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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Priscila, serva do Senhor

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Há uma esposa, na Bíblia, de quem temos algumas informações a respeito. Trata-se de Priscila, esposa de Áquila, um dos mais esforçados missionários da Igreja primitiva. Seu nome é mencionado seis vezes e, se bem que as referências sejam poucas, temos o suficiente para pintar o retrato de uma companheira ideal para um ministro. É possível reconhecer, nas menores referências, a nobre fidelidade, primeiro a seu marido, depois à Igreja e por fim e melhor de tudo, a Jesus Cristo.

Áquila levava uma vida errante; a primeira vez que seu nome é mencionado, está em Ponto, depois em Roma, Corinto, Éfeso, mais tarde novamente em Roma e em seguida volta à Éfeso. E em todos os lugares sua fiel esposa está ao seu lado, visto que os nomes figuram sempre juntos. Às vezes é Áquila e Priscila, prova de que é ela a mais importante do par e a atividade do marido é essencialmente devida a esposa.

A fidelidade é a base da verdadeira compreensão dos deveres conjugais, e principalmente na esposa do ministro ou missionário, porque esta precisa acompanhar seu marido a lugares que muitas vezes nada têm de atrativos. E uma das principais qualidades que precisa ter em seu caráter é poder sentir bem e útil em qualquer lugar. Uma vez perguntaram à esposa de um ministro, em que lugar ela preferia morar, ao que ela respondeu: "no lugar em que meu marido se sentir mais feliz".

Priscila mostra fidelidade à igreja, quando é consultada por Áquila para deixar o negócio do armazém que possuíam em Corinto e passaram a acompanhar o grupo dos auxiliares de Paulo no serviço de Cristo, fazendo naquela cidade um grande trabalho para o Senhor. Tendo talvez uma casa maior do que a maioria dos cristãos primitivos, iniciaram aquela igreja  em sua casa, e parece que fizeram isso em todos os lugares onde estiveram, porque sabemos que também o fizeram em Roma. "A igreja que está em sua casa" (Romanos 16.3-5), dá a entender que Priscila é a principal interessada nesse negócio, porque teria sido impossível a Áquila receber a igreja em sua casa se a esposa não tivesse acordo, apontando assim um ideal à todas as mulheres.

Atos 18.24-26: a verdade com amor a Cristo

O casal estava em Éfeso quando chegou àquela cidade, vindo de Alexandria, um pregador interessante: Apolo, homem eloquente nas Escrituras. Porém, tinha um defeito muito sério, só conhecia um Jesus ético, pregador da justiça e do sermão da montanha, mas não o Jesus sacerdote e rei. Priscila e Áquila sentiam que precisavam ajuda-lo.

Podemos então imaginar Priscila convidando-o uma noite, depois da conferência, para ir cear com o casal, principiando com muito tato e delicada tarefa de ensinar-lhe o caminho mais excelente para Deus. Alimentado com o forte alimento espiritual ministrado por Paulo, o casal sabia muito bem como mostrar a Apolo o que significava a presença de Cristo no crente.

Priscila foi sempre fiel ao Senhor Jesus e a última notícia que temos dela é a referência em 2 Timóteo, capítulo 4 e versículo 19, última carta de Paulo, poucos meses antes de sua morte. Nesta carta, não há longa lista de amigos e só três são mencionados em Éfeso, dois dos quais são Priscila e Áquila. Tinham se passado  quase dez anos e eles e eles permaneciam unidos e, o que é melhor, fiéis a Jesus Cristo.

Não há dúvida que existem muitas mulheres que são excelentes esposas de ministros, e destas uma das primeiras e mais ilustre foi uma antiga senhora romana, fiel ao seu marido, à igreja, à verdade, e principalmente ao Senhor Jesus.

E.A.G .

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Texto extraído com adaptação da revista Círculo de Oração, 1º trimestre de 1987, página 9, (CPAD). Autoria não revelada.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Nostalgia e gratidão a Deus

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Avenida Mutinga - Jardim Mangalot - São Paulo/SP



Nesta tarde, encontrei uma postagem do Pr. Geremias do Couto em meu perfil do Facebook. O título dela era Em Tudo Dai Graças. Ela relata momentos de sua infância. Coloquei meu comentário. E o conteúdo é compartilhado neste blog.

Tenho a teoria que o passado sempre aparece em nossa memória com sabor de nostalgia porque o tempo da infância antecede o ápice de nossas vidas. Experimentamos a curva crescente da força e da beleza e elas se vão com os anos, sem que tenhamos a noção de importância desse estágio da vida enquanto estamos nela. Penso assim me baseando nos belos versículos poéticos que encontramos em Eclesiastes 11.7-10; 12.1-7. 
Nasci em 1965. Vivi minha infância  num clima rural, o quintal do meu pai, presbítero assembleiano e professor de música na igreja, tinha árvores frutíferas, milharal, galinhas, coelhos. Os quintais da vizinhança também. Sempre houve energia elétrica em casa. A lâmpada de Thomas Edison chegou ao nosso vilarejo antes do meu pai comprar o lote de terra e construir a nossa residência, comigo ao lado fazendo vezes de servente de pedreiro para ele aos finais de semana e para pedreiros de profissão de segunda à sexta-feira (fazia isso eventualmente pelo prazer de ser útil e não como obrigação).
As ruas da região em que cresci  só receberam asfalto e luz elétrica quando já era bem grandinho. A criançada brincava solta por todos os lados, com pés no chão. Não havia preocupação com violência e banditismo. As casas ficavam de portas abertas. O leiteiro deixava o leite empilhado em caixas na esquina todas as manhãs e ia embora. Os moradores pegavam sua quota diária e pagava depois em dia predeterminado.
Havia um rádio embutido num móvel enorme de mogno em nossa casa. Ele era tão grande para meu corpo então pequenino que encontrava espaço para me esconder dentro durante as brincadeiras de esconde-esconde/pique-esconde. Fechava uma portinhola e me mantinha quieto dentro de um compartimento onde eram guardados discos de vinis do Feliciano Amaral!
Os dias atuais são diferentes. Quando visito meu pai, 70 e poucos anos, relembro o tempo em que era um homem forte. As forças dele se foram e a empatia com a vizinhança é a mesma. Não existem mais árvores, o espaço de quintal foi usado para aumentar o espaço residencial. Não há bichos, a Prefeitura proíbe a criação porque classificou a área como zona urbana. Não vejo mais tantos pardais e bem-te-vis como via antes. As casas dos vizinhos não possuem mais jardins e as cercas baixas de madeiras foram trocadas por cercas de ferros com pontas de lanças e muros altos. O empreendimento imobiliário avançou na região, derrubou bosques e matas, colocou velhas residências no chão e levantou prédios.
Olho os dias do passado com nostalgia. Dou graças a Deus por ter vivido o que vivi. Agradeço também pelo presente momento que vivo agora. Minha fase infantil era boa, minha fase de adulto é ótima!
E.A.G.

O legado de Elias

Blog Belverede. Eliseu Antonio Gomes. https://belverede.blogspot.com.br
Por Eliseu Antonio Gomes

A chamada ministerial é uma situação de especificidade, é uma característica única na vida das pessoas, algo impossível de ser copiado, repetido por outros. É uma relação entre o Senhor e a personalidade do servo.
Deus prepara o ser humano para a missão a ser desempenhada, coloca nas entranhas de sua alma talentos próprios, para cumprir sua função ministerial, dá-lhe situações na vida para aprimorar sua vocação.

Características distintas entre a vida de Elias e Eliseu

Qual a profissão do profeta Elias? Talvez não tivesse nenhuma ocupação especializada, pois a Bíblia Sagrada relata apenas seu local de origem e não sua atividade de trabalho secular. Por sua vez, Eliseu era boiadeiro e trocou o ofício terreno pelo sagrado.

A Bíblia não relata a morte de Elias, informa que ele foi arrebatado numa carruagem de fogo. Mas, informa a morte de Eliseu, e que seu cadáver continha virtude e foi capaz de ressuscitar um homem morto.

Imitadores de Eliseu?

Quando o profeta Elias encontrou o jovem Eliseu, ele arava a terra usando doze juntas de bois. Elias passou sobre ele o seu manto. Após o ato simbólico, Eliseu fez uma mesa de confraternização usando como alimento as carnes dos animais que usava para trabalhar na terra, para isso usou o jugo dos bois como madeira  de combustão para preparar o fogo. Isto é, deixou a sua profissão para exercer o ministério de profeta em tempo integral.

Alguns cristãos tomam a atitude como um exemplo para a carreira de obreiro. É preciso situar e contextualizar. Não é possível comparar sem fazer as devidas proporções. Eliseu era um profeta no Antigo Testamento, viveu na Dispensação da Lei, não conheceu Cristo e não pregou as Boas Novas do Calvário. Nós somos almas que estamos na Dispensação da Graça, conhecemos a Jesus e seu sacrifício vicário, temos a missão de anunciar ao Senhor como Salvador.

O legado cultural tem a ver com o idioma, costumes e tradições, que passam de uma a outra geração. Mas, para o cristão, a herança que é uma obrigação ser transmitida é apenas a fé em Cristo, como Senhor e Salvador. A missão do cristão é ensinar seu semelhante a imitar a Cristo (1 Coríntios 11.1).

E.A.G.