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sábado, 17 de agosto de 2013

EBD: lição 7 - Atualidade dos conselhos paulinos

O conteúdo escrito por Paulo na carta aos crentes da cidade de Filipos apela ao contentamento como fórmula para vencer as adversidades. Possui conselhos úteis para o tempo que se chama "hoje".

Paulo orienta a todos a alegrar-se no Senhor, apesar de todos os reveses que o cristão possa enfrentar. As recomendações bíblicas, são: alegrai-vos no Senhor; regozijai-vos sempre (Salmo 32.11; 1 Tessalonicenses 5.16). 

Também, ensina que o sinal de comunhão com Deus é viver a vida com a mente renovada, praticando o culto racional (Romanos 12.1-2). Esclarece que para quem ama a Deus o mais importante é ter um coração renovado pela ação do Espírito Santo, pois a verdadeira circuncisão cristã é operada no coração, é espiritual (Filipenses 3.3).

Paulo, em Filipenses 3 aborda a questão de ensinamentos falsos, alerta ao cuidado com falsos obreiros, que distorcem a Palavra de Deus. Pede acautelamento contra quem apresente doutrina afirmando ser necessário praticar obras humanas para alcançar a salvação.

Muitos cristãos usam o termo "carne" para qualificar pecados de ordem moral, atitudes extremamente escandalosas, porém, agir na carne pode ser uma situação totalmente aceitável no meio em que vivemos, às vezes até descritas como nobres, motivadas e elogiadas na comunidade em que estamos. Elas podem ser belos e pomposos rituais de culto, por exemplo.

Atribuições humanas não influem nada positivo espiritualmente, apenas traz à tona o ambiente da falsa piedade, falsa humildade e falsa disciplina útil ao corpo. A circuncisão da carne, ou quaisquer práticas de rituais religiosos, criam situações em que o homem queira gloriar-se em seus atributos exteriores.

Em suas cartas, Paulo usa o termo carne para especificar a natureza humana em rebelião contra Deus. O apóstolo descreve os judaizantes como inimigos da fé cristã. Entretanto, toda pessoa que age na contramão do que Deus nos orienta, não vive de acordo com o fruto do Espírito, é inimigo de Deus e do cristão.

Se entronizamos Cristo como Senhor em nossos corações, em todas as circunstâncias da vida Deus é por nós, nada pode nos separar dEle. Confiemos na Palavra de Deus e no poder que há na mensagem do Evangelho (Romanos 8.31-39). 

"Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego" - Romanos 1.16.

É preciso vigilância, refutar todo ensino de pessoas que induzem o cristão a pensar que rituais religiosos possam substituir a eficácia do sacrifício de Cristo na cruz. Não cabe ao crente em Jesus gloriar-se em ações e atributos exteriores.

E.A.G.

O Executivo Federal legisla?

Por Eliseu Antonio Gomes 

Ricardo Lewandowski e o Mensalão. 

Ricardo Lewandowski foi nomeado ao Supremo Tribubal Federal por Luis Inácio Lula da Silva. Joaquim Barbosa, então presidente do STF, também foi escolhido por Lula. 

Eu já ouvi de pessoas formadoras de opinião a declaração que o cargo de presidente não tem poder de legislar. Esse caso do ministro Lewandowski prova que estão errados. Qual presidente colocou-o na cadeira do STF? Lula! 

Agora, Lewandowki tenta abrir a porta para mensaleiros safarem-se, procura brechas nas leis para livrar corruptos do PT da cadeia. Esta ação é o Executivo legislando indiretamente! Caso algum mensaleiro receba do STF aprovação de conduta, caso o petista Zé Dirceu não seja preso, haverá um precedente jurídico para que corruptos petistas, e de outros partidos também, façam do Brasil seu quintal de roubalheiras. 

Tal situação é a mão do Executivo na esfera das leis. 

Ao escolher um presidente, não esqueça que está dando a alguém o direito de escolher outro alguém para ser ministro do STF. E dessa forma o exercício presidencial norteia os rumos do país através do julgamento da maior corte da nação. Indiretamente, mas legisla. 

E.A.G.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A Teologia da Ciência

Você já ouviu falar sobre a Teologia da Ciência? Trata-se de uma nova metodologia científica que reconhece a existência do Criador.

Através de leis da física e da filosofia, o pesquisador Michael Heller, polonês, mostra que Deus existe e em 17 de março de 2008 ganha um dos mais cobiçados prêmios em dinheiro da classe científica mundial, o Prêmio Templeton, no valor de US$ 1,6 milhão, concedido pela Fundação Templeton, instituição situada em Nova York e que reúne pesquisadores de todo o mundo.

Em seu discurso no momento da premiação, declarou que é preciso investigar a causa da origem do universo: "Ao observar o universo nos é imposta uma questão: você precisa (encontrar) uma causa? É claro que as explicações causais são uma parte vital do método científico. Vários processos no universo podem ser expostos como uma sucessão de estados, de maneira que o estado anterior é a causa do que acontece". Anunciou que usaria o dinheiro para criar uma fundação de pesquisas cujo nome seria Centro Copérnico, uma merecida homenagem ao filósofo conterrâneo que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.

Padre, teólogo,  professor de filosofia e uma pessoa que viveu bem próximo do Cardeal Karol Wojtyla antes que se tornasse o Papa João Paulo II, trabalhou por quarenta anos em busca de conceitos sobre a origem e a causa do universo, apontando para a filosofia ou metafísica do universo, onde a base da realidade é conectar as raízes ontológicas do universo com a ontologia da Divindade e do ato criativo. Suas coletas de informação vieram da matemática, física, cosmologia, bem como filosofia e teologia.

Heller, é professor de filosofia na Pontifícia Academia de Teologia de Cracóvia, com licenciatura em teologia na Universidade Católica de Ljubljana, ordenado sacerdote católico em 1959, formou-se em filosofia em 1965, com uma tese sobre a teoria da relatividade e seu doutorado com uma tese sobre cosmologia relativista. Apesar de seus estudos serem de física teórica, formou-se em filosofia, porque o colégio católico comunista em que estudava não fornecia graus em física. Em 1969, Heller recebeu capacitação - um grau avançado de PhD para o ensino autorizado - com outra tese sobre o princípio de Mach em cosmologia relativista. Foi professor visitante no Instituto de Astrofísica e Geofísica da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, e também teve uma estadia de pesquisa no Instituto de Astrofísica da Universidade de Oxford e do departamento de física e astronomia Universidade de Leicester. Em 1985 ele se juntou ao corpo docente da Academia Pontifícia de Teologia de Cracóvia. Em 1986, começou a colaborar com o Observatório do Vaticano em Castel Gandolfo. Também ligado com o Grupo de Pesquisa Observatório Steward da Universidade do Arizona, em Tucson, é co-autor de livro, e outros trabalhos em inglês, junto com o padre jesuíta George Coyne. A obra de Heller é profícua: soma trinta livros, quatro livros em inglês e 400 artigos sobre suas pesquisas, sendo a maior parte em polonês. Suas pesquisas foram publicadas em prestigiosas revistas internacionais de Física.

Os livros em inglês, são:
• Fundamentos Teóricos da Cosmologia (World Scientific, 1992), trabalho técnico da cosmologia, do ponto de vista de modelos matemáticos que dão origem à física teórica e cosmologia.
• A Nova Física e uma nova teologia (do Observatório do Vaticano Publications, 1996). A relação tanto à nova física e cosmologia com a teologia.
• Ensaios sobre Ciência e Religião (Templeton Foundation Press, 2003). Continuação do assunto abordado no livro anterior.
• Física Matemática para Filósofos (Pontifício Conselho para a Cultura, a Universidade Gregoriana, 2005) onde expõe aos filósofos uma visão estruturalista da teoria da relatividade e da mecânica quântica.

Para Heller, existe simultâneidade sem superposição e concorrência entre o tempo-espaço observável e o tempo-espaço desconhecido por nós. Ele explica Deus em sua teologia da realidade primária usando a metafísica e a cosmologia. Apresenta Deus como a fonte criativa, o Ser transcendente, tanto ligado aos acontecimentos mundiais como também além do tempo-espaço da realidade em que vivemos, não sujeito ao estado temporário, em uma geometria não comutativa, dentro do tempo dinâmico que conhecemos e ao mesmo tempo além desse tempo-espaço.

Heller pergunta o que houve antes do Big Bang. E responde a isso afastando-se da especulação de que a origem do universo ocorreu devido um vácuo quântico gerador de um mar de energia. Sua resposta abraça a narrativa teológica, explica a gênese do mundo físico apontando ao Big Bang como um evento de conexão geométrica  entre duas dimensões do tempo-espaço, momento quando o tempo em que estamos e o tempo desconhecido se cruzaram e Deus, Ser transcendente, trouxe para a existência do mundo físico as. fundações do universo em que estamos.

Confira as matérias da Isto É e  Tendencias 21.

E.A.G.