei é o mesmo que “contra” a lei. A transgressão é desobediência à autoridade de Deus; e isto é pecado. Pecar é uma questão de conduta, mas transgressão é uma questão de atitude do coração. O presente século caracteriza-se pela transgressão, e logo o fruto desse pecado aparecerá. A autoridade no mundo está sendo cada vez mais solapada até que, finalmente, todas as autoridades sejam destruídas e a transgressão governe. Saibamos que no universo existem dois princípios: o da autoridade de Deus e o da rebeldia satânica. Não podemos servir a Deus e simultaneamente andar pelo caminho da rebeldia. Satanás ri quando uma pessoa rebelde prega a palavra, pois nessa pessoa habita o princípio satânico. O princípio do serviço tem de ser a autoridade, se obedecemos ou não a autoridade de Deus”.

Na palavra de Deus há linhas específicas de autoridade que devemos obedecer para não estarmos em rebeldia contra o próprio Deus:

1. Em relação a Deus (Daniel 9.5-9);

2. Ao governo civil (Romanos 13.1-7, 1 Timoteo 2.1-4; 1 Pedro 2.13-17);

3. Aos pais (Efésios 6.1-3);

4. Esposa em relação ao marido (1 Pedro 3.1-4);

5. Ao patrão (1 Pedro 2.18-23);

6. Aos líderes da igreja (Hebreus 13.17);

7. Uns aos Outros (Efésios 5.21).


Fonte: Jornal Pequeno via Gospel +

sábado, 11 de abril de 2009

A ASSEMBLEIA DE DEUS E A PÁSCOA

Um internauta passou por este blog desejando saber qual é o posicionamento da Assembléia de Deus sobre a Páscoa. Então, desejando dar uma resposta direta, fui às bíblias Bíblia de Estudo Pentecostal e Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, ambas publicadas pela CPAD, a editora oficial desta denominação.


Na Bíblia de Estudo Pentecostal, encontramos o seguinte comentário:

Mateus 26.2: “A Páscoa (grego pasha) era uma festa sagrada da primavera, que relembrava o fato histórico da saída do povo do Egito. Ela comemorava a passagem do anjo destruidor pelas casas dos judeus sem lhes causar danos, devido ao sangue do cordeiro aspergido nos portais e no batente superior das portas das casas (ver Êxodo 12.7; Salmo 78.49). A crucificação de Cristo ocorreu no dia da preparação da Páscoa (João 19.14). “Ele é a nossa Pascoa... sacrificado por nós” (1ª Corintios 5.7)".


E na Bíblia de Aplicação de Estudo Aplicação Pessoal, no livro de Êxodo, podemos ler as seguintes notas:

12.11: "Comer o banquete da Páscoa vestidos e prontos para a viagem era um sinal de fé dos hebreus. Embora não estivessem ainda livres, eles precisavam estar preparados, porque Deus havia dito que os tiraria do Egito. Demonstramos nossa fé quando nos preparamos para o cumprimento das promessas de Deus por mais improváveis que possa parecer".


12.17,23 - "(...) Os crentes também viveram o seu dia de libertação quando foram salvos da morte espiritual e da escravidão do pecado. A Ceia do Senhor é a nossa Páscoa e lembra-nos a nova vida e libertação que alcançamos em Cristo. Da próxima vez que você enfrentar lutas, lembre-se de como Deus o libertou no passado e preste atenção à promessa de uma vida nova com Ele".
.
Conclusão: A denominação Assembléia de Deus comemora a Páscoa, e como todos os cristãos evangélicos, centraliza Jesus Cristo nesta data e lhe rende gratidão pelo sacrifício vicário.

E.A.G.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Semana santa ou semana de bacalhaus e ovos de chocolates?


Agonia da Cruz - pintura de Diego Velazquez

Como os cristãos celebram a Páscoa

A Páscoa, a principal festa cristã anual da Semana Santa, praticada por cristãos católicos, protestantes e ortodoxos, celebra a ressurreição de Jesus Cristo depois de sua crucificação.

Na Quinta-Feira Santa é recordada a Última Ceia; na Sexta-Feira Santa reverencia-se a Crucificação; no Sábado de Aleluia comemora-se a Ressurreição e a festa termina com o Domingo de Páscoa, que, embora bem diferente, tem conexão com o Pessach (*) dos judeus.

Os cristãos católicos, aqueles que não são apenas nominais, preparam-se para a Páscoa fazendo penitências, no período da Quaresma.

A Igreja Católica para obter a consistência na data da Páscoa, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definiu a Páscoa relacionada a uma lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica". Porém, o Domingo de Páscoa tem a sua data variante. O emprego de diferentes métodos de cálculo da data resultam, frequentemente, com dias diferentes nas igrejas ocidentais e orientais. No hemisfério norte, geralmente, é celebrada depois da primeira Lua Cheia a partir do equinócio de 21 de março.

No Brasil, a partir da Páscoa, são determinadas outras datas: o domingo de Carnaval ocorre sempre 49 dias antes da Páscoa e o dia de Corpus Christi 60 dias depois.
Apesar da Páscoa estar associada com a idéia da renovação da vida, está ligada também com a tradição pagã. O nome em inglês da festividade, Easter, deriva-se do nome da deusa da primavera Eostre. Em partes da Europa as tribos tinham uma maneira abreviada de chamar Eostre, era Easter, palavra que passou a ser usada depois para apontar a direção do sol nascente - leste.
Gastronomia da Páscoa: ovos!
O que chamamos de tradição da Páscoa, está longe da determinação bíblica: atualmente se consiste em comer ovos de chocolate e peixe. O comércio de ovos de chocolate, aludindo aos coelhos, é um acinte ao Cristo Ressurreto e toda a cristandade que ama a Palavra de Deus.
A figura do coelho simbolizando a Páscoa tem origem anglo-saxônica e pré-cristã – o pequeno animal representa a fecundidade. Lebres e coelhos eram associados à abundância da nova vida, após um inverno de privações. Mas, antes do coelho, era a lebre, que já nasce com os olhos abertos, que simbolizava a Páscoa. Desde a antiguidade a lebre, cuja gestação dura um mês, era a representação da Lua, que neste mesmo espaço de tempo passa da escuridão da Lua Nova ao brilho da Lua Cheia. A última Lua Cheia após o equinócio de inverno determinava a data da Páscoa.

Uma lenda rezava que o coelho era um pássaro que pertencia a deusa Eostre, mas um dia se transformou no que conhecemos hoje. Após a transformação continuou fazendo ninhos e botando ovos.

Além dos ovos de chocolates, existe também a tradição artística dos ovos decorados de páscoa da Ucrânia, que já é uma cultura milenar, mas menos difundida entre os brasileiros - há uma colônia no Paraná popularizando-o.

A tradição da fabricação e troca de ovos decorados chegou à Europa Ocidental (Ucrânia, Estônia, Lituânia e Rússia) na Idade Média, levada pelos cruzados. Era uma prática comum entre os egípcios, persas, fenícios, gregos e romanos pintar ovos para seus festivais de Primavera. Na Ucrânia, essa tradição foi levada muito a sério. Até o dia de hoje os ucrânianos usam ovos de galinha, codorna, gansos e outras aves para fazer de maneira artesanal pinturas religiosas ou de símbolos desejando coisas boas como sorte no amor, votos de prosperidade, fertilidade e saúde. Costuma-se usá-lo como talismã e dá-lo como presente no período da Páscoa, acreditando que a prática produz bons fluídos a quem recebe o presente. Apregoa-se que enquanto os ovos continuarem sendo decorados o mundo continuará existindo, e quando menos ovos decorados mais terremotos e destruição assolará planeta.

Gastronomia da Páscoa: o peixe!

O prato português, feito com lascas de bacalhau, cebola, alho, salsa, batata, ovos, azeitona e sal, levado ao forno por alguns minutos, e conhecido como Bacalhau à Gomes de Sá, é o almoço de milhões de cristãos católicos, um rito da Semana Santa e Páscoa. O peixe já faz parte da lista dos animais desaparecidos em águas portuguesas e sempre teve pouco a ver com o significado bíblico da Páscoa.

A Igreja Católica, na época da Idade Média, mantinha um rígido calendário onde os cristãos deveriam obedecer os dias de jejum, excluindo de sua dieta alimentar as carnes consideradas "quentes". O bacalhau era uma comida "fria" e seu consumo era incentivado pelos comerciantes nos dias de jejum. Com isso, passou a ter forte identificação com a religiosidade e a cultura do povo português.

O rigoroso calendário de jejum foi aos poucos sendo desfeito, mas a tradição do bacalhau se mantém forte nos países de língua portuguesa até os dias de hoje, principalmente no Natal e na Páscoa.

E.A.G.

.* - O Pessach é a festa judaica no início da primavera Palestina, em comemoração a salvação dos primogênitos hebreus da última das Dez Pragas do Egito à véspera do Êxodo. Durante o Pessach, - com duração de oito dias, exceto aos judeus reformistas, e em Israel onde dura sete dias – são comidos uma espécie de pão ázimo, chamado matzah, e outras comidas kosher, de acordo com as regras alimentares tradicionais. Jesus foi crucificado às vésperas do Pessach.
Veja outros artigos sobre a Páscoa neste blog. Clique aqui.

A POSIÇÃO DO PR JOSÉ WELLINGTON BEZERRA DA COSTA SOBRE OS CONSERVADORES, OS RADICAIS E OS LIBERAIS ASSEMBLEIANOS

"Nós ainda temos, com a bondade de Deus, uma maioria forte de obreiros na Assembleia de Deus que é conservadora. Entendo que eles não são radicais. Os RADICAIS não são muitos e não nos preocupamos em trabalhar com os radicais. Gostamos de trabalhar com os CONSERVADORES. Não gosto de trabalhar com LIBERAL, mas com conservadores. Eles continuarão a nos dar o suporte para a conservação da identidade da Assembleia de Deus."


Fonte: Mensageiro da Paz - nº 1.424, página 3 - janeiro de 2004 - ano 73