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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Gênesis 10.9: Ninrode poderoso caçador

Quem foi Ninrode?

Não se sabe muito a seu respeito. Era filho de Cuxe, que por sua vez era filho de Cam, e este filho de Noé, portanto, era bisneto de Noé.

Nasceu logo após o dilúvio. Pensa-se que o pai de Ninrode não seria o mesmo Cuxe da Etiópia, mas uma pessoa pertencente à dinastia caxita da Babilônia.

Era guerreiro e tinha fama de herói. O título de “caçador” pode ser compreendido literalmente a respeito daquele que vai à caça de animais ferozes, ou talvez signifique o chefe das incursões contra as nações circunvizinhas.

Atos de Ninrode

Sabe-se que Ninrode era um homem deveras capaz de atrair pessoas ao redor de si, grande empreendedor, uma personalidade proeminente, um líder que viveu por  400 anos entre a geração que veio a existir após o dilúvio e a vida do patriarca Abraão. A julgar pelas idades mencionadas em Gênesis 11.10-16, viveu intensamente durante todo este período.

Ninrode é descrito como homem valente “poderoso caçador diante do SENHOR” (Gênesis 10.9). Provavelmente, a fama de “poderoso caçador” adveio-lhe de ser ele protetor do povo, num tempo em que animais ferozes era uma constante ameaça de morte. A descrição ”diante do SENHOR” talvez tenha sentido teológico, leva-nos a pensar que as proezas de Ninrode fossem de interesse do Criador (Gênesis 10.9).

Além do livro de Gênesis, a ocorrência do nome Ninrode é encontrada no livro de Miquéias, capítulo 5 e versículo 6, quando “terras da Assíria” e “terras de Ninrode” são citadas em paralelo - recurso poético usado pelo profeta para referir-se ao mesmo lugar. A Assíria, nesse trecho bíblico é símbolo de todas as nações ímpias do mundo.

A torre

Sabe-se que, primeiramente, Ninrode estabeleceu um império em Sinar (Babilônia). Cogita-se que na ambição de controlar a multiplicação dos povos e evitar a dispersão rápida da raça, empreendeu o projeto de construção da torre em Babel, cidade fundada por ele (10.10 – 11.9). Os povos da região se ajuntaram para edificar a torre com a intenção de alcançar o céu. A narrativa bíblica informa que o Criador confundiu a língua dos edificadores e confundidos todos se dispersaram sem que entendessem um ao outro.

Após a confusão de idiomas em Babel e a dispersão do povo, Ninrode continuou seu projeto de expansão. Iniciou as obras de construção das cidades da Babilônia, ele fundou nas proximidades de Babel, as cidades Ereque, Acade, Cainé (Gênesis 10.11-12).

A Babilônia foi por longo tempo conhecida como “País de Ninrode”. Nos sinetes e relevos babilônicos primitivos muitas vezes se representava um rei em luta com um leão. Pode ser isto uma tradição de Ninrode.

A presumível ambição de Ninrode

Com o passar do tempo, talvez ambicionando controlar a raça que ainda se dispersava, estendeu seu império ao norte de Babel, dirigiu-se 482 km mais para o norte seguindo o curso do rio Tigre, fundando um segundo grupo de cidades: Nínive, Reboane-Ir, Calá e Resém, que são consideras as principais capitais criadas por ele, que se transformaram em seu reino setentrional.

Descoberta arqueológica apresentou inscrições cuneiformes informando que a colonização de Nínive partiu da Babilônia. Durante muitos séculos as duas cidades, Babilônia e Nínive, fundadas por Ninrode, foram os principais centros populacionais do mundo.

Tradição 

De acordo com o Livro de Jasar, uma obra extrabíblica, criou-se uma lenda de que Ninrode teria adquirido poderes especiais devido o uso de uma capa sobrenatuaral, presente de seu pai, que ganhou de Noé, que por sua vez teria recebido de Deus. Ao usar o vestuário, Ninrode dispunha de poder de grande influência sobre os animais e sobre seus semelhantes. A obra apócrifa ainda o descreve como líder carismático, muitíssimo inteligente e forte.

A tradição acerca de Ninrode é forte entre os árabes da atualidade. Atribuem a ele quase todas as grandes obras públicas da antiguidade, e associam sua pessoa ao mitológico Gilgamesh (metade ser humano e metade deus).

Reflexão

Até quanto a fama e o poder afetam a personalidade de alguém? As pessoas dotadas de carisma,  grandes talentos, podem tornar-se orgulhosas e deixar de ser instrumentos nas mãos de Deus para abençoar o próximo? Provavelmente isso deve ter acontecido com Ninrode, ao passar de caçador bem sucedido a governante de nações.

A Bíblia não relata o final da vida de Ninrode.

E.A.G.

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Compilação: Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, edição 2004, Brasil, CPAD. Dicionário Bíblico Universal – edição revista e atualizada; A. R. Buckland & Luckyn Williams; maio 2007; São Paulo; Editora Vida. Manual Bíblico; Henry H. Halley; 4ª edição 1994 reimpressa em 1998; São Paulo; Edições Vida Nova. Pequena Enciclopédia Bíblica Orlando Boyer; 1992; Minas Gerais; Editora Vida.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CPAD – EBD 2012 – 4º trimestre: Naum e o limite tolerância divina

Quem era Naum?

O nome Naum significa “consolo”, cujo ministério profético apresentaria a consolação do Senhor aos judeus de Judá.

Pouco se sabe acerca de Naum, exceto que talvez esteja na lista genealógica apresentada pelo evangelista Lucas, e que sua cidade natal era Elcos – de localização incerta, provavelmente seria Cafarnaum, pois em árabe “Kefr-Nahum” significa “cidade de Naum”.

De acordo com dados históricos apresentados no livro, cogita-se que o profeta tenha vivido durante o reinado de Josias e tenha sido contemporâneo de Sofonias e Jeremias, então um jovem.

O livro

O livro contém a visão de Naum. Apresenta a natureza de Deus. Revela de maneira magnífica uma extraordinária descrição do caráter de Deus, em especial no capítulo 1, versículos 2 ao 8.

O estilo literário do livro é poético e profético, uma mescla de expressiva descrição simbólica com a contundente e clara sinceridade da declaração profética. A data do livro é calculada de acordo com as evidências internas e fatos históricos conhecidos. Existem duas datas fixas entre as quais o livro deve ser situado. A primeira referência é a captura de Nõ Tebas, capital do alto Egito (3.8), que caiu perante os assírios entre os anos de 663 e 661 a.C. A segunda é quando Naum prediz a condenação iminente de Nínive (2.1; 3.14, 19). Portanto a obra tem de se situar em algum momento entre essa data e a subsequente queda de Nínive, em 612 a.C.

Naum escreveu anunciando a futura queda de Nínive, que no século VII a.C dominava Israel e quase todo o Oriente.

O ministério de Naum

Em data anterior à ministração profética de Naum, o profeta Jonas proclamou a destruição de Nínive (Jonas 3.4), quando os ninivitas se arrependeram e a condenação divina foi suspensa. Mas, após receberem a misericórdia divina, Nínive voltou a praticar iniquidade, desumanidade e soberba.

A Assíria já havia destruído Samaria, por volta de 722-721 a.C., o que resultou no cativeiro do Reino do Norte, Israel, e ameaçava Judá.

Por volta de 700 a.C, Senaqueribe, rei da Assíria, fez de Nínive a capital do império assírio e a cidade permaneceu assim até ser destruída, por este motivo Naum refere-se à Nínive representando-a como toda a nação Assíria.


O comandante do rei da Assíria, Senaqueribe, desafiara o poder do Deus de Ezequias. Este é um dos motivos de Naum ser levantado por Deus profetizando contra Nínive. A profecia em 1.11-14 tem seu cumprimento registrado detalhadamente em 2 Reis 18.35; 19.37.


O ministério de Naum tinha duplo propósito: predizer a destruição de Nínive, por causa de seus pecados, e diminuir a lastimável falta de esperança de Judá, demonstrando-lhes que as promessas de Deus são verdadeiras.

O erro de Judá

A primeira derrota dos judeus para os assírios foi a queda de Samaria (722-721 a.C), e do Reino do Norte em 701, a invasão de Senaqueribe (2 Reis 18.13 – 19.37; Isaías 36, 37 - que não foi uma investida totalmente bem sucedida). Deus nunca permitiu uma vitória bem consolidada dos assírios contra os judeus. Mas, Judá sentia falta de uma resposta segura a suas perguntas, e um desconsolo muito grande predominava na terra. De súbito a voz de Naum trovejou: “Nínive cairá. Deus preservará o seu povo”.

A mensagem de juízo que Naum entregou para Nínive foi profética para Judá. Judá mostrara-se infiel ao desconfiar de Deus e entrar em aliança com nações estrangeiras com a intenção que essas alianças aumentassem seu poderio. A condenação de Nínive lhe serviu de aviso divino.

O erro dos ninivitas

A Assíria era uma nação perversa que oprimia o povo de Deus. Era conhecida por viver à custa da pilhagem de outras nações. Seus reis eram retratados alegrando-se com os castigos sanguinários aplicados aos povos conquistados. O rei assírio Samaneser III orgulhava-se de ter levantado uma montanha de cadáveres com cabeças decapitadas em frente de uma cidade inimiga. Outros reis assírios empilhavam cadáveres, como se fossem lenhas, nas proximidades dos povos derrotados.

A Assíria cometia inúmeras atrocidades contra as nações que invadia: amputações, empalações, decapitações, incêndios. Cobrava tributos opressivos e infligia com pesada escravidão os povos conquistados.

Os assírios eram brutos e cruéis. Conduziam suas guerras com ferocidade aterrorizante, arraigavam populações inteiras como política nacional e as deportavam para outras partes de seu império. Os líderes derrotados eram torturados e horrivelmente mutilados antes de ser executados (3.3).

Por ter pecado desconsiderando a Deus, quanto à mensagem entregue por Jonas, a Assíria seria completamente destruída.

Semeadura e colheita

 O auge da brutalidade dos ninivitas ocorreu durante o reinado de Assurbanipal, o último grande governante do império assírio (669-627), que subjugou o Egito e a quem o rei Manassés foi obrigado submeter-se como vassalo ( 2 Crônicas 33.11-13). O julgamento de Deus se cumpriu de maneira terrível, depois da morte deste rei, influência e o poder da Assíria entraram em declínio até ser destruída em 612 a.C.. O capítulo 2, versículos 1, 6, 9, trata de Ciaxares, comandante dos medos, e de Nabopolassar, o babilônio, que conquistaram Nínive. Os babilônios, citas e medos invadiram, saquearam e destruíram a cidade até não sobrar coisa alguma. A Assíria havia feito o mesmo com todos os países que capturara.

Nínive era uma cidade construída junto a três rios, o Tigre e rios menores, e se abastecia das águas deles por meio de canalizações que se estendiam ao redor e dentro de seu território. As entradas dos canais fluviais foram tomadas, as comportas foram estrategicamente fechadas e abertas pelos inimigos e as águas inundaram toda a cidade a ponto de ruir até o palácio real e outras construções mais baixas da cidade.

A invasão da Assíria contra Judá, durante o reinado de Manassés, foi o último ataque que esta nação pagã realizou.

Arqueologia

As muralhas de Assíria tinham aproximadamente 13 km de comprimento e 15 portões. Certo historiador da antiguidade, autor de Crônicas da Babilônia, narra um episódio em que uma grande inundação derrubou parte dessa muralha, por onde podemos aceitar a hipótese de que tenha sido o caminho de entrada dos medos, babilônios e citas. Este livro confirma o cumprimento da profecia de Naum, dizendo que os corações dos outrora insolentes e poderosos ninivitas se paralisaram ao haver grande quantidade de bens despojados.

Uma das peças arqueológicas da Assíria contém uma frase do rei Assurbanipal, na qual ele narra o tratamento dispensado a um líder vencido: “Coloquei nele uma corrente de cachorro e o obriguei a ocupar um canil no portão leste d Nínive” (Bíblia de Estudo NVI, página 1.553).

A história confirma que o então rei da Assíria morreu queimado dentro de seu palácio durante a invasão ocorrida em 612 a.C. Também, que o exército assírio dispersou-se sobre as montanhas da Arménia em 609 a.C., e que os soldados foram aniquilados por completo em 605 a.C..

No capítulo 3 e verso 11, Naum aponta para o fim e sumiço de Nínive. “se esconderás". Durante muitos séculos a localização de Nínive permaneceu desconhecida e a sua história considerada apenas uma lenda até que fosse redescoberta no século XIX d.C., mais exatamente por Layard e Botta em 1.842. Tal achado arqueológico revelou, confirmando a profecia de Naum, que o fogo contribuiu para a destruição da cidade. 

Conclusão

A mensagem de Naum é pertinente para todas as épocas. Avisa que a justiça divina não suporta a vigência do poder humano que se assenta no orgulho. Fala aos que resistem a Deus, aos que são arrogantes, para aqueles que desprezam Sua Palavra e deixam de confiar que Ele proverá e cuidará dele. Estes, inevitavelmente, experimentarão o juízo divino.

Quem confia em Deus será resgatado da vergonha e salvo da perdição eterna.

E.A.G.

Texto paralelo: Gênesis 10.9 -  Ninrode: poderoso caçador
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Compilações:

A Bíblia Anotada Expandida - Charles C. Ryrie; edição 2007; São Paulo; Editora Mundo Cristão.
Bíblia Almeida Século 21; edição 2008; São Paulo; Editora Vida Nova / Hagnos.
Bíblia de Estudo NVI; edição 2003; São Paulo; Editora Vida.
Os Doze Profetas Menores; Alexandre Coelho e Silas Daniel; 2012; Rio de Janeiro; CPAD.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

MP pede bloqueio de bens de Lula e Imprensa brasileira se cala sobre o assunto?

http://www.walla.co.il/
Durante o período de Outubro e Dezembro de 2.004, Lula, então figura presidencial, teria enviado carta assinada de próprio punho, situação incomum, ao banco BMG autorizando empréstimos à Previdência Social, época em que Amir Lando comandava esse ministério.

O Ministério Publico Federal, no Distrito Federal, pediu o bloqueio de R$ 9.526.070,64 das contas do ex-presidente Lula, com a acusação de que o ex-presidente fez uso da máquina pública para promoção pessoal e favorecimento de instituição privada.

Confira, o processo está disponível na Internet: consulta processual .

Por que  não há continuidade na profusão dessa informação em órgãos da Imprensa Brasileira? O que acontece sobre esse assunto desde então, passados cerca de 18 meses? A Imprensa brasileira parece ter feito pacto de silêncio, será que mandou às favas o profisionalismo? É preciso informar mais...

1 - Portal R7 - 22/02/2011
 Ministério Público Federal entra com ação contra Lula por improbidade administrativa
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/ministerio-publico-entra-com-acao-contra-lula-por-improbidade-administrativa-20110222.html

2 -  Portal G1 - 22/02/2011
MP Move ação contra Lula e ex-ministro por suposta improbidade
http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/02/mp-acusa-lula-e-ex-ministro-da-previdencia-de-improbidade.html

3 - Correio da Manhã - 23/02/2011
 Ministério Público pede bloqueio de bens de Lula
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/ministerio-publico-pede-bloqueio-de-bens-de-lula

E.A.G.