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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Quer trabalhar no Facebook? Vagas abertas no Brasil

Empresas da área de tecnologia estão com vagas abertas no Brasil e em outros países. Existem dezenas de oportunidades em diferentes áreas, inclusive para quem quer estagiar. 

No Facebook, há vagas para Engenheiro, Especialista em Mídia Social, Advogado Especialista em Direito Internacional, e para Estagiários@Facebook, projeto piloto que tem como objetivo principal desenvolver talentos para as áreas de negócios da companhia no país. Podem participar estudantes com graduação para 2014, nos cursos de Administração de Empresas,Ciências Econômicas, Publicidade, Propaganda e Marketing. Ao final do período de um ano o candidato pode conseguir a vaga fixa.

O concorrente deve ter inglês avançado ou fluente, e o processo seletivo será composto de testes online, check up de competências e entrevistas presenciais.

Confira o perfil das vagas na página de emprego da rede social (é necessário estar com ao perfil pessoal conectado ao Facebook antes de clicar no link, do contrário o link não abrirá):

https://www.facebook.com/careers/locations/saopaulo

E.A.G.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A celebração da primeira Páscoa


Por Eliseu Antonio Gomes

"Vocês a comerão numa só casa; não levem nenhum pedaço da carne para fora de casa, nem quebrem nenhum dos ossos. Toda a comunidade de Israel terá que celebrar a Páscoa" - Êxodo 12.46, 47 (NVI). 

Deus desejava que os israelitas não se esquecessem do dia triunfal em que seus filhos primogênitos escaparam da morte no Egito e o grande livramento dos seus antepassados da escravidão do Egito. Assim surgiu a festa da Páscoa como um memorial, o principal evento dos israelitas, um período anual de celebração dos judeus (Êxodo 12.1-20; 13.3-10; Deuteronômio 16. 1-8; Marcos 14.12).

Em hebraico o nome dessa festa sagrada é Pessach, o vocábulo significa "passar por". Este nome deriva da passagem do anjo exterminador, durante a qual foram poupadas as habitações dos israelitas, cujas portas tinham sido aspergidas com o sangue do cordeiro pascal (Êxodo 12.11-27).

O período do festejo era uma oportunidade para os israelitas descansarem, alegrarem-se a adorarem a Deus.  Começava no princípio do décimo quinto dia do mês de abibe, à tarde, (em nosso calendário entre março e abril), que segue ao começo da primavera no hemisfério norte.

Os elementos da Páscoa: cordeiro ou cabrito sem defeito, pão, ervas amargas

No tempo em que Jesus viveu entre os judeus, todos deviam ir à Jerusalém celebrar. Matavam-se cordeiros e cabritos no templo e levavam-nos às casas para comê-los numa ceia especial. Na residência, era servido o cordeiro, o pão sem fermento, ervas amargas, molho de hissopo, tomava-se vinho e recitava-se Salmos e orações.

Os sacrifícios significavam expiação e dedicação, cada família teria que ter o seu cordeiro ou cabrito sem mácula, o animal era assado e comido pelos membros duma família com ervas amargas e pães ázimos, e nada poderia faltar ou sobrar da refeição sacrificial. O sangue do animal  sacrificado era aspergido nas umbreiras e vergas das portas das casas.

Nessa ocasião o chefe da família contava a história da redenção do Egito, os judeus limpavam cerimonialmente as suas casas, eliminando todo o resto de fermento dos alimentos, até a menor migalha de pão fermentado. Os estrangeiros não eram proibidos de participar, talvez até quem os tivesse acompanhado no episódio da saída do Egito, mas deveriam circuncidar-se para fazer parte da celebração (Êxodo 12.38, 43-51).

O animal imolado era uma figura do sacrifício de Jesus. Os pães ázimos da Páscoa simbolizavam a pureza, na era cristã a fermentação simboliza a maldade no coração humano (Levíticos 2.11; 1 Coríntios 5.6). As ervas amargas faziam lembrar da amargura dos tempos de escravidão egípcia, apontavam para todo o sofrimento que os israelitas viverem no Egito.

A relevância da Páscoa e da Santa Ceia ao cristão

Em sua própria Pessoa, Jesus Cristo não modificou, mas cumpriu a Páscoa, dando a prática judaica novo e mais profundo significado. Ao celebrar a Santa Ceia, utilizou o pão e o vinho como símbolos do poder libertador da sua morte na cruz.

A Páscoa celebrava o fato de Deus ter libertado o seu povo do cativeiro egípcio, seus rituais  representavam a antiga aliança de Deus com os judeus. A Ceia do Senhor celebra o fato de Deus nos libertar da escravidão do pecado, lembra ao cristão a nova aliança de Deus com todos os povos.

O cordeiro sacrificial da Páscoa aplacou o anjo da morte (Êxodo 12.3.13); o pão da ceia significa o corpo de Cristo, partido na condenação de nossos pecados. O pão lembrava a saída apressada do Egito e passou a lembrar aos cristãos o corpo do Senhor oferecido em sacrifício na cruz pelos pecados. Jesus é o Pão da Vida (João 6.35).

Aquilo que significava a libertação da escravidão egípcia aos israelitas, simbolizam agora a libertação da escravidão do pecado para todos que aceitam o plano divino da salvação por meio do Cordeiro de Deus, Jesus. (Marcos 14.22-26; Lucas 22.14-20; 1 Coríntios 11.23-25).

O vinho da Ceia simboliza a  ação redentora do Senhor, o sangue inocente de Cristo derramado por nós na cruz, em favor de toda a humanidade que nEle crê, remete a morte do Filho de Deus que nos compra a vida na eternidade.

Referências no Novo Testamento

Páscoas anteriores à morte de Jesus: João 2.13-23; 6.4;
A Páscoa celebrada por Jesus aos doze anos: Lucas 2.41, 52;
Páscoa da Paixão: Mateus 26.2, 17-30; Marcos 14.1, 12.31; Lucas 22.1, 7-38; João 11.55; 12.1; 13.1; 18.28; 19.14;
Quando a Igreja Primitiva estava perseguida por Herodes: Atos 12.1-4.

Conclusão

O texto bíblico que instruía ao judeu celebrar a Páscoa determinava que nenhum osso do cordeiro pascal deveria ser quebrado. Do mesmo modo, embora os outros homens que foram crucificados com Jesus tivessem as pernas quebradas pelos soldados romanos, para apressar a morte deles, nenhum dos ossos de Jesus, nosso cordeiro pascal, não foram quebrados quando foi sacrificado pelos nossos pecados, conforme anunciou a profecia de Davi (Salmo 34.40; João 19.33-36).

A Páscoa é uma das festas mais significativas para a Igreja. Os cristãos podem afirmar que Jesus Cristo é a sua Páscoa, o seu Cordeiro Pascal, pois Ele morreu para trazer redenção aos judeus e gentios (1 Coríntios 5.7b).

Jesus Cristo é designado com o título Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O animal imolado na festa judaica é símbolo do Filho de Deus (João 1.29; 19.36; 1 Coríntios 5.7-8).

E.A.G.

Consultas:
Bíblia de Estudo Almeida, páginas 138; 244; Concordância temática, página 264, edição 2006, Barueri-SP (SBB).
Bíblia de Estudo Vida, página 1532, 1635, edição 1998, São Paulo - SP, (Editora Vida)
Bíblia Evangelismo em Ação, páginas 69, 1067, edição 2005, São Paulo - SP - (Editora Vida).
Bíblia Sagrada com Dicionário e Concordância Gigante, edição 2013 - Conciso Dicionário Bíblico, D. Ana e D.L. Watson; página 263, Santo André - SP,  (Imprensa Bíblica Brasileira //Geográfica Editora / Juerp).

domingo, 19 de janeiro de 2014

A tradição do paletó

A peça tradicional do guarda-roupa masculino já completou 150 anos sem nunca ter sido desprezado.

Considerado símbolo tradicional de poder, o terno ultrapassou barreiras e deixou de ser apenas uniforme oficial do capitalismo. Em um século e meio de existência, a peça de alfaiataria chegou às lojas populares e se modernizou sem perder a elegância. Hoje todas as classes sociais têm acesso ao terno.

Colocando de lado toda a simbologia em torno da roupa, o padrão de vestimenta semelhante nasceu da guerra, da revolução e da peste. Ao contrário do que representa atualmente, surgiu depois que o rei Carlos II da Inglaterra, no século 17, decretou que sua corte se vestisse de forma simples, com menos tecidos e babados. O país havia sofrido um surto de peste bubônica em 1665 e, um ano depois, Londres sofreu com um grande incêndio. Então, o rei ordenou que todos os homens da corte se vestissem com túnicas, camisas e calças. Assim nascia os trajes que evoluíram para o terno que conhecemos hoje.

A palavra terno - que originalmente se referia a um trio: paletó, calça e colete - hoje também é usada para referir-se ao uso de calça e paletó, e se transformou ao longo do tempo. Nos anos 30, houve uma redução no comprimento do paletó. Ao longo dos anos 1940 e 1950 a tendência foi de simplificar e modernizar o processo, tanto quanto possível. Na década de 1960, período de pós-guerra mundial, o tamanho da lapela foi reduzida. Paletós também foram cortados o mais reto possível, sem qualquer indicação de uma cintura. O racionamento do pano mudou estilos significativamente, contribuindo para uma grande redução na popularidade de muitos cortes, como o terno trespassado. Na década de 70, veio a ideia de menos formalidade, usar ternos coloridos, em cores mais vivas. Mostarda, verde, amarelo, caqui e até vermelho vieram para abolir as cores tradicionais mais usadas na época, que eram o azul, cinza e marrom. Assim, deixaram os ambientes de escritórios e são usados em situações variadas, inclusive festas. Ficou mais esporte e já é usado com camisa sem gravata, ou apenas a camisa e a gravata.

Atualmente, o terno representa conforto, elegância e bem-estar, o que determina a ocasião e a forma de uso do terno são as cores e as combinações feitas com ele e os acessórios complementares. Em casamentos de dia, as peças em cores claras sem uso de gravatas são mais escolhidas, se as gravatas são usadas têm tons mais vibrantes. Durante a noite a opção é o uso de ternos mais escuros.

Apesar de tradicionalmente o colete fazer parte do terno, alfaiates costumam confeccioná-lo para que seja vestido com paletós de dois botões.

E.A.G.

Postagem relacionada: A unção da gravata.