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Arquivo | 14 anos de postagens

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Vivendo bem o hoje o amanhã será melhor

"Este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele" -  Salmos 118.24

Deus nos dá de presente o dia presente, dias bons.

A tristeza, a ira e todos os sentimentos negativos devem ser controlados e não controladores. É natural passar por problemas e nos entristecermos, assim como sentir raiva e até esbravejar. Mas, jamais será aceitável que os sentimentos ruins tomem posse do raciocício lógico de um ser humano adulto e os acompanhe escravizando-o por tempo indeterminado.

O rancor amarga a vida: induz ao ódio, às doenças e tantos outros dissabores. Então, se queremos ser felizes, corramos e persistamos em viver em paz com Deus, conosco, com o próximo e com todo o ecossistema.

Jesus deu uma boa lição sobre a ansiedade e amargura: "Basta a cada dia o seu mal"  (Mateus 6.34). Então, o azar e as tristezas do passado e do presente não devem ser alimentadas para o nosso "agora", com a intenção de dar continuidade a elas.

O momento em que você começou a ler esse parágrafo será passado quando fitar os olhos no ponto final que eu digitarei. É assim que os revezes devem ser administrados, olhe para o futuro com confiança em Deus.

O que fazer se sou dominado por sentimentos errados? Queira retomar o controle da sua mente. Ore, medite na Palavra, e disponha-se a ter domínio próprio. Deus quer que você o tenha, pois essa capacidade é uma das nove características do fruto do Espírito (Gálatas 5.16-23).

Deus te ama.

E.A.G.

Chronos e kairós: tempo natural e sobrenatural

Clique na imagem para visualizar melhor.

No meio cristão, encontramos debates sobre qual seria a ordem de tempo em que o mundo foi criado. E alguns chegam até a contestar a literalidade do livro de Gênesis por causa disso. Eu entendo que o fato de os dias da criação serem o espaço de 24 horas, ou 24 mil anos, em nada afeta a questão da literalidade do primeiro livro da Bíblia. As duas maneiras são literais, o que muda é a velocidade segundo a ótica humana sobre tudo que veio a existir.

É necessário observar a situação através da perspectiva de kairós (tempo de Deus) e chronos (tempo em que nós vivemos).

Existindo no tempo divino, o kairós, Deus criou o tempo cronológico em que estamos. Isto é muito claro nas páginas de Gênesis, pois lemos que Deus fez os dias e as noites, Ele criou tudo!

O tempo de Deus não tem noites, pois Ele vive na luz. Deus não precisa de sol, pois é o Criador do sol. O tempo do ser humano é contável, é cronológico. Nascemos, crescemos, morremos... Deus não envelhece, não morre!

Esse detalhe, a criação ter sido efetuada no tempo kairós ou chronos, não serve como base para afirmar que o livro de Gênesis possui narrativa não literal!

O Criador deliberou em qual dos dois tipos de tempo o mundo seria criado e o criou. Se no tempo sobrenatural em que Ele está ou se no tempo da Natureza, que Ele criou para nós estarmos. Sendo o primeiro ou o segundo tipo de tempo, precisamos aceitar este detalhe é insignificante para a meta do cristão, que é morar nas Mansões Celestiais.

Temos que nos ater ao nosso tempo presente e otimizar cada segundo dele servindo fielmente ao Criador, para que um dia possamos ser elevados do chronos ao kairós, existirmos ao lado do dEle. A eternidade sem a presença de Deus é terrível, é sofrimento absoluto, simbolizado por fogo, enxofre e ranger de dentes!

No quadro acima tracei três linhas, objetivando ser bem claro. Favor clicar sobre a imagem para visualização melhor.

Kairós representa a linha do tempo de Deus. Chronos é o espaçamento de tempo em que o ser humano vive.

Nos três traços  você percebe o cruzamento da linha chronos com a linha kairós. Isto ocorre com aquelas pessoas que sabem esperar com paciência em Deus, portanto elas agem nos momentos oportunos.

Esse cruzamento é chamado na Bíblia de “tempo certo para agir”, “tempo oportuno”.

"Andai com sabedoria para com os que estão fora, remindo o tempo" (kairós) – Colossenses 4.5.

E.A.G.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Linguagens antropomórfica e antropopática na Bíblia

A Bíblia Sagrada usa diversos recursos de linguagens, e duas delas são os recursos antropomórfico e antropopático, que fazem uso de imagens irreais, simbólicas, para comunicar algo real.

Os textos bíblicos onde existem os recursos da antropomorfia e antropopatia servem como pontes, facilitam o resultado final da comunicação entre o Senhor e os servos, entre o Criador e a criatura.

Linguagem antropomórfica

Definição do dicionário Michaellis: 1 Que apresenta semelhança de forma com o homem. 2 Referente à antropomorfia ou aos antropomorfos. 3 Descrito ou concebido em forma humana ou com atributos humanos.

Deus é Espírito. Não tem carne e ossos, não tem olhos, nem braços e mãos. Mas é essa a figura dEle que é apresentada para nós nas páginas das Escrituras. Por quê? Para facilitar aos seres humanos a compreensão das ações e propósitos divinos.

Linguagem antropopática

Definição do dicionário Michaellis: 1 Relativo ou pertencente à antropopatia. 2 Que atribui sentimentos humanos a algum ser que não é humano.

Na passagem de Êxodo, quanto é mencionado que Deus endureceu o coração de faraó, o contexto bíblico nos esclarece que o Criador permitiu que faraó tivesse seu ânimo contrário à saída dos judeus do Egito. Faraó não foi vítima das mãos de Deus, um Ser enfurecido. Nos deparamos com a línguagem antropopática. O monarca egípcio não foi uma marionete do Criador. Está escrito que Deus endureceu o coração de faraó, sem explicar maiores detalhes. Os detalhes são os contextos bíblico encontrados em Romanos 1.19-25 e Tiago 1.12-16.

Segundo o apóstolo Paulo, Deus não endureceu o coração de faraó literalmente. Deus abandonou faraó às suas próprias paixões carnais por servir aos deuses falsos. Ao estudar sobre as Dez Pragas do Egito, fica claro que Romanos 1.19-26, traz entendimento quanto ao endurecimento do coração de faraó.

Segundo o apóstolo Tiago, Deus não endureceu o coração de faraó literalmente. Deus abandonou faraó às suas próprias paixões carnais porque o monarca preferia adorar deuses falsos e servir seus desejos desenfreados de poder e riquezas.

Analisemos o coração de faraó pela luz de Tiago 1.12-15: "Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte".

O povo judeu era escravo, representava uma enorme massa humana de mão-de-obra gratuíta para faraó e seus súditos. A nação israelita inteira, ao sair do Egito com Moisés de uma só vez, faria com que a economia egípcia sofresse com sua falta. Então o monarca pensou no prejuízo que seria ficar sem o regime da escravidão, prevendo essa situação ele quis evitá-la a todo custo. Custou sua vida nas águas do Mar Vermelho e de todas as tropas de soldados que o acompanharam.

E.A.G.