Pesquise sua procura
Arquivo | 14 anos de postagens
sábado, 19 de dezembro de 2015
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Um pensar teológico sobre a corrupção do pecado
Para se pensar no pecado é preciso aceitar que o pecado é existencial e revelado nas Escrituras. Para isso, a Bíblia tem que ser a nossa maior fonte, bem como, a única e infalível regra de fé. Não basta apenas uma visão religiosa das Escrituras, mas uma visão teológica, exegética e bíblica. Dentro de tantas visões irônicas sobre o pecado, seja aceitando parcialmente, ou negando absolutamente a existência deste, seja do aspecto religioso, como muitas religiões pagãs, que nos seus rituais praticam atos pecaminosos condenados pelas Escrituras, seja no aspecto teológico, onde pós-modernistas têm negado os primeiros capítulos de Gênesis como literais, negando assim, o pecado original, a corrupção e a culpa do pecado.
A corrupção do pecado
Juntamente com a entrada do pecado na esfera humana apareceu a corrupção pelo efeito do pecado. primeiramente, a corrupção revelou a nudez de Adão e Eva, levando-os a sentir vergonha um do outro.
Segundo Louis Berkhof: "Corrupção original. A corrupção original inclui duas coisas, a saber: a ausência da justiça original e a presença do mal positivo. Deve-se notar: a corrupção original não é apenas uma moléstia, como a descrevem alguns dos "pais" gregos e os arminianos, mas, sim, pecado, no sentido original da palavra.
Não podemos deixar de notar que, de Adão até os quinhentos anos de vida de Noé, segundo as genealogias, passaram -se aproximadamente quinze séculos, os quais foram suficientes para Deus se arrepender de ter feito o homem. Em Gálatas 6.11-12 aparece três vezes o termo corrupção. O termo violência, que aparece nos versículos 11 e 13, sendo a base desse estado de corrupção da humanidade, não se refere aos atos de assassinato e discórdias, mas a totalidade da depravação espiritual, moral, social e aparentemente natural.
A Teologia do Antigo e Novo Testamento relacionada à corrupção
A teologia mosaica revela que nem mesmo o concerto sinaítico conseguiu remover a condição corrupta do homem, mesmo tendo a nação de Israel a condição de ser "um povo santo" e "um reino sacerdotal" (Êxodo 19.6). Demora não séculos, mas apenas alguns meses para revelar a corrupção no meio do arraial (Êxodo 32.7).
A teologia do saltério, com seu período histórico de quase mil anos, narra uma corrupção generalizada da raça humana. O Salmo 14, cuja autoria é de Davi, desenvolve dentro de uma temática, não apenas da humanidade em estado de corrupção, mas em homens que amam essa condição de depravação, e a proclamam, como pregadores eloquentes da maldade. Segundo um grande pensador cristão, é impossível conceber a ideia de que Deus não exista, pois sempre será possível conceber a ideia de que Deus existe. Parece-me que Davi também concordava com isso, e chama toda aquela geração corrupta de "néscios".
A teologia dos profetas no seu quesito "corrupção" é a é a teologia do Antigo Testamento mais organizada e fundamentada, com uma apologia totalmente denunciadora da situação corrupta da nação de Israel, bem como das nações gentílicas.
A corrupção do pecado também é assunto abordado dentro da teologia paulina. Nos escritos do apóstolo, temos argumentos muito fortes a esse respeito:
A corrupção do pecado, sua agência pecaminosa e a imanência de Deus
Compreendemos que o pecado entrou na esfera terrena pela desobediência, e a desobediência foi em o primeiro casal comer do fruto da árvore que estava no meio do Jardim. Com o surgimento do primeiro pecado, automaticamente surgiu o estado de corrupção no homem, levando-o a uma vida contínua de pecado. Para afastar cada vez mais o homem de Deus, a corrupção como agência de pecado, oferece para a humanidade caída a variedade de pecados: na esfera espiritual, moral, social, sexual, pessoal, conjugal ou familiar. O propósito maior da corrupção, como agência do pecado, é impedir que o homem compreenda a imanência de Deus.
De tantos pontos que se poderia comentar sobre a corrupção como agência do pecado, que tenta afastar o homem de Deus, é sempre necessário falar da imanência de Deus em relação com a sua criação. A corrupção conseguiu cegar o homem quanto a esse relacionamento com o Criador, e assim é uma abominação e uma afronta ao Deus Eterno, ao Senhor que se comunica com sua criação.
Por que as pessoas matam, roubam, mentem ou defraudam? Por excluírem de seu entendimento, que o nosso Deus é um Deus comunicável.
Isaías não compreendia a imanência de Deus, e quando ele o viu pensou que iria morrer. Mas o Senhor não queria matá-lo. Deus queria mostrar-lhe que era um Deus imanente. Assim, ele teve a sua vida mudada, posteriormente deixa escrito: "Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos" (Isaías 57.15). Sim, o nosso Deus é um Deus transcendente, porém, também, é um Deus imanente e a corrupção como uma agência do pecado tem tentado privar a humanidade dessa bênção inaudita, desde Caim até os dias de hoje.
O fim do pecado e da corrupção
Concluo este comentário dizendo que, assim como a corrupção e o pecado tiveram início nos céus e se manifestaram na esfera terrena, não por vontade divina, mas por permissão, assim também o pecado e a corrupção começaram a ser banidos na eternidade pela vontade de Deus, pelo sacrifício de Jesus Cristo que venceu o pecado e a corrupção, e da mesma maneira dá condição para vencer a todos aqueles que nEle estão.
A Palavra de Deus é bem clara: Deus é Deus de eternidade a eternidade. O pecado e a corrupção começaram na eternidade, mas não encontrarão lugar na eternidade vindoura (Apocalipse 21..1-4, 27).
__________
O autor da matéria é evangelista, congrega no templo-sede da Assembleia de Deus em Capinzal (SC); coordenador teológico da Faculdade FAEST; graduado em Teologia; e especialista em Hebraico e Grego.
A corrupção do pecado
Juntamente com a entrada do pecado na esfera humana apareceu a corrupção pelo efeito do pecado. primeiramente, a corrupção revelou a nudez de Adão e Eva, levando-os a sentir vergonha um do outro.
Segundo Louis Berkhof: "Corrupção original. A corrupção original inclui duas coisas, a saber: a ausência da justiça original e a presença do mal positivo. Deve-se notar: a corrupção original não é apenas uma moléstia, como a descrevem alguns dos "pais" gregos e os arminianos, mas, sim, pecado, no sentido original da palavra.
Não podemos deixar de notar que, de Adão até os quinhentos anos de vida de Noé, segundo as genealogias, passaram -se aproximadamente quinze séculos, os quais foram suficientes para Deus se arrepender de ter feito o homem. Em Gálatas 6.11-12 aparece três vezes o termo corrupção. O termo violência, que aparece nos versículos 11 e 13, sendo a base desse estado de corrupção da humanidade, não se refere aos atos de assassinato e discórdias, mas a totalidade da depravação espiritual, moral, social e aparentemente natural.
A Teologia do Antigo e Novo Testamento relacionada à corrupção
A teologia mosaica revela que nem mesmo o concerto sinaítico conseguiu remover a condição corrupta do homem, mesmo tendo a nação de Israel a condição de ser "um povo santo" e "um reino sacerdotal" (Êxodo 19.6). Demora não séculos, mas apenas alguns meses para revelar a corrupção no meio do arraial (Êxodo 32.7).
A teologia do saltério, com seu período histórico de quase mil anos, narra uma corrupção generalizada da raça humana. O Salmo 14, cuja autoria é de Davi, desenvolve dentro de uma temática, não apenas da humanidade em estado de corrupção, mas em homens que amam essa condição de depravação, e a proclamam, como pregadores eloquentes da maldade. Segundo um grande pensador cristão, é impossível conceber a ideia de que Deus não exista, pois sempre será possível conceber a ideia de que Deus existe. Parece-me que Davi também concordava com isso, e chama toda aquela geração corrupta de "néscios".
A teologia dos profetas no seu quesito "corrupção" é a é a teologia do Antigo Testamento mais organizada e fundamentada, com uma apologia totalmente denunciadora da situação corrupta da nação de Israel, bem como das nações gentílicas.
1. Denunciavam a corrupção espiritual de Israel;
2. Denunciavam a corrupção sacerdotal relacionada ao culto e aos rituais;
3. Denunciavam a corrupção dos reis de Israel e Judá;
4. Denunciavam a corrupção social, familiar, e a infidelidade conjugal.
A corrupção do pecado também é assunto abordado dentro da teologia paulina. Nos escritos do apóstolo, temos argumentos muito fortes a esse respeito:
1. A condição corrupta da humanidade: Romanos 1.18-32;
2. A entrada da corrupção na humanidade e também a oportunidade para sair do estado de corrupção: Romanos 5.12-21;
3. A destruição total da corrupção pela manifestação divina: Romanos 8.18-23; 1 Coríntios 15.24-26; 2 Tessalonicenses 1. 6-10.
A corrupção do pecado, sua agência pecaminosa e a imanência de Deus
Compreendemos que o pecado entrou na esfera terrena pela desobediência, e a desobediência foi em o primeiro casal comer do fruto da árvore que estava no meio do Jardim. Com o surgimento do primeiro pecado, automaticamente surgiu o estado de corrupção no homem, levando-o a uma vida contínua de pecado. Para afastar cada vez mais o homem de Deus, a corrupção como agência de pecado, oferece para a humanidade caída a variedade de pecados: na esfera espiritual, moral, social, sexual, pessoal, conjugal ou familiar. O propósito maior da corrupção, como agência do pecado, é impedir que o homem compreenda a imanência de Deus.De tantos pontos que se poderia comentar sobre a corrupção como agência do pecado, que tenta afastar o homem de Deus, é sempre necessário falar da imanência de Deus em relação com a sua criação. A corrupção conseguiu cegar o homem quanto a esse relacionamento com o Criador, e assim é uma abominação e uma afronta ao Deus Eterno, ao Senhor que se comunica com sua criação.
Por que as pessoas matam, roubam, mentem ou defraudam? Por excluírem de seu entendimento, que o nosso Deus é um Deus comunicável.
Isaías não compreendia a imanência de Deus, e quando ele o viu pensou que iria morrer. Mas o Senhor não queria matá-lo. Deus queria mostrar-lhe que era um Deus imanente. Assim, ele teve a sua vida mudada, posteriormente deixa escrito: "Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos" (Isaías 57.15). Sim, o nosso Deus é um Deus transcendente, porém, também, é um Deus imanente e a corrupção como uma agência do pecado tem tentado privar a humanidade dessa bênção inaudita, desde Caim até os dias de hoje.
O fim do pecado e da corrupção
Concluo este comentário dizendo que, assim como a corrupção e o pecado tiveram início nos céus e se manifestaram na esfera terrena, não por vontade divina, mas por permissão, assim também o pecado e a corrupção começaram a ser banidos na eternidade pela vontade de Deus, pelo sacrifício de Jesus Cristo que venceu o pecado e a corrupção, e da mesma maneira dá condição para vencer a todos aqueles que nEle estão.
A Palavra de Deus é bem clara: Deus é Deus de eternidade a eternidade. O pecado e a corrupção começaram na eternidade, mas não encontrarão lugar na eternidade vindoura (Apocalipse 21..1-4, 27).
__________
O autor da matéria é evangelista, congrega no templo-sede da Assembleia de Deus em Capinzal (SC); coordenador teológico da Faculdade FAEST; graduado em Teologia; e especialista em Hebraico e Grego.
Fonte: Mensageiro da Paz, nº 1555, dezembro de 2014, Rio de Janeiro (CPAD).
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Marcos - o Evangelho do servo
O Evangelho de Marcos apresenta Jesus como o Filho de Deus, que se identifica como o Filho do Homem e Servo Sofredor. A pergunta "Quem é este?" (4.41), paira de forma direta ou subentendida do início ao final desta biografia do Mestre.
Diferentemente das cartas de Paulo, o Evangelho de Marcos não identifica seu autor e seus destinatários. De acordo com as evidências, foi o primeiro Evangelho a ser escrito. Segundo a tradição da Igreja, João Marcos o escreveu de Roma, usando Pedro como sua fonte primária de informação.
Diferentemente das cartas de Paulo, o Evangelho de Marcos não identifica seu autor e seus destinatários. De acordo com as evidências, foi o primeiro Evangelho a ser escrito. Segundo a tradição da Igreja, João Marcos o escreveu de Roma, usando Pedro como sua fonte primária de informação.
A mãe de Marcos abrigou uma comunidade cristã em sua casa em Jerusalém (Atos 12.12); ele ministrou em companhia de seu tio Barnabé (Atos 12.25; 15.37, 39), de Paulo (Colossenses 4.10; 2 Timóteo 4.11; Filemon 24), e posteriormente de Pedro (1 Pedro 5.13).
Autoria e data
A tradição cristã que afirma ter sido Marcos o autor deste Evangelho é tão forte que pouco se pode fazer além de confirmá-la. Papias, Clemente de Alexandria, Jerônimo, Irineu e Orígenes, entre outros, reconheceram Marcos como o autor do Evangelho que leva seu nome.
A maioria dos eruditos acredita que Mateus e Lucas escreveram dez a vinte anos depois. E basearam seus evangelhos em Marcos. De fato, Mateus reproduz 90 por cento do conteúdo de Marcos. Admitindo-se a hipótese de que o Evangelho de Marcos era conhecido e foi usado como fonte de Mateus e Lucas, é provável que esse Evangelho tenha sido escrito antes do ano 70 d.C. há afirmações que apontam uma data por volta do ano 60 d.C.
Destinatários
Marcos dá evidências de que escreveu para os gentios. Vejamos:
• ele dá explicações a respeito de expressões aramaicas (5.41; 7.34; 14.36; 15.34);
• explica sobre a tradição dos fariseus (7.3-4);
• usa palavras latinas que não são encontradas nos demais Evangelhos: executor (6.27); quadrante (12.42);
• não inclui a genealogia de Jesus, pois não faria sentido para leitores gentílicos;
• há apenas 63 citações e/ ou alusões ao Antigo Testamento, comparadas com cerca de 128 em Mateus e entre 90 e 100 em Lucas. Tais menções soariam de difícil compreensão aos leitores gentílicos.
Tema central
A obra trata de uma extensa abordagem do significado da morte, e ressurreição de Jesus para os crentes.
Os personagens principais em Marcos são Jesus e seus discípulos, que são chamados, ensinados, treinados e enviados em missão. O discipulado é o tema central. Comparado com os outros evangelhos canônicos, Marcos aborda as dificuldades do discipulado de forma realista, sincera e cheia de esperança, quando relata que os discípulos eram lentos para aprender e compreender o verdadeiro significado do ministério e da missão de Jesus.
Marcos se distingue por fatores como:
Propósito
Marcos se distingue por fatores como:
• ênfase cobre as dificuldades do discipulado
• estilo narrativo dinâmico de aventura ("imediatamente", ou, a forma alternativa "logo, logo após" aparecem 35 vezes);
• conflitos e confrontos aparecem desde cedo e continuam até o clímax, na crucificação;
• um terço dos versículos relatam milagres;
• uso de linguagem forte ("viu os céus rasgarem-se"; "o Espírito o impeliu, literalmente, o empurrou para o deserto (1.10, 12);
• abordagem sobre a humanidade de Jesus: 1,41; 3,5; 4,38; 6,6; 11,12; 14.33.
Propósito
Inicialmente, circulavam narrativas orais sobre Jesus. Eram narrativas isoladas formando, em grande parte, pequenos blocos. Algumas, como a narrativa da paixão, eram mais longas. Marcos, sem dúvida, escreveu tendo em vista as necessidades de sua própria igreja familiar. Ele escreveu com finalidades pastorais, tendo a finalidade de preservar a história da vida de Jesus após a morte da primeira geração de cristãos, por exemplo, Pedro.
Estrutura de Marcos
1. Introdução (1.1-13)
2. A autoridade de Jesus é revelada (1.14 - 3.6)
3. A autoridade de Jesus é rejeitada (3.7 - 6.5)
4. Formando uma nova comunidade (6.6 - 8.21)
5. Equipando a nova comunidade (8.22 - 10.52)
6. Julgamento de Jerusalém (11.1 - 13.37)
7. Julgamento de Jesus: paixão, ressurreição e ascensão (14.1 - 16.20).
Marcos, como os demais Evangelhos e todo o restante do Novo Testamento, são úteis como ferramental ao discipulado e na formação missionária da Igreja. Quando Marcos escreve 1.14-15, está descrevendo a missão de Jesus e definindo aos discípulos a missão da Igreja que o segue. Nos seus milagres, Jesus ensina que a missão é integral, curando e salvando a pessoa toda. Jesus curava em resposta à necessidade humana, e assim mostra que a missão evangelística é social, desafiando e transformando sistemas opressores.
Marcos, como os demais Evangelhos e todo o restante do Novo Testamento, são úteis como ferramental ao discipulado e na formação missionária da Igreja. Quando Marcos escreve 1.14-15, está descrevendo a missão de Jesus e definindo aos discípulos a missão da Igreja que o segue. Nos seus milagres, Jesus ensina que a missão é integral, curando e salvando a pessoa toda. Jesus curava em resposta à necessidade humana, e assim mostra que a missão evangelística é social, desafiando e transformando sistemas opressores.
Fonte:
Bíblia Missionária de Estudo, páginas 940, 941, edição 2014, Barueri (Sociedade Bíblica do Brasil);
Toda a Bíblia em um ano: Mateus a Filipenses, volume 3, Darci Dusilek, páginas 17-19, 9ª edição, 2013, Rio de Janeiro (Horizontal Editora).
Bíblia Missionária de Estudo, páginas 940, 941, edição 2014, Barueri (Sociedade Bíblica do Brasil);
Toda a Bíblia em um ano: Mateus a Filipenses, volume 3, Darci Dusilek, páginas 17-19, 9ª edição, 2013, Rio de Janeiro (Horizontal Editora).
Assinar:
Comentários (Atom)


