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sexta-feira, 19 de junho de 2009

O perdão vence a culpa

Por Ezio Martins de Lima
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"Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo" - Romanos 8.1.
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O sentimento de culpa atormenta-nos a todos, quer sejamos religiosos ou não. A maneira humana de lidar com a culpa é a expiação. Os estudiosos da “psiquê” humana asseveram que muitas doenças físicas e psíquicas, acidentes e frustrações na vida pessoal e profissional são tentativas de auto-expiação; isto é, uma forma de punição que o sofredor administra a si mesmo com o propósito de “saldar a dívida” advinda da culpa.
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O moralista usa a sua religiosidade, ou código moral, a fim de reprimir a culpa. Contudo, reprimir, esconder, projetar ou negar a culpa, não resolve os tormentos com os quais sofre a mente culpada. O que se sente “pecador” e “miseravelmente e desgraçadamente” culpado, por sua vez, busca livrar-se da culpa mediante a expressão pública das suas faltas. Quase sempre, contudo, este mecanismo revela-se como uma falsa humildade ou pseudo-arrependimento, haja vista que a autocomiseração também é uma tentativa de auto-expiação.
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O caminho para a solução do problema da culpa é simples! No Evangelho de Jesus Cristo, aliás, tudo é demasiadamente simples! O início da caminhada depende, contudo, da decisão humana de romper com seus mecanismos de defesa e de auto-expiação e assumir a responsabilidade pessoal pelas faltas cometidas, transgressões, erros e delitos.
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Reconhecer a culpa e a insuficiência dos nossos esforços de auto-expiação é fundamental, mas não é suficiente.
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A Palavra de Deus ensina-nos que “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a nossa injustiça” (1 ª João 1.9). Confessar, contudo, não é simplesmente fazer um relato das faltas, como se Deus precisasse ser informado sobre nossos atos. Afinal, Ele conhece todas as coisas (Hebreus 4.13). Confessar é acima de tudo concordar com Deus no fato de que meus erros transgridem a Sua vontade, reconhecer que sou merecedor da condenação, crer que Jesus Cristo se fez condenação em meu lugar, efetuando o pagamento da minha dívida ao levar sobre si a minha culpa, e decidir voluntariamente e prazerosamente cumprir a Sua vontade.
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Não existe confissão verdadeira sem arrependimento verdadeiro. Arrependimento é o reconhecimento da culpa. É despojar-me das máscaras e das sutilezas auto-expiatórias da repressão e autocomiseração e crer na obra propiciatória de Cristo. O senso de culpa que nos leva a Deus nos revela, assim, o seu amor e o seu perdão.
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A confissão, fruto de sincero arrependimento, traz-nos o perdão de Deus; este, por sua vez, vence a culpa e nos traz a paz! “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos. 5.1).
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Por isso o apóstolo Paulo, depois ter exclamado o desespero causado pela culpa (Romanos 7.21-24), escreveu: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo“ (Romanos. 8.1).
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Não obstante a obra de Deus ser perfeita, o que fora perdoado pode reter na memória a culpa pelos seus erros e fracassos!
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Ainda que perdoado, o cristão pode viver continuamente acuado pelas lembranças de seus erros, penalizando-se e sofrendo os danos da auto-acusação.
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Fonte: Lidiomar / Comunidade Guerra Espiritual (Orkut).

O Homem Amarelo


O Homem Amarelo, tela de Anita Malfatti
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Quando ainda não existia o verbo "amarelar", em 1917, a brasileira Anita Malfatti criou a tela O Homem Amarelo.
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Para os "entendidos" em arte, ela não era pintora, era apenas uma desenhista cujo estilo era sem criatividade. Diziam que seus traços continha forte influencia de outros artistas.
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Hoje, "amarelar" tem a conotação de ficar com medo.
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Sobre o quadro, a brasileira Anita Malfatti disse o seguinte: "Pintei simplesmente por causa da cor. Devo confessar, não foi para iluminar a Humanidade, nem para enfeitar as casas ou para ser artista".
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Nos dias de hoje existem muitos homens amarelos. O que eles pregam nos púlpitos não faz parte das suas práticas diárias. Dizem: façam o que eu mando mas não façam o que eu faço. Estão perambulando sem a identidade real que Deus lhes deu. Possuem nomes de vivos, mas já estão mortos. São sais insossos, não dão o sabor do Evangelho ao mundo. São luzeiros apagados, não iluminam a ninguém com a transmissão da Palavra. O que eles pregam nos púlpitos não faz parte das suas práticas diárias.
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E.A.G.

Primeira Igreja Batista de Niterói