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Arquivo | 14 anos de postagens

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Televisão dispensável


"Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim" - Salmos 101.3.

E.A.G.

Ananias e Safira, o perigo de falar mentira

A generosidade é uma virtude valiosa, porém, somente se for acompanhada de sinceridade. Ananias e Safira  queriam crédito e prestígio de algo que não praticaram, e mentiram por causa desse desejo.

Uma das grandezas da Bíblia é que ela registra  até mesmo as fraquezas de seus heróis. Documenta atos que são contra  a mensagem que ela propaga. Isso acontece porque ela é a infalível Palavra de Deus. Portanto, fala a verdade. Além disso, revela a debilidade do gênero humano, mostrando que nenhum homem é perfeito.

Em Atos 2.47 e 4.34, ficamos sabendo que "todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e os depositava aos pés dos apóstolos". Ninguém era obrigado a vender suas propriedades, mas alguns fizeram esse ato generoso, dentre eles, destacou-se Barnabé, o único citado nominalmente, exceto o casal Ananias e Safira. que fez um voto, não o cumpriu, mas queria que a Igreja pensasse que o mesmo fora concretizado. Isso se chama hipocrisia.

A mãe de João Marcos, o sobrinho de Barnabé, possuía uma casa em Jerusalém, que servia como lugar de culto e reunião de oração (Colossenses 4.16; Atos 12.12).

O texto sagrado afirma que Barnabé e o casal Ananias e Safira venderam "uma propriedade", mas não diz o seu tipo e nem o seu valor. Também não explica o motivo da atitude estranhíssima de Ananias e Safira perante o apóstolo Pedro. Os expositores da Bíblia, quase que em voz oníssona, admitem que Ananias e Safira queriam crédito e pretígio de algo que não praticaram, desejavam ser honrados como Barnabé.

Ao vender parte do preço da venda da propriedade, levando apenas uma parte, Ananias mentiu. O texto sagrado informa a exortação de Pedro: "Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus" (Atos 5.3-4). A aparente generosidade de Ananias não foi um ato de fé. Além disso, parece que ele não fez negócio ilícito, pelo que se conclui do verbo grego "nosphizomai" (traduzido por reter) nos versículos 2 e 3.

A sentença foi instantânea, o juízo foi duro, vindo da parte de Deus: "E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram.' (...) 'E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o que havia acontecido.' (..) 'Então Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti. E logo caiu aos seus pés, e expirou" - Atos 5. 5, 7, 9-10.

O desejo de ser importante, o amor ao dinheiro, a obstinação pela posição de notoriedade no grupo, cegaram completamente tanto Safira quanto seu marido Ananias. Eles foram contaminados pelo vírus desse mundo. "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo" - 1 João 2.16.  

Nunca vale a pena ser infiel, apesar de o juízo de Deus nem sempre se manifestar de maneira, rápida e fulminante como neste relato bíblico. São muitos crentes que não levam a sério a obra do Senhor, eles devem considerar que Deus está dando a oportunidade ao arrependimento.  Existem os que praticam algo, aparentemente, muito mais grave que o referido casal, no entanto, o Senhor ainda dá oportunidade para a reconciliação. Entretanto, se os que estão nessa situação continuarem caminhando na trilha da malícia, da fraudulência e hipocrisia, futuramente poderá ser muito tarde. "Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulosamente" - Jeremias 48.10a. 

A morte deste casal deve levar cada crente a refletir seriamente sobre a Igreja de Cristo. A porta ainda está aberta para a salvação.

Autoria não divulgada.
Fonte: A Voz da Assembleia, edição julho de 2002, página A6.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Charb: cartunista morreu sem noção do que é liberdade e opressão

Visando o relacionamento interpessoal pacífico, a Bíblia alerta a todos: "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira" - Provérbios 15.1.

O atentado terrorista na França, em 8 de janeiro, contra Stephanie Charbonnier, conhecido como Charb, editor e cartunista da revista Charlie Hebdo, traz à tona a necessidade de reflexão sobre como deve ser exercida a liberdade de imprensa. As palavras-chaves são; respeito e ética.

Agora existe um motivo para breve parada e reflexão, é momento de repensar sobre como deve ser exercida a liberdade de imprensa. Por quê? Porque liberdade sem limites não é liberdade, é opressão. O que a maior parte dos jornalistas pedem não é ser livre para noticiar o fato, mas livres para oprimir usando veículos de massa com alcance de larga escala, tripudiar abertamente tudo e todos aqueles que não pensam como eles pensam, ofender em público quem eles consideram seus desafetos e gente que vai contra seus interesses políticos e financeiros.

Charlie Hebdo, exemplo 1:

Liberdade de imprensa para ofender a fé alheia? Mesmo que o ofensor seja um jornalista este tipo de atitude não é jornalismo. Em novembro de 2012, a capa da revista de Charbonnier zomba do cristianismo trazendo a representação da doutrina da Trindade em coito homossexual a três. Qual seria o propósito de publicar isso? Informar? Não, apenas escarnecer dos crentes.


Charlie Hebdo, exemplo 2: 

Ninguém deveria ser livre para desrespeitar o luto de quaisquer pessoas. Quando o cantor Michael Jackson faleceu, Charbonier parece ter pensado em aumentar a tiragem da sua Charlie Hebdo e não amenizar a dor dos familiares, que perderam um filho, um pai, um irmão, um primo... Manchete: "Michael Jackson finalmente branco."


Charlie Hebdo, exemplo 3:

Ilustração da capa em julho de 2013, trouxe um desenho mostrando um muçulmano sendo alvejado a balas, associado a manchete "Alcorão é uma merda, não para balas". Qual seria o motivo de criar esse conteúdo, senão lucrar alto com uma zombaria contra todos os muçulmanos?




Conclusão

Eu Eliseu Antonio Gomes, como cristão evangélico, e alguém que crê na doutrina da Trindade, afirmo que sou contra a violência.

Devo lembrar aos que gostam de irritar o próximo e escarnecer de Deus o que está escrito na Bíblia: "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna" - Gálatas 6.7-8.

E.A.G.