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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Miriã: a hebreia que ajudou sua mãe Joquebede a salvar o bebê Moisés

Por Eliseu Antonio Gomes

Míria  é uma personagem muito interessante , uma mulher retratada de modo destacado na Bíblia, alguém grandemente usada por Deus. Referências sobre ela: Êxodo 2:1-8; 15:20-21; Números 12:1-16.

Origem

Miriã em grego é Maria. Filha de Anrão e Joquebede e irmã de Arão e Moisés (Números 26.59). 

Moisés era o mais jovem dos irmãos. Sendo Miriã mais velha, era ela a responsável que vigiava o cesto do bebê Moisés em uma das margens do Nilo, quando ele foi colocado na água para ser levado pela correnteza com a intenção de que escapasse da morte, pois na época Faraó havia feito um decreto ordenando que toda criança hebreia do sexo masculino deveria ser morta.  (Êxodo 2.4).

Miriã ajuda sua mãe e salvar o caçula Moisés. (Êxodo 2.1-25)

No Antigo Testamento, a palavra "faraó" aparece como um título e também um nome próprio. O rei do Egito era considerado como um deus, tido como a encarnação do deus Horus, através do qual produzia as inundações anuais do Nilo e, portanto, visto como responsável pela fertilidade da terra. Era dito que ao ser coroado, se fazia deus-homem; ao morrer, fazia-se inteiramente deus, abandonando a condição de ser humano, e por este motivo deveria ser adorado nos templos dos mortos, as pirâmides. O faraó contemporâneo de Miriã, enquanto ainda menina, é apontado como sendo Seti I, este impôs aos hebreus trabalhos forçados e excessivos, e outras restrições, cuja finalidade era impedir o crescimento e o progresso dos hebreus entre os egípcios. Dele, a narrativa bíblica diz que não conheceu a José, governador hebreu que livrou os egípcios da fome antes que chegasse o tempo de grande seca (Êxodo 1.8).

Seti percebeu que o número de hebreus no Egito era grande, temeu a rebelião dos hebreus contra seu governo e por causa deste medo colocou em prática um desígnio mau contra o povo de Deus,
 extinguir todos os bebês de sexo masculino. Nesta época, Joquebede deu à luz a Moisés. Arão era três anos mais velhos que Moisés, não correu perigo de morrer porque o edito macabro entrou em vigor quando sua idade não se encaixa no plano de infanticídio (Êxodo 6.20; Nm 26.59).

Da perspectiva humana, Moisés não sobreviveria, mas Deus usou Joquebede e Miriã para que não morresse na fase de primeira infância pelas  mãos dos egípcios. Miriã agiu em obediência às orientações de sua mãe. A fé e a inteligência de Joquebede e a coragem de Miriã fizeram com que o edito de Faraó não tivesse efeito contra o futuro  Libertador de Israel. 

Moisés permaneceu escondido por três meses. Aparentemente, Miriã tinha idade o suficiente para oferecer os cuidados apropriados e a proteção que era exigida naquela situação crítica. Apesar de Miriã ser muito nova nessa época, ela era destemida e seguindo a orientação de sua mãe, levou o bebê dentro de um cesto e deixou-o  num lugar em que a princesa do Egito normalmente frequentava, próximo de juncos. Ali, posicionada de longe, estrategicamente, observou quando o pequenino e indefeso irmão foi encontrado pela filha de Faraó. Assim que o viu, a princesa  ficou encantada e decidiu que cuidaria dele como se fosse seu filho. E Miriã logo foi ter com ela usando as palavras certas para que procurasse uma mulher hebreia para ajudá-la a criá-lo. E assim foi feito (Números 26.59). 

Joquebede, pôde continuar a amamentar Moisés, foi possível a ela acompanhar seu crescimento, testemunhar sua privilegiada vida como se fosse um príncipe egípcio, viu como ele recebeu a melhor educação possível para um menino daquela época e ainda foi paga para que cuidasse do próprio filho.
Ela teve a oportunidade de semear em seu coração o fruto da fé que agrada ao Senhor, e assim posicioná-lo na fase adulta a proceder com o senso de justiça que o tornou líder do povo hebreu.

É digno de nota que o nome Moisés remete para sua origem, o significado hebraico é “tirado para fora” e o significado egípcio é “salvo da água”. 

Anos depois, Miriã juntou-se a Moisés e a Arão, quando houve a libertação do povo de Israel do Egito. Ramsés II e Menepta II são apontados por egiptólogos como o faraó que reinava quando os israelitas saíram do Egito.

O cântico

Aparentemente, Miriã possuía dotes musicais. Era ela quem dirigia as mulheres de Israel no cântico e na dança, para celebrar o livramento que Deus deu a Israel da escravidão do Egito,  após a passagem do mar Vermelho (Êxodo 15.20,21). Tal manifestação festiva dá nome ao livro "Êxodo". Junto com uma multidão de ex-escravos da nação mais poderosa da terra. Efusivamente, Miriã louvou a Deus porque havia escapado do regime opressor de Faraó. Os salmos 78 e 105 referem-se ao momento e os profetas neotestamentários relembraram os dias do êxodo com o mesmo objetivo de Miriã, manter a consciência avivada do povo quanto ao grande feito do Todo Poderosos em favor dos israelitas. 

Simbolicamente, o Egito representa ideologias que confrontam a vontade de Deus para o ser humano, na Bíblia o Egito raramente aparece como amigo de Israel.  A passagem dos judeus com os pés enxutos pelo Mar Vermelho, alude ao livramento triunfal do pecador da escravidão do pecado, rumo à liberdade. Os feitos poderosos, pelos quais este cântico rende graças a Deus, quando Miriã dançou alegremente, prefigura os feitos ainda mais poderosos pelos quais os remidos cantarão louvores a Deus pelas eras sem fim da eternidade. No porvir, um dos cânticos triunfais dos remidos chama-se "Cântico de Moisés e do Cordeiro (Apocalipse 15.3).

Profetisa

Miriã é a primeira personagem feminina citada na Bíblia como profetiza (Êxodo 15:20-21_, embora não exista nas Escrituras nenhum relato de Deus falando com Miriã ou dando-lhe qualquer revelação ou instrução para ser repassadas aos judeus. 

Infelizmente, aparentemente, Miriã deixou ser levada pela inveja, ao ver  a posição de destaque que seu irmão caçula havia alcançado. Este sentimento fez com que ela cometesse erros. como castigo, Deus permitiu que ficasse leprosa. Ao reivindicar a posição de profetiza em Números 12.2, em vez de confirmar sua reivindicação, foi repreendida severamente. Parece que foi ela quem deu origem à rebelião de Números 12.1 e 2, desde que seu nome vem primeiro em vez da ordem usual (seguindo o dos homens) como nos versos 4 e 5. 

Apesar do seu comportamento, Arão e Moisés fizeram intercessão, pelo clamor de seus irmãos Deus a curou; antes da doença chegar ao fim, ela desejou não ter pecado (Números 12.10).

O descanso

Miriã não conheceu a terra prometida, pois faleceu antes da travessia à Canaã. Parece haver um lapso de 38 anos entre os capítulos 19 e 20 de Números. Neste intervalo de tempo, Miriã, com aproximadamente 130 anos de idade, morreu e foi sepultada em Cades. Moisés e Arão , morreram todos no mesmo ano. Miriã em Cades (20.1); Arão, com cerca de 130 anos, no monte Hor (20.28) e Moisés, aos 120 anos de vida, no monte Nebo (Deuteronômio 32.50).

Conclusão

Miriã cometeu equívocos graves e acertos impactantes. Se observamos sua vida tendo como base de avaliação as páginas bíblicas onde estão os textos normativos à fé cristã, temos a oportunidade de crescermos espiritualmente como servos do Senhor Jesus Cristo. 


Comentário Bíblico Beacon. Gênesis a Deuteronômio. Volume Página 1. Edição 2012. Rio de Janeiro - RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD).
Principais Personagens Bíblicos. Forrest  L. Keener Volume 1. Lição 19: Miriã. Página 44. Web site Palavra Prudente.
Manual Bíblico Henry H. Halley. Edição 1994. Páginas 120 e 138. São Paulo. (Vida Nova).
Tesouros de Conhecimento Bíblico. Emílio Conde. Edição 1983. Página 279, Rio de Janeiro - RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD).

domingo, 1 de dezembro de 2019

A Biografia de Emílio Conde

Emílio Conde nasceu no dia 8 de outubro de 1901, em São Paulo. Seus pais se chamavam João Batista Conde e Maria Rosa, dois imigrantes italianos. Conheceu o Evangelho na Congregação Cristã do Brasil, fundada por italianos. O seu batismo nas águas foi em 21 de abril de 1919 e a experiência do batismo no Espírito Santo aconteceu alguns meses depois no mesmo ano. 

Mudou-se para o Rio de Janeiro, frequentando a Assembleia de Deus em São Cristóvão, pastoreada pelo Missionário. Samuel Nyströn. .

Inserido na sociedade, era pessoa  discreta, serena e cortês. Não possuía o hábito de mostrar seu cabedal de conhecimento privilegiado. Os amigos, e todos que se achegavam à sua roda de conversa, tinham o prazer de interagir e se descontrair com sua fala agradável, inteligente, sincera e mesclada com um bom humor refinado.

Era músico tocava órgão e acordeon. Compôs 25 hinos da Harpa Cristã.

Transferindo-se para o Rio de Janeiro, passou a frequentar a Assembleia de Deus, situada na Rua Figueira de Melo, 232, em São Cristóvão, cujo pastor era o missionário Samuel Nystrõm. Entusiasmado com o ambiente espiritualmente avivado, tomou-se membro dessa igreja.

Por muito tempo, Conde fez parte do Coral da Assembleia de Deus em São Cristóvão, dominada os teclados do órgão e do acordeon e adorar a Deus cantando. Por doze anos, de 1946 a 1958, foi designado como representante oficial das Assembleias de Deus no Brasil nas Conferências Mundiais Pentecostais.

Em 1937, trabalhava como intérprete em um restaurante, quando o missionário Nils Kastberg encontrou e fez o convite para ingressar na equipe de redatores do jornal Mensageiro da Paz, publicado editora Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), que estava. Ele não titubiou em aceitar, pois sabia que o ofício de escritor era a sua vocação. Foi admitido em 5 de março de 1940, mas já era conhecido dos leitores pois algumas de suas matérias já haviam sido publicadas como colaborador.

Contratado, dedicou toda sua capacidade, erudição e inspiração fértil por três décadas à CPAD. Sempre sentiu prazer em escrever sobre a Palavra de Deus, fez isso em um tempo que existiam poucos evangélicos brasileiros nesta área. Para continuar exercendo esse trabalho foi capaz de rejeitar ofertas de emprego seculares com rendimentos maiores, não aceitou.

O que mais gostava de fazer era comunicar-se por meio da escrita, escrever livros, artigos, dar notícias e realizar reportagens aos leitores do jornal Mensageiro da Paz, revistas, sempre com o objetivo de promover a edificação espiritual dos fiéis. E exerceu o ofício de escritor como uma incumbência divina. Escreveu os livros "O testemunho dos séculos", "Nas asas do ideal", "O homem", "Nos domínios da fé", "Caminhos do mundo antigo", "Flores do meu jardim", "Tesouros de conhecimentos bíblicos"(obra em três volumes), e "Estudo da palavra".

Aos leitores confusos, entregou o pensamento organizado; aos angustiados, o conforto das promessas bíblicas interpretadas corretamente; fez de apoio aos que estavam desequilibrados na fé; ofereceu a semente da Palavra de Deus aos que estavam espiritualmente famintos.

Nos primeiros dias de janeiro de 1971, Conde entrou no Hospital Evangélico, na Tijuca, por conta de complicações de uma operação que não foi bem sucedida que o deixou enfermo. Às 13 horas do dia 5 daquele mesmo mês, o Senhor recolheu o seu servo.

E.A.G.

Este artigo contém informações extraídas do livro Eles Andaram com Deus, autoria de Jefferson Magno da Costa, uma publicação da CPAD.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Vídeo dramatiza o evento 'A Segunda Vinda de Cristo'

"Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor de vocês. Porém, considerem isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso, estejam também vocês preparados, porque o Filho do Homem virá à hora em que vocês menos esperam" - Mateus 24.42-44 (NAA).

A Segunda Vinda de Cristo
A Bendita Esperança do Crente e a Grande Tribulação
► Morte e Ressurreição
► O Tribunal de Cristo e os Galardões
O Céu Físico e o Céu Trono de Deus Morada dos Salvos