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terça-feira, 27 de agosto de 2019

Myer Pearlman - O poder do Espírito Santo (parte 2)


Por Myer Pearlman

PODER REGULADOR

Caso visite uma usina elétrica de grande porte, notará que existe ali um número de medidores, registros, interruptores - tudo isso, é para regular, distribuir o poder, sem estes aparelhos, haveria gasto desnecessário e, talvez, destruição. A Igreja é (se não é, devia ser) a usina elétrica do poder de Deus.

► Myer Pearlman - O poder do Espírito Santo (parte 1)

Igual a qualquer usina, exige regulamentação necessária, e, como qualquer usina, deve, também, estar provida da mesma. O capítulo quatorze da primeira carta aos Corintios é aquele regulador. Mas, não esqueça que, para uma igreja morta, Assembleia de Deus ou outra, esse capitulo não tem mensagem. Um carro preso na lama não precisa de freio. Uma navio que está parado não precisa ser governado. Esse capítulo foi escrito, porque a igreja de Corinto estava dispersando o poder que tinha; não escrito para suprimir o poder e suas manifestações, mas, para regulá-lo.

Notemos as regras principais que Paulo traçou para esse fim.

1. "Irmãos, não sejais meninos mo entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento". 1 Coríntios 14.20.

Parece que certos religiosos, supõem ser a entrada do Espírito, seguida da saída do senso comum. Nada poderia ser mais contrário às Escrituras, que ensinam ser o Espírito de poder, o mesmo de sabedoria.

Paulo ensina, no verso citado, que os crentes, quando se trata do mal, devem manifestar a simplicidade de menino; entretanto, em relação aos negócios da igreja de Deus, mostrarem a sabedoria de adultos. Qual foi um dos segredos de Moody? Não foi ele ter coordenado a espiritualidade profunda, com bom senso comum? Que tranquilidade teríamos, se soubéssemos que a usina elétrica está a cargo de crianças, ou que o governo do nosso país está nas mãos de um menino incapaz? Entretanto, quantos de nós, não tem mostrado uma meninice lamentável, no uso do poder e dons, a nós confiados!

2. "Faça-se tudo para a edificação" (versículo 23). Cada manifestação do poder de Deus, deveria ser, não uma massa mal trabalhada, que deformará o edifício e repelirá inquiridores sinceros da verdade, mas sim, uma parte de material  espiritual bem trabalhado, para edificação e embelezamento da casa espiritual - a igreja.

3. "Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz" A ordem é a primeira lei do céu. Os céus que manifestam a glória de Deus, e o firmamento que declara a obra das suas mãos, foram obras de Cristo, pelo Espírito. Ambos trazem o cunho da ordem. O mesmo Espírito que, mo princípio, estabeleceu a ordem no meio da confusão e do caos, trará, porventura, confusão às nossas assembleias? Não, jamais!

Para ilustrar o seu regulamento, Paulo dá-nos um quadro de duas reuniões: uma de desordem (versículo 23) e outra de ordem (versículo 24). Ele descreve um reunião de desordem, onde há, certamente, pdoer, mas não regulado. Note, então, o que diz o apóstolo sobre o efeito que tal reunião traz aos incrédulos. "Eles não dirão, que vós estais loucos?"

Depois de ter mostrado uma reunião com ordem, ele apresenta o resultado da mesma,  sobre um incrédulo: "ele adorará a Deus, publicando que Deus está, verdadeiramente, entre vós." Não há coisa mais abençoada, do que uma reunião, onde a atmosfera está carregada e sobrecarregada do poder do Espírito, onde o pregador é ungido, onde os corações se derretem, onde os olhos se enchem de lágrimas, e onde os incrédulos são compungidos, no coração.

Que qualidade de reunião vamos escolher? Aquela que é mencionada no versículo vinte e três ou a do versículo 24?

PODER REALIZADO

Vamos voltar novamente ao assunto da eletricidade, para nossa ilustração. 

Quando os homens chegaram a conhecer o poder da eletricidade, fizeram três coisas: primeiramente, empenharam-se em descobrir as suas leis; quando a descobriram, obedecera-nas. Obedecendo a essas leis, chegaram a conhecer as grandes despesas que precisavam fazer, para edificar e preparar usinas e transformadores, etc.

Apliquemos isto, agora, à experiência cristã. Notemos que os homens procuraram descobrir as leis da eletricidade. Estamos estudando as nossas Bíblias, para descobrir as leis do Espírito? Estamos usando todo o esforço, para aproveitar tudo que nos pode fazer um obreiro, que não precisa ser envergonhado? Evangelista, pastor, está preparado "tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes? Está persistindo em ler, exortar e ensinar? Prezado crente, está sempre pronto para dar uma resposta a cada um que pede que explique a razão da esperança que há em você? Estudemos nossas Bíblias, regularmente, sistematicamente, e com oração.

Note, também, que, quando os homens descobriram a lei da eletricidade, obedeceram-nas e, então, descobriram novas leis. Não é suficiente descobrir as leis do Espírito; é preciso haver obediência absoluta. Conforme obedecermos as leis do Espírito, novas revelações nos serão dadas e elas nos guiarão para "poder acrescentado". "Para cada um que tem, será dado". Lembrem-se do que Daniel disse: "Ele dá sabedoria aos sábios", isto é, para aqueles que buscam a sabedoria, e que a praticam quando a acham.

Finalmente, notem que, obedecendo às leis da eletricidade e realizando o seu poder, despesas consideráveis são necessárias. Não se exige pequeno sacrifício próprio para a obediência às leis do poder espiritual. Vejamos um exemplo: será sempre fácil amar aqueles de quem não gostamos? Ser humilde e dizer "eu estava errado"? Não podemos deixar de frisar: o fruto do Espírito nos dá um guia, a respeito de suas leis.

Uma ilustração para lembrar uma lei, cuja violação trará perda de poder: um homem se acha sobre uma cadeira, cujos pés estão isolados por vidro. por meio de uma bateria, ele fica carregado de eletricidade. Cada vez que alguém tocá-lo, do seu corpo sairá uma faísca. É que tal homem, por meio da bateria, recebeu poder elétrico, o qual retém por estar separado da terra, e porque o vidro colocado sob os pés da cadeira, impede que o poder escoe pelo solo. A explicação é evidente. O apóstolo João, disse: "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há."

Temos visto como o poder pode ser realizado no indivíduo. vamos, agora, descobrir como ser realizado na igreja, como entidade. Busquemos, nos Atos, descobrir as leis que trarão poder para a igreja.

Notemos, em primeiro lugar, a lei da união. Esta é a lei básica. A união da igreja apostólica não foi uma união morta, semelhante a que existe em um cemitério, ou igual a união exterior e eclesiástica, como se vê na Igreja Católica Romana; foi, pelo contrário a união vital de um organismo, uma união ilustrada pelos membros do corpo. 1 Coríntios 12.12; 12.14-27.

Veja aquele vagão cheio de ferro velho. Olhe bem, para aquele eletromagnético (assim chamado por causa do seu magnetismo quando a corrente passa nele). Liga-lhe a corrente elétrica, e uma porção de ferro e aço sobe para seus pólos. Os pedaços de ferro são de todos os tamanhos e formas; entretanto, estão unidos por um mesmo poder, que lhes dá energia. "Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um só corpo." 1 Coríntios 12.13.

Em seguida, ha a lei de consagração unida. Atos 4.32-37. Tão real foi a unidade da igreja primitiva, que seus crentes agiram e moveram-se, como se fossem um homem animado por uma só alma. Tão real era essa consagração que nenhum deles dizia: "Isto é minha propriedade", mas, consideravam "nossa propriedade". Nenhum mandamento lhes foi dado para entregarem as suas propriedades. O ato foi espontâneo, gerado pelo Espírito, foi uma evidência da unidade fraternal. Ainda que em nossos dias, talvez não fosse prático seguir, rigorosamente, tal exemplo, contudo, devemos possuir o mesmo espírito de consagração.

Note a lei de oração unida: quando Pedro estava preso, a igreja orava, e ele foi solto. Quando Pedro e João foram proibidos de pregar, a igreja inteira orou, então o lugar se moveu, e eles ficaram cheios do Espírito Santo, e falaram a palavra com ousadia.

Note a lei do arbítrio unido. É inevitável que dificuldades se levantem nas assembleias, pois a igreja primitiva não foi nenhuma exceção. Pode ser estranho para aqueles que resistem a qualquer modo de organização ter sido a primeira dificuldade da igreja, causada pela falta de organização, mas, aplainada, depois, pela eleição de diáconos. Atos 6.1-6. por causa da falta de oficiais suficientes, as viúvas que falavam grego foram negligenciadas.

Havia duas classes de judeus na igreja: uns nascidos na Palestina,l falando aramaico, e outros, criados nos países onde se falava grego. Por isso, havia o perigo de uma divisão. Entretanto, os apóstolos e a multidão dos discípulos se reuniram, e aplainaram a dificuldade no espírito de cooperação, amor e generosidade.

A sua generosidade foi manifesta em escolher diáconos, que tinham nomes gregos, homens de nacionalidade igual a das que se queixavam.

Por fim, note a lei do testemunho unido. Começando a perseguição, os discípulos foram dispersos e, por toda a parte, iam anunciando a Palavra (Atos 8.1-4). Alguns deles chegaram até a Antioquia, onde fundaram a igreja, que foi o centro geral da atividade missionária (Atos 11.19-26). Ouço alguém suspirar: "a igreja nunca alcançará a condição experimentada pela igreja apostólica?" Vamos repetir juntos o credo apostólico? "Creio em Deus Pai, Todo Poderoso, Criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; no terceiro dia, ressurgiu dos mortos; subiu ao céu, e está sentado à mão direita de Deus Pai, Todo Poderoso, donde há de vir, para julgar vivos e mortos. Creio no Espírito Santo". Você crê?

Tenham certeza, de que o mesmo Espírito que, vez após outra, vivificou a igreja, é poderoso para estimular os membros desse corpo, que, como um guerreiro forte, se levantará do leito de fraqueza, para avançar, fazendo conquistas espirituais, até à Vinda de Jesus.

E.A.G.

Fonte: Matéria publicada no Mensageiro da Paz, ano 2, nº 14/15, quinzenas de julho e de agosto de 1932, páginas 6 a 9. Rio de Janeiro.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Myer Pearlman: O poder do Espírito Santo


Por Myer Pearlman

"Mas vocês receberão poder, ao descer sobre vocês o Espírito Santo, e serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra" - Atos 1.8.

O versículo da Escritura, que acabamos de ler, juntamente com o seu contexto, marcam o ponto de transição entre os Evangelhos (os Atos de Jesus) e os Atos dos Apóstolos. Nos Evangelhos, está descrito como a segunda pessoa da Trindade veio; neste texto, se acha declarada a vinda da terceira pessoa da Trindade. Os Evangelhos mostram como Jesus veio morrer pelo seu povo; os Atos, como o Espírito estava por vir, afim de morar com o seu povo. Jesus dera testemunho do Espírito; agora o Espírito daria testemunho de Jesus.

Nos Evangelhos, lemos acerca do princípio do ministério de Jesus; nos Atos, iniciamos a leitura sobre a continuação do seu ministério, nas pessoas dos seus discípulos e apóstolos. Como o Pai enviou Jesus, assim Jesus enviou os seus servos - no poder do Espírito.

No primeiro concílio cristão, que se realizou sobre a presidência pessoal do Senhor Jesus, foram discutidos os planos de evangelização do mundo. Foi então, que o Mestre expos aos discípulos, algo concernente o reino de Deus - um reino, não de poder natural, mas espiritual - caracterizado, não por glória militar, mas por "justiça, paz e gozo no Espírito Santo", um reino difundido, não pelas forças das armas, mas, pelo testemunho da voz humana, pelo poder do Espírito Santo.

O intento de levantar a questão do tempo da restauração de Israel, desvaneceu com a resposta de Jesus: A vós não compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai fixou pela sua própria autoridade."

O concílio foi prorrogado, depois de receberem a última comissão do Senhor: "Ide por todo mundo, pregai o Evangelho a toda criatura" - prorrogado até que se unam de novo; em concílio pela chamada do grande Moderador, cuja voz forte ajuntará, tanto os fiéis vivos, como os mortos em Cristo (Atos 1.11).

Depois, Jesus subiu ao Pai. Se estivéssemos ensinando estas verdades a meninos, diríamos: "meninos, Jesus disse aos seus discípulos que esperassem, em baixo, enquanto Ele subia ao telhado para fazer a ligação de poder."

A MANIFESTAÇÃO DO PODER

Jesus se declarou a fonte de poder, quando disse: Todo o poder me é dado".

Certo cientista conta-nos que todo o poder que é distribuído no mundo, tem a sua origem numa só fonte - o sol, que irradia ondas de energia para serem transformadas em luz, calor e eletricidade. Do mesmo modo é o nosso Senhor, a fonte de todo o poder espiritual.

Malaquias se referiu a Ele como sendo o Sol da Justiça, que traria saúde debaixo de suas asas. Ainda, a seu respeito, é dito que Ele é o resplendor da glória de Deus (Hebreus 1.3); Jesus tem relação com o Pai, igualmente como os raios para com o sol. Ele disse: "Eu sou a luz - o sol - do mundo". É uma bem-aventurança ser unido a Jesus, o poder salutar de Deus, que irradia luz celestial.

Note a natureza do poder. Algumas substâncias podem conter mais eletricidade que outras. É o que se chama diferença em potência. A tendência da eletricidade é correr de um corpo de alta potência para outro com potência inferior, afim de uniformizar-se. Quando há contato entre dois corpos, o corpo que contém mais eletricidade, passa a sua força para o outro. 

Existe uma imensa diferença de potência entre Deus e nós! Mas que boa vontade de Sua parte, para se dar a Si mesmo por nós, até ficarmos "cheios de toda a plenitude de Deus"!

Tanto o poder divino quanto o poder natural, precisam de um condutor. A energia do sol é irradiada pelo espaço, por meio de vibrações, em mais de centenas de trilhões por segundo. Mas, enquanto essa energia não entra em contato com o ar e a matéria, não pode ser transformada em luz, calor e eletricidade. Assim, também, só quando o Espírito entra em contato com os vasos submisso, - condutores espirituais - é que o seu poder pode ser manifesto ao mundo.

A eletricidade pode ser manifesta em calor, luz, movimento e som. 

1. A eletricidade é manisfesta em calor.

Apliquemos esta verdade à experiência espiritual. O Espírito pode ser manifesto na vida dos crentes, em forma de zelo ardente, sem o qual não pode haver verdadeira conquista. Os vencedores espirituais, de todas as idades, foram homens de oração, atividade, serviço e amor intenso. 

Diz um escritor: "Nada é possível nesta vida, sem aquele calor intenso de entusiasmo, que faz o mundo pensar que os santos estão loucos." Um outro diz: "Nenhum coração é puro, que não esteja apaixonado; nenhuma virtude é sã, que não seja entusiástica." Henry Martin, o missionário devoto, disse uma vez: "Agora, deixe-me arder até me consumir para Deus." Em outros termos: zelo cristão.

2. A eletricidade pode ser manifesta em forma de luz.

No Novo Testamento, a manifestação de poder espiritual e moral, é considerada como luz: Vós sois a luz do mundo." "Brilhe a vossa luz diante dos homens". A necessidade suprema desta hora é haver cristãos que brilhem. Tais crentes não precisam usar de pesados argumentos abstratos, para dar provas da verdade do Cristianismo. Quanta lógica é necessária para  provar que uma lâmpada pode luzir? Nenhuma. Basta ligar o contato.

Estas palavras - "Brilhe a vossa luz" - podem, também, ter uma significação literal. A face de Moisés não brilhou, voltando ele da presença de Deus? O rosto de Estevão não teve a aparência de um anjo? Faremos isto: todos nós separaremos um dia, para visitar o lugar de Deus, onde o nosso rosto ficará brilhante; e depois brilhemos, brilhemos, brilhemos!

3. A eletricidade pode ser manifesta em forma de movimento.

Os pés que levam as Boas Novas, não só devem ser belos, como também ativos. João Wesley, durante quarenta anos, viajou 4 a 5 milhas por ano, e pregou cerca de quinze vezes por semana. Whitefeld pregou, regularmente, cerca de quarenta vezes, por semana. O efeito natural do recebimento de poder espiritual é o movimento para a evangelização do mundo.

O livro do Atos pode ser resumido em três palavras: ascensão, descensão e extensão. 

A ascensão de Cristo, a descensão do Espírito Santo e a extensão do Evangelho. Cristo subiu, o Espírito desceu, e o nosso dever é propagar o Evangelho.

A eletricidade pode ser manifestada em som: rádio, telefone etc. Que mais doce experiência pode haver, tanto para o pregador, como para qualquer crente, do que a elocução, pela unção do Espírito - o tinido suave das campainhas do Espírito! Tal união é a marca distinta da verdadeira pregação do Evangelho, do qual Pedro disse: foi pregado pelo Espírito Santo, enviado do céu."

A elocução em outras línguas - a voz audível do Espírito que edifica o crente, agindo sobre ele, como um estimulante - é comparável à elocução ungida. Assim, convence o inquiridor sincero e livre de prevenções, do poder sobrenatural do Evangelho. Lembrem-se que estou falando das línguas genuínas, porque, neste mundo imperfeito, as verdadeiras e preciosas línguas são, muitas vezes, imitadas por outras sem valor.

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A matéria tem seguimento: Myer Pearlman - O poder do Espírito Santo (parte 2).
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E.A.G.

Fonte: Matéria publicada no Mensageiro da Paz, ano 2, nº 14/15, quinzenas de julho e de agosto de 1932, páginas 6 a 9. Rio de Janeiro.

terça-feira, 16 de julho de 2019

A Mordomia da Alma e do Espírito

Por Eliseu Antonio Gomes

Ao negar a existência de Deus, o Criador, os materialistas negam a existência do espírito humano, admitem que o homem possui apenas um corpo com um cérebro inteligente; não acreditam em nada de ordem espiritual; dizem que a Bíblia Sagrada é um livro cheio de lendas, contos e invencionices religiosas;  acreditam que o ser humano surgiu "por acaso" e "evoluiu "por acaso". Estão enganados pela falsa "Teoria da Evolução". "Em sua soberba, o perverso não investiga; tudo o que ele pensa é que Deus não existe (10.4); diz o insensato no seu coração: 'não há Deus.' Corrompem-se e praticam iniquidade; já não há quem faça o bem" (53.1).

Desta maneira, os materialistas se enquadram na classificação de "néscios" (Salmos 14.1, ARC).  As três palavras hebraicas traduzidas por "néscio” focalizam  deficiências morais ao invés da deficiência mental. É o insolente, imprudente. Retrata a pessoa de má vontade em aprender ou fazer o que é certo, aquele que tem sua alma fechada a Deus e à moralidade. E sendo eles desse jeito, obviamente, desprezam a necessidade de exercer a mordomia da alma e do espírito.


A tricotomia do ser humano - "O mesmo Deus da paz os santifique em tudo. E que o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" - 1 Tessalonicenses 5.23.

Nós, os cristãos evangélicos, concordamos que Deus nos criou como uma unidade física e incorpórea. Entendemos que a natureza humana é dividida em três partes: o corpo, a alma e o espírito. A dimensão imaterial, subdividida em alma e espírito aparace nas Escrituras em Hebreus 4.12: "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para julgar os pensamentos e propósitos do coração."

Em 1 Coríntios, Paulo se refere aos seres humanos como "segundo a alma" (em grego: psuchikos, 2.14), "espiritual" (pneumatikos, 2.15) e "carnal" (sarkiros, 3.1, 3). Esta percepção do apóstolo parece mostrar a dimensão corporal e abstrata do ser humano.

O texto 1 Tessalonicenses 5.23 distingue "alma" de "espírito". Nesta passagem, temos "alma" significando a parte interior do ser, distinta do "espírito", porém, intrinsecamente ligada a ele, formando o "homem interior" (Romanos 7.22).

A alma,  a mentalidade, a vontade e as afeições. são apenas expressões diferentes para a variedade de funções do singular aspecto imaterial da natureza humana.  Em sentido teológico, a alma é a sede das emoções do amor (Cantares 1.7): ela fica triste (Marcos 14.34); ansiosa (Salmos 36.62); alegre (Salmos 86.4).

Na tradução grega do Antigo Testamento (a Septuaginta), a palavra “alma” ou "psique" ocorre cerca de 950 vezes. É freqüentemente a palavra usada para traduzir a palavra hebraica "nephesh". Possui uma gama de significados, que é pertencente a esta existência física em que estamos: pessoa; vida; respiração; apetite.  A alma é a sede das emoções e sentimentos. Descreve-se a alma como a parte interior do homem, ou seja, a sua personalidade; entende-se que é a base das experiências conscientes; e que no sentido impessoal da vida, é a própria vida.

O termo hebraico "nephesh" renderiza a palavra "coração" cerca de 25 vezes no Antigo Testamento.

O cristão deve andar no Espírito. "Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito" - Gálatas 5.25.

O vocábulo "pneuma" se refere a "espírito" no Novo Testamento. O termo alude à parte imaterial da personalidade do homem (1 Coríntios 7.1, 34); sua fonte de discernimento (Marcos 2.8) e emoções e vontades (João 11.33; Atos 19.11). Quando o espírito está regerado, submete-se ao senhorio de Cristo, é capaz de atender sem dificuldades  ao que o Espírito Santo lhe diz, e incorpora ao seu dia-a-dia a produção do fruto do Espírito.

A expressão "andar no Espírito" tem o mesmo sentido de ‘‘guiados pelo Espírito” (v. 18). Quando o cristão vive pela fé, permanece sensível ao Espírito, à medida que a vontade do Senhor dirige sua caminhada. As nossas decisões e ações mostram se vivemos na dependência do Senhor, a constatação de que andamos com Ele depende de nossas atitudes, se elas são marcadas pelo pecado ou pelo fruto do Espírito.

A alma humana comunica-se com Deus através do espírito. O crente espiritual é destacado pela atuação do Espírito Santo em sua vida, enquanto que o carnal é identificado por sua natureza guiada pelos próprios desejos desenfreados (Gálatas 5.16-25). Paulo esclarece aos crentes gálatas, e consequentemente aos cristãos de todos os tempos, que a opção que adotamos, seja esta satisfazer os desejos da carne ou ser submisso ao Espírito, terá impacto definitivo e irreversível sobre o momento presente e sobre a existência além túmulo, na  eternidade (ver 6.7-10).

                 
O pecado atingiu a todos. "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio a morte, assim também a morte passou a toda a humanidade, porque todos pecaram"- Romanos 5.12.

Deus nos fez constituídos de três partes, portanto, o homem é um ser tricotômico, constituído de corpo, alma e espírito. E no exercício da mordomia da alma e espírito, que estão envolvidos pelo corpo, o cristão necessita entender que precisa buscar a santificação completa do seu ser, pois a prática do pecado o separa de seu Criador.

Muitos teólogos observam Romanos 5.11-12 e discutem sobre como a morte é transmitida a todos os homens através do pecado de Adão. Paulo explica a questão,  afirma que a nossa herança racial de Adão é de pecado, morte, alienação. Agora, no entanto, pertencemos a Cristo e recebemos por Ele a herança de justiça e vida.

A morte é um termo que envolve detalhes de difícil compreensão, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Na Bíblia Sagrada, em um parcela considerável de vezes, ela não é citada abordando o caráter biológico, mas, dentro de uma descrição da condição espiritual do homem, incapaz de compreender a corrupção moral interior que separa os seres humanos de Deus e faz do julgamento final uma certeza amedrontadora. O pecado de Adão tem como consequência ambas as mortes: a biológica e a espiritual. Jesus, por outro lado, oferece a vida, a oposição a morte, nos faz viver para Deus ao garantir um futuro brilhante e eterno para nós.


Não há homem que não peque. "Não há nenhum justo sobre a terra que faça o bem e que não peque" - Eclesiastes 7.20.

O pecado pode se referir a atos específicos que violam padrões estabelecidos por Deus, mas também podem centralizar a atenção na corrupção natural do homem. Neste último sentido, o pecado é um princípio que habita na personalidade humana. É a distorção da criação de Deus, uma perversão de nossos desejos naturais egocêntricos e mesquinhos (Romanos 7.17).

É preciso crer no fato de que Jesus Cristo já pagou a penalidade pelo nosso pecado. O Evangelho do Senhor diz que Ele viveu uma vida sem pecado e que Deus tirou de nós o nosso pecado e colocou-o sobre Ele enquanto Ele estava na cruz. Aprouve a Deus que Jesus Cristo morresse em nosso lugar para pagar a dívida que nós jamais teríamos condições de pagar.

Os materialistas se avaliam uns pelos outros, lidam com graduações de bom e mau tendo como base a filosofia que criaram, anti e extrabíblica. Por este motivo as Escrituras declaram que a humanidade está corrompida, "não há quem faça o bem" (Salmos 53.1). Assim como Davi, o cristão autêntico anela pela salvação que Deus dá, em Cristo alcançamos o resgate dos nossos pecados (53.6).


Sem santificação ninguém verá a Deus. "Procurem viver em paz com todos e busquem a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" - Hebreus 12.14.

O crente alcança santidade através da obra de Cristo ao responder ao Espírito, que trabalha para fazê-lo cada vez mais santo. A  palavra “santificar” tem vários significados. Representa a obra definitiva de Cristo, aplicada ao indivíduo na salvação, através da qual somos puros diante de Deus (Romanos 15.16; 1 Coríntios 1.2). Indica a transformação moral gradativa em direção à verdadeira santificação operada à medida que o crente atende às orientações da Palavra de Deus e ao Espírito (João 17.17; Hebreus 10.29).

Na atividade de exercer a mordomia da alma e do espírito, o cristão deve rejeitar o sentimento de amargura (12.14-15). O autor de Hebreus nos exorta a vivermos firmes na graça de Deus, empreender esforço à paz e à pureza. Se falhamos em não notar o amor e o objetivo subentendido às orientações de Cristo, registradas na Bíblia Sagrada, é provável que nos transformaremos em pessoas amarguradas, o que nos fará perder a comunhão com Deus. Para evitar isso, precisamos considerar as dificuldades, que experimentamos nessa vida, conforme a perspectiva da graça de Deus.


O sangue de Cristo nos purifica de todo o pecado. "Se andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" - 1 João 1.7.

Ao interpretar o texto de João, no capítulo 1 e versículo 7 da sua primeira carta, muitos entendem a ''luz” como pureza, mas este texto nos diz que quando andamos na luz, o sangue de Cristo nos purifica de todo o pecado. Se formos honestos conosco mesmos e com Deus, veremos nossos pecados à luz da Palavra de Deus e clamaremos a Cristo por purificação. Ao orar, é necessário que se faça a confissão dos pecados, conforme a instrução de João nos versículos 9 a 10, da sua primeira carta.

O vocábulo grego para confissão é "homologeo", que significa “dizer a mesma coisa”, isto é, admitir. Confessar não é pedir desculpas, se apresentarmos desculpas ou nos recusarmos a admitir que determinado procedimento é pecaminoso, construímos uma barreira entre nós e Deus, mas ao concordar com Deus que a prática de determinada ação é pecado Deus nos perdoa e é quando o sangue de Jesus nos purifica e há  a continuidade ao processo de purificação das injustiças que o Espírito começou em nós.

Vejamos um pouco mais a respeito do sacrifício vicário de Cristo em nosso favor? "Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!" - Hebreus 9-13-14.

Adore a Deus na tricotomia de quem você é. "E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito" - 2 Coríntios 3.18.

Aqui na Terra encontramos limitações e contrariedades, mas não será para sempre que viveremos sujeitos às tribulações deste mundo. O Criador fez o ser humano perfeito, criados pelo Todo-Poderoso para louvá-lo. Se na plenitude que fomos criados, voluntariamente, o adoramos na beleza de sua santidade, somos por Ele transformados em tamanho espiritual, crescemos no espírito até chegar à estatura de Cristo. E num dia determinado por Ele seremos levados deste mundo caótico para estar para sempre num lugar de paz e alegria eternas, que é o Céu. Ali, na morada celestial, este corpo que agora é sujeito às doenças, ao cansaço e envelhecimento, será transformado e ficará parecido em glória ao corpo de Cristo. Então, não sentiremos dor, nunca mais adoeceremos, não haverá motivos para lamentar, não haverá mais mortes (1 Coríntios 15.51-54; Filipenses 3.20-21; 2 Tessalonicenses 2.10; Apocalipse 21.4). É tempo de adorar ao Senhor no corpo, na alma e no espírito. Convém fazer isso.

Conclusão.

Para os materialistas, a única coisa que se pode provar existente é a matéria, as energias físicas e os processos físicos. Em face desta visão míope que domina uma parcela da humanidade incrédula, muita gente caminha para a perdição eterna (1 Coríntios 3.7). Os crentes em Cristo sabem que alma e espírito, entes distintos que constituem o "homem interior" do ser humano, são a essência de cada pessoa que vem ao mundo numa estrutura tricotômica, e o seu corpo nada mais é do que o seu "invólucro", que embora sujeito às limitações físicas, com suas necessidades orgânicas, é o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6.19-20).

Diante deste panorama, mantenhamos o nosso ser, em sua plenitude, preparado para o dia do Arrebatamento da Igreja. Na condição de mordomo, o cristão deve conservar a si mesmo preparado para a Segunda Vinda do Senhor Jesus Cristo.

E.A.G.

Compilações

Guia do Leitor da Bíblia - Uma análise de Gênesis ao Apocalipse capítulo por capítulo, Lawence O. Richards, quinta edição, 2006, Rio de Janeiro/RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD).

Lições Bíblicas. Tempo, Bens e Talentos - Sendo Mordomo fiel e prudente com as coisas que Deus nos tem dado. Elinaldo Renovato. Lição 3: A Mordomia da Alma e do Corpo. Terceiro trimestre de 2019. Bangu, Rio de Janeiro/RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD).

Tempo, Bens e Talentos - Sendo Mordomo fiel e prudente com as coisas que Deus nos tem dado. Elinaldo Renovato. Bangu, 1ª edição 2019, capítulo 3 - A Mordomia da Alma e do Espírito Humano. Rio de Janeiro/RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD).


sexta-feira, 12 de abril de 2019

Pastor ensina como ser um crente cheio do Espírito Santo

"E não se embriaguem com vinho, pois isso leva à devassidão, mas deixem-se encher do Espírito."

Efésios 5.18


Três jovens chegaram para o pastor e perguntaram:

sábado, 16 de junho de 2018

Diferença entre o Fruto e os Dons do Espírito Santo


Por Abiezer Apolinário

O apóstolo Paulo, quando ensinou a igreja da Corinto e a da Galácia, ministrou verdades divinas que devem ser constantemente estudadas, para que não caiamos na situação da ignorância, como ele próprio disse: "Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes." (1 Coríntios 12.1). Às igrejas da Galácia, ele ministrou acerca do fruto do Espírito, outra grande bênção que não pode ser jamais esquecida pelo verdadeiro cristão (Gálatas 5.22). Entendo, porém, que está no capítulo 12 da primeira Carta aos Coríntios o mais completo estudo sobre a diferença  entre o fruto e os dons do Espírito, sendo este o texto bíblico em foco.

Não pode ser jamais esquecida a singularidade do assunto, pois Paulo não fala acerca dos "frutos", mas do "fruto", no singular. Assim é e deve ser dito sempre, no singular. Isso porque, diferentemente dos dons, o fruto é um conjunto de qualidades que o Espírito produz na vida do cristão, para que sua vida sirva de glorificação a Jesus. Por isso que Ele trabalha na vida do cristão para que seja produzido o "fruto", que não é constituído apenas de qualidades morais, mas, principalmente, espirituais. Um exemplo é a distinção espiritual entre calma e mansidão. A calma é uma atitude humana, resultante de esforço pessoal, de traços da personalidade ou de formação familiar. Enquanto a mansidão é uma ação do Espírito na vida do crente, cuja ação Paulo chamou de fruto.

O "fruto" é uma obra divina na vida do cristão, sendo ele gerado pelo Espírito em nós. Neste aspecto reside, talvez, a maior diferença entre o "fruto" e os "dons" do Espírito. Enquanto o "fruto" é gerado em nós, os "dons" são concedidos pelo Espírito.

A frutificação espiritual do cristão não se inicia com o batismo no Espírito Santo, mas tem seu início no momento da regeneração, da conversão do crente, a partir da qual ela é demonstrada através de três procedimentos:
1. na relação do cristão com Deus, através do amor, alegria, e paz;
2. na relação do cristão com seu irmão, através da longanimidade, benignidade e bondade;
3. e na relação do cristão consigo mesmo, através da fé, mansidão e temperança.
A prova bíblica maior, como base do acima exposto, é encontrada em 1 Coríntios 13.1-3: "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria".

Atentemos para os detalhes do texto destacado, especialmente o versículo 2. Posso profetizar, conhecer todos os mistérios e ciências e operar maravilhas como, por exemplo, pela fé, transportar montes (dons), mas se não tiver amor (fruto), nada seria. Ou seja, como cristão, pode não me ter sido concedido nenhum dom, mas não posso deixar de frutificar no Espírito; posso até não ser batizado no Espírito Santo, mas não posso deixar de frutificar no Espírito.

Outro ensino importantíssimo ministrado por Paulo no texto em apreço é o que prova que frutificar no Espírito não é um ato espiritual isolado, mas é um processo de crescimento, pois assim está registrado no versículo 11: "Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino". Por sermos humanos e limitados, precisamos frutificar no Espírito para superarmos todas as limitações humanos que nos impedem de chagarmos à plenitude espiritual, já que, como está dito nos 9 e 10 "Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado".

Por este ensino, podemos aprender que devemos estar frutificando no Espírito, em autêntico processo de crescimento que somente terminará quando chegarmos "à estatura de varão perfeito", pois continua ensinando Paulo:"Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido" (versículo 12, de 1 Coríntios 13).

O autor deste artigo é pastor, líder da Comissão Jurídica da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e vice-líder da Assembleia de Deus em Salvador - BA. 
Fonte: Mensageiro da Paz, página 6, coluna Em Tempo, dezembro de 2016, Bangu, Rio de Janeiro -RJ (CPAD). 

sábado, 2 de junho de 2018

segunda-feira, 28 de maio de 2018

O Batismo no Espírito Santo - por Gunnar Vingren em artigo de 1919

Gunnar Vingren.
Na companhia laboriosa de Daniel Berg, foi
 foi fundador da Assembleia de Deus em 1911.
Quem foi Gunnar Vingren? A resposta vai para as pessoas que não tiveram a oportunidade de conhecer a história da igreja pentecostal brasileira. Vingren, foi missionário sueco, cofundador das Assembleias de Deus no Brasil, igreja fundada em dupla com Daniel Berg, também nascido na Suécia.


Segue abaixo o conteúdo escrito por ele.
__________

Tratando-se de um assunto tão importante como este, certamente não devemos lançar a menor ponderação que seja, em ler alguns versículos que tem relação íntima e indivisa com a doutrina do batismo no Espírito Santo.

O Senhor Deus é o nosso médico. Artigo de Daniel Berg, publicado em 1919 no jornal Boa Semente

"...Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo", São Mateus, cap. 3 versículo 8. "Esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo". Lc. capítulo 3 versículo 16. sobre aquele que vires descer o Espírito e repousar sobre Ele, esse é o que batiza com o Espírito Santo". S. João, capítulo 1 versículo 33. "João batizou com água, porém, vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias". At. 1.5. "...o Espírito Santo que Deus deu aqueles que lhe obedecem" At. 5.32. "Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos quanto mais dará o nosso Pai Celestial o Espírito Santo aqueles que lhe o pedirem". Luc. 11.13.

Assim: O Senhor não somente disse aos seus discípulos que ao Pai Celestial, para receberem o Espírito Santo, como mandou também que esperassem a promessa do Pai em Jerusalém. At. 1.4. "Ficai, porém vós na cidade de Jerusalém, até que do alto sejas revestidos de poder". Luc. 24.49. "Mas recebereis poder quando vier sobre vós o Espírito Santo (trad. do original grego). At. 1.8.

E os discípulos obedeceram a palavra do Senhor, e esperaram cerca de dez dias, até que receberam o Espírito Santo. "E adorando-o eles, tornaram, com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus". Lc 24.52 e 53. "Então voltaram para Jerusalém... E, entrando no cenáculo... todos estes perseveraram unanimemente em orações e súplicas, com as mulheres, e Maria mão de Jesus, e com seus irmãos (Ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas)" At. 1.12. "E cumprindo-se o dia de pentecostes, estavam todos concordemente reunidos. E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam reunidos. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, e pousaram sobre cada um d'eles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem". At. 2.14.

E então foi o cumprimento, não só da palavra do Senhor e os seus apóstolos, batizando-os como falou e á cerca ce 120 pessoas como da profecia de Joel: "nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne". At. 2.17. Jesus Cristo disse: "E estes sinais seguirão os que crerem; em meu nome expulsarão demônios. Falarão novas línguas". Mc 16.17.

Tal porém, não se deu na casa de Cornélio e em Éfeso node talvez nem uma só língua pode ser interpretada. Ainda assim não é para admirar que as línguas estranhas sem interpretação não possa ser compreendida. Paulo diz: "O que fala línguas estranha não fala aos homens, senão a deus, porque ninguém o entende, e em Espírito fala em mistérios". 1 Co 14.2.

O fato é que eles receberam o Espírito Santo. Isto é, o batismo), tanto num como no outro, igualmente como os que foram batizados em Pentecostes, Paulo diz: "também receberam como nós o Espírito Santo" (At 10.47).

O que não parece dúvida é que todos  que receberam o batismo no Espírito Santo, nenhum deles o fez, sem o demonstrar por sinais convincentes e muito evidentes tais, como diz Marcos: falando em língua estranha. E isto tanto em Jerusalém, como em Cesareia, e Éfeso, o que tornou-se uma operação tão verossímil quão definitiva. Uma espécie de "doutrina" prática experimental, se assim podemos dizer.

Assim compreendeu Pedro, em casa do centurião Cornélio, que todos os presentes haviam sido batizados "porque os ouviu falar línguas, magnificando a Deus". E dizendo Pedro estas palavras caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviram a palavra...".

"Porque os ouviram "falar em línguas e magnificar a Deus (At 10.44 e 46).

Portanto a língua estranha é a manifestação mais perfeita e real da evidência do batismo no Espírito Santo, no momento em que o crente recebe o dom do Espírito ele fala em língua que lhe é estranha e desconhecida.

Isto mais uma vez quer provar até a saciedade, satisfazer às investigações, mais exigentes, destruir até a cerne da árvore ruim que frondeja contra o batismo do Espírito Santo, que é a promessa do Pai.

O batismo do Espírito Consolador é para todo o tempo, é para hoje, é para agora. E isto é uma conclusão tão lógica, tão natural, tão acessível a todo o raciocínio, ao bom senso, ao senso comum, que nos dispensa de outros comentários. É uma proposição que a si mesmo propõe, a si se explica, a si se conduz, a todo o que a examinar com fé e humildade de coração.

Pedro disse no dia de Pentecostes: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo", "Porque a promessa vos pertence a vós e aos vossos filhos, e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar (At. 2.38 e 39).

Os apóstolos, pois que estavam em Jerusalém, ouvindo o que Samaria recebera a palavra de Deus, enviando-lhes Pedro e João. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo.

Porque sobre nenhum deles tinha sido descido, mas, somente eram batizados em nome do Senhor Jesus. Então lhes impuseram as mãos, e receberam e receberam o Espírito Santo" (At. 8.14a 17). Aqui sucedeu que os apóstolos encontraram crentes convertidos e já batizados em água, mas ainda não tinham recebido o Espírito Santo.

Orando porém os apóstolos sobre eles, mediante imposição de suas mãos, na mesma ocasião receberam o Espírito Santo. O texto não diz que falaram línguas, nessa ocasião. Mas o evangelista que redigiu o livro de Atos, narrando este fato diz, em seguida ao recebimento do Espírito Santo. E Simão (o mago), vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos se dava o Espírito (v 18). Pra vê-se bem que ele viu uma manifestação certa da presença do Espírito Santo nos crentes, ao serem impostas as mãos de Pedro e João, pois que ele não podia ver o Espírito nas mãos materiais dos servos de Deus. Certamente é que Simão viu que os crentes falavam línguas estranhas, porque o Espírito Santo não é coisa visível. "O vento assopra onde quer, ouves a voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim é todo o que é nascido do Espírito Santo (João 3 v. 8).

Assim, não resta a menos sombra de dúvida que Jesus Cristo é quem salva, e quem batiza no Espírito Santo, nos dias de hoje, como nos tempos dos apóstolos, pois que nele não há mudança nem sombra de variação alguma. Jesus é sempre o mesmo, embora os homens se tenham assentado da fé que possuíam os apóstolos.

Ele, Jesus, nunca mudou, nem mudará, porque é aquele que é, que era e que há de vir (Apoc. 1.4). Glória a Jesus! Deus não prometeu derramar seu Espírito no último dia. Mas disse: e nos últimos dias acontecerá diz o Senhor, que do meu Espírito derramarei sobre toda carne" (At. 2.17). Quanto mais nós que do meu aparecemos vinte séculos depois, mais tarde do que eles. Eles que há vinte séculos receberam o Espírito Santo estou certo que não puderam receber por nós e por toda a posteridade, pois que faz necessário que cada um por si mesmo o receba.

Por isto Jesus disse: "Pedi e dar-se vos á, buscai e me achareis, batei e abrir-se vos á. quanto mais datá o vosso Pai celestial o Espírito Santo aqueles que lhe pedirem.

São Paulo tanto conhecia a necessidade de cada um por si mesmo receber o Espírito Santo que perguntou em Éfeso: "recebestes vós o Espírito Santo quando crestes?. E como não o tivessem recebido ainda, Paulo impondo-lhe a mão veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam diversas línguas e profetizavam (At. 19.17). Paulo ainda escreveu em Coríntios, testificando essa verdade. Porque todos nós fomos batizados em um Espírito.

Buscai a verdade porque "se conhecerdes a verdade ela vos libertará". Amém.

Fonte: Jornal Ceifeiros em Chamas, página 15, maio de 2000.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A canção como adoração a Deus

Por F. W. Krummacher

Conforme o costume judaico da Festa da Páscoa, Jesus entoou um hino, acompanhado de seus discípulos, a canção de louvor que consistia dos Salmos 115 a 118. Neste episódio, encontramos nosso Senhor cantando. No texto original em grego, não existe margem para dúvidas quanto a isso.

Por meio desse cântico, Cristo consagrou para sempre a música vocal na liturgia de cultos da Igreja.

A ação de cantar é um valioso dom do céu à terra: envolve a linguagem de sentimentos, exala o estado elevado da mente, é a expressão de uma alma extasiada.

A analogia entre as almas e um violão quebrado
O músico também é um crente

Executado no serviço da reuniões de culto nas igrejas, quão benéfica e abençoadora é a boa influência da mensagem cantada! Quem ainda não experimentou o seu poder maravilhoso de elevação espiritual, de pôr o ser humano acima do ambiente sombrio da rotina neste mundo? Quando o crente entoa hinos, a sua alma é dilatada, o seu coração é comovido, os correntes da inquietação são desbaratadas e o peso da tristeza são repelidos.

A melodia litúrgica é capaz de promover situações melhores que essas. Através do louvor sincero, o Espírito Santo combina a ação do crente ao usar a voz melodiosamente, em veneração ao Senhor, com seu sopro divino. E assim, inumeráveis vezes o Consolador tem trazido tranquilidade aos aflitos, expulso Satanás e seus projetos destruidores do meio do povo de Deus. 

À semelhança de uma perfumada brisa da primavera, o costume de cantar para adorar ao Senhor tem feito com que corações duros se derretam como ceras, tornando-os frutíferos, plenamente prontos para receber as sementes das Escrituras Sagradas e entrar à eternidade na companhia do Altíssimo.
a planície rija e fria da carnalidade derreta 

O rei Davi recebeu uma honra indescritível ao ter suas composições sendo cantadas pelos lábios graciosos do Senhor Jesus Cristo - a inspiração suprema de suas obras de louvor. Se ao escrever os Salmos ele soubesse que isso ocorreria, talvez não conseguisse empunhar a pena e escrever uma só palavra. Não há registro bíblico que outro autor tenha recebido tamanha honraria do próprio Criador de todas as coisas.

Texto adaptado ao blog Belverede.

Fonte: The Suffering Savior via revista  Fé para Hoje, ano 2004, número 24,  página 19, São José dos Campos/SP (Editora Fiel).

terça-feira, 4 de abril de 2017

Qual a finalidade do batismo com o Espírito Santo hoje?


O Batismo com Espírito Santo proporciona mudança na vida de todas as pessoas batizadas. É muito mais do que a capacidade de falar em outras línguas dentro dos templos. O crente batizado submerge no plano da salvação por inteiro.

Uma pergunta retórica: para quê servem os nove dons espirituais? A Palavra da Sabedoria; Palavra de Ciência/Conhecimento; Fé, Curas; Operação de Milagres/Maravilhas; Discernimento de Espíritos; Profecia; Diversidade de Línguas; Interpretação de Línguas, são meios dados por Deus para abençoar o povo que Deus ama.

Deus nunca fará acepção de pessoas! Tudo que o Senhor faz tem propósito útil. Os dons espirituais não servem para que o portador de dons seja considerado mais especial que os demais, ainda não batizados. Por exemplo, a finalidade de Dons de Curar (escrito no plural 1 Coríntios 12:9) servem para abençoar os enfermos e assim por diante.

Quem ainda não recebeu o batismo, receba-o, pois está disponível para todos os que se converteram a Cristo. E, quem já está batizado, que ore para ser "ferramenta" de bênção nesta geração, e desta forma glorifique ao Senhor sendo usado com poder de Deus entre nós.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O propósito do Fruto do Espírito

 Como crente, é necessário ter uma vida espiritualmente fértil. Apenas por meio de uma vida espiritual frutificativa o cristão será capaz de glorificar a Deus, pois o Espírito modela o nosso caráter para sermos parecidos com Cristo. Assim sendo, a vida dirigida pelo Espírito exige de nós um viver em santidade e comunhão com Deus.
Por Eliseu Antonio Gomes 

Introdução

O termo "fruto" é frequentemente usado de maneira simbólica na Bíblia Sagrada. As crianças são mencionadas como fruto (Êxodo 21.22; Salmos 21.10) em frases como "o fruto do ventre" (Deuteronômio 7.13; Salmos 127.3; Lucas 1.42) e o "fruto do corpo (Salmos 132.11; Miqueias 6.7). O louvor é poeticamente descrito como fruto dos lábios (Isaías 57.19; Hebreus 13.15), e as palavras de um homem são chamadas de "fruto da boca" (Provérbios 12.14; 18.20). O termo "fruto" é aplicado às consequências das nossas ações e motivações (Provérbios 1.31; Isaías 3.10).

A salvação pela graça
O nome de Deus
O perigo das obras da carne
O propósito dos dons espirituais
Salvação e Livre-Arbítrio

O fruto, em Gálatas 5.22, 23, é a manifestação das virtudes de Deus na vida do crente, conforme o grau de entrega desse crente como servo ao Senhor. É uma obra do Espírito Santo, transmitindo ao homem toda a plenitude de Deus (Efésios 3.16-19). Nada mais é que a expressão do amor de Deus na vida do crente produzida pelo Espírito Santo. Tem a ver com o crescimento e o caráter; o modo de vida é o teste fundamental da autenticidade de cada crente. O estilo de comportamento das pessoas revestidas pelo poder do Espírito são baseadas nas nove características que perfazem o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

I. A vida controlada pelo Espírito.

1. O que significa ser controlado pelo Espírito?

Ao lermos Gálatas, capítulo 5, abordando o tema fruto do Espirito, percebemos que a essência  de todas as virtudes têm origem no Espírito Santo. Não existe por causa da religiosidade do próprio crente, não é produzido pelos meros esforços do ser humano. Acontece em circunstância da nova natureza que está implantada no seu ser.

Se desejarmos viver de modo a agradar a Deus e produzir frutos para a sua glória, devemos nos encarregar do imperativo bíblico registrado em Efésios 5.18; "enchei-vos do Espírito". No contexto deste versículo (4.17 - 5.20) o apóstolo Paulo esclarece o contraste entre e o "antes" e o "depois" dos crentes. O verbo encher remete também a ser controlado, dominado. Ser controlado pelo Espírito Santo significa ser cheio do Espírito diariamente, não somente no interior do recinto do templo em momento de culto. E quando somos controlados pelo Espírito, os nossos pensamentos, ações e vontades passam a ser conduzidos por Ele.

Os cristãos devem estar continuamente cheios do Espírito e viverem nEle. Nós não precisamos de álcool, que faz com que uma pessoa  desfrute de êxtase temporário; podemos e devemos nos encher do Espírito, que produz uma alegria constante.

Quando Paulo escreveu aos efésios, embriagar-se com vinho era uma situação associada com o antigo vício dos crentes, destinatários da carta; o ensejo da lembrança apontava aos seus desejos egoístas, que induziam o bêbado, por fim, em contenda. Este cenário não tem vez na vida dos crentes convertidos a Cristo.

Todo mundo reconhece o estado de uma pessoa embriagada. São vários os sinais e sintomas da intoxicação pelo álcool, os mais perceptíveis são olhos vermelhos, bochechas rosadas, coordenação motora prejudicada e fala enrolada. Com um pouco de prática e pesquisa, é muito fácil reconhecê-los; suas ações tornam o reconhecimento da embriaguez óbvia. De maneira semelhante, a vida do crente deve estar completamente sob o controle do Espírito, com as nossas palavra e ações mostrando que estamos cheios da presença do Espírito.

2. Um viver santo.

O homem natural tem bondade no seu ser e pode produzir coisas boas e úteis, as quais podemos denominar de obras. As obras estão no nível da carne, algumas podem ser boas e outras más. Paulo usa a expressão "obras da carne" para denotar os esforços dos homens na realização de algo dependente da aplicação de sua energia física ou intelectual. A qualidade de vida exposta por aqueles que seguem o princípio natural é transitória, isso porque nasce do próprio homem. Ao contrário do cristão, existe algo transcendental em sua vida, de modo que o que o crente realiza é devido àquilo que o Espírito Santo implantou no seu ser.

Como cristão, é necessário ter uma vida espiritualmente fértil. Apenas por meio de uma vida espiritual frutificativa o crente será capaz de glorificar a Deus, pois o Espírito modela o nosso caráter para sermos parecidos com Cristo. Assim sendo, a vida dirigida pelo Espírito exige de nós dedicação à santidade e comunhão com Deus.

À medida que permitimos que e o Espírito Santo controle nossa vida, passamos a produzir progressivamente o fruto do Espírito. São virtudes que o crente precisa manifestar através de sua vida (Filipenses 4.8). A palavra virtude, no grego, é "areté", este termo expressa uma vida de excelência moral, é a manifestação do poder divino, quer dizer também a capacidade por meio da qual alguém se sobressai, quer seja pelo caráter, inteligência, poder, bondade ou valor.

A vida controlada pelo Espírito requer de nós um comportamento santo e uma autêntica harmonia com Deus. O cristão é conhecido por meio das virtudes. Assim como uma árvore é conhecida pelos seus frutos, o crente verdadeiro é reconhecido por suas ações. O fruto representa nossas atitudes: fruto bom, árvore boa; crente fiel ao Senhor; fruto amargo, árvore ruim, crente rebelado contra a vontade de Deus (Lucas 6.43-45).

O fruto do Espírito também revela o quanto temos aprendido do Senhor.

3. A verdadeira comunhão.

O Espírito Santo nos ajuda a ter uma compreensão melhor de Deus e do seu Reino. Ele deseja nos ensinar a viver em novidade de vida, em santidade, apesar de habitando em um mundo corrompido pelo pecado e dominado pelo Inimigo (1 Coríntios 2.10-15).

Em comunhão com o Espírito Santo o cristão não produz um estilo de vida legalista, nem tenta impor princípios morais à força, nem vive falando de ética, antes produzirá  uma qualidade de vida que está acima de qualquer lei moral ou ética.

A manifestação do fruto do Espírito na vida do crente indica como está o relacionamento com o Pai. Se você o tem gerado, isso demonstra que tem andado no Espírito, em contrário, indica que está vivendo de acordo com seus desejos carnais.

II. O fruto do Espírito evidencia o caráter de Deus em nós.

1. O que é caráter?

O caráter do ser humano é formado por diversas influências que ele recebe ao longo da vida. A cultura em que a pessoa está introduzida demandará sugestões ao longo da vida dela. Neste sentido, sua personalidade será constituída ao longo do contato que ela tem com diversas informações culturais e educacionais. Por isso, as fases da infância e da adolescência são cruciais na estruturação de uma pessoa. Essas fases são de desenvolvimento e de determinações de escolhas. Naturalmente, embora o ambiente em que o ser humano esteja inserido sugestione muitos comportamentos, ele não determina o caráter dele, pois há outros componentes  próprios à natureza do indivíduo. Por isso, a ideia de que o ser humano "nasce puro, mas a sociedade o corrompe" não é uma verdade absoluta, pois a perspectiva bíblica a relativiza, mostrando o contrário. (Ler Mateus 15.19).

2. Caráter gerado pelo Espírito Santo.

Quando somos cheios do Espírito e permitimos que Ele trabalhe em nosso caráter, passamos a produzir o fruto do Espírito. Diferentemente de um caráter gerado sob a influência  do estado do pecado. Aquele que não vive segundo o Espírito e se deixa levar pela velha natureza, produz frutos deformados, intragáveis e que exalam cheiro desagradável.

3. Um novo estilo de vida.

O Salmo 1 nos ensina como o Espírito faz para que nossa vida produza o fruto. Este Salmo compara o homem de Deus com uma árvore plantada às margens de um rio. Está escrito no versículo 2: "Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite". Entendemos que a condição para alcançar a capacidade de frutificar está relacionada diretamente à importância que a Palavra de Deus tem para nós. À medida que lemos e meditamos na Bíblia, o Espírito vai nos convencendo de pecados que precisam ser erradicados e nos dirige ao padrão elevado de vida que Deus quer para nós. Sem a Palavra de Deus não há maturação espiritual, sem a meditação na Bíblia não há a produção do fruto do Espírito em nossa vida.

A vida frutífera é para os "maduros". Quando os anos passam e o crente não alcança a maturidade espiritual, ele se torna vulnerável ao pecado e a todo vento de doutrina, sendo enganado pela astúcia dos que alegam falar em nome de Deus (Efésios 4.14).

É apropriado dizer que todo cristão, em qualquer época, em qualquer lugar, se não apresentar a frutificação é incompleto. Todos os cristãos precisam apresentar o fruto, mas, infelizmente, muitos crentes não parecem desejosos em viver segundo a conduta do Espírito Santo. É triste constatar que a vida de muitos crentes reflete os hábitos e padrões deste mundo. Consciente ou inconscientemente, eles estão mais interessados em imitar o sistema deste mundo dominado pelo Inimigo que imitar Cristo. A prática do pecado perdeu para eles a sensação de pecaminosidade. Preferem mais outras atividades do que meditar na Palavra de Deus. O momento de oração é para eles instantes cansativos. Eles não têm vontade de evangelizar os espiritualmente necessitados de seu círculo de conhecidos porque eles próprios também são necessitados de um reavivamento espiritual.

III. Testemunhando as virtudes do Reino de Deus.

1. O propósito do fruto

Fomos chamados para termos uma vida frutífera. O propósito do fruto do Espírito em nossas vidas é produzir frutos, não obras, nem apenas qualidades morais. O Espírito trabalha na vida do cristão com o objetivo de o identificar como servo de Cristo, ao produzir a santificação.

Observemos o fruto em paralelo com as concupiscências da carne, com o objetivo de verificar se estamos no Espírito ou não. Para Paulo, não existe terreno neutro nesse assunto. As obras da carne não se manifestam se somos dirigidos pelo Espírito. Se aparecem tais manifestações, significa que deixamos de viver pelo Espírito, e nos afastamos de sua orientação, isso significa que estamos dando oportunidade à carne. Aqueles que continuam fazendo tais coisas não herdarão o reino de Deus (Gálatas 5.21).

2. Uma vida produtiva.

Para que uma planta produza frutos ela precisa alcançar um determinado nível de maturação; isso também acontece  com o crente. Esse nível de crescimento e maturação só pode ser alcançado com a presença do Espírito Santo em nossa caminhada cristã, quando permitimos ser guiado pelo Espírito. Viver assim significa estar em estágio de amadurecimento, estar em condições de vencer os desejos e impulsos carnais. Significa cultivar o melhor antídoto às concupiscências carnais.

A Palavra de Deus diz que o Espírito Santo "convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo". Ele iniciará no indivíduo um processo de mudança essencial do pensamento e do caráter. Isso significa nascer de novo, nascer da água e do Espírito. É quando se começa manifestar na vida da pessoa "frutos dignos de arrependimento".

Devemos observar que o texto de Gálatas diz "andai no Espírito". A manifestação do fruto do Espírito na vida cristã é um imperativo porque é o que nos diferencia do mundo, onde as pessoas são controladas por sua natureza pecaminosa.

A ordenança indica a andar continuamente; determina uma ação que se repete sempre. Produzir o fruto do Espírito não é, portanto, uma experiencia momentânea, mas algo que precisa ser ação contínua, que deve ter regularidade e estabilidade.

3. O que fazer para manter a produtividade?

Manter-se produtivo espiritualmente é a característica normal da vida do cristão autêntico. Apresentar produtividade é o mesmo que estar cheio do Espírito. Mas, o que fazer para se manter em produtividade, ou manter-se cheio do Espírito?

Para que esta realidade seja experimentada, é necessário observar as orientações ontidas no Novo Testamento. O estado de um crente cheio do Espírito Santo se resume em três expressões: compreensão, submissão e andar pela fé.

a. Compreensão.
Precisamos compreender que Deus nos deu o Espírito Santo, e que Ele mora em nós. Não precisamos sentir sua presença, o fato de não sentir não significa que Ele esteja ausente. A sua presença é um fato.
Temos que entender, também, que a atividade do pecado executada por nós bloqueia a atuação do Espírito Santo em nossas vidas. Para que haja a produtividade do fruto do Espírito, é preciso resolver honesta e completamente todos os pecados conhecidos. É necessário confessar os pecados e abandoná-los. A essência do pecado é a vontade própria, o egocentrismo ao invés do cristocentrismo, devemos ter Cristo no centro de nossa vida, e tirar de lá o "eu", permitir que Cristo seja o Senhor de nossa vida.
b. Submissão.
Para ser produtivo é necessário renunciar aos nossos métodos, procurando acima de tudo submeter-nos a Cristo como Senhor, aceitar ser governado por Ele em todas as áreas de nossa vida. Isto só é possível quando existe arrependimento e confissão de pecados.
Apenas compreender que é preciso confessar o pecado não é o suficiente, pois há diferença entre confessar e arrepender-se. Confessar é reconhecer o pecado; arrepender-se é renunciar às práticas e deleites do pecado, implica em uma mudança completa e radical de atitudes.
c. Caminhada pela fé.
Para manter-se produzindo o fruto do Espírito, é necessário entregar-se a Deus de maneira consciente e voluntária. Quando estamos totalmente entregues à sua vontade estamos caminhando no Espírito, então, Ele nos controla e domina. Nesta etapa, temos que possuir certeza plena de que Deus nos encheu e estamos no controle dEle, considerando-nos mortos para o pecado e vivos para Deus em Cristo Jesus (Romanos 6.11).

Uma coisa interessante no texto em relação à palavra fruto, Paulo fez questão de usá-la apenas para contrastá-la com a palavra carne, antes, ele queria expor uma aspecto pedagógico, pois obras não geram obras, mas fruto gera frutos. Vemos, assim, a dinâmica do Espírito Santo na vida do crente, seu trabalho é levá-lo a produzir o que Deus implantou em seu ser, que é corresponder ao que é divino, ao próprio Jesus Cristo.

Conclusão.

Se você deseja ter uma vida de verdadeira comunhão com o Senhor, invista tempo consagrando-se. Cuide para que seus frutos sejam condizentes com o ensino de Jesus. Busque ter um relacionamento pessoal com Cristo. Adore-o. Leia a Bíblia Sagrada de maneira devocional e sistemática. Ore, jejue. Produza as nove características do fruto do Espírito para a glória de Deus.

E.A.G.

Compilação:
As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente, Osiel Gomes, 1ª edição 2016, páginas 20-25, 30, Bangu, Rio de Janeiro/RJ.
Ensinador Cristão, ano 18, nº 69, janeiro a março de 2017, páginas 31 e 37, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD)
Lições Bíblicas - A Pessoa e a Obra do Espírito Santo. Comentarista: Eurico Berstén. 1º trimestre de 2004, lição nº 9: O Fruto do Espírito, páginas 59-63, Rio de Janeiro (CPAD).
Lições Bíblicas - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Comentarista: Osiel Gomes. 1º trimestre de 2017, páginas 14-16, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD).
O Poder do Espírito Santo, Billy Graham; 2ª edição revisada ; 2009; páginas 112, 127-129; 132, 133, 211, São Paulo (Vida Nova).

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A vida segundo o Espírito

Eliseu Antonio Gomes

O capítulo 8, e versículos 1 ao 17, da Carta aos Romanos, fecha a argumentação do tema justificação, apresentado pelo apóstolo Paulo ao longo dos sete capítulos anteriores: a vida no Espírito.

O apóstolo demonstra o fato de que a libertação do pecado produzida pelo Espírito resultou em nosso livramento da culpa e da morte, fruto da obra expiatória de Cristo no Calvário. Trata o crente como que vivendo e estando imerso na esperança, a vida plena no Espírito Santo.

Os filhos de Deus são guiados pelo Espírito de Deus. "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus" - Romanos 8.14.

Todos os seres humanos, quer gentios quer gregos, estão debaixo da condenação do pecado. A lei do pecado e da morte, que havia tornado ineficaz a lei, agora está anulada pela lei do Espírito e vida, que opera no sacrifício de Jesus.

Paulo contrasta a anterior servidão de escravos ("sob a tutela da lei") com a nova liberdade de filhos, a cujos corações Deus enviou o Espírito Santo. Estimula o crente a não viver segundo a carne, mas mortificar as obras do corpo, mortificar progressivamente os apetites pecaminosos de natureza inferior. Ensina que o crente deve ser guiado pelo Espírito de Deus, pois quanto mais completamente obediente a Deus o cristão é mais ele viverá conforme os padrões de santidade.

Ninguém sabe as coisas de Deus senão o Espírito de Deus. "Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus" - 1 Coríntios 2.10-11.

Como os próprios pensamentos internos de uma pessoa são conhecidos somente por ela, assim também a mente de Deus é conhecida somente pelo Espírito de Deus.

O Espírito examina todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus, responde ao espírito humano interpretando as coisas espirituais para as pessoas espirituais.

O Espírito Santo nos guia em toda a verdade. "Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir" - João 16.12-13.

Todo cristão deve se perguntar se está vivendo em conformidade com a vontade de Deus, se tem uma conduta íntegra e fiel, diante da sociedade e do Senhor. Viver uma vida de consagração pessoal é muito mais que ir a reuniões no templo. Consagrar-se é aceitar a indicação apontada pelo Espírito, dedicar ao Senhor por inteiro, de tudo o que é, de tudo o que tem, de tudo o que faz, em todos os momentos da vida.

Jesus Cristo prometeu aos apóstolos que o Espírito os relembraria de seus ensinamentos (João 14.26). E que o Espírito é o Guia em toda verdade. Assim como essas promessas foram cumpridas no passado apostólico, hoje também cumpre aquela obra, concedendo uma compreensão daquela verdade aos crentes dos dias atuais.

Nosso corpo é morada do Espírito Santo. "Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? " - 1 Corintios 6.19.

Muitos hábitos péssimos, como o do cigarro e o de drogas não legalizadas, acabaram espalhando-se em nossos dias porque foram associadas à ideia de liberdade. Milhões de pessoas do mundo inteiro envolveram-se em dependências químicas, destruindo suas vidas. Nenhum cristão rejeita a compulsão pelos tóxicos porque é proibido; sua convicção vem do fato de que o vício não convém. Os entorpecentes não podem fazer parte da vida de um cristão que é liberto por Cristo e vive a verdadeira liberdade trazida pelo Evangelho.

Quando o crente cede a inclinação da carne, adotando a conduta do velho homem, ele passa a viver segundo a carne e quando a carne assume o controle o Espírito se afasta dele.

O Salmo 45.6-7 declara que o Reino de Deus é um reino justo; Jesus Cristo emitiu a mesma declaração, registrada em Mateus 6.33. E o apóstolo Paulo ensina que os injustos não herdarão o Reino de Deus. Ao fazer esta advertência, tem a intenção de esclarecer que não é possível relativizar o estilo de vida cristão. O crente que persiste em viver segundo a vontade própria e sem arrependimento nos males dos ímpios, terão o mesmo destino dos ímpios.

Fomos comprados por bom preço, vivamos então para Deus. "Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não' (...). 'Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo" -  1 Corintios 6.15, 20.

Como os crentes foram comprados pelo sangue de Cristo, eles devem honrá-lo, que é a quem pertencem.

A Bíblia ensina que a sexualidade é uma dádiva de Deus para nós. Trata-se de algo bom, cheio de prazer e que permite ao ser humano compartilhar de si com o sexo oposto; além disso, é também a garantia da perpetuação da raça humana sobre a terra. Porém, Deus não aprova o desfrutar da sexualidade sem responsabilidade. Usar uma pessoa como simples objeto, esquecendo-se que ela foi feita à imagem de Deus, é pecado. Vemos que pecar contra o próprio corpo, no qual Deus habita, é pecar contra o Espírito Santo. Sendo assim, o uso da sexualidade não pode ser desregrado. Por isso, é muito importante que haja critérios para o uso do sexo, pois, do contrário, ele poderá nos dominar como escravos e poderemos sofrer e causar sofrimento. Deus deseja que todo cristão tenha uma vida sexual pura.
  
Conclusão

O princípio proativo da nova vida em Cristo suplanta o princípio do pecado inerente, habilitando-nos a viver de modo justo (Romanos 8.1-4). Se nós, como filhos de Deus, preferirmos viver em concordância com o Espírito, não com a carne, o poder de ressurreição do Espírito nos dará vida, mesmo em nosso estado mortal. No futuro, nossos corpos, com toda a criação, serão transformados (Romanos 8.18-25). Assim sendo, vivemos no amor do Espírito, que intercede por nós (Romanos 8.28-33) e de Cristo, que nos protege (Romanos 8.34-39).

Compilações:
Bíblia de Estudo Esperança, página 2012, edição 2012, São Paulo (Edições Vida Nova).
Bíblia de Estudo Plenitude, páginas 1052, 1160, 1177, 1180, 1181, edição 2001, Barueri (SBB). 
Ensinador Cristão, ano 17, nº 66, página 39, abril a junho de 2016, Rio de Janeiro (CPAD). 
Lições Bíblicas - Mestre: Romanos - O Evangelho da Justiça de Deus. Esequias Soares. Lição 10: Vivendo uma Vida de Consagração, páginas 69; 2º trimestre de 1998; Rio de Janeiro (CPAD). 
Lições Bíblicas - Professor - Maravilhosa Graça - O evangelho de Jesus Cristo revelado na carta aos Romanos; José Gonçalves, 2º trimestre de 2016, páginas 51, 54, Rio de Janeiro (CPAD). 

domingo, 31 de janeiro de 2016

O Espírito Santo, Ele comunica a verdade!

Se eu fosse pedir para você descrever seu Pai celestial, você me daria uma resposta. Se eu fosse pedir para você me contar o que Jesus fez por você, certamente você me daria uma explicação convincente. Mas, se eu pedisse para você falar do papel do Espírito Santo em sua vida…? Olhos desviariam. Haveria um aperto na garganta.




João 14:17 diz “O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês.”

O que é que o Espírito faz? A Escritura diz que ele conforta e salva.
Ele traz convicção aos perdidos. Ele comunica a verdade.

Você já ficou convicto? Já sentiu o corte da tristeza pelos seus pecados? Compreendeu uma verdade?
Então você já foi tocado pelo Espírito Santo.

Já pensou? Ele já está trabalhando em sua vida.

mensagem de Max Lucado 
de“O Trovão Gentil”

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