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Arquivo | 14 anos de postagens

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Esperando respostas de Deus


Por Katie Bivens
Tradução livre: Eliseu Antonio Gomes

Nós sempre esperamos por algo. 

Entre nós sempre há quem tenha esperança de encontrar nova oportunidade de emprego ou receber uma promoção. Alguns, simplesmente aguardam o novo álbum do cantor preferido ou cantora predileta. Outros, esperam que seja servido o jantar.

Mas existem pessoas cuja esperança tem como objetivo algo com significância mais séria. Querem respostas para entender situações que quase beiram o limite da impossibilidade de esclarecimento ou realmente é impossível receber explicações satisfatórias nesta vida. 

Há uma mulher, ainda cheia de juventude, que deseja entender a razão de seu marido ter ido embora há seis meses levado por uma doença. 

Uma garota, pretende saber o motivo do falecimento repentino do namorado, encontrado com uma arma na mão. Apesar de não ter dúvidas que houve disparo acidental, deseja receber mais respostas. Outra garota, sonha com o amor correspondido, igual ao que teve e perdeu quando seu namorado foi vítima de leucemia. As duas continuam com suas expectativas. Quando chegará a oportunidade de ambas serem felizes?

Filhos, filhas, irmãos e irmãs do homem que morreu alvejado à bala por policiais, desejam saber o que passou pela mente dele no momento de sua morte violenta. Qual seria o motivo dele não ter acatado a autoridade da polícia?

Crianças em orfanatos precisam de respostas sobre seus pais. O que os levou a não cuidar deles? Qual a razão de desistir de lutar por eles? Por que não mantê-los por perto? Qual a razão de enviá-los aos cuidados de pessoas que não possuem nenhum laço de sangue, nenhum parentesco?

O casal que sonha em um dia ter seu bebê biológico, deseja muito um filho próprio, aguarda a gravidez e se pergunta o motivo da espera e qual a razão de haver tantos casais conhecidos concebendo crianças com extrema facilidade. E, outro casal, pergunta porque seu menino de cinco anos foi tão cedo ao descanso eterno.

Por que ele? Por que ela? Por que eles? Por que isso tinha que ser assim desse jeito? Qual o motivo de Deus permitir isso acontecer?

Todos nós nutrimos alguma espécie de esperança. Talvez, estejamos à espera de uma resposta que jamais chegará. Às vezes, não é possível entender o sentido da vida, então continuamos parados ansiosos por respostas. 

Ao anoitecer, orarei para que você tenha perguntas respondidas. Eu me sinto exausta e sei que você também talvez esteja se sentindo cansado de esperar sua resposta. Não desanime. Lembre-se que Deus é soberano sobre todos os fatos e coisas, inclusive Ele tem poder irrestrito dentro da sala de espera em nossos corações.

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Nota Belverede:

"Mas os que esperam no Senhor, renovarão as suas forças, subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão" - Isaías 40.31.

Não é sempre que haverá respostas para as ocorrências desta vida que nos afetam e quase sempre nos machucam. A dor é sempre inconveniente, torturante, e parece insuportável. Ao crente, cabe confiar na bondade de Deus em todas as circunstâncias, seguir adiante embasado e confortado em Romanos 8.28, e manter a certeza que Ele jamais deixará que nos falte o necessário.

E.A.G.

Fonte: Faith is the Thing Required of You - www.katiebivens.blogspot.com

Artigo publicado originalmente em 18 de maio de 2014 com o título Waiting. A autora mora em Hunsville, Alabama, Estados Unidos. Como blogueira, escreve sobre sua fé e sentimentos nos blogs Faith - Is the only think required of you, e registrou experiências missionárias no Peru em Take heart and wait. Possui alguns artigos publicados na revista Shattered Magazine [ http://shatteredmagazine.net/following-jesus-is-hard ], versão online e impressa.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A importância da sabedoria humilde

Tiago distingue dois tipos de sabedoria. Aborda o assunto em duas passagens: 1.5 e 3.13-18. Na primeira, estimula seus leitores a pedirem sabedoria a Deus, se tiverem falta dela. E na segunda, censura algumas pessoas ciumentas e causadoras de divisões na igreja, que, reividicavam ser sábias, comparando o tipo de sabedoria que possuem - terrena, animal e diabólica - com a sabedoria que desce lá do alto.

A aplicação que o apóstolo faz do termo está de acordo  com a ênfase do Antigo Testamento, onde se diz que a sabedoria é uma dádiva divina altamente valorizada (Provérbios 2.6) pelo fato de que ajuda aquele que a possui a compreender a vontade do Senhor e a obedecer a esta vontade.

Há uma ligação entre o Espírito e a sabedoria feita pelo profeta Isaías (11.2) e destaca-se que a descrição das virtudes produzidas pela sabedoria, segundo Tiago (3.17), corresponde de perto à descrição que Paulo fez do fruto do Espírito (Gálatas 5.22-23).

Descrevendo a sabedoria que vem de Deus

A sabedoria genuína pode ser medida pelo caráter de uma pessoa, da mesma maneira que é possível saber que tipo que uma árvore é pela produção de seus frutos.

A verdadeira sabedoria tem origem em Deus e se centraliza em Cristo (Colossenses 2.3; 1 Corintios 1.30). Ela é humilde, é caracterizada por boas obras e produz virtudes que garantem relacionamentos harmoniosos entre os irmãos. Dá capacidade de pensar da maneira mais apropriada, nos faz pessoas melhores quanto ao trato com o próximo. Assinala até onde podemos ir; quanto e como falar. É geradora de amor, cortesia e brandura, sempre manifesta respeito e modéstia e se compraz em fazer o bem.

Não é fator estimulante que leva o crente à arrogância e soberba.

A sabedoria terrena

A falta da sabedoria do alto conduz à desordem, logo a pessoa tola segue à cobiça e à competitividade destrutiva, conforme às pressões da sociedade.

A sabedoria que não vem do alto é a sabedoria do homem sem Deus, que Paulo descreve como "sabedoria deste mundo" (1 Coríntios 1.20, 21). Tiago esclarece que a sabedoria mundana é diferente da sabedoria do alto, é terrena, animal e demoníaca. É terrena porque está em contraste com o que Deus cria a partir do céu e se opõe ao que é sagrado e divino; é animal porque tem origem no homem natural, que não possui condições de entender as coisas de Deus; e, demoníaca, porque é pertinente aos demônios, age de modo contrário aos planos de Deus.

A sabedoria terrena resulta em problemas; inveja, sentimento faccioso (Tiago 3.17), e nos remete aos três inimigos do cristão: o mundo, a carne e o diabo (Efésios 2.1-3).

A necessidade de buscar e ter a sabedoria

Não é o bastante ensinar, é preciso falar e ter o que dizer. Quem pretende ensinar deve ter bom conteúdo e sabedoria para se expressar. Tiago aborda essa questão. Todos os crentes necessitam da sabedoria do alto, pois ela o capacidade a atender ao mandamento de fazer discípulos e o sustenta em todas as situações da vida (Mateus 28.19; Provérbios 4.7).

Caso haja em si falta de sabedoria em alguma área, peça-a a Deus. Ele é bom e liberalmente dá sabedoria a quem lhe pede, para que seja posta em prática como uma ação concreta através da humildade.

A sabedoria do alto nos é transmitida  pelo Espírito Santo (Efésios 1.17; 1 Corintios 2.1-5), através da Palavra (2 Timóteo 3.15) e pela oração (Tiago 1.5).

Conclusão

A vida obedece à Lei da Semeadura, colhemos o que plantamos. O delineamento daquele que não porta a sabedoria do alto é de alguém que comete muitos pecados, principalmente o pecado que Deus mais abomina, a semeadura de contenda entre irmãos. O perfil do crente portador de sabedoria é retratado em pessoas que realizam a colheita de justiça, que é semeada em paz, pois toda pessoa sábia promove a paz (Provérbios 6.16-19; Tiago 3.18).

Tiago orienta seus leitores a abandonarem seus maus desejos e incentiva-os a viverem de modo sábio. A sabedoria de Deus produz bênção, pois o Senhor ama os pacificadores (Mateus 5.9). Busque-a e use-a sempre.

E.A.G.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, página 1757, edição 2004, Rio de Janeiro (CPAD).
Revista Exposição Bíblica - Liberdade, Fé e Prática - Gálatas e Tiago; Arival Dias Casimiro; páginas 53-54; 3ª edição em julho de 2013; Santa Bárbara d'0este/SP (Z 3 Editora Ltda). 
Tiago - Introdução e Comentário, Douglas. J. Moo, páginas 52 e 53, 1ª edição 1990, reimpressão 2011, São Paulo (Edições Vida Nova).