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quinta-feira, 1 de julho de 2010

ANJOS - MENSAGEIROS DE DEUS

Angeologia:
A doutrina dos anjos, evidencia-se ao longo de toda a Bíblia. Os anjos são mencionados 108 vezes no Antigo Testamento e 165 vezes no Novo Testamento.
Os estudos dos anjos são interessantes, não podemos nos esquecer que as Escrituras têm muito a dizer; o tema está relacionado com a Teologia Sistemática.
Mais do que nunca os crentes precisam conhecer bem esta doutrina para se protegerem das heresias que a cercam e de ter conteúdo suficiente para esclarecer os que estão confusos. A matéria deve ser apreciada pelos crentes à luz da Palavra de Deus e reforçada por bons livros, por ser matéria de âmbito teológico e não devocional.
No primeiro século da era cristã houveram algumas heresias no meio cristão sobre os anjos. As principais tiverem origem entre os gnósticos. O gnosticismo foi uma corrente filosófica que se infiltrou na Igreja trazendo ensinamentos errados que foram combatidos pelos apóstolos João e Paulo. Sobre os anjos, os gnósticos ensinavam que eles eram seres intermediários na relação entre o homem e Deus, e por isso deviam ser adorados (Colossenses 2.18).
É importante conhecer o assunto, só assim somos capazes de refutar ensinamentos espúrios.
Descrição
A palavra “anjo” é a transliteração do grego “angelos”, e significa mensageiro. No hebraico é “mal'ak. A palavra no original, tanto no grego quanto no hebraico, refere-se, às vezes, a mensageiros humanos, como em 1º Reis 19.2; Lucas 7.24; Apocalipse, capítulos 2 e 3.
Os anjos celestiais existem. São entes sobrenaturais. Foram criados por Deus e são enviados por Ele como mensageiro aos homens para executar Sua vontade (Hebreus 1.14; Daniel 7.10; Salmo 91.11).
Em Apocalipse 5.11 é revelado que eles rodeiam a Deus e em Salmos 148.2 que eles constituem o Seu exército. Eles são seres finitos, sujeitos a tentação, pois sabemos de anjos decaídos no serviço de Satanás (Mateus 25.41; Apocalipse 12.7, 9). Estão sempre ativos tanto no serviço de Deus no céu como também a seres terrestres (Salmo 8.5; 104.4; Hebreus 1.14; 2.7).
Nos livros canônicos são apresentadas diversas categorias de anjos. É mencionado o nome pessoal de alguns deles: Gabriel (Daniel 8.16; 9.21; Lucas 1.19,26) e Miguel (Daniel 10.13, 21; Apocalipse 12.7) tambem denominado “arcanjo” (Judas 9), isto é, “chefe dos anjos”. Encontramos também a classe querubim (Salmo 80.1); e, serafim (Isaías 6.2-7).
Sabemos, também, pelas Escrituras, que há duas classes de anjos: os bons, que obedecem à vontade de Deus e estão a serviço dos santos (Hebreus 1.14), e os maus, que recebem ordens de Satanás (Efésios 6.12).
O serafins mencionados em Isaías 6.2 e e os querubins mencionados em Ezequiel 1.6 têm asas, fato esse que também se verifica no caso de Gabriel (Daniel 9.21) e do anjo do Apocalípse (Apocalípse 14.6). Em Hebreus 1.14, diz-se que eles são espíritos ministradores de Deus (Marcos 12.25).
Os anjos que estão submissos diante de Deus são superiores aos homens, porque não se rebelaram.
Manifestação
Houveram várias manifestações angelicais nos tempos bíblicos, tanto no AT como no NT. Eles foram vistos no passado e ainda, eventualmente o são, até hoje.
Os anjos geralmente aparecem na figura de homens (Gênesis 18; Atos 1.10) e, algumas vezes, revestidos de glória (Daniel 10.5,6 e Lucas 24.4).
Por causa da sua natureza espiritual, são imateriais (Hebreus 1.7, 13, 14). Então, em geral, não são normalmente vistos, exceto por capacidade sobrenatural, concedida, excepcionalmente, a alguns (Números 23.31; 2º Reis 6.17; Isaías 6.1-3; Lucas 2.8-20; Atos 27.23).
Função
Pouco se acha dito pormenorizadamente acerca de suas ações. Sabemos que eles vieram a existir para obedecer ordens de Deus.

A princípio, os anjos são mensageiros de Deus que, em nome deste, guiam, orientam, protegem, fortalecem, avisam, repreendem e punem os seres humanos. Mas, o ministério deles que mais sobressai no Antigo e no Novo Testamento são as ações de ajudar e proteger (Salmo 34.7; 91.11, Atos 12.7-10).
Anjos e os homens
Os anjos não devem ser adorados; mas respeitados. Jamais devem ser objetos de zombaria ou desprezo. No meio evangélico observam-se dois extremos: alguns estão enfatizando os anjos, dando a eles posição indevida, outros, não querem, sequer, falar do assunto.
Assim como os homens, os anjos foram criados por Deus. A diferença entre anjos e homens é que o Criador fez a raça humana a partir de um casal e deu a ela a capacidade da reprodução. Os anjos foram criados irreprodutivos, foram criados um a um. O número de anjos não é acrescido e nem diminuído (Colossenses 1.6). E eles não possuem dependência genética como o homem (Romanos 5.12).
E.A.G.
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Artigo criado com a intenção de servir como subsídio às classes bíblicas que fizerem uso da revista Lições da Palavra de Deus; ano 6, nº 26, cujos estudos são de autoria do Pastor Walter Brunelli, com o tema Anjo, Mensageiros de Deus (Editora Central Gospel).
O presente artigo possui texto compilado de: Pequeno Dicionário Bíblico Orlando Boyer - 19ª edição; 1992 - (Editora Vida); Dicionário Bíblico Universal Buckland/Williams - 2ª edição; 2007; Dicionário Almeida (apêndice Bíblia de Estudo Almeida 1ª edição - SBB); Conciso Dicionário Bíblico Ilustrado (apêndice da Bíblia editada pela JUERP - 12ª edição; 1983).

O Belverede agradece

Pela graça de Deus, entramos no mês de julho de 2010.
Até parece que foi ontem que eu estava abraçado com minha família, durante os últimos minutos de 2009, orando em agradecimento ao Senhor por mais um ano de vida. O tempo passa!
Neste primeiro dia deste mês, quero agradecer a você, leitor ou leitora, que acompanha este blog. Quase que diariamente tenho feito minhas atualizações. Já são três anos de blogagem por aqui, fora o tempo anterior em outro site de hospedagem.
Para alguém anônimo como eu sou, acho que a evidência tem sido grande. Sou encontrado por um número maior de internautas que não blogam. A maior parte dos leitores do meu conteúdo vêm do Google, ao contrário da maior parte dos blogs, cujas leituras são feitas pelo reduto dos próprios blogueiros. Confesso que não programei conquistar esta situação, mas sinto alegria em ver que o meu trabalho tem boa receptividade e está em curva ascendente dia após dia.
Nos últimos meses, tenho sido prestigiado com uma média de 600/500 visitas, com alguns picos um pouco acima de 1.000.
Passarei a priorizar ainda mais o Belverede a partir deste mês, e continuarei com a mesma filosofia do começo de tudo isso, sendo a principal meta o conhecimento bíblico e a cosmovisão cristã.
Obrigado por estar aqui!
E.A.G.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Polêmica entre os cristãos: o casamento, o adultério, o divórcio e o novo casamento

A Sociedade

A sociedade tem banalizado a instituição casamento, porém quando as pessoas são cristãs, tementes a Deus, o matrimônio sempre é levado muito seriamente por elas. A crise conjugal também tem chegado e se instalado dentro de algumas famílias evangélicas, frequentadoras de templos, gentes batizadas nas águas, supostamente conhecedoras da Bíblia Sagrada. Não deveria ser assim.

O papel dos pastores

Eu acredito que o líder cristão, ao menos uma vez em sua carreira ministerial, confronta-se com o problema do divórcio entre membros na coletividade que pastoreia, recebe questionamentos de alguém de sua congregação sobre este tema.

Penso que ao exercer liderança, é necessário ter a resposta certa, com base na Bíblia Sagrada. Respostas vazias de conteúdo bíblico não têm valor espiritual aos cristãos sinceros, não trazem a solução satisfatória para um assunto tão delicado. É necessário responder baseado na Palavra de Deus, deixando de lado toda “achologia” e exemplos de experiência humanas.


A Bíblia e o segundo casamento: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério” - Mateus 5.27, 31-32.

Nos dias de Jesus, as mulheres tinham pouca proteção legal. Podia ser repudiada por qualquer motivo banal que o marido apresentasse contra ela. Jesus ensina que o divórcio é sempre contrário à vontade de Deus, sendo sua intenção que o casamento perdure por toda a vida.

As palavras de Jesus sobre o segundo casamento

Em Mateus 5.32, observamos que Jesus Cristo preza pelo casamento ("até que a morte os separe"). Mas Ele reconhece que em casos de adultério, quando um dos cônjuges se recusa a abandonar à infidelidade, e a vítima de traição não encontra condições de perdoar, existe permissão para divorciar-se.

É importante notar que Jesus Cristo não cita o novo casamento.

A abordagem do apóstolo Paulo sobre o segundo casamento

1ª Coríntios 7.10-11, 39, Paulo escreve sobre o casamento entre crentes e descrentes. Ele frisa que por parte do crente o casamento deve ser tratado como uma união para a vida toda. Se houver ruptura matrimonial, tal iniciativa jamais deverá partir do cristão. Também neste texto, não temos clareza para falar que as Escrituras Sagradas concordam com o segundo casamento enquanto o ex-cônjuge estiver vivo.

O que eu digo sobre o segundo casamento

De início, é necessário orar bastante antes de assumir um compromisso de casamento. Após casado, é necessário viver diariamente lutando em favor da manutenção matrimonial. Os casados não devem pensar na palavra “separação”, quanto mais pronunciá-la em momentos de crise.

Por quê? Porque se um dos cônjuges separar e cometer infidelidade, e não existir arrependimento e nem a vontade à restauração da união por parte de quem traiu, as Escrituras Sagradas não esclarecem que existe permissão para que a pessoa traída, mesmo após divorciada, possa casar-se novamente.

Sem dúvida, este assunto é muito polêmico e esta situação é muito complicada!

E.A.G.

10 COISAS QUE UM TORCEDOR CRISTÃO NÃO DEVE FAZER

terça-feira, 29 de junho de 2010

SUBSÍDIOS PARA AS LIÇÕES BÍBLICAS O MINISTÉRIO PROFÉTICO NA BÍBLIA - TERCEIRO TRIMESTRE 2010 (CPAD)

“Os profetas bíblicos eram tanto pregadores da verdade como prognosticadores do futuro. A profecia tem raízes na história, mas também se estende pelo futuro. Em outras palavras, a natureza da profecia preditiva surge a partir do contexto histórico do profeta, quando a revelação de Deus lhe mostra o futuro bem como o presente” (Ed Hindson – Lições Bíblicas / mestre – 3º trimestre 2010, página 8 - CPAD).
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A palavra traduzida por profeta na Bíblia vêm de nabi (hebraico) e prophetes (grego). O profeta se identificava com as emoções do Senhor (Ezequiel 3.15), e tinham como uma das marcas ministeriais mais fortes o ato da intercessão. Vejamos algumas orações intercessórias: Êxodo 32.31; 32; 33.12-17; Números 14.13-19; 1º Samuel 7.8-9; 12.19,23; Salmo 99.6; Jeremias 15.1. Ele era a pessoa identificada como porta-voz de Deus.

Todos os verdadeiros profetas foram chamados por Deus: Êxodo 3.1-4 ; 1º Samuel 3.4; Isaías 6.8; Jeremias 1.4-5; Ezequiel 2.1-8; Oséias 1.2; Amós 7.15; Jonas 1.1-2.

Sobre o ministério dos profetas no Antigo Testamento, na leitura das páginas bíblicas constatamos que a revelação divina não chegava com igual clareza a todos os servos chamados a profetizar. Haviam oráculos do Senhor que os profetas não compreendiam na ocasião da revelação, sendo recebidos como enigmas e mistérios (1ª Pedro 1.10-11). No caso de Moisés, Deus lhe falou com especial clareza, como se fosse face a face (Deuteronômio 34.10).

No período da composição dos livros 1º e 2º Samuel o profeta era chamada de vidente. Não havia diferença essencial entre um vidente e um profeta. Nos dias de Saul, a pessoa popularmente designada como profeta era chamada de vidente, isso não significava necessariamente que o termo “profeta” fosse desconhecido e nem que o termo “vidente” se tornasse desconhecido em tempos posteriores (1º Samuel 9.9).

Os grupos de profeta ao qual Samuel se associou (1º Samuel 10.5), como igualmente o fez Elias e Eliseu (1º Reis 20.35; 2º Reis 2.3,5,7,15; 4.1,38; 5.22; 6.1; 9.1) parecem ter sido comunidades pequenas de homens que se agrupavam, em tempos de decadência espiritual, para a mútua cultivação do seu zelo religioso, edificação e desenvolvimento da experiência com Deus. O relacionamento deles com essas comunidades era naturalmente estreito, os profetas do Senhor seriam considerados mentores espirituais.

Segundo parece, estes grupos proféticos eram comunidades religiosas que surgiam diante da indiferença e apostasia generalizadas visando ao propósito da mútua edificação e o desenvolvimento da experiência com Deus.

E.A.G.

Compilações na Bíblia de Estudo NVI.