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domingo, 1 de março de 2009

A igreja e o templo - a diferença que precisamos discernir


Templo da Igreja Assembleia de Deus em Belém do Pará, carinhosamente apelidada de Igreja-Mãe, por ser nesta localidade que os missionários Gunnar Vingren e Daniel Berg iniciaram a Obra Missionária no Brasil.
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Por Jaime Nunes Mendes
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A palavra igreja (do latim ecclesia: o ajuntamento do povo) origina-se da palavra grega ekklesia, que significa assembléia, comunidade, congregação, reunião.
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O termo grego ekklesia é uma junção de ek + kaléo, ao pé da letra: chamada fora.
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No Novo Testamento ekklesia quase sempre designa uma congregação de adoradores, e nunca um edifício.
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A igreja, no sentido mais amplo, designa o conjunto de todas as almas redimidas por Jesus Cristo: as que se acham vivas sobre a terra e as que partiram com o Senhor.
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Templo (do grego naos: santuário ou hieron: conjunto de edifícios) possui um explícito sentido material.
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Trata-se, portanto, de um edifício público para culto religioso. Em outras palavras, é o prédio onde a igreja se reúne. Por exemplo: templo de Salomão, templo de Herodes, templo de Jerusalém, templo batista, templo pentecostal etc.
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Exemplos da Bíblia: “E, entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou os que vendiam e compravam no templo” - Mateus 21.12 a.
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E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo” - Mateus. 24.1.
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Uma pessoa pode estar fisicamente no templo físico sem pertencer espiritualmente à Igreja de Cristo, pois a igreja não é uma organização humana, mas um organismo espiritual, composta de pessoas portadoras da fé cristã. 

A pessoa que vive o estilo de vida que agrada a Deus, tem como sua regra de fé e conduta os mandamentos do Senhor Jesus, encontrados no Evangelho. Esta pessoa é membro da Igreja de Cristo. Simbolicamente, ela é um templo do Espírito Santo. Quando se reúne com outras pessoas, com o objetivo de prestar culto a Deus, e estas pessoas também agradam a Deus vivendo de acordo com os mandamentos de Cristo, tal unidade é a caracterização da Igreja de Cristo na terra.
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Atualizado em 22 de novembro de 2020.

LÍLIA PAZ - ELE QUER TE DAR VITÓRIA

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A TEOLOGIA PENTECOSTAL PREFERE OS PORCOS?

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Postei as linhas que estão entre as àspas num dos mais recentes artigos de Gutierres Siqueira, cujo título é "Preferimos os porcos!" , um ótimo texto em defesa da vida e contra a prática do aborto e da eutanásia. As minhas palavras sairam num breve instante, nada foi pensado previamente, quando me dei conta tudo já estava na tela do computador, então, resolvi copiar e deixar registrado neste blog, também.

"Gutierres, você fez uma boa reflexão!
Hoje em dia, às vezes, me vejo angustiado com essa situação. Minha angústia cresce quando ouço líderes cristãos nos púlpitos, e leio-os na blogosfera e em livros, criticando as ovelhas que vão às igrejas em busca de cura e libertações de males que as afetam. Sejam por problemas no convívio familiar, na vida social ou esfera profissional.

Agora, ao findar do século XX e já bem perto do fim da primeira década do XXI, para alguns líderes cristãos, tenho a impressão que eles catalogaram como pecado ter fé em Deus e aceitá-lo como um Deus bom, que almeja fazer milagres na esfera humana da vida dos seus servos. Mas, que fique claro, tenho comigo que tal catálogo não é bíblico.
Com sua licença, quero dizer-lhe também que na minha cabeça, os tais líderes estão na mesma turma que você descreveu no presente artigo. Eles são do clube que escolheu conviver com os porcos.
Sei que você sabe, o Evangelho não mudou. Sei que sabe que o ministério terreno de Jesus é uma bela amostragem do Evangelho na prática diária. Jesus caminhou sobre a terra e curou milhares de pessoas, libertou muitos endemoninhados sem nunca repreender quem o procurava com interesses de curas e libertações de espíritos malignos.


Assim como foi no passado, hoje também não é pecado buscar a Jesus desejando milagres. Para basear este pensamento, menciono Tiago 5.13-15. Lemos neste trecho que a oração da fé, junto com a unção do azeite em nome do Senhor, cura o corpo doente, e se a pessoa adoecida, naquele momento do milagre estiver em pecado, do seu pecado é perdoada! O que isto significa? Resposta: Deus se interessa pelo bem-estar dos cristãos em todos os sentidos. Quem tem fé e busca a cura do corpo alcança a cura da alma também!

Por que censurar, então, as pessoas que possuem essa fé em milagres? Quais são os interesses de quem repudia os doentes e necessitados de soluções de seus problemas? Que Evangelho esses líderes pentecostais estão vivendo? Eles estão num ambiente de opulentas aparências litúrgicas, mas despidos do poder de Deus!
Não é à toa que no final de 2008 me deparei com uma jovem neopentecostal, que depois de ler o blog de um determinado irmão que se apresenta como apologeta / apologista, e missionário, se aproximou de mim, sabendo que sou blogueiro também, e fez uma confidência: “eu me sinto desanimada na fé quando leio o blog de gente igual a ele!”. Outra pessoa, um irmão em Cristo mais maduro, em visita à minha família, disse o seguinte: “Eu não leio livros, não ouço pregações e nem gosto de lembrar de crentes que gostam de criticar crentes. Depois que eu e a minha mãe nos afastamos de pastores assim, minha mãe foi curada de um doença que a medicina não cura, doença que a castigava por mais de trinta anos!”.
Alguns líderes pentecostais assembleianos, sem nenhum milagre no currículo do seu ministério, no afã de defender o que crêem ser o Evangelho, vivem de criticar, e neste costume, estão colocando pedras de tropeço na caminhada cristã de muitas almas. Muitas ovelhas estão cansadas, tristes, cheias de problemas solúveis se os pastores delas agissem, mas seus pastores não têm capacidade de resolver nada! Esta realidade é angustiante! Ao invés de solucionar, esses pastores dizem que é pecado desejar a solução! Eles querem muita distância dos rebanhos doentes e problemáticos, mas se esquecem que seus chamados ministerias é para servir a quem necessita.

Eu mesmo, já estive desanimado, não de Cristo, mas da convivência com quem defende rótulos religiosos de linhas doutrinárias e placas denominacionais. Por causa do meu cansaço e desabafos quanto a realidade do protestantismo (sem milagres) já fui até caluniado...

Nas retóricas tipo “aqui pentecostal, lá tradicional e acolá neopentecostal” perdemos a realidade das pisadas do Mestre que operava maravilhas todos os dias? Que Evangelho é esse que estamos vivendo? Onde está escrito nas Escrituras que é preciso ser assim ou assado para ser salvo? Na minha compreensão, se o neopentecostal, ou tradicional ou pentecostal crer que Jesus é seu único Senhor e Salvador, ele será salvo! Ponto indiscutível!

Crer em Cristo como Senhor significa obedecer o mandamento de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Mas, não é o que vem sendo praticado pelos defensores de rótulos! Eles deixam de amar ao próximo para tentar fazer prevalecer as idéias do seu clube. Sim, deixam... Porque não são ações compatíveis fazer defesas pessoais e ao mesmo tempo amar a Deus e ao próximo. "O amor não busca interesse próprio" - 1ª Coríntios 13.
Enfim, aí estão acima doze parágrafos de um desabafo que talvez sirva de adendo ao seu post, ou não..."
E.A.G