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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Especulações apocalípticas ou fé sóbria?

Por Arno Freese.

A Bíblia deixa claro que qualquer um pode compreender que Deus fez os céus e a terra. Romanos 1.19-20 afirma: "Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis". Do ponto de vista de Deus, portanto, a criação é evidente para todas as pessoas, mas cada uma tem que decidir em que crer; na verdade ou na mentira. Quando escolhemos a verdade, cremos porque somos convencidos por ela: "Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível." - Hebreus 11.3.

Cada vez mais, lemos em publicações seculares e cristãs que se avolumam as especulações acerca de um eventual "fim do mundo" por ocasião da virada do milênio. Nessas publicações, compara-se a próxima mudança do milênio com a anterior - também naquela ocasião, os assim chamados profetas teriam andado por aí anunciando o tempo determinado por Deus estava terminando. *

Com toda certeza, é bom e razoável alertar acerca dessas especulações a abrir os olhos das pessoas principalmente em relação à seitas aos movimentos afins. Mas, ao se fazer isso, é importante não cair no outro extremo, minimizando a realidade da volta de Jesus e do cumprimento de profecias bíblicas que ainda tem que acontecer. Esse outro extremo, que é uma desvalorização e uma desconsideração para com a palavra profética, é muito difundido dentro do cristianismo. E essa posição pode ser bem mais perigosa que a primeira (Mateus 24.28; 1 Pedro 1.10-11; 2 Pedro 3.3-10).

O fato é que não sabemos "o dia e nem a hora" (Mateus 25.13) da Sua volta. E isso significa que não podemos afirmar que o Senhor vai voltar quando acontecer a mudança do milênio. Ele pode vir depois, mas também é possível que venha antes (Mateus 13.33-37; Lucas 21.34-35). Entretanto, faz parte das tarefas mais urgentes dos cristãos, alertar de maneira sóbria mas insistente que os sinais dos tempos estão se cumprindo e que Jesus vai voltar (Mateus 24.44-47; 1 Tessalonicenses 1.10).

A pergunta básica não deve ser quando Jesus vai voltar, mas sim se Ele vai voltar. Mas infelizmente em muitos artigos "bem-intencionados", tem-se a impressão que o Senhor nem vai voltar, ou, o que é tão perigoso quanto uma especulação, que o Senhor vai demorar muito para demorar (Mateus 24.28).

Quem crê na Bíblia como senso a Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo, sabe que o nosso mundo atingirá o ponto em que será julgado (1 Tessalonicenses 1.7-10). As profecias apocalípticas das Escrituras não são fantasias de alguns fazedores de pânico, mas são a revelação de verdades divinas (Apocalipse 1.1). A agenda de Deus realmente vai se cumprir algum dia (Atos 17.30-31), o tempo da graça vai acabar e dar lugar a uma grande tribulação (Tessalonicenses 2.1-12). No final, o Senhor realmente voltará para realizar o julgamento e para estabelecer Seu Reino sobre a terra, no qual habitará a justiça. Essa é uma esperança maravilhosa para nosso mundo (Apocalipse 19.6-16; Atos 1.11; Apocalipse 1.7; Lucas 21.27-28). E assim o céu e a terra atual passarão, e o Senhor fará um novo céu e uma nova terra (2 Pedro 3.10-14; Apocalipse 21.1-2).

Dessas verdades que formam o contexto bíblico podemos, então, deduzir sobriamente e ver de maneira concreta e marcante que a futura volta de Jesus está relacionada com certos sinais. E esses sinais não são produto da criatividade de algumas mentes férteis, mas foram profetizados pelo próprio Jesus Cristo (Mateus 24; Marcos 13; Lucas 12 e 21; 1 Tessalonicenses 5.1-3; 2 Timóteo 3.1-5). Quem, de coração sincero, consegue ignorar que esses sinais que antecedem a volta de Jesus estão assumindo contornos cada vez mais definidos em nossos dias?

Faz parte das características de um cristão atento vigiar e prestar atenção nos sinais dos tempos - sem fixar uma data - perguntar-se: "Será que isso não poderia ser na minha época?" Foi o que já fizeram os primeiros cristãos (Mateus 24.3).

Por exemplo, temos Israel, que é um dos sinais maiores e mais evidentes de que o Senhor vai voltar e  estabelecer Seu Reino (Mateus 24.32-35). Em muitas passagens bíblicas, a restauração do povo e da terra de Israel  depois de uma longa dispersão é colocada claramente em direta conexão com a vinda do Senhor para o Seu povo e para a salvação (Ezequiel 36.33-38; Oséias 6.1-3; Amós 9.11-15; Zacarias 14.4-9-21). Se uma dessas coisas se tornou visível e palpável em nossos dias, por que  a outra parte não deveria cumprir? Igualmente o dramático agravamento do conflito do conflito no Oriente Médio, em especial ao que se refere a Jerusalém, é uma indicação urgente de que nos encontramos no último pedaço de caminho dentro do calendário de Deus (Zacarias 12.2-3; 14.1-3, 12). De forma alguma é especulativo analisarmos e vermos estas coisas à luz da Palavra de Deus e contarmos com a volta de Jesus a qualquer instante. Essas profecias, em parte, já se transformaram fatos históricos, mas parece que muitos o ignoram (Mateus 26.2-3).

Nós, como cristãos, ao invés de nos nivelarmos com o mundo concordando com as opiniões e nos fecharmos para as realidades bíblicas, deveríamos, sem especular, olhar com coragem para o futuro e proclamar a volta de Jesus. Não sabemos o dia e nem a hora, mas sabemos que o Senhor virá primeiramente para a Sua Igreja (1 Tessalonicenses 4.16-17; 1 Coríntios 15.51-52)  e em seguida com a Sua Igreja (Apocalipse 19.11-16). A Bíblia, em lugar algum, diz que não devemos proclamar alegremente a breve volta do Senhor (Apocalipse 22.6-7, 10, 12, 17, 20), mas, sim, somos advertidos a não deixar de fazê-lo.

Além disso, a espera pela volta iminente do Senhor nos mantém acordados espiritualmente e nos anima a nos firmar mais na esperança viva de que Seu Reino virá em breve, e nos leva a crer com mais convicção no cumprimento integral de todas as promessas referentes à volta do Senhor, assim como se realizaram completamente as promessas referentes à Sua primeira vinda.

Prestar atenção nos sinais dos tempos e a volta de Jesus não é especular, mas é algo que a Bíblia ensina com muita ênfase. Ao lermos certas publicações (infelizmente até certas publicações cristãs), temos a impressão de que tudo o que é mencionado em relação à volta do Senhor é especulação.

C.S. Lewis (1898-1963) escreveu acertadamente em certa ocasião:

"Da História aprendemos que exatamente os cristãos que olharam mais intensamente para as coisas futuras é que se ocuparam com as coisas do tempo presente de maneira mais intensa. Os apóstolos, que começaram com a conversão do Império Romano, os muitos homens importantes da Idade Média, os reformadores protestantes que conseguiram abolir a escravidão - todos eles colocaram seu carimbo, sua marca sobre este mundo, exatamente por terem suas mentes e seus anseios voltados para o mundo futuro, para a volta de Cristo. Somente após os cristãos não mais agirem impulsionados pela convicção da volta iminente do Senhor é que eles se tornaram tão ineficazes em seus atos" (Heinz Schäfer eficazes, "Como um espelho").

Vamos considerar o que Paulo já aconselhava à igreja de Corínto: "... enquanto vocês aguardam que o nosso Senhor Jesus Cristo seja revelado." (1 Coríntios 1.7).

Fonte: Chamada de Meia-Noite, ano 28, outubro de 1997.

* - O artigo foi escrito em data próxima a virada do século, época em que a pauta mais comum na mídia era veicular matérias sensacionalistas sobre catástrofes em larga escala.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Lívia Malta - Incansável




Fonte: gvassis 

Dica de blogueiro: interaja para sobressair mais na Blogosfera


Dicas de blogueiro para blogueiros: 
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Eliseu Antonio Gomes, editor do blog Belverede.
Administração UBE Blogs.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Divorciados no grupo de obreiros. Pode?

Recebi recentemente uma correspondência de um leitor do Belverede em minha caixa de e-mail. Respondi a ele diretamente e fiz a presente postagem ao blog, suprimindo o nome do destinatário e sua localização.

"Sou cristão vinculado à Assembleia de Deus desde criança e sigo as postagens do blog Belverede e aqui me deparo com assuntos importantes. Aprendi vários conceitos ensinados na igreja e que acredito que sejam ensinos com bases bíblicas.

Porém, quero tirar uma dúvida. Vivemos em tempo caótico, observamos separações entre casais em muitas igrejas evangélicas. A impressão é que acabou a prática do princípio da Palavra entre os crentes, principalmente nas congregações da Assembleia de Deus.

É correto uma pessoa que está divorciada e vivendo no segundo casamento usar o púpito da igreja para cantar ou pregar? Estão em pecado? É lícito elas terem cargos específicos? Existe respaldo na Palavra de Deus para quem está em situação assim manter atividade oficial na congregação?

Por favor, me responda. 

Grato."

A resposta:

Olá.

O assunto que você traz é bastante polêmico e frequentemente debatido. Alguns dizem que divorciados não deveriam ter cargos na liturgia de cultos, como cantar, pregar, e apresentam as bases bíblicas de respaldo. E há quem diga o contrário empunhando a Bíblia Sagrada.

O que eu concluo? Penso que uma pessoa que esteja na posição de líder deve ser alguém cuja vida conjugal sirva de modelo aos congregados, um (a) marido/esposa e pai/mãe exemplar, como recomendam os textos das cartas escritas por Paulo. 1 Timóteo 3.2, 5; Tito 1.5-9.

As Escrituras neotestamentárias nos dão posicionamento claro quanto a ser moderado em todas as circunstâncias. Não é possível responder de uma só forma, dizer sim ou não de maneira generalizante para todos os casos de cristãos divorciados. Alguns conjuges são as vítimas! Então, não devem ser castigados por terem sido infelizes no matrimônio. Outros, são a parte errada que provocou a separação do casal, então, não devem ganhar um posto de confiança, pois o tratamento da liderança a eles será visto como apoio ao erro cometido.

E além de tudo já dito, ainda precisamos acrescentar que é preciso levar em consideração se o divórcio ocorreu quando a pessoa divorciada já era vinculada como membro da igreja ou antes de sua conversão. Se antes, o fato deve ser tratado como obras da carne enquanto a pessoa ainda era uma velha criatura. Deus não leva em conta o tempo da ignorância e nós devemos proceder de igual modo. Se se separou sendo alguém reconhecida como evangélica, o trato com ela merece atenção especial, aconselhamento com amor fraternal (Atos 17.30; 1 Pedro 1.13-16).

Aos que envolveram-se em problemas da separação conjugal, digo que devem refletir que Deus odeia o repúdio, permite que haja divórcio por causa de corações duros. Na lista de bem-aventuranças não consta como bem-aventurados os portadores de corações endurecidos. Então, quem diz servir ao Senhor jamais deve ser a parte que rejeita o marido ou esposa, e em situações de crise no relacionamento esforçar-se para relacionar-se com brandura e sempre que possível buscar a reconciliação (Malaquias 2.16; Mateus 5.1-11; 19.5-9).

Espero ter respondido sua pergunta à contento. Escreva-me mais se julgar necessário.

Abraço, na paz de Cristo.

E.A.G.