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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

As promoções celestiais de Otoniel e Oziel, dupla de adoradores da Assembleia de Deus nos idos anos das décadas de 1960 e 70


Deus é Deus e tudo o que Ele faz é perfeito, inclusive quando não compreendemos perfeitamente seus propósitos e métodos de ação.

Otoniel e Oziel Moura de Paula marcaram uma época na história da música evangélica brasileira.

A dupla era composta de dois irmãos, filhos do pastor Antônio de Paula e irmãos do conhecido cantor Ozeias de Paula. Inauguraram a carreira fonográfica com o LP "Palácio do meu Rei", em 1967, foram os cantores oficiais das Cruzadas Bernhard Johnson Jr. 

Gravaram ao todo nove discos, incluindo dois trabalhos gravados por Oziel e sua esposa Alda Loureiro de Paula: "Sempre Alegre" (1973) e "Fé para Vencer" (1975). Seu estilo musical era caracterizado pela simplicidade da orquestração das músicas, utilizando apenas órgão e violão. Com o decorrer dos anos, ao seu estilo foi acrescentando instrumentos como: guitarra (solo e base), contrabaixo, bateria, etc.

Além de cantores, também eram pastores. Em 1964, fizeram parte da fundação da União de Mocidade das Assembleias de Deus do Estado do Rio de Janeiro (UMADER). Demonstraram interesse pela propagação conhecimento bíblico e colaboraram na divulgação do Instituto Bíblico das Assembleias de Deus no Estado do Rio de Janeiro (IBAD), fundado pelo missionário João Kolenda.

O dia 26 de fevereiro de 1976 é descrito como dia difícil. Quando voltavam de uma cruzada evangelística, acompanhados de suas esposas, Alda e Nicete Rosa de Paula, e o Pastor Apolo Batista Paz, que dirigia o veículo Caravan, receberam a convocação celestial imediata. Eles faleceram num desastre automobilístico em Ijuí (RS). Houve colisão frontal com uma carreta. O acidente deu cabo da existência deles na terra, ali mesmo no local, e eles foram levados para a eternidade.

Conta-se que dias antes do acidente, a dupla esteve em estúdio e gravou o long play Sua Felicidade Depende de Você, lançado postumamente. A letra Boas Novas do Rei soou como algo profético:

"Tão logo acabe Minha vida aqui 
Lindo Palácio
Me espera ali
Em outra Pátria
De gozo e paz
E viverei Num novo lar..."

Os cantores estavam no auge de suas carreiras. No dia fatídico, Oziel tinha 29 anos, Alda em vias de completar 21;  Oziel 27 estava com 27 e Nicete ainda não há informação a respeito. A fatalidade causou grande comoção no meio evangélico. O culto fúnebre foi realizado por Túlio de Barros, então pastor na Assembleia de Deus em São Cristóvão (RJ), a despedida aos irmãos cantores e suas esposas aconteceu com a igreja lotada.

E.A.G.

Com dados de:
Informação e Teologia: https://bit.ly/30jBaiH

O crente e o Evangelho de Cristo em sua vida cotidiana engajada ou superficial


Muita gente não abre jamais uma Bíblia Sagrada para ler e meditar a Palavra de Deus. Você, com seu exemplo e atitudes, é a única Bíblia, o único Evangelho que muitas pessoas leem. Nas Escrituras existe o Antigo e o Novo Testamento. Você é o Novo, em versão moderna. Há muitos olhares observando seu comportamento, lendo seu semblante, interpretando sua opinião, escarafunchando e decodificando o modo como expressa suas emoções. Capriche, então.

Muitos cidadãos compram caríssimas Enciclopédias, Dicionários, Coleções volumosas de livros, inclusive, Bíblia luxuosamente encadernada. E deixam a biblioteca à vista em uma estante na sala de estar. De nada adiante esnobar exibindo cultura, enfeitar o hall de entrada da casa e impressionar as visitas. De fato, tal situação impressiona visitantes e confere prestígio ao anfitrião, mas o Evangelho existe para ser lido, meditado, e não para enfeitar os lares de cristãos. A escassez da prática cristã é amplamente ensinada na igreja. É muito fácil verificar se estamos falhando neste aspecto.  

Portanto, se você tem sido um cristão apenas de nome, deixe o Evangelho de Cristo entrar em seu coração e transformar completamente a sua vida. Faça isso sem hesitação. No início, talvez achará que alguns desfechos de circunstâncias são meio sem sentido, mas com o passar dos dias, perceberá que o peso que havia na sua alma está mais leve e uma alegria de viver sem igual toma conta dos seus sentimentos. 

Uma das maneiras de praticar o que a Bíblia ensina, é dar lugar ao costume de oferecer perdão. Muitas vezes magoamos e prejudicamos pessoas sem intenção e sem saber. E muitas vezes outras pessoas nos magoam e prejudicam sem intenção também. Como uma pessoa cristã, é importante perdoar de verdade. A decisão de perdoar precisa ser praticada todos os dias, pois é exatamente esta pequena atitude que promove grandes mudanças.

Alguns cristãos memorizaram muitas passagens da Bíblia, estudaram teologia, conhecem a história da igreja e já devoraram muitos livros religiosos, sabem usar palavras bonitas durante às orações, são convidados como palestrantes em eventos da igreja. Porém, na vida prática, infelizmente, a gente não encontra os frutos desse estudo. O conhecimento bíblico é importante, mas não é o suficiente para agradar a Cristo e ser a personificação da Bíblia que o mundo lê. 

Como está a sua relação entre os membros da sua família? Como vai a convivência com os colegas de trabalho ou escola? Se uma das respostas for "não está bem", é necessário lidar com a situação encarando-a como oportunidade para ser praticante dos ensinos bíblicos. Não é apenas a época do Natal e a atmosfera da chegada do Ano os momentos para reconciliação. Exercite o perdão o mais rápido que puder.


Existe cristão cujo comportamento se assemelha ao balão, aquele clássico invólucro usado nas festas de aniversário de criança, com cores primárias e feito de borracha, em que se enche de ar e é mantido pendurado na parede em posição bem visível. Ao ouvir uma pregação ou ler um livro, a  pessoa se mostra entusiasmada por Cristo e o cristianismo, é tocada pela graça divina e irradia alegria em seu semblante, declara ter propósitos de evangelizar o mundo inteiro, fala sobre a vontade de ser mais tranquila dentro e fora do seu lar. Mas descobre-se que não existe coerência quando os atos dela são confrontados com suas palavras.

Tal pessoa é comparável ao balão inflado de ar porque ela vive uma situação que a qualquer momento acaba ou sempre foi apenas discurso desconectado da realidade. De repente, como a beleza do balão de ar, estoura. A intensidade do entusiasmo termina; os resmungos retomam aos diálogos; o rancor e a indiferença dominam seu coração.

Não basta apenas crer no Evangelho, é preciso vivê-lo também. É sofrível ser crente superficial, falastrão em conversas triviais e mudo quando surge a chance de anunciar a salvação em Cristo. O Evangelho de Cristo existe em forma escrita para ser divulgado, veio até nós para ser compartilhado à vida, para informar corações indecisos que encontramos em nosso cotidiano. É preciso estar consciente quanto à responsabilidade de ser crente perseverante, constante na evangelização em nosso círculo de relações pessoais. Seja apenas por meio de atitudes em correspondência com a doutrina de Jesus ou expondo o conhecimento bíblico em conversas.  

As pessoas desse mundo são propensas a viver em harmonia uma com as outras nos dias que antecedem 25 de dezembro. Para elas, parece haver uma energia positiva no Natal  Mas, será que na condição de cristãos estamos praticando a cordialidade e o perdão na travessia de todos os meses do ano? Para o cristão, a disposição de buscar a paz com todos precisa estar existir todos os dias do ano, não apenas nos dias da véspera do Natal e primeiros dias do Ano Novo. É muito importante viver a cada dia como exemplos de bom cristãos, lembrando que somos a Bíblia para este mundo que está em meio às densas trevas. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O Céu físico e o Céu como Casa de Deus e Morada dos Salvos em Cristo - Escatologia: Acontecimentos futuros no Plano da Redenção

"Jesus, porém, disse: 'Deixem os pequeninos e não os impeçam de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus."
(Mateus 19.14)

Por Eliseu Antonio Gomes

A Astronomia é o ramo da Ciência que estuda a estrutura e o deslocamento dos astros, seus posicionamentos relativos e seus padrões de movimentação. É a primeira área da Ciência a ser estudada de modo sistêmico. Está presente em nosso cotidiano: na definição do tempo, na localização geográfica, na queda de objetos e até nos desastres, já que em sua origem, a palavra desastre significa “fato que contraria os astros”.

Não é comum encontrar uma roda de conversa em que o assunto seja a Astronomia, mas também não é uma situação rara encontrar gente fascinada pelo estudo dos astros, principalmente quando acontece a passagem de um cometa dentro do raio de visão da órbita terrestre e períodos de eclipses entre o sol, a lua e a terra.

Todas as noites, nos quatro cantos do nosso planeta, crianças, jovens, adultos e idosos cheios de paixão como foram Aristóteles, Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Isaac Newton, Johannes Kepler, põem-se a olhar para o firmamento, muito mais vezes do que se pensa que façam. Inumeráveis profissionais e leigos, incontáveis estudantes e autodidatas, não se cansam de olhar para a imensidão azul do céu.


I - O CÉU FÍSICO E O CÉU ESPIRITUAL

O céu, no sentido da natureza física, é definido como espaço limitado, no qual se locomovem os astros, descrito como a abóboda celeste, o firmamento. Deus fez o Universo inteiro e disse que era muito bom e prometeu aos salvos dar-lhes um novo céu e uma nova terra ao chegar o fim dos tempos (Gênesis 1.31; Apocalipse 21.1).

Na Bíblia Sagrada, a palavra "céu" refere-se à realidade física que está fora da terra (1 Reis 21.24; Salmos 19.1; Atos 1.11) e à dimensão espiritual onde Deus habita em glória (1 Reis 8.27; Amós 9.6; Atos 7.55). Neste artigo, abordaremos a dimensão espiritual digitando a consoante "c" em fonte maiúscula (Céu).

Nas Escrituras, diversos vocábulos são traduzidos por céu, porém, os considerados mais significativos são o hebraico "shãmayim" e o grego "ouranos". O primeiro é plural e o segundo ocorre com frequência como existindo mais do que um céu. O termo é usado ao referir-se ao céu físico, especialmente dentro da expressão "céu e terra" (Gênesis 1.1; Mateus 5.18).

"Vaidade de vaidades, diz o Pregador. Vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. Que proveito alguém tem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?" - Eclesiastes 1.2-3.

Abaixo deste céu físico, o ser humano vive em um corpo com as seguintes características:
Necessita de casamento e maternidade (Mateus 22.30; Marcos 12.25);
Possui tendência ao pecado (Apocalipse 21.8, 27);
Sente fome, sede, tristeza, dor e chora (Apocalipse 21.4);
Adoece e morre (Apocalipse 20.14; 21.4).
A visita ilustre dos magos a Jesus em sua tenra infância (Mateus 2.1-12).

Não era apenas os judeus que esperavam um grande rei prometido por Deus. Homens orientais, sábios e cultos, vindo de reinos distantes esperavam que um ungido do Senhor nascesse e reinasse sobre o povo israelita. Na época que Jesus nasceu, alguns astrônomos descobriram no céu uma estrela que tinha um brilho muito especial. Eles acreditavam que esta estrela seria o sinal de que um grande rei havia nascido, conforme declaravam antigas profecias. Então, organizaram uma caravana e empreenderam uma longa jornada, que durou vários meses, levando presentes valiosos próprios de um rei.

Quando chegaram à fronteira de Israel, os astrônomos seguiram direto para o palácio da capital, Jerusalém, pensando que o bebê estaria lá. O rei Herodes, quando ficou sabendo que estrangeiros ricos haviam chegado, perguntando por um novo monarca, ficou imediatamente em alerta, suspeitando que havia trama para tentar tirá-lo de seu trono. Ele também sabia das profecias da Bíblia, e ordenou que buscassem os visitantes às pressas. Perguntou aos escribas e fariseus se havia informação bíblica sobre o local onde estaria o bebê, e ficou sabendo que o profeta Miqueias havia predito que seria em Belém. Dissimuladamente, tentou fazer com que os magos descobrissem e dissessem a ele o local exato em que Jesus estava, para matá-lo. Ao anoitecer, os magos seguiram até Belém, seguindo a estrela que reapareceu no céu. Cheios de alegria, encontraram a Jesus em uma casa, louvaram a Deus e adoraram o Messias, presenteando-lhe com ouro, incenso e mirra. Depois, em sonho, um deles foi avisado por Deus que o rei Herodes não deveria conhecer a localização de Jesus, e assim eles voltaram à terra natal satisfeitos por terem encontrado o Salvador.

Observações referente aos magos no relato de Mateus:
• Astrônomos afirmam que por ano mais de 10 mil estrelas explodem na Via Láctea e sua queima causa um brilho fulgurante.
• Os magos orientais encontraram Jesus em sua casa e não deitado em uma manjedoura, dentro de uma estribaria, conforme algumas gravuras retratam o acontecimento (Mateus 2.11).
• Diferente do que muitos dizem, a Bíblia não afirma qual era o número de magos, mas tradições falam que eram apenas três pessoas.
• Diferente do que muitos dizem, a Bíblia não diz que os magos eram astrólogos.
Novos céus e nova terra.

É importante observar a narrativa escatológica sobre o termo céu, no sentido físico. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, é reconhecido que o Universo como existe hoje não é eterno, mas que desaparecerá no modo em que é observado, com a finalidade de dar lugar a novos céus e nova terra (Isaías 65.17; 66.22; 2 Pedro 3.10-13; Apocalipse 21.1).

A língua grega tem duas palavras diferentes para referir-se à ideia de novo. "Neos" é uma novidade de tempo; "kainos" é uma novidade de qualidade. Um objeto "neos", significa que ele não existia, mas agora existe. Um objeto "kainos" significa que ele existia, mas sua qualidade mudou para melhor, foi refeito de modo aperfeiçoado. Neste sentido, o novo céu e a nova terra de Apocalipse 21.1 não são "neos", mas "kainos".

O que será alterado no céu?

Deus acabará com todo o lixo espacial na atmosfera terrestre. Lixo espacial é a sujeira que o homem coloca na atmosfera. A quantidade de lixo espacial é assustadora. Segundo a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), existem aproximadamente 500 mil pedaços de lixo e equipamentos espaciais orbitando nosso planeta. Todos eles viajam a velocidades de quase 27 mil quilômetros por hora.

São estágios completos de foguetes desgastados, ônibus espaciais, satélites antigos desativados, tanques de combustível, efluentes de motores de foguetes sólidos, fragmentos de aparelhos defeituosos ou desintegrados.

A Agência Espacial Europeia declarou que em janeiro de 2018, existiam cerca de 30 mil objetos maiores que 10 centímetros, cerca de 750 mil objetos que variam entre 1 a 10 centímetros e cerca de 166 milhões de objetos entre 1 milímetro e 1 centímetros de tamanho.

O maior pedaço de lixo espacial na órbita baixa da Terra mede cerca de 30 metros de comprimento por 16 metros de largura. Seu painel solar, de 46 metros de comprimento, dá ao satélite um perfil ainda maior. Esta espaçonave pesa 8 toneladas.

Como será o futuro determinado pelo Criador para a terra?

Após o Arrebatamento da Igreja, o crente fiel passará a conhecer todas as coisas boas que Deus fez em seu estado de planejamento inicial (Romanos 8.19-22; Colossenses 1.20). A condição final de toda a criação expressará de maneira perfeita e pormenorizadamente a vontade de Deus sobre a terra. As palavras de Jesus garantem que nenhuma coisa boa será perdida, será renovada.
• Não mais haverá destruição e os efeitos da destruição do solo ocorrida no passado serão desfeitos;
• Não mais haverá destruição e os efeitos da destruição da biodiversidade ocorridos no passado serão desfeitos;
• Não haverá poluição da água, do ar, radioativa e sonora.
O que continuará ocorrendo com o cristão quando estiver na eternidade com Deus?
Os relacionamentos dele com outros seres humanos salvos (Lucas 24.39; João 20.27);
Continuará em seu corpo físico, porém transformado (1 Coríntios 15.42-44);
Vivenciará o mundo natural (Apocalipse 22.2);
Terá o prazer de experimentar relacionamento próximo com Deus (Apocalipse 21.3);
As origens étnicas da humanidade (Apocalipse 21.24).

II - CÉU COMO DESIGNAÇÃO DA CASA DE DEUS

O Céu como dimensão espiritual é uma cidade extraordinária.

Infelizmente, muitas pessoas obtêm sua concepção do Céu da literatura, cinema e televisão em vez de pesquisar na Bíblia Sagrada. A cultura popular retrata o Céu como um lugar muito chato, etéreo e sobrenatural. A mídia evoca o Céu como um ambiente misterioso para seres desencarnados ou para seres angelicais flutuantes entre nuvens, local ao qual todos vão depois de morrer e vivem como anjos. Essa imagem separa erroneamente os mundos físico e espiritual.

Pensar no Céu como um “lugar” é mais certo do que errado, mesmo que a palavra (lugar) possa confundir. As Escrituras Sagradas descrevem o Céu como uma realidade espacial que toca e interpenetra o espaço criado. Enquanto estamos em carne e ossos, as realidades celestiais são invisíveis para nós. Entretanto, a esperança estabelecida sobre o que a fé vê dá ânimo e coragem para continuar e chegar lá. Romanos 8.24,25; 1 Coríntios 13.12.

Quatro personagens da Bíblia que viram o Céu aberto antes da morte:
Ezequiel (1.1)
Estevão (Atos 7.56);
Pedro (Atos 19.9-11);
João (Apocalipse 1.10-11).
Três situações no ambiente celestial:
A excelência da criação: "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos" (Salmos 19.1);
O coral de aleluias: "Aleluia! Louvem o SENHOR do alto dos céus, louvem o SENHOR nas alturas" (Neemias 9.6; Salmos 148.1);
Deus está em companhia de anjos (Marcos 13.32);
A luz do Todo Poderoso sobre os salvos: "Então já não haverá noite, e não precisarão de luz de lamparina, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão para todo o sempre" (Apocalipse 22.5).
Detalhes sobre como será o Céu quando o crente viver lá: 
Ponto à estadia eterna dos salvos (2 Coríntios 5.1);
Recinto de atividades (Apocalipse 22.3);
Local de descanso (Apocalipse 14.13);
Lugar perfeito (Apocalipse 21.4; 22.3-5).
A perífrase

Céu é uma palavra que às vezes é empregada perifrasticamente em lugar de Deus. Assim é que quando o filho pródigo disse "pequei contra o céu" (Lucas 15.18, 21), ele queria afirmar "pequei contra Deus". Semelhantemente, é o caso de João 3.27: "se do céu não lhe for dada". O exemplo mais enfático sobre isso é o uso que Mateus faz da expressão "reino do céu", que é paralela à expressividade de Marcos ao escrever "reino de Deus".

A multiplicidade de Céus

Entre muitos povos antigos havia o pensamento de uma pluralidade de Céus. Segundo os judeus, existem três céus; o primeiro corresponde á região da atmosfera terrestre, onde voam os pássaros (Jó 35.11). É a esse céu que se referem as passagens que falam sobre o orvalho, nuvens e ventos. O segundo céu refere-se à expansão do espaço onde brilham o sol, a lua e as estrelas (Gênesis 1.8). O terceiro, corresponde à casa de Deus e dos anjos. Cristo veio do terceiro Céu, para lá retornou depois da ressurreição (Atos 1.11; Hebreus 4.14) e de lá virá outra vez (1 Tessalonicenses 4.16). Paulo foi arrebatado a esse Céu (2 Coríntios 12.2).

Alguns judeus mencionam sete céus. Não há base teológica para sustentar esta afirmação, se prezamos pelo uso do cânon bíblico. Eles declaram isso com base em livros apócrifos. Quais? O Testamento dos Doze Patriarcas; Levi 2 e 3; e Livro dos Segredos de Enoque.

Promessa e esperança

Grandes metrópoles como Tóquio, São Paulo, Buenos Aires, Rio de Janeiro, Washington, etc, são insignificantes diante da imensidão que é o Céu, a Cidade Santa preparada por Deus aos que nesta vida têm o Filho Unigênito do Pai no coração e o reverencia e se submete aos Seus mandamentos.

Deus é confiável. O plano de Deus para o seu povo é muito maior e melhor do que qualquer coisa que nós podemos imaginar. Desta maneira, o crente que agora vive na terra pode viver confiante que as promessas relacionadas ao Céu se cumprirão. O destino final do cristão perseverante é a morada celeste, estará lá com Deus e com Cristo para sempre, com todas as pessoas conhecidas, que permaneceram fiéis ao Senhor, e com os anjos (Salmo 33.13, 14; 1 Pedro 1.1-4; Apocalipse 21.3,4).

Há lugar para todos lá no Céu. Existe espaço para todo ser humano, de todos os tempos e nações, que invocaram, invocam e invocarão ao Senhor Jesus como Senhor com reverência. Cristo prometeu: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. Pois vou preparar um lugar para vocês. E, quando eu for e preparar um lugar, voltarei e os receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, vocês estejam também" -  João 14.2-3).

Atribuições bíblicas sobre o Céu:
Trono de Deus (Isaías 66.1; Mateus 6.9);
Casa de Deus (João 14.6);
Cidade cujo arquiteto e construtor é Deus (Hebreus 11.10);
Cidade reservada aos que permitiram ser santificados pelo Senhor (Apocalipse 21.27).
É preciso entender bem que, nos dias que estamos vivendo agora neste mundo, é como se fosse um degrau abaixo à existência no porvir. Sendo o céu a morada de Deus, podemos aceitar a ideia da vida perfeita que existe lá, baseados naquilo que conhecemos aqui na terra. Lá, à direita de Deus está o trono de Cristo; lá não existem lágrimas, tristezas e nem mortes. Isaías 66.1; Efésios 1.20; Apocalipse 21.3,4.

O Céu é onde o julgamento final ocorrerá (Apocalipse 20.7-15). Após o julgamento final, a nova Jerusalém descerá do Céu para a terra (Apocalipse 21.2-10). É importante entender que a presente vivência é apenas a primeira fase das seguintes que virão: a vida eterna com Deus e a morte eterna sem Deus. Dependendo da postura que adotamos quanto à autoridade de Cristo, teremos a paz eterna ou seremos encaminhados ao castigo eterno no inferno. Confira: João 3.17,18. O Céu é reservado apenas para aqueles cujos nomes tenham sido inscritos no livro da vida (Apocalipse 20.15).

CONCLUSÃO

Cristo pede licença para entrar e permanecer em todos os corações. Quando Ele entra na vida de uma pessoa e essa pessoa não quer que Ele se vá, então, tal pessoa de livre e espontânea vontade passa a controlar mais seus pensamentos e atitudes objetivando viver em acordo com a vontade divina, reconhece a Jesus Cristo como Senhor e Salvador pessoal. Analise as palavras de Jesus sobre isso em João 14.6 e Apocalipse 3.20.

Jesus é a única fonte de vida eterna (João 11.25; Colossenses 3.4). Então, é importante investir na vida espiritual. A vida espiritual é mais importante que esta vida presente. Quem não investe no lado espiritual do seu ser, corre o grande risco de não conhecer e nem experimentar as delícias celestiais que o espera no futuro com Deus, na eternidade.

E.A.G.

Guia Profético para o Tempo do Fim. Timothy Paul Jones com Benjamin Galan e David Gundersen. Capítulo 5: O que Acontece Depois do Fim. 1ª Edição 2016;  páginas 77 a 91. Bangu, Rio de Janeiro - RJ (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD).
O Novo Dicionário da Bíblia. Editor organizador J. D. Douglas. Volume 1. Quarta edição 1981. Páginas 283 e 284, (Edições Vida Nova).
Utopia: Tudo o que você quis saber sobre Astronomia mas não tinha a quem perguntar. Patrícia Amaral e Cássio Costa Laranjeiras. Arquivo online em PDF - https://bit.ly/2KMzmZ4