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quinta-feira, 15 de maio de 2014

O livro de Levítico, o terceiro livro da Bíblia Sagrada

www.mihaicriste.blogspot.com
O livro de Moisés intitulado Levítico, recebe seu nome em português derivado da Septuaginta (LXX, a mais antiga tradução grega do Antigo Testamento), e significa Relativo aos Levitas. Entretanto, seu título em hebraico original é a primeira palavra do texto hebraico da obra, e comunica o seguinte: "E, ele, Yahweh, chamou"

Em mais de cinquenta passagens neste livro afirma-se que Yahweh, o Senhor, falou tais palavras a Moisés, que as anotou pessoalmente, ou mandou registrar (4.1; 6.1; 8.1; 11.1; 12.1). O próprio Messias, Jesus Cristo, também atestou a autoria mosaica de Levítico (Marcos 1.44 em relação a Levítico 13.49.

Embora o livro não trate exclusivamente dos deveres especiais dos levitas, recebe esse nome porque diz respeito, sobretudo, ao culto de adoração no Tabernáculo, dirigido pelos sacerdotes, filhos de Arão, em cooperação de muitos membros da tribo de Levi.

A Palavra expressa no livro de Levítico registra as leis e as ordenanças para o estabelecimento do culto à pessoa de Deus que se realizará nas dependências desse espaço santo denominado Tabernáculo (Tenda, Casa, Templo), incluindo-se as instruções sobre a purificação cerimonial, as leis morais, os dias consagrados (santos), o ano do shabbãh, sábado, e o Ano do Jubileu. Essas leis foram outorgadas, em sua maior parte, no ano em que o povo de Israel estava acampado no monte Sinai, quando o Deus deu ordens expressas a Moisés sobre como organizar a adoração, o governo e as forças militares de Israel.

Levíticos é um dos livros mais difíceis de se ler no Antigo Testamento, nele há poucas narrativas e personalidades. Não há poesia. É repleto de regulamentos, rituais, estatutos meticulosos. Leis apresentadas ali é de difícil compreensão para quem vive nos dias atuais. Muito leitores decididos a ler a Bíblia inteira desanimam nas páginas de Levíticos. A grande quantidade de detalhes pode aborrecer ao leitor que não sabe para onde as simbologias apontam. Portanto, é recomendável efetuar a primeira leitura com vista ao ângulo panorâmico, e somente após ter conhecido todo o livro, retomar à leitura para. prestar atenção às minucias.

Os rituais por que Israel teria que passar são uma demonstração dos terríveis perigos e efeitos danosos do pecado. Eles sublinham a realidade de que um só pecado pode contaminar todo o nosso ser, assim como uma gota de veneno se dissolve completamente dentro de um copo d'água.

Através do tema central do livro, que é a santidade, o livro tem uma grande lição para os israelitas e para nós (11.44). Os ritos e cerimônias da religião judaica nos fazem lembrar que Deus é um Deus santo, e que nada contaminado pelo pecado pode permanecer em sua presença.

Todos os rituais e ofertas da religião judaica nos fazem olhar para o Cordeiro de Deus, ao sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário para nos salvar. Precisamos recordar que Deus nos deu uma maneira diferente de lidar com o pecado. Agora, já não mais com sacrifícios, mas por meio da morte de seu Filho temos condição de nos aproximar dEle.

Bíblia Devocional de Estudo, páginas 135, 136, edição 2000, São Paulo, Fecomex.
Bíblia Sagrada King James - Edição de Estudo, página 149, edição de julho de 2013, Abba Press Editora e Divulgadora Cultural Ltda, Sociedade Bíblica Íbero-Americana.
Surreal Paintings, Mihai Criste - http://mihaicriste.blogspot.com.br/

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A Igreja Universal do Reino de Deus é uma seita?

http://www.panoramio.com/user/1332140?with_photo_id=12611742
Igreja Universal do Reino de Deus em Belém - Pará.
Antes de tudo, faço uma observação sobre a crítica cristã: A única maneira de encontrar discernimento espiritual é examinando a Bíblia Sagrada, procurando textos e contextualizando-os, para depois colocá-los como base ao confronto, que julgará procedimentos e pessoas, e determinará se eles agem correta ou incorretamente à luz da vontade divina. E, aos que recitam que o crente não pode julgar, recomendo ler as palavras de Jesus em João 7.24, dizendo que podemos, sim.

Entre os meus contatos da rede social, encontrei a seguinte postagem:

"Perdoem-me os irmãos que pensarem diferentemente de mim; mas, prefiro o meu entendimento. Dizer-se que a "igreja" Universal é igreja evangélica e modelo de conquista de almas para Cristo é a mais ingênua das afirmações. Tanto a IURD quanto as suas congêneres são uma aberração no ambiente evangélico em todo o mundo."

Na sequência, pode-se ler como alguns outros evangélicos consideram a IURD:

• não é igreja evangélica, é uma mutação do evangelho;
• modelo de como uma igreja séria não pode ser;
• fala de Jesus mas nem todos que falam de Jesus são dEle;
• uma mistura das doutrinas de Testemunhas de Jeová, espiritismo e umbanda, que também falam de Jesus;
• liderada por "chartalães", quem os ouve não respeita a Palavra de Deus e irá para inferno;
• quem faz as igrejas são pessoas, não podemos generalizar; não podemos ferir a igreja, a crítica precisa focar na liderança dela.

Uma pessoa fez o seguinte comentário, que concordo, acho interessante, e coloco aqui de maneira extensa:

"Eu não concordo com eles em alguns pontos (que) eles dizem sobre Jesus. O problema se encontra na liderança que age tolamente. Exemplo: as cartas às sete igrejas, do Apocalipse, foram enviadas aos pastores, pois toda mudança acontece de cima a baixo."

A minha participação:


Desde os meus primeiros passos na fé, a primeira carta de João é uma das partes mais interessantes de toda a Bíblia Sagrada. Perdi a conta de quantas vezes reli, sempre encontrando algo novo e revigorante para meu espírito.

Vou compartilhar alguns versículos, que considero de muita importância para o assunto tratado aqui.

I - Os versículos que mostram o motivo da existência da epístola: 

“Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra” - 1 João 1.4.

"Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus" - 1 João 5.13.

Motivos:

a) a redação tem como finalidade a comunicação do apóstolo com os cristãos, crentes na autoridade do nome de Jesus;
b) a intenção é que esses cristãos leiam e absorvam todo o ensinamento redigido e assim encontrem a alegria plena;
c) exortar para que os cristãos mantenham a fé na autoridade do nome de Jesus;
d) lembrar que eles possuem a vida eterna.

II – A recomendação ao cristão para manter alerta o discernimento espiritual:

“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” - 1 João 4:1.

III – Versículos que instruem como fazer uso do discernimento espiritual, para identificar falsos profetas e falsos pastores:

Ao longo da carta, João aborda a questão de como o cristão deve usar o discernimento, dá dicas para verificar o conteúdo que os pregadores têm em seus discursos.

Vejamos:

1. O falso cristão nega a divindade de Jesus

“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai. Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai” - 1 João 2.22-24.

2. O falso cristão não reconhece a origem divina de Jesus e sua encarnação

“Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no mundo” - 1 João 4.2-3.

3. O cristão verdadeiro crê e declara que Jesus Cristo é o Filho de Deus

"Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus" - 1 João 4.15.

"Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?" - 1 João 5.5.

Minha conclusão

De acordo com a inspiração de João sobre seitas, abordando o assunto da IURD ser ou não ser seita, e observando os líderes da IURD em suas pregações,  noto que eles não negam a divindade de Jesus e nem a sua encarnação. Por este motivo eu não tenho capacidade de dizer que a Universal é seita, apesar de estranhar muito, muito mesmo, suas liturgias de culto no que tange ao uso de elementos como óleo e terra de Israel.

Por outro lado, digo que 1 João me faz entender que este detalhe da Universal sobre a Pessoa de Jesus, deixa-os bem distantes de religiões africanas e suas filiais brasileiras. Na verdade, o candomblé e o espiritismo negam ser Jesus Filho de Deus e ser também Deus. Outras religiões fazem parecido, negam a Divindade de Cristo, como Testemunhas de Jesus e Adventistas do 7º Dia (a segunda faz isso de modo contraditório, num momento sim, em outro não).

E.A.G.

terça-feira, 13 de maio de 2014

O ministério de profeta


Por Eliseu Antonio Gomes

"E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo" - Efésios 4.11-12.

Em 1 Corintios 12.10, Paulo escreve sobre o dom de profecia e em Efésios 4.11-12 aborda o dom ministerial de profeta. Ambos os dons envolvem dificuldades de entendimento para alguns. É equivocada e muito prejudicial a crença dos que julgam que o Espírito Santo só fala ao crente, ou revela, por meio do dom de profecias.

O Espírito Santo também interage de modo especial por intermédio daqueles que Deus deu à Igreja para cumprirem os cinco ofícios ministeriais: apóstolos; profetas; evangelistas; pastores; doutores / ou, mestres.

Jesus e os apóstolos demonstraram, por palavras e exemplos práticos, o quão é importante o ofício de profeta. A Igreja Primitiva é o modelo ideal a ser seguido pelas igrejas cristãs ao longo da História. Nas páginas neotestamentárias, observamos que tanto o dom de profecia quanto o dom ministerial de profeta têm valor essencial para o desenvolvimento espiritual salutar da igreja local. Portanto, é preciso valorizar de maneira igual, em suas especificidades, tanto os dons espirituais quanto os cinco dons ministeriais.

Profeta, ou profetiza, é a pessoa que Deus chama para ser seu porta-vos oficial, a pessoa que anuncia a mensagem divina. O ministério de profeta é importantíssimo para a Igreja de Cristo nos dias atuais.

No Antigo Testamento,  Deus não se relacionava com todos diretamente pelo Espírito. Apenas os profetas, sacerdotes e reis eram ungidos e tinham porções do Espírito Santo. O ministério de profeta era o único em favor das pessoas do ponto de vista da pregação e ensino. Por inspiração do Espírito, o profeta pregava de maneira vocal e escrita, somente ele era autorizado comunicar-se em nome de Deus.

Na Antiga Aliança, os profetas falaram para religiosos que não haviam nascido de novo, para pessoas que viviam em um sistema de adoração sacrificial, pessoas que não alcançaram o tempo da plenitude da graça divina. Os profetas estavam incubidos de entregar a mensagem que o Senhor lhes dava para anunciar e as transmitiam (Jeremias 27.4; Amós 3.7). Sofreram perseguições terríveis por trazer à nação de Israel e outros povos a mensagem divina.

No Novo Testamento, profetas foram colunas na Igreja Primitiva e puderam lidar com pessoas capazes de adorar a Deus em espírito e verdade, pessoas recriadas pelo Espírito, que experimentaram as bênçãos da Nova Aliança, época composta de uma superior promessa divina do Criador para a criatura, eles comunicaram-se com gente que possuíam acesso direto ao Pai Celestial, porque em Cristo todos somos feitos reis e sacerdotes (Hebreus 8.6, 1 Pedro 2.9, Apocalipse 5.9-10).

No período da Dispensação da Graça, apesar de o Senhor colocar o ministério quíntuplo, "visando o aperfeiçoamentos dos santos", observamos que os profetas não perderam a distinção, desempenham um importante papel de liderança juntamente com os apóstolos. Expressaram-se baseados na revelação do Antigo Testamento e no testemunho dos apóstolos, edificando e fortalecendo assim a comunidade cristã (Atos 11.27; 13.1; 1 Corintios 12.28-29; 14.3, 29; Efésios 4.11; 1 Timóteo 4.14).

Na atualidade, possuímos a Bíblia, a profecia maior, todo o crente deve ser guiado pelo Espírito Santo (Romanos 8.14). No entanto, cabe entender que o Senhor continua a levantar e a usar seus porta-vozes para revelar a sua vontade ao seu povo.

Por vocação divina, o ofício de profeta se consiste em, nos momentos necessários e tempo certo, proclamar e interpretar a Palavra de Deus com fidelidade, objetivando alertar pessoas e comunidades cristãs contra perigos, aconselhar segundo a orientação bíblica, animar a todos a manterem-se fiéis, trazer conforto aos que sofrem por meio da instrumentalização de sua pessoa através de dons espirituais e ministeriais. Mensagens proféticas são de grande valia para preparar a igreja local contra ameaças e alertar a existência de pecados que comprometem a integridade espiritual do Corpo de Cristo.

"De todos os dons espirituais, um dos que mais devemos desejar é seguramente o de discernimento. Nós ouvimos muitas vozes e não podemos seguir todas elas" (Gilbert Kirby, em Cristianismo Equilibrado - CPAD).

É importantíssimo ao cristão ter condições para identificar a figura do falso profeta, para não ser enganado com falsas profecias (Mateus 7.15-20). Uma das fórmulas de provar com eficácia o ministério de profeta é procurar saber se há produção de frutos bons ou ruins, se há interesse em produzir justiça. Para reconhecer o falso profeta basta analisar seu caráter, identificar a sua arrogância, ver a péssima qualidade de seus frutos. Mesmo que eles realizem milagres, a norma bíblica para julgar a procedência da mensagem é observar o estilo de vida deles, isto é, se demonstram viver de acordo com o fruto do Espírito, cuja característica encontramos em Gálatas 5.16-23.

A missão do profeta no âmbito do Novo Testamento é um chamado para falar segundo o coração de Deus. É digno de nota que existe apenas o livro de Apocalipse em caráter profético no Novo Testamento.

Assim como ocorreu no passado remoto, hoje em dia também nem sempre a mensagem que o profeta entrega é aceita. São raras as vezes que a pessoa do profeta é benquista na sociedade em que vive. Sofre a rejeição por causa do exercício exemplar de seu ministério profético.

E, nos dias atuais, o ministério profético continua a ser uma plataforma em que o profeta deve dedicar-se única e exclusivamente aos interesses do Senhor. O profeta verdadeiro não é manipulador, entrega mensagens conforme estipulado pelo Pai Celestial, não fala e não age por interesses próprios, não tenta fazer com que o conteúdo do recado a ser anunciado favoreça propósitos pessoais ou de uma coletividade ao qual pertence.

Em suma, a inclinação do profeta é sempre no sentido de edificar a Igreja de Cristo para a glória de Deus.

E.A.G.

Compilações:
Dons Espirituais & Ministerias, Elinaldo Renovato, edição 2014, Rio de Janeiro (CPAD).
Lições Bíblicas-professor, Elinaldo Renovato, 2º trimestre de 2014, páginas 48-53, Rio de Janeiro (CPAD).
Nos Domínios do Espírito Santo, Estêvam Ângelo de Souza, página 66, edição 1992, Rio de Janeiro (CPAD).