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Arquivo | 14 anos de postagens

sábado, 10 de setembro de 2016

A evangelização de pessoas com deficiência

Por Eliseu Antonio Gomes

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), "deficiência" é o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica. Pessoa com deficiência é a que se encontra privada de seus sentidos, quer de seus movimentos, ou do pleno uso de suas faculdades mentais. Nessa definição acham-se os cegos, mudos, surdos, paraplégicos e tetraplégicos.

A sociedade passa por um processo de transformação. Lança novo olhar às pessoas portadoras de deficiência. O termo "pessoa com deficiência" faz parte  do texto aprovado pela Convenção Internacional para Proteção e Promoção dos Direitos e Dignidade das Pessoas com Deficiência, aprovado pela Assembleia Geral da ONU, em 2006, e ratificada no Brasil em julho de 2008 (Fundação Dorina).

A necessidade de evangelizar a todos

Evangelizar portadores de deficiência exige amor e disposição. A triste realidade é que as igrejas dão-se por satisfeitas em atender a maioria das pessoas, quando Jesus quer que todas sejam incluídas. Ele não veio para a maioria, mas para "toda criatura", para "todo aquele que nEle crê" e para "todo aquele que invocar o nome do Senhor (Marcos 16.15; João 3.16; Romanos 10.13).

Acolher e incluir pessoas com deficiência não significa apenas criar um espaço separado para que, ali, elas aprendam a Bíblia. É mais do que isso: assim como as ovelhas ficam dentro do aprisco para serem cuidadas pelo pastor, a pessoa portadora de deficiência deverá ser ensinada junto aos demais crentes e, junto com eles, tomar parte no culto de adoração a Deus.

O amor de Deus é inclusivo. Ele não admite que ninguém fique de fora, mas "mas quer todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade" (1 Timóteo 2.4). A evangelização que não inclui as pessoas com deficiência é incompleta e não expressa plenamente o amor de Deus.

É preciso incluir os deficientes na evangelização porque Jesus Cristo, sendo a expressão máxima do amor de Deus, veio para todos, judeus e gentios, pobres e ricos, negros e brancos, deficientes e não deficientes, em um só corpo (João 3.16; Romanos 12.5). Em algumas ocasiões temos de ir até elas, em outras, temos de trazê-las até nós (Atos 3.1-9; Lucas 14.12).

A Bíblia em Braile

O braile é um sistema de leitura e de escrita para pessoas com deficiência visual. Foi inventado pelo francês Louis Braile em 1927.

No Brasil, a primeira Bíblia em Braile foi lançada em 30 de setembro de 2002 pela Sociedade Bíblica do Brasil. Pessoas, bibliotecas e instituições de apoio podem se cadastrar nos programas sociais da SBB e recebê-la gratuitamente.

Para evangelizar os cegos, é necessário utilizar material evangelístico em áudio e em Braile.

Libras: a linguagem brasileira de sinais

Libras é um sistema linguístico que comunica fatos, sentimentos e conceitos por meio de gestos, expressões faciais e linguagem corporal. Este método de comunicação, que possui regras gramaticais próprias, é o usado pela maioria das pessoas com deficiência auditiva no Brasil.

Para conduzir os surdos e mudos a Jesus por meio da evangelização pessoal, é necessário aprender Libras. Na igreja, os cultos podem ser facilmente traduzidos à linguagem brasileira de sinais por um obreiro treinado.

Acessibilidade aos cadeirantes

Os templos devem adequar-se às necessidades de pessoas usuárias de cadeira de rodas. É urgente a adaptação dos espaços das igrejas, com a finalidade de recepcionar bem quem esteja na condição de deficiência física. É importante haver rampas de acesso, calçadas rebaixadas, corrimões e banheiros adequados. E, durante os cultos, a disponibilização de um espaço privilegiado, para que acompanhem comodamente todo o processo litúrgico.

A condição de pessoas deficientes perante Deus

No que tange à salvação de pessoas com deficiência, ou limitações, é um erro pensar que elas não precisam ser alvo da nossa evangelização. Enganosamente, muitos veem como não condenáveis os indivíduos com deficiências, ou limitações, como se a entrada no céu lhes fosse franqueada em compensação das dificuldades enfrentadas na vida terrena. Porém, a Palavra de Deus esclarece: "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3.23).

Conclusão

Os deficientes também fazem parte da Grande Comissão e precisam ser alcançados. A tarefa de trazê-los a Jesus cabe a mim e a você. Por meio de uma didática apropriada, podemos incluí-los no Plano da Salvação, ensinando-lhes a Palavra de Deus.

A inclusão de pessoas com deficiência faz parte da comunhão perfeita entre os membros do Corpo de Cristo. Ainda que em nossa comunidade haja apenas uma única pessoa que demande atenção especial, é bíblico que façamos o necessário para acolhê-la, calorosamente, e ensiná-las com esmero as Boas-Novas da Salvação.

E.A.G.

Compilações:
O Desafio da Evangelização - Obedecendo ao ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura; Claudionor Gonçalves; páginas 127, 128,129, 130; edição 2016; Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD).
Lições Bíblicas - Professor; O Desafio da Evangelização: obedecendo ao ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura - Professor - Claudionor de Andrade, páginas 80 e 82; 3º trimestre de 2016, Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD).

Dois detalhes importantes da prática da Apologia Bíblica séria.


Não defendo quem propague o ensino da "teologia da prosperidade". Mas entendo que alguns que praticam a Apologia Bíblica contra a doutrina da "teologia da prosperidade" merecem uma crítica, porque precisamos usar as Escrituras com a máxima seriedade, com 100% de comprometimento ao conhecimento bíblico, para que a defesa do Evangelho não sofra reveses.

Não quero dizer que todos os irmãos e irmãs combatentes de heresias não sejam cristãos sérios. Me perdoem se é isso que parece. Não é, se realmente parece.

O que quero observar? Alguns que se lançam na prática da Apologia, comparam a vida ministerial de Paulo com a vida de pregadores da atualidade.

 Ora, é preciso ater-se aos ensinos de Paulo e não somente em sua biografia. Por quê? O apóstolo Paulo recebeu uma missão completamente diferente de todos os demais cristãos dos séculos subsequentes:

Vejamos:

1 - Em sua geração, a prática do cristianismo era inexistente em quase todas as localidades por onde viajou, não haviam as igrejas estabelecidas, coube a ele implantá-las;

2 - Em sua geração não haviam Bíblias, ele usava apenas o Antigo Testamento e escreveu a maior parte do Novo Testamento, que está em nossas mãos hoje.

Ora, poderia continuar enumerando outros detalhes, mas esses dois devem servir para uma reflexão. Enfim, diante dessas duas observações, não vejo como argumentar com esmero contra a "teologia da prosperidade" fazendo uso unicamente da biografia de Paulo. Entendo que é necessário mais aprofundamento na exposição bíblica para refutar hereges do século 21.

Que Deus continue a abençoar todos nós!