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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Definindo heresia e herege


Analisemos o versículo que se encontra no primeiro parágrafo deste artigo. O termo “heresias” (grego: haireseis”), em 2 Pedro 2.1, tem ligação com “hairemoai”. Descreve o indivíduo que faz uma escolha, porém, esta escolha não é uma opção harmoniosa, é a inclinação que gera a desunião, a dissensão, é a atitude de separação realizada com contenda, motivada por rebelião. Em síntese: heresia é a ação de rebelar-se contra a Palavra de Deus e aos que são fiéis a ela.

Por Eliseu Antonio Gomes

”E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição” – 2 Pedro 2.1.

Ontem, assisti durante a noite o Tá no Ar - a TV na TV, programa na Rede Globo, estrelado pelo humorista Marcius Melhem e uma turma de bons comediantes. Ao final do programa, foi apresentado uma paródia da música We Are The World, composição de Lionel Richie e Michael Jackson. O elenco da atração cantou a canção acompanhado de desenhos animados, cujas características lembram A Galinha Pintadinha. A letra da música impunha a ideia da necessidade de o cristão viver a sua fé adotando relações ecumênicas e de sincretismo religioso em nome da paz.

A regra de fé, conduta e ensino, do cristão autêntico é a Bíblia Sagrada. Quem ama a Deus de verdade, aceita a Jesus em seu coração como Senhor e Salvador, e coloca-o acima de tudo e todos; ama o próximo como a si mesmo - e jamais abre mão disso. A pessoa que vive a vida cristã com sinceridade, segue as diretrizes bíblicas, pois apenas ela é a sua autoridade máxima, que aponta o que é correto e o que é pecado. Quando o crente é fiel às diretrizes da Palavra de Deus, adota atitudes com firmeza e em algumas ocasiões desagradará algumas pessoas, sabendo que o mais importante é agradar ao Senhor e não aos homens (Atos 5.29; Gálatas 1.10).

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Bem-aventurados os que choram

Bem-aventurados os que choram. Mateus 5.4.  Josias Brepohl / Jaqueline J. Vogel Firzlaff.Ilustração: Xícara de chá com uma margarida e uma joaninha preta e amarela sobre uma das pétalas.

Jesus fala de choro convulsivo de dor e perda *, não das lágrimas geradas por boas emoções. Que ligação tem o choro com a felicidade? Para nós, o choro é fruto de dor e infelicidade extrema.

Para entender melhor, vejamos algumas coisas: estar infeliz é diferente de ser infeliz. "Estar" é algo momentâneo, ligado a um evento; "ser" é essência; permanente. "Ser infeliz indica que toda uma existência se perdeu; não cumpriu sua missão, errou o alvo.  Tragédias ou injustiças nos deixam infelizes, mas não precisam nos fazer infelizes. "Estar infeliz" se refere a um evento específico; não à vida como um todo. Por isso o choro pode ser caminho para a felicidade.

O choro pode ser causado por vários sentimentos, como a compaixão e o arrependimento. Arrependimento é a capacidade de julgamento moral sobre as próprias atitudes e o desejo de se corrigir. Compaixão é interesse pelo próximo e desejo de resgatá-lo. Ser frio e insensível é estar morto por dentro. Comover-se diante do sofrimento, chorar pelas misérias (pessoais e dos outros), revela que ainda há vida em nós.

O choro pode indicar um coração quebrantado, com chances de arrependimento e cura, que ainda se importa, ainda quer mudar e fazer mudança. Quem chora, quase sempre é porque se importa. E se realmente se importa, deseja mudar. Se realmente deseja mudar, pagará o preço, estará aberto a rever suas atitudes e a arrepender-se. Este choro resulta de um coração que se quebranta diante de sua miséria pessoal e da miséria humana. Então, volta-se para Deus, disposto a ser transformado pela graça divina. Os quebrantados encontram a graça de Deus, encontram a ternura divina, o favor não merecido que lhes restaura a esperança, cura as feridas e liberta-os para experimentarem o verdadeiro amor. Sendo amados, podem amar o próximo e ajudá-lo.

Somente quem é capaz de chorar pode ser consolado com a certeza do perdão, a cura e a vitória que Deus lhes dará. Aqueles que experimentam as consolações de Deus tornam-se instrumentos do Criador para trazer o alívio e cura aos que sofrem. Quem experimentou e venceu a dor entende melhor a dor de seu semelhante e o ajuda a vencer. Consolamos com as mesmas consolações com que somos consolados (2 Coríntios 1.3-5). Bem aventurados os que choram, pois não estão mortos, insensíveis e frios; ainda conseguem se arrepender e se compadecer.

* - No Grego, pentheo. Esta palavra significa choro em voz alta, convulsivo, pranto por alguém querido que faleceu.

Fonte: Smilinguido - Agenda 2013, Josias Brepohl / Jaqueline J. Vogel Firzlaff, mensagem dedicada ao mês de abril, Curitiba (Luz e Vida).

domingo, 3 de abril de 2016

Um outono sombrio para o Brasil


Um outono sombrio para o Brasil. João Cruzué. Ilustração: mulher jovem ora de joelhos, silhueta com a bandeira nacional do Brasil estilizada. "Se o meu povo, que pertence somente a mim, se arrepender, abandonar os seus pecados e orar a mim, eu os ouvirei do céu, perdoarei os seus pecados e farei o país progredir de novo" - 2 Crônicas 7.14 (NTLH)..

João Cruzué 

Estamos em abril de 2016. Pela tarde fui até a banca de jornal para comprar a Revista Veja; costume de mais de 10 anos. Voltei e fui fazer poucas coisas, pois hoje é sábado e devo descansar. O tempo está seco e faz calor lá fora. Eram 21:16 quando abri a Bíblia para ler uma palavra de Deus, terminei o texto agora, às 23:29. A página que se abriu na Bíblia foi exatamente no capítulo primeiro, do livro do Profeta Oseias. "E disse, pois, o SENHOR a Oseias: Vai e toma uma mulher de prostituições e filhos de prostituição; porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR". Este assunto fez-me voltar à mente um pensamento que tive ontem. E se isto que está acontecendo, hoje no Brasil, for apenas o começo das dores de um período longo de infortúnios econômicos, políticos e sociais? Nós brasileiros somos um povo acostumado a levar a vida com bom humor, zombando e fazendo graça das circunstâncias do cotidiano, mas, sinceramente estou começando a ficar preocupado com a rapidez com que as coisas estão ficando instáveis. 

Quem for ler os jornais de hoje, vai ver que os Bancos brasileiros estão preocupados com o tamanho da dívida do Grupo Odebrecht. Eles já estão revendo suas posições de perdas, reservando vários bilhões para fazer face a um calote gigantesco. 

O perigo financeiro não vem da roubalheira institucionalizada que tomou conta do Brasil nos últimos 16 anos. Isto é apenas a consequência da falta de controle das autoridades responsáveis. E quando isto é a causa é preciso uma resposta muito rápida. Por volta do ano 2002, um grande escândalo explodiu na contabilidade de grandes empresas americanas (Xerox, Wordcom, Enron...). Bilhões de vendas fictícias estavam sendo contabilizadas, para forjar grandes lucros contábeis nos Balanços. Grandes lucros mantinham os bolsos de seus Administradores cheios de dinheiro proveniente de bônus. Poucas vendas = poucos lucros = poucos bônus! Para não perder bônus milionários, os executivos destas empresas forjavam grandes vendas no papel. 

Quando os grandes investidores (Fundos de pensão, multibiliardários árabes...) perceberam que seu capital estava aplicado em empresas que não possuíam controle/governança, deu início a uma fuga de capital. O valor patrimonial das empresas americanas começou a derreter rapidamente. Ninguém era louco de deixar seu dinheiro em um lugar tão mal governado. Daí, abreviadamente, o Governo americano sacou da gaveta um projeto de lei que estava mofando há pelo menos 10 anos para evitar o que se chama em economia de "estouro da manada". Mesmo desatualizada, a Lei Sarbanes-Oxley * foi sancionada com seus 1.107 artigos. Se esta resposta não fosse dada com rapidez, teria acontecido o maior desastre econômico do mundo nos Estados Unidos da América. 

O que aconteceu aqui com a Petrobrás, foi prevenido a tempo e evitado lá. Perda patrimonial por falta de governança, como se diz tecnicamente. 

Vou exemplificar o que acontece, quando os efeitos do descontrole e a desordem atingem as finanças de uma empresa. Não existe pior exemplo disso no mundo dos negócios do que o ocorrido com a Petrobrás, sob a (in)gerência de Dona Dilma Rousseff. 

Em 21 de maio de 2008, ainda sob o governo do Presidente Lula, a Petrobrás atingiu seu maior valor de mercado - R$ 510,4 bilhões de reais. Pela cotação do dólar do dia, (R$ 1,659), seu valor patrimonial em moeda americana era de 307,655 bilhões de dólares. 

Em 07 de março de 2015, a jornalista Gabriela Mello do Jornal Estadão publicou um artigo onde mostra que a Petrobras levou um enorme tombo patrimonial. O artigo diz que o valor da Petrobrás em 04 de março de 2016 caiu para 30,849 bilhões de dólares. 

Fazendo as contas: Se ela valia 307,655 bilhões de dólares em maio de 2008 e 30,849 bilhões em março de 2016, então esta queda patrimonial foi de 276,806 bilhões de dólares. 

Traduzindo: Se em 2008 você tivesse 1.000,00 reais e decidisse aplicar tudo em ações da Petrobras, e em 04 de março de 2016 você fosse vender as ações, você receberia apenas 100 reais. A metade disso pode ser considerada como perda de valor pela queda de preço do barril do petróleo, mas a outra metade foi simplesmente desgoverno

Quando grandes investidores descobrem que uma quadrilha de raposas foram colocadas para tomar conta do galinheiro, eles retiram seu dinheiro o mais rápido que puder. 

Só que a Petrobrás é apenas um de milhares de "galinheiros" que estão sob a administração de raposas no Brasil. No rastro da Petrobrás, estão caindo as grandes empreiteiras brasileiras, Bancos, Construtoras, etc. A Odebrecht, por exemplo, é um caso estupefaciente. Ela deve hoje a "ninharia" de 100 bilhões de reais, segundo a blogueira Natuza Nery em artigo recente na Folha de São Paulo. Deste valor, os Bancos brasileiros são credores de R$ 35 bilhões. Sobrou para os Bancos. 

- Caro blogueiro cristão, o que tem a ver estes números com o Livro do Profeta Oseias? 

Eu já vou responder. 

De acordo com o pensamento que veio à minha mente. Quando as empresas ficam muito endividadas, elas perdem a sustentabilidade nos negócios. Deixam de contratar, e começam a desempregar. 

Quantas grandes empresas brasileiras você pensa que estão desempregando ou deixando de contratar no presente momento? Não me arriscaria a dizer, mas o acompanhamento do desemprego no CAGED está trazendo um frio na barriga dos Economistas. 

Quando o desemprego aumenta, as vendas caem. Quando as vendas caem, os governos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) arrecadam menos impostos, mas se esquecem de cortar os gastos. Assim começa um ciclo vicioso, com a Economia do país descendo a ladeira. 

As Igrejas serão as primeiras a sofrer o impacto do desemprego. 

Um fator ainda pior vem juntar-se à situação econômica ruim. Pela primeira vez, depois de 54 anos, temos uma situação política com potencial explosivo para conflitos sociais no Brasil. 

Há uma Presidente que não governa. Com receio de ser apeada do poder, pede socorro ao seu mentor e aos movimentos radicais e sindicatos de esquerda que cresceram sugando as tetas dos cofres públicos. O Brasil pode ir inteiro protestar nas ruas contra, todavia, o Governo atual da Presidente Dilma não vai ouvir nem recuar um milímetro. 

A Presidente e os que dão sustentação a seu governo já decidiram que ou ficam ou ficam; que se danem os que não estão com eles. Com a desculpa de que outros também roubam, não aceitam entregar o poder, mesmo sendo responsáveis por terem quebrado a Petrobrás e as outras empresas que estão a caminho do brejo. Há um grave risco de estouro da inflação e que falte mercadorias para comprar nos supermercados. Se houver conflitos nas ruas, a primeira coisa que acontecerá são os saques em estabelecimentos comerciais. Somando descontrole com conflitos o resultado não são coisas fáceis de se entender. 

Diante destas circunstâncias, há dois tipos de previsão. A legalidade vai prevalecer e o governo atual vai entregar o poder. A outra saída para o imbróglio em que o Brasil está encalacrado seria o evento de eleições majoritárias ainda em 2016. Este seria o caminho pacífico. 

Todavia, se em lugar da paz, Deus permitir que haja uma ação de poderosos anjos malignos ávidos para insuflar o ódio e a loucura no coração da sociedade - e aí? Bem, infelizmente, isto já aconteceu no passado, inclusive, em países de credo evangélico. 

Já pensou no SENHOR, neste momento, olhando para o Brasil e vendo aqui a mesma situação que acontecia no reino de Israel, nos dias da chamada do Profeta Oseias? 

Diga-me com sinceridade: Como você vê, hoje, a atitude das grandes lideranças das Igrejas Evangélicas no Brasil? Você acha que elas estão preocupadas com evangelização, missões e fazer a vontade do SENHOR? Ou desconfia que elas estão mais ocupadas com projetos políticos, econômicos ou de perpetuação no poder? Hã? 

É por isso que estou receoso. A semelhança do que aconteceu em 11 de setembro de 2001 no Estados Unidos, também não é impossível que DEUS permita algo ruim aqui, para fazer com que seu NOME seja honrado e glorificado e não desprezado pelos ímpios e descrentes, por causa do mau testemunho daqueles que deveriam ser santos. 

De todo coração não desejo que este mal venha bater a nossa porta e nos tirar a paz. 

Por isso, vou orar mais e rogar a misericórdia do SENHOR, para que livre nossa nação dos planos do diabo. 

Louvado seja o nome do SENHOR!  

Comentários: eu também aceito críticas, desde que não sejam anônimas. 

* - http://www.fraudes.org/showpage1.asp?pg=312