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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Pastor impede mulher de cometer suicídio no interior paulista

Um pastor impediu uma mulher de cometer suicídio na noite do último sábado (7) em um pontilhão que dá acesso à entrada da cidade de Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo.

Depois de sair de uma reunião em Paraguaçu Paulista, o pastor Paulo Costa, de 24 anos, estava voltando para sua casa em Assis, a cerca de 36 km. No início do trajeto, por volta das 19h35, ele conta que avistou a mulher encostada na beirada do pontilhão.

“No início achei que era uma visão de relance, pois estava escuro. Foi quando a voz do Espírito Santo disse para eu voltar”, disse o pastor do Ministério Ele Vive em um post no Facebook.

“Quando eu voltei havia mesmo uma mulher sozinha, em lágrimas e soluços, olhando para baixo, pensando na pior decisão que se deveria tomar naquele momento. Cheguei meio calmo, conversando com ela e a distraindo, para tirar ela da beirada daquela ponte”, relatou Paulo.

O pastor conta que a mulher não conseguia falar nada, “pois só chorava e olhava para baixo”. Então ele ofereceu uma oração e perguntou se poderia levá-la para casa. Sem ver uma reação diferente das lágrimas, Paulo resolveu pegar o celular dela e ligar para um membro da família.

“Decidi ligar para pedir para alguém vir buscar ela, nunca vi uma cena desta. Mas eu segurava bem firme em seus braços e dizia que tudo daria certo na vida dela e que os momentos da vida são passageiros, logo tudo se resolveria. Tentei consolar até que a família chegou ao local e a levaram para casa”, concluiu Paulo.

O pastor ainda deixou uma mensagem sobre a seriedade da depressão: “Louvo muito a Deus por ter passado e voltado naquele lugar, pois a depressão não é frescura. Ela iria ceifar mais uma vida”.

“Mas para a glória de Deus, o adversário de nossas vidas perdeu mais uma guerra”, acrescentou.


Fonte: Guia-me via CPAD News

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

1 Corintios 10.13 - Aquele que está em pé cuide para não cair

Por Cícero Manoel Bezerra

Certa vez alguém havia caído em um pecado desastroso para sua vida, disse-me: "Eu pensava ser suficientemente forte para vencer aquela situação sem precisar de ajuda de ninguém." Como consequência de sua autossuficiência, essa pessoa caiu e trouxe sobre sua vida, marcas que ficarão para sempre.

Em 1 Corintios 10.13, Paulo nos mostra que nunca seremos tentados além de nossa capacidade de suportar a tentação e que Deus a usará para nos fortalecer: "Não sobreveio a vocês nenhuma tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar; pelo contrário, juntamente com a tentação proverá livramento, para que vocês a possam suportar."

Se encararmos com sinceridade e honestidade a questão do pecado veremos que o número dos que têm caído é altíssimo! Muitos se deixam levar pelo engano e prazeres do pecado. Tornam-se escravos de sua prática, e quando se dão conta já estão longe do Senhor e perdidos nas trevas da pecaminosidade. São levados e se deixam levar pelas armadilhas preparadas por Satanás para derrubá-los.

Observando nosso círculo de amigos, descobrimos que muitos já não estão mais com o Senhor. Afastaram-se de Deus por se julgarem fortes o suficiente para vencerem sozinhos as tentações. Não conseguindo, acabam vivendo uma falsa imagem de espiritualidade. Estes já não estão em nosso meio, e bem longe estão do Senhor Jesus.

Por que caíram? É uma pergunta que muitos têm feito, mas não t~em obtido resposta. Consideremos duas razões que poderiam ser usadas como tentativas de resposta:

1. Vida dupla. Viver uma falsa espiritualidade. Duplicidade de imagem, levando as pessoas a terem de nós uma ilusão. Projetamos uma devoção que não temos, dando a aparência de que não existe alguém com mais comunhão com Deus do que nós, quando, na verdade, nossa vida é seca, nossos pensamentos são terríveis e nossas fantasias são alucinantes. Estamos literalmente envolvidos em uma falsidade tamanha, que chegamos ao ponto de enganar a nós mesmos. A falta de quebrantamento nos leva a ouvir a verdade, sem deixar que ela encontre guarida em nosso coração. Não queremos ser de maneira alguma descobertos. "O que os outros vão pensar?" Não confiamos nas pessoas ao ponto de pedir-lhe ajuda em situações onde ela seria altamente necessária. Preferimos alimentar o gosto da lascívia, da luxúria, e nos render á escravidão do pecado. Quem nos conhece a fundo sabe que tudo é fantasia e falsidade. Nossa espiritualidade realmente não exite. Vivemos uma vida dupla.

Para sanarmos esse mal, precisamos usar de transparência, tirando a máscara e mostrando o que realmente somos. Isso exigirá de nós muita coragem, pois expor nossos pecados é humilhante. É um tratamento de choque, mas quando o Espírito entra em nossa vida, Ele nos convence de que é necessário mudar. Precisamos tratar tudo e não deixar nada para trás.

Talvez tenhamos a impressão de que perderemos coisas valiosas. Mesmo que isso aconteça,o que ganharemos será muito mais valioso. Teremos comunhão com Deus, paz de espírito e viveremos nossa verdadeira realidade. Não há nada mais gostoso que falar com Deus, ter a consciência limpa, e saber que Ele está nos ouvindo sem nenhuma barreira.

Não há pecado que possa proporcionar melhor sensação que está: estar bem com Deus!

2. Prazer na prática do pecado. Tentação é o convite ao pecado. E isto não é algo horrível e assustador à primeira vista. Ele nos atrai e nos traz prazer. Se começarmos a alimentar nossa vida de fantasias, chegará um tempo e que a verdade não nos incomodará mais. Ela ficará apenas no intelecto, e para qualquer pecado teremos sempre uma explicação lógica que nos satisfaça. Tornaremos-nos "especialistas" nas na racionalização: "Faça isto por causa disto"; não é minha culpa gostar dessas coisas". Quando menos percebemos, estaremos literalmente escravizados por determinadas atitudes ou outros tipos de envolvimentos pecaminosos.

O prazer na prática do pecado é sinal de falta de conversão. Quando recebemos a Jesus como Senhor e Salvador, a situação muda. Nosso prazer deixa de ser a prática do pecado para ser uma vida de bem com Deus e com o próximo. Quando nos sobrevêm as tentações e oportunidades para pecar, fazemos a opção de estar com o Senhor. Avaliamos, refletimos sobre todas as consequências do pecado e damos espaço para que o Espírito Santo nos convença de que viver com Deus é melhor que qualquer prazer mundano.

A fantasia pecaminosa nada tem de bom para nos oferecer, apenas satisfação à carne, desagradando a Deus. Devemos tomar cuidado com o que entra em nossa mente, pois dependendo do nível da fantasia que vivermos, ela poderá tornar-se real. Muitos não praticam suas fantasias apenas por falta de oportunidade. Vivemos num mundo onde recebemos sugestões de fantasias na área de sexo, dinheiro, comida, drogas e das vantagens pessoais. Mas o salário do pecado é a morte e o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Jesus Cristo (Romanos 6.23).

Apenas o interesse por informações religiosas ou pela vida religiosa não fará diferença. Precisamos estar conscientes do poder da Palavra de deus. Ela é como uma espada que penetra o mais interior do homem, discernindo tudo o que se passa em sua alma e seu espírito. A Palavra de Deus é poderosa. Devemos dar liberdade ao Espírito Santo para que a use em nossa vida.

É necessário que tenhamos comunhão com Deus e com sua Palavra. Hoje em dia há muitos curiosos da religião. Pessoas que querem saber a verdade, mas não estão dispostas a praticá-las. Não adiante ter uma grande mente e um coração pequeno. A verdade deve passar pelo intelecto, e depois atingir fortemente o nosso coração. Devemos dar lugar ao Senhor, reagir positivamente em relação ao que Ele manda. Deixar de lado a religiosidade vazia, e praticar a verdadeira comunhão com o Pai. É frequente vermos nos religiosos que caem, que sua religião não é forte o bastante para mantê-los firmes. Só quem nos mantém firmes e vitoriosos contra o pecado é Jesus Cristo.

A vida cristã é uma constante batalha. Não podemos nos esquecer disso. Não adianta sermos cristãos nominais, muito menos religiosos. Nenhuma dessas coisas tem poder para nos dar a vitória. A vitória dessa batalha é garantida através de tudo o que Cristo realizou por nós na cruz. Apropriemo-nos dela. Podemos ser livres do pecado. A vida pode ser totalmente diferente, basta pedir perdão, reconhecer que o pecado gera a morte e a separação de Deus. A Bíblia diz que: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1.9).

Alguns pecados terão que ser confidenciados a uma pessoa de nossas confiança, com quem abriremos o coração e de quem com certeza receberemos ajuda. Alguém que participe da luta conosco, até a obtenção da vitória total total sobre o problema. Não deixemos o pecado nos atormentar. Tiremos a transgressão de uma vez por toda de nossa vida no nome poderoso de Jesus Cristo.

E.A.G.

Fonte: Mensagem da Cruz, número 113, maio a junho de 1997.  página 13.Venda Nova - MG (Editora Betânia).

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Eva e a serpente

Por Wanda de Assumpção

Uma história moderna.

Havia uma jovem linda e inteligente. Quase terminando o colegial, ela se preparava para prestar vestibular com o sonho de cursar a faculdade que lhe daria acesso a uma profissão empolgante. Seus pais não mediam sacrifício para dar á filha o privilégio de uma educação superior e uma vida melhor do que aquela que levavam. 

Entretanto, a influência de amigos desajustados pesou mais do que as palavras sábias e amorosas dos pais. Quando eles lhe chamaram a atenção com respeito a coisas prejudiciais que estava fazendo, aquela jovem arrebitou o nariz e retrucou: "Eu sei o que estou fazendo". Não foi o que pensou o policial quando ela foi apanhada dirigindo embriagada.

Uma história antiga.

Havia uma jovem linda e inteligente, que morava num lugar perfeitamente belo. Amada por uma marido lindo e inteligente, ela podia dizer que tinha tudo o que uma mulher desejava. Além de tudo, aquela jovem desfrutava de um privilégio especial: todas as tardes, recebia a visita da Pessoa mais importante do universo - o Criador. Em momentos de comunhão, de puro deleite. Como o salmista, ela podia dizer: "Meu cálice transborda."

Entretanto, certo dia a paz daquele lugar idílico foi invadida por um ser muito esperto, cuja intenção era jogar a sementinha da desconfiança e do descontentamento no coração da jovem. E ela, arrebitando o nariz, falou consigo mesma: "Não vou deixar ninguém me dizer como devo viver. Sei o que estou fazendo.

Será que sabia? As consequências daquela rebeldia foram muito além de um acidente de trãnsito: morte espiritual, morte física, moléstias, crimes, dores nos relacionamentos, tudo isso se abateu sobre o primeiro casal e sobre todos os seres humanos desde então.

Você conhece a história de Eva no Paraíso. Agora pare e pense comigo sobre o motivo que levou aquela jovem privilegiada a jogar a felicidade pela janela. Tinha de ser algo muito forte, irresistivelmente atraente. E era. Eva tinha tudo, tudo, mas não era "dona do seu nariz"! Ela fora criada por Deus, que lhe dera todas aquelas coisas maravilhosas, mas também dissera como devia viver; a mulher, contudo, resolveu que preferia determinar isso por si mesma. Não foi uma boa ideia, como logo descobriu.

O plano de Deus nos dá toda a liberdade para nos realizar como pessoas e, em particular, como mulheres. Deus, que nos fez como somos, só deseja o nosso bem. Quando O buscamos, Seu amor maravilhoso nos enche o coração. Então, a partir dessa riqueza, podemos ministrar às pessoas com o dom especial da nossa feminilidade, enriquecendo nossa vida e a delas de uma maneira que as mulheres foram capacitadas para fazer.

Fora do plano de Deus, essas características ficam distorcidas; a visão de como devemos viver para nos realizar fica deturpada, desfocada. Apegamo-nos às pessoas para satisfação da nossa necessidade de amor e propósito, e, quando elas não correspondem às nossas expectativas, sufocamo-nas, tentando dominá-las, controlá-las.

Minha amiga, temos de fazer a mesma escolha com que Eva se defrontou. Determinarmos como vamos viver, dependendo dos nosos próprios recursos, ou obedecendo aos preceitos do Deus que nos criou e que, através de todas as circunstâncias da vida, está nos levando cada vez mais para perto de Si.

Eu fiz a minha escolha. E você?

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Wanda de Assumpção é escritora e membro da Igreja Presbiteriana de Vila Mariana (São Paulo/SP). Artigo extraído da revista Graça, ano 1, número 4, página 54 (Graça Artes Gráficas Ltda).