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sábado, 12 de janeiro de 2013

A Neurolinguística - o pastor e o evangelista

 Neurolinguística 

Tem gente que pensa que pelo falar exaustivamente convence aos outros. 

Isso acontece muito em igrejas, a pessoa toma posse do microfone e fala por mais de 1 hora ininterruptamente. Está provado pela Ciência que o cérebro humano, na fase adulta, é capaz de assimilar um monólogo com 100% de atenção por apenas 20 minutos.

Quanto à escrita, o que vale para a mensagem ser entendida é usar o veículo certo e elaborar uma construção sintática que se encaixa ao leitor. 

A questão é assaz pertinente. Está ligada à neurolinguística: mensageiro, mensagem e público-alvo.

Qual é a dinâmica do conferencista competente? 

Não basta ao comunicador conhecer o conteúdo da mensagem, ele precisa conhecer quem a ouvirá. Por exemplo: Não é possível ensinar Matemática para um bebê, primeiro ele precisa aprender tudo sobre Algarismo Arábico. 

O conferencista tem o dever de fazer com que os ouvintes entendam a palestra, recai sobre ele cerca de 99, 999% do peso da responsabilidade de ser bem entendido. Ele precisa moldar-se aos seus ouvintes, palestrando em nível intelectual deles, com uso de jargões apropriados, termos técnicos que eles dominam, etc. 

Pastores e evangelistas

O papel do pastor (na essência do termo) é pastorear, fazer discipulado, ensinar a Palavra de Deus aos convertidos. E falar aos perdidos, às almas sem Cristo é função do evangelista. Evangelizar é anunciar as Boas Novas, falar sobre a salvação aos não salvos. 

O público-alvo que o conferencista tem são os cristãos presentes na igreja. Se quem prega é uma pessoa convidada, deve prezar pela ética Qual? Abordar temas segundo a orientação do pastor que o convida. Às vezes o tema do convidado é livre, mas nem sempre.

Como anfitrião, é importante o dirigente da igreja informar ao pregador visitante sobre quem o ouvirá. O pregador precisa saber algumas características de seus ouvintes.

Existem nos bancos da igrejas almas que ainda não se converteram ou apenas cristãos evangélicos? É contraproducente discorrer sobre João 3.16 e Atos 4.12 para quem já recebeu Jesus. 

É necessário otimizar o tempo durante o culto. 

E.A.G.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A importância do evangelista no plano divino da salvação de almas

Por Eliseu Antonio Gomes

A salvação é um processo que acontece quando a pessoa abre o coração ao Espírito Santo. Deus é sábio e só Ele está efetivamente eficaz de uma ponta até outra deste momento de transformação da alma. O pregador é NADA! Sinto dó de quem se acha importante neste assunto da salvação e desdenha do próximo. Só Jesus é eficaz nesta matéria

"Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. "Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho" 1 Coríntios 3.5-8.

O trabalho de Deus no plano da salvação é muito bonito, meticuloso, espetacular! Dá alegria só de pensar. Leia a listagem que encontramos na carta de Paulo aos cristãos da Igreja Primitiva:

"Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós" Efésios 4.4-6.

"Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo" - Efésios 4.10-13.

Deus é único e eficaz no processo da salvação. A mensagem é entregue por seres humanos, porém o processo que está nas mãos do homem não é atividade de uma só pessoa. O aperfeiçoamento das almas envolve apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Neste processo, o Espírito nos usa como membros de um corpo que se chama Igreja... O coração precisa dos pulmões, o pulmão do fígado, o fígado das mãos, e a mão esquerda da mão direita... O pulmão morre sem o restante dos órgãos... Todos os órgãos morrem sem o funcionamento dos pulmões... Somos dependentes uns dos outros para viver em Cristo.

O mensageiro que entrega a mensagem da salvação precisa entender que é apenas uma parte de um grande elo que só é vivo se houver envolvimento direto com o Espírito. Não é apenas o ministério de evangelista, nem o de apostolado, ou de pastor, mestre ou profeta, que levará uma pessoa ao aperfeiçoamento espiritual... E Deus faz com que seja um processo coletivo, nunca individual  para que ninguém queira se sentir mais importante que Jesus Cristo quando uma alma se converte.

Eu gosto do evangelismo do tipo olhos nos olhos. Gosto de falar sobre Jesus para quem quer ouvir falar dEle. Eu me esforço para continuar a evangelizar até quando a pessoa está bem firmada na fé. Se possível, levo a pessoa evangelizada e apresento ela ao pastor que a pastoreará. Não promovo placas de denominações evangélicas. Existem pessoas que estão por aí, pregando, pastoreando, que um dia Deus me deu o prazer de encontrar e falar a elas sobre o plano da salvação. Essa capacidade é dada pelo Espírito. Tenho plena consciência que não sou nada neste processo de evangelismo. Glórias ao Senhor por tudo isto.

Quer evangelizar e ver almas seguindo a Jesus por intermédio de você? Ore a Deus e aguarde. O Senhor responderá seu pedido. Fique com os olhos bem vigilantes, pois a resposta virá e deve aproveitá-la.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

SBB - Tradução Almeida Revista e Atualizada receberá novas revisões

A revista A Bíblia no Brasil, publicação oficial da Sociedade Bíblica do Brasil, editora que detém os direitos de publicação da tradução Almeida Revista e Atualizada (ARA), em sua edição referente ao primeiro trimestre de 2013, em matéria de capa, anunciou que prepara intervenções na obra.

Já no editorial, assinado por Erní Walter, o propósito de revisão é apresentado: "Um dos aspectos mais importantes do trabalho bíblico é a tradução. Entregar a Bíblia a todos, numa língua que possam entender e a um preço que possam pagar faz parte do DNA das Sociedades Bíblicas."

A matéria contém seis páginas com belas ilustrações e não informa quem a escreveu. Segundo o conteúdo, o que já era excelente ficará ainda melhor, e com a anuência e participação da igreja cristã.

Encontramos lideranças cristãs prestando depoimentos sobre o uso da ARA: Roberto Brasileiro (Igreja Presbiteriana do Brasil); Almir Marrone (Vice-Presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia); Roberto Moura Pinho (pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira); Egon Koperck (pastor presidente da Igreja Evangélica Luterana no Brasil); e, Ernesto Ferreira Junior (Igreja do Nazareno).

O artigo menciona que a tradução seguiu o estilo da equivalência formal, respeita à forma das línguas-fontes (hebraico e grego), verbos por verbos, substantivos por substantivos, mantém a ordem das palavras de acordo como aparecem no original. Relembra que a primeira edição da ARA ocorreu entre 1943 e 1959, em plena era do rádio e que houve a preocupação por parte da equipe de ler em voz alta, para checar a legibilidade e sonoridade.

A ARA é considerada marca registrada da Sociedade Bíblica do Brasil. Ela surgiu da iniciativa da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, porém, o processo terminou nas mãos da SBB.

O artigo esclarece as diferenças existentes no processo de tradução da Almeida Revista e Corrigida (ARC) e ARA. O artigo afirma que em no século 17 João Ferreira de Almeida não tinha em mãos os melhores textos para servir de base ao Novo Testamento. Ele usou o "texto recebido" (textus receptus), editado por Erasmo de Roterdã, em 1516, e alguns poucos manuscritos copiados durante a Idade Média. Depois que a obra de João Ferreira de Almeida estava concluída, foram descobertos manuscritos gregos mais antigos, muitos deles remontam ao quarto século d.C, e até pertencentes aos séculos anteriores. Estes materiais mais aproximados ao tempo de Jesus e dos apóstolos deram origem ao Novo Testamento conhecido como "edições críticas". A ARA recebeu como base textual esse trabalho, a partir da 16ª edição do Novo Testamento Grego editado por Erwin Nestle.

Além dessa diferença, o artigo esclarece que existem distinção quanto aos cacófatos. Os revisores da ARA eliminaram cerca de 2000 sonoridades indesejáveis. Exemplos:

Tatu - "Volta tu também" (Rute 1.15);

Alice - "E todo Israel ali se achou" (Esdras 8.25);

De acordo com as diretrizes das Sociedades Bíblicas Unidas, a recomendação é de que a cada 25 anos seja feita uma revisão de texto. "Quanto mais se demora para dazer uma revisão, mais difícil ela se torna", explica Vilson Scholz, consultor de tradução da SBB.

Em 1993 houve a primeira revisão da ARA.

E.A.G.

Atualização: 7h41.