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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sinais que antecedem a volta de Cristo

Por Eliseu Antonio Gomes

Algum tempo antes de retornar ao Pai celestial, Jesus Cristo esteve com seus discípulos e fez com que soubessem sobre os sinais, pistas, a respeito de sua triunfal volta a este mundo.

Mateus 24.1 - 25.46. No último discurso em Mateus, Jesus fala sobre a destruição do templo e sobre a Vinda do Filho do Homem, sobre o sofrimento e perseguições dos últimos tempos e também sobre a importância de vigiar (25.1-13) e ser fiel (24.45.51; 25.14-30), enquanto se espera o juízo final (25.31-46).

Jesus ensinou como devemos viver até que Ele venha. "Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas" - Mateus 25.1-4.

A parábola As Dez Virgens (25.1-13) ensina claramente a necessidade de vigilância. Somente os crentes que estiverem preparados para a vinda de Cristo entrarão no reino.

Havia duas fases no casamento judaico. Na primeira, o noivo ia à casa da noiva para buscá-la e cumprir certas cerimônias religiosas. Depois, ele a levava para sua casa a fim de dar prosseguimento às festividades. Cristo levará a sua Noiva, a Igreja, para o céu antes da tribulação; depois voltará com ela em sua segunda vinda para as Bodas do Cordeiro, a festa do casamento a ser realizada na terra.

Nos últimos dias surgirão espíritos enganadores. "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência" - 1 Timóteo 4.1-2. Textos correlatos: Tiago 3.15; 1 João 4.1;  2 João 7.

Queiramos e nos esforcemos para seguir a orientação de Paulo, capitulado em Romanos 12.1-2. Vivamos com toda disposição para ser convertido de verdade, tenhamos o pleno entendimento para recusarmos a viver como vivem as pessoas deste mundo. Porque tal objetivo, realizado com consciência do que se faz, é o sacrifício que agrada a Deus. Apenas quando convertidos é que passamos a ser uma pessoa que agrada ao Senhor, nos tornamos cristãos aptos a experimentar tudo que há de bom, perfeito e agradável que o Senhor preparou para nós.

Ao escrever sua primeira carta ao jovem pastor Timóteo, Paulo afirmou que vivemos nos últimos tempos, época caracterizada pela falsidade e maldade (Mateus 24.6-22; 2 Tessalonicenses 2.3-12; 2 Pedro 3.3; Judas 17-19). Outro sinal que os últimos tempos chegaram é a presença de falsos mestres na igreja, que levarão alguns a abandonar a fé. Os ensinamentos desses mestres devem ser rejeitados, pois são instruções de demônios (Tiago 3.15; 1 João 4.3; 2 João 7).

Sobre o ato da cauterização, na época em que Paulo escreveu a carta, era costume marcar os criminosos e os escravos fugitivos com um ferro em brasa. Alguns donos punham em seus escravos a sua própria marca. Desta situação, podemos fazer uma alusão: a insensibilidade perante às mensagens da Palavra de Deus produz um efeito parecido ao de uma cicatriz de queimadura na mente do ser humano que despreza a fé.

Os crentes fiéis ao Senhor serão odiados e sofrerão perseguição. "Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome" - Mateus 24.9.

Em seus ensinamentos particulares no monte das Oliveiras (Mateus 24.3-14), Jesus respondeu a duas perguntas dos discípulos, relacionados à sua segunda vinda e sobre o fim dos tempos. E momento imediatamente antes, falou sobre a destruição do templo e de Jerusalém (versos 1 e 2), o que se cumpriu de maneira cabal no ano 70 d.C., quando o exército romano, comandado pelo general Tito, invadiu Jerusalém.

No capítulo 24 de Mateus, encontramos o registro de Jesus descrevendo uma série de fatos que antecederiam seu retorno: falsos cristos (verso 5); guerras e rumores de guerras, fome, pestes, terremotos em vários lugares (verso 7), porém, esses sinais representam apenas o começo dos tempos do fim, descrito como princípio de dores (verso 8). Neste tempo, os seguidores de Cristo serão perseguidos, haverá falsos profetas, iniquidade em extremo e falta de amor. Todavia, a salvação será daqueles que permanecerem fiéis até o fim (verso 13).

Antes da segunda vinda de Jesus e do fim haverá catástrofes naturais. "E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu" - Lucas 21.11.

O sermão profético de Jesus, cujo registro encontra-se em Lucas 21.5.36, é um resumo da mesma preleção encontrada em Mateus, capítulo 24. Embora menos extenso, sua narrativa contém pormenores exclusivos, como por exemplo "os sinais no céu" do versículo 11; a "boca e sabedoria" do versículo 15; "não perecerá nem um cabelo da vossa cabeça", do versículo 18; Jerusalém cerceada por exércitos, versículo 20, os dia da vingança do Senhor, versículo 22; e, a informação em detalhes no versículo 24.

Jesus prometeu vir outra vez e nos levar para vivermos junto dEle. "Jesus disse: Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim. Na casa do meu Pai há muitos quartos, e eu vou preparar um lugar para vocês. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. E, depois que eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e os levarei comigo para que onde eu estiver vocês estejam também" - João 14.1-3 (NTLH).

As palavras de Jesus indicam que o caminho para a vida eterna, mesmo sendo invisível, é seguro, tanto quanto a nossa confiança em Deus. Cristo já preparou o caminho, a única coisa que ainda pode ser incerta é a prontidão do crente para permanecer fiel até o fim.

Existem poucos versículos nas Escrituras que descrevem a vida eterna, porém, cada um deles contém preciosas promessas. Aqui, Jesus promete preparar o aconchego da nossa morada e voltar para buscar os discípulos. Podemos aguardar a vida eterna, porque Jesus a prometeu a todo aquele que nEle crer.

A segunda vinda do Senhor Jesus será rápida"Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem" - Mateus 24.26-27.

Em tempos de perseguição, até mesmo os cristãos mais convictos estarão sujeitos enfrentar dificuldades para manter sua fidelidade. Para evitar que sejamos enganos por falsos messias, as Escrituras informam que a segunda vinda de Cristo será inconfundível (Marcos 13.26). Nesta ocasião, ninguém duvidará da identidade de Jesus. Portanto, se alguém lhe disser que o Messias chegou, este alguém é uma pessoa mentirosa, pois a volta dEle será evidente para todos (Mateus 24.27).

Outras abordagens contendo temática sobre o fim-dos-tempos: EBD Sumário - O final de Todas as Coisas. Esperança e glória para os salvos 

E.A.G.

A Bíblia Anotada - Expandida - Charles C. Ryrie, página 945, edição 2007, Barueri (Mundo Cristão/SBB). 
Bíblia de Estudo Almeida, página 313, edição 2006, Barueri (SBB).
Bíblia de Estudo NTLH, páginas 966, 1128,  edição 2005, Barueri (SBB).
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, página 1448, edição 2004, Rio de Janeiro (CPAD).
Bíblia de Estudo Explicada - S. E. McNair, página 1160, edição 2014 Rio de Janeiro (CPAD).

sábado, 2 de janeiro de 2016

Apologista cristão ou apologeta cristão, o que é isso?

As palavras enfáticas do apóstolo Paulo, dirigidas para  pessoas que agiam como apologistas no seio da congregação em Corinto, e o acusavam de apregoar heresias, sendo que os verdadeiros hereges eram seus acusadores: 


"Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por algum juízo humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor" -  1 Coríntios 4.3,4.

A Bíblia e o Espírito Santo na apologéticaValmir Nascimento Milomen escreveu o seguinte sobre este tema: "O ponto de partida para uma apologética sadia é o estudo sistemático das Escrituras. De pouco adianta dominar técnicas de argumentação e de raciocínio lógico se você não tiver conhecimento bíblico suficiente para embasar a sua crença. Infelizmente, muitos que se dizem defensores do evangelho acabam invertendo esses fatores, colocando a técnica na frente do conhecimento bíblico; o que resulta numa apologética espiritualmente deficiente, narcisista e  absolutamente racionalista." ¹

Postagens relativas ao assunto:

Como fazer apologia cristã de acordo com a Bíblia?  "Eu pauto meu comentário a partir da análise do exercício da apologia cristã, que está registrada no Novo Testamento. Lendo Atos dos Apóstolos, e as Cartas Pastorais, observamos a ação de crentes na Igreja Primitiva em duas etapas interligadas e ao mesmo tempo distintas. Eles atuavam como evangelistas e como discipuladores. Conforme os registros neotestamentários, o papel de apologetas ficou restrito às lideranças de apóstolos e pastores. Sim, a defesa do Evangelho (ensino/crítica aos hereges) era feita por pastores, nos limites de suas congregações. Os apóstolos Paulo, Pedro e Tiago foram fundadores de congregações, e realizaram ensinos e alertas contra propagadores de heresias dentro da área em que possuíam liderança. A ação apologética deles limitava-se aos cristãos que eles evangelizaram, era dirigida aos que se converteram por meio do trabalho evangelístico que empreenderam. Paulo não interferiu nas congregações sob liderança de Pedro ou João, e vice-versa. Timóteo não interferiu na congregação de Tito e Judas e não houve interferência de ambos na doutrina de Timóteo. Todos eles fizeram combates apologéticos contundentes em seus respectivos ministérios." ²

Apologia cristã ou denominacional? | "Sou um observador. E nessa característica, inerente, tenho pesquisado os alvos das críticas de alguns apologetas pentecostais... Por nenhum motivo especial, apenas para satisfazer a mim mesmo, estar por dentro do assunto. .Posso estar errado nas conclusões do que tenho encontrado. Até o momento o que pude notar é que os apologetas cristãos têm criado muitas terminologias: unção do leão, a unção do riso, a unção da queda, a unção do paletó, aviõezinhos... São termos inventados pelos próprios críticos, não são invenções dos criticados. Tem-se passado a noção errada de que essas coisas são novas doutrinas... E vi que não são. .Há, sim, alguns maneirismos, cacoetes, por parte dos alvos das críticas. Porém, é necessário levar em consideração se ferem a fé no Evangelho de Cristo ou apenas o código da etiqueta denominacional do apologeta. E, é preciso levar em alta consideração que não existe obrigação em seguir as regras exigidas, por parte de quem é alvo da crítica, se o mesmo não pertencer a denominação do crítico. Aliás, os apologetas erram quando apitam em terreno alheio, ferem a ética cristã, pois não possuem nenhuma autoridade para ditar normas de conduta quando não há árvore hierárquica." ³

Por que estudar apologética? | Alguns cristãos não se interessam em estudar as seitas, não busca conhecer as outras religiões, suas doutrinas, como surgiram e outras informações sobre elas. Quando são visitados por pessoas de outras religiões não sabem como responder, refutar suas afirmações e preferem não atender. Esquecem que tais pessoas também necessitam de conhecer a verdade e que nós cristãos temos a obrigação de procedermos devido esclarecimento dos assuntos espirituais da fé (1ª Pedro 3.15). . O que devemos fazer? Deixar que elas continuem no caminho que estão ou conversar educadamente sobre a Palavra de Deus mostrando a verdade que liberta. Para quem escolheu a segunda opção, existe um preço a pagar - estudar a Palavra do Senhor.**

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1. CPAD News, Valmir Nascimento, A Bíblia e o Espírito Santo na apologética,19 de janeiro de 2013 -  cpadnews . com . br/blog/valmirnascimento/enfoque-cristao/80/a-biblia-e-o-espirito-santo-na-apologetica.html
2. Belverede, Eliseu Antonio Gomes, Como fazer apologia cristã de acordo com a Bíblia?, 14 de janeiro de 2014, belverede.blogspot.com.br/2014/01/como-fazer-apologia-crista-de-acordo-com-a-biblia-sagrada-apologetas-de-internet.html 
3.  Belverede, Eliseu Antonio Gomes, Apologia cristã ou denominacional?, 22 de junho de 2008, belverede.blogspot.com.br/2008/06/apologia-crista-ou-denominacional.html 
4. CACP - Ministério Apologético, Alexandre Colares, setembro de 2009, www . cacp. org.br/por-que-estudar-apologetica/