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quarta-feira, 25 de maio de 2016

O fogo estranho

O Fogo Estranho da Novela Nadabe e Abiú

Você apresenta “fogo estranho” ao Senhor com sua vida?

Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que não sou “noveleira”. Fui educada num tempo em que “moças de família” não liam revistas com fotonovelas, muito menos assistiam na televisão. E a “marcação era cerrada” quanto a isto! Então, dou graças à Deus pois mesmo não tendo nascido em um lar evangélico, não adquiri este vício.

Deixo claro aqui também que tenho pleno conhecimento de que esta novela sobre a libertação do povo judeu tem muito “floreio” (coisas romantizadas que não estão na Bíblia), muita “encheção de lingüiça” e algumas distorções da verdade. Mas ao meu ver, a autora está procurando, na medida do possível, ser o mais fiel possível aos relatos bíblicos.

Por que eu gosto de ver? 

Primeiramente porque tira o esterótipo de que tudo que foi citado na Bíblia foi desprovido de sentimentos. A novela mostra cada pessoa (no caso, personagem) com sentimentos e toda ambiguidade que um ser humano possui independente de sua fé em Deus.

Segundo porque como escritora eu procuro ver os detalhes e não só o que se apresenta, e confesso a vocês, acreditem ou não, o Espírito Santo já ministrou muitas lições ao meu coração através desta série (prefiro este nome do que o pejorativo de “novela”). Também porque quando lemos a Bíblia e viramos uma página não percebemos que se passaram dias, meses, anos ou séculos e que nem tudo acontece tão rapidamente como uma simples leitura e nesta contagem de tempo as pessoas viveram, chorara, sorriram, tiveram filhos, morreram, sepultaram os mortos, guerrearam, festejaram e isto levou tempo!  

E terceiro porque (sem apoiar o dono da rede de televisão) é um programa onde a família toda junta pode assistir sem susto de cenas “picantes” ou violentas. Conheço casais que assistem junto aos filhos e aproveitam para sanar dúvidas e ensinar O Caminho. Sem falar que “milagrosamente” tenho visto homens verem uma  programação  juntos com a família; o que na média do homem brasileiro não é muito comum...

Este último parágrafo se enquadra nos testemunhos que tenho de vizinhos não crentes que estão aprendendo sobre a Bíblia e manifestando interesse em conhecer melhor este Livro Sagrado. Sendo que um dia uma delas até me deu uma lição quando eu me enganei sobre um assunto cogitado! 

Assunto este que discorro agora: “O FOGO ESTRANHO DE NADABE E ABIÚ”. Fiquei envergonhada pelo meu engano na conversa, mas ao mesmo tempo feliz em saber que ela está estudando a Bíblia sozinha... Foi assim que eu comecei... Quem sabe um dia ela será uma pastora também?! God knows.

Mas vamos ao estudo.

De acordo com a aliança que Deus fez com os israelitas, e a lei que Ele lhes entregou, Arão e seus descendentes masculinos seriam sacerdotes de Deus enquanto durasse aquela aliança (Êxodo 29:9). O trabalho do sacerdote incluía tais coisas como oferecer sacrifícios, manutenção das lâmpadas, pão e incenso no santuário, e ensinar a lei de Deus ao resto do povo.

Enquanto o povo ainda estava no Sinai, o tabernáculo (o templo móvel) foi erigido , e Arão e seus filhos foram consagrados como sacerdotes. Não muito tempo depois que eles começaram a servir como sacerdotes, encontramos este evento perturbador:

Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR, e os consumiu; e morreram perante o SENHOR” (Levítico 10:1-2).

Aqui estavam dois dos homens a quem Deus havia consagrado para servi-lo como sacerdotes, aparentemente vindo para o seu trabalho, e ele matou-os instantaneamente. O que eles estavam fazendo de errado? Eles estavam oferecendo algo que Deus não lhes tinha mandado oferecer. Por favor, observe: eles não estavam oferecendo nada que Deus tivesse explicitamente proibido. Eles estavam meramente oferecendo o fogo que Deus não lhes tinha mandado oferecer. Eles estavam sendo presunçosos, trazendo adoração a Deus que ele não tinha autorizado.


Nadabe e Abiú foram queimados pelo fogo de Deus por dentro! Seus corpos permaneceram intactos. Isto nos lembra do que Jesus falou: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.” -  Mateus15:11

O problema não era tanto o fogo estranho que eles pegaram fora das exigências de Deus. Muitas pessoas e até eu mesma quando nova convertida, não entendia esta passagem e achava que Deus era muito extremo “só porque eles usaram um fogo diferente”. Era algo muito mais profundo que se entende a medida em que se estuda a Palavra e o Deus da Palavra. Tinha a ver principalmente COMO eles estavam servindo à Deus! Na série neste canal de TV eles são mostrados como além de questionadores, desobediente ao seu pai ( o sumo sacerdote Arão) zombadores, eram dados a beber muito vinho (o que não duvido).

Eles já estavam contaminados por dentro, com suas zombarias e questionamentos sobre as coisas de Deus. Sua vontade própria falando mais alto a ponto de os ensurdecer para a palavra do Senhor. Por isso quando a ira de Deus veio sobre eles os consumiu de dentro para fora!

E hoje em dia não é diferente.

“E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou” (Levítico 10:3).

Ao oferecerem adoração que Deus não tinha autorizado, Nadabe e Abiú estavam deixando de considerar Deus santo. Adoração presunçosa não glorifica a Deus, e não é aceita por ele. Há quem pense que este princípio não se aplica mais. Eles pensam que se aplicava apenas durante o tempo do Velho Testamento, enquanto a Lei de Moisés estava em vigor. Eles pensam que, agora que estamos na “era da graça”, não mais precisamos ficar preocupados com obediência e santidade. Nada, contudo, poderia estar mais afastado da verdade.

A epístola aos Hebreus do Novo Testamento compara e contrasta a Velha Aliança (que estivemos considerando) com a Nova Aliança em Jesus Cristo. O primeiro capítulo desta epístola compara o Filho de Deus com anjos, que eram os mensageiros do Velho Testamento. É claramente demonstrado , usando as escrituras do Velho Testamento, que Cristo, o Mensageiro da Nova Aliança, é muitíssimo maior do que os anjos. A conclusão é tirada por nós no começo do segundo capítulo:

“Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos. Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo, como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade” (Hebreus 2:1-4).

A grandeza do Mensageiro é um indicador da importância da mensagem. Quando Deus nos entrega uma tal vital mensagem, o que deveríamos esperar se deixarmos de dar atenção a ela?
A epístola aos Hebreus continua neste estilo, mostrando claramente que, ponto por ponto, a Nova Aliança é maior do que a Velha. Quando o livro chega perto de sua conclusão, o aparecimento de Deus aos israelitas no monte Sinai é comparado a Jesus imperando desde o Monte Sião celestial (12:18-24). A lição para nós é:

“Tende cuidado, não recuseis ao que fala. Pois, se não escaparam aqueles que se recusaram ouvir quem, divinamente, os advertia sobre a terra, muito menos nós, os que nos desviamos daquele que dos céus nos adverte, aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: ‘Ainda uma vez por todas farei abalar não só a terra, mas também o céu” (Hebreus 12:25-26).

Mais uma vez, a própria magnificência da Aliança deverá dizer-nos quão importante é ser obediente às estipulações da Aliança:

“Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor” (Hebreus 12:28-29).

Deus ainda é exatamente tão santo como ele era no tempo de Nadabe e Abiú, e é obrigação daqueles que o adoram tratá-lo convenientemente.


Você serve à Deus de várias maneiras hoje em dia nestes tempos modernos: dirigindo seu carro, respeitando seu marido/esposa, criando filhos em amor, fazendo um bom trabalho em seu emprego, sendo um bom aluno, em sua congregação, enfim, são tantas formas de servir ao Senhor!

Mas não se esqueça,  A FORMA COMO O SERVIMOS dentro de nós é o que mais importa, porque servimos um Deus Onipotente, que nos conhece muito bem por dentro: Examina-me, Senhor, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração.” Salmos 26:2

Que Ele encontre em nós motivo de alegria e não de tristeza, muito menos furor.

Soli Deo Gloria

Tania Guahybav

terça-feira, 24 de maio de 2016

No blog Point Rhema: Padre Marcelo Rossi pede para brasileiros não votarem em religiosos


https://www.flickr.com/photos/galvaocaricaturas/6716565839/in/photolist-8EzBCM-8EErbU-8EzE8F-8EB26w-bewa2i-8sCTz5-9seKER-51EbtQ-8rY6cv-aYPXq6-8SQj9y-oKLx6c-p3fHMP-p3dPm5-p2Zqak-91U1ZV-kjk6hu-p3dPF3-pesFrV-9qGDmN-6jYBUx-kjpUKh-kjk1gM-axem1H-9qHeZZ-kjo83N-8sCTzj-kjhDrr-kjkeQb-h3agik-rpqjmW-kjhUUF-kjiTtc-kjiWWV-crs18d-qbdBR8-kjiv76-9qH3FL-51ExH3-kjp7Lo-9seqZZ-kjigX2-kjnGxX-9bBqZU-kjitc4-kjkCWG-kjmk2m-crrQEU-kjkwwh-h37jFw
PADRE MARCELO ROSSI PEDE PARA BRASILEIROS NUNCA VOTAREM EM RELIGIOSOS  [ * ]

Meu comentário  a respeito desta informação, postado lá no Point Rhema:

Pastor Carlos Roberto.

Se para o Marcelo Rossi ser "religioso" significa gente fanática por uma determinada corrente religiosa, eu concordo com ele, mas se pede para não votar em cristãos, então, discordo veementemente do padre. 

Ser cristão é diferente de ser fanático religioso, o primeiro é equilibrado e o segundo não se equilibra e tende a querer desequilibrar a todos.

Não penso ser correto que pastores abandonem suas funções eclesiásticas para entrar em atividades da política partidária. Digo isso não "demonizando" o "fazer política partidária", também penso não ser conveniente que estejam em outras áreas seculares, em atividades remuneradas de todos os tipos que conhecemos. Para mim, o pastor deveria ocupar-se apenas de almas, das coisas espirituais.

São poucos os pastores que exercem o ofício em tempo integral. Se durante o dia eles são advogados, comerciantes, bancários, vendedores, não há motivo de impedir que também sejam vereadores, deputados estaduais e federais, senadores... (Presidente da República?!) Que não haja nisso barreiras de contraditórias por parte de ninguém. Se pastores seguem de um lado, que possam seguir pelos dois... 

Na minha opinião, o ideal seria que os pastores indicassem pessoas, crentes maduras na fé, para representá-lo no meio político, não estar lá em pessoa. Creio que evoluiremos para esta situação um dia. E quando este tempo chegar, os cristãos serão mais abençoados por Deus.

Abraço.

E.A.G.

* - http:// pointrhema. blogspot. com.br/ 2016/05/ padre-marcelo-rossi-pede-para. html

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O que é oração?


Lições Bíblicas, da CPAD, edição do 4º Trimestre de 2010, cujo título é O Poder e o Ministério da Oração — O relacionamento do cristão com Deus; escrita com comentários de Eliezer de Lira e Sergio Silva. Lição nº 1: O que é oração?
Oração é o meio que Deus proveu ao ser humano a fim de que este viesse a estabelecer um relacionamento de comunhão contínua com Ele. O método que Deus proveu com a finalidade de que este viesse a estabelecer um relacionamento de comunhão contínua com Ele. Tanto mais o cristão ora com fé no Senhor, mais desenvolve sua comunhão e submissão com o seu Criador.

No idioma original do Antigo Testamento, o substantivo feminino para “oração” é “tephillah”; significa súplica, intercessão; aparece mais de setenta e cinco vezes, sendo que trinta e duas encontram-se nas páginas dos Salmos. Este termo hebraico é próximo de outro, “tephilin”, que se refere às fitas amarradas ao redor do braço do judeu devoto, quando se preparava ao período das orações no templo.

Nas páginas do Novo Testamento, em Mateus 6.6, para o vocábulo “orares” encontramos a palavra “proseuchomai”. Esta palavra tem sentido progressivo, começa com “pros” (na direção de [Deus]); junta-se com um substantivo (“euche”: uma prece) que por sua vez liga-se com um verbo (“euchomai”: súplica, solicitação; invocação). Assim sendo, entendemos ao pés-das-letras: a prece com invocação / clamor / súplica dirigida (s) a Deus. 

Ao orar o crente deve ter em mente ao menos três propósitos: adorar a Deus, agradecer-lhe e pedir algo para si e/ou para outrem (intercessão).

Ore reverentemente, com fé e humildade (Salmos 96.9; 132.7; Mateus 4.10; 1 Timóteo 1.17; Efésios 3.20; Tiago 1.6).

Ore quando estiver vivendo no período de adversidade ou saiba que outros vivem momentos adversos (João 16.33; 1 Pedro 4.12-16; Romanos 5.3); ore também quando tudo estiver correndo muito bem (Marcos 6.45-48; Lucas 22.39-46).

Devemos orar a Deus em todas as circunstâncias dessa vida (Salmos 119.2; Jeremias 29.1 3; Efésios 6.18).

Tenha seu lugar da oração. O crente precisa de um local próprio e adequado para fazer as suas orações devocionais diárias (Mateus 6.6; Marcos 1.35; Atos 10.9).

• Ore por si mesmo. Ninguém melhor do que você para conhecer as suas necessidades espirituais, sociais, afetivas, familiares, econômicas e físicas. Há necessidades que, por sua natureza e estratégias espirituais, não podem ser do conhecimento de mais ninguém, devendo o crente, orar ao Senhor no seu íntimo.

• Interceda em favor de amigos. Siga o exemplo de Jó, que experimentando enorme sofrimento e com necessidades múltiplas, dedicava um tempo em suas orações para orar pelos seus amigos (Jó 42.10).

• Ore pelos inimigos. Não é tarefa fácil, demanda o exercício do amor, da renúncia. Só é possível se queremos realmente agradar a Deus, obedecer a sua Palavra e dominar as paixões da carne (Mateus 5.44; Romanos 12.14; Gálatas 5.16-23). Nesse aspecto Jesus Cristo é o nosso exemplo (Lucas 23.34; 1 Pedro 2.23).

Ore por todas as pessoas, conhecidas e desconhecidas, ore pelas autoridades constituídas (1 Timóteo 2.1,2). A vida de oração torna o crente sensível às necessidades dos que lhe rodeiam e dos que estão distantes, sejam eles conhecidos ou não e em qualquer esfera social, como, por exemplo, o profeta Eliseu orou (2 Reis 4.12-36).

Não existe limite para o crente viver uma vida de constante e crescente oração.

A Palavra de Deus nos estimula a orar sem cessar (1 Tessalonicenses 5.17). Também, para que não soframos prejuízos em nossos compromissos diários, diz em 1 Pedro 4.7 que precisamos vigiar enquanto oramos.

Não dê espaço para as dúvidas, combata-as lembrando que o Senhor é fiel e cumpridor de suas promessas (Marcos 11.23; Hebreus 10.23). Creia em Deus e na bondade dEle para com você. Ele te ouve e está pronto para distribuir suas bênçãos (Lucas 18.19; Hebreus 11.6).

Medite:

"Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração" - Salmos 37.4.

"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á" - Mateus 7.7,8.

E.A.G.

Postagem baseada em:
Bíblia de Estudo Plenitude, páginas 447, 955, edição 2001, Barueri (Sociedade Bíblica do Brasil).
Lições Bíblicas - O Poder e o Ministério da Oração: O relacionamento do cristão com Deus; comentários de Eliezer de Lira e Sergio Silva; edição ao 4º Trimestre de 2010; Lição nº 1: O que é oração?; Rio de Janeiro (CPAD).