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quarta-feira, 29 de abril de 2009

APRENDENDO A CONTAR OS NOSSOS DIAS - REFLEXÕES EM PROVÉRBIOS E SALMOS SOBRE A SABEDORIA DIVINA E O INTELECTUALISMO CARNAL

Quando ouvimos a palavra “sábio” tendemos a associá-la com pessoas mais velhas que nós, com cabelos grisalhos e acostumadas a filosofar sobre tudo, ou quem cursou três ou quatro universidades, tem diversas pós graduações e fala mais de três idiomas fluentemente.

Porém, a sabedoria que Deus oferece liberalmente a todos que lhe pedem não está reservada apenas aos que são considerados intelectuais, aos mais inteligentes aos olhos desse mundo (Tiago 1.5-6; 3.13-18).

Para ser sábio aos olhos de Deus basta possuir vontade de aplicar-se com seriedade aos estudos e aproveitar as ocasiões onde surge a oportunidade de aprender. Assim é que se obtém o coração que sabe contar corretamente os dias.

No Livro de Provérbios a definição do termo “sábio” é diferente daquilo que acostumamos definir hoje em dia. A sabedoria apresentada por Salomão tem a ver com reverência a Deus, praticidade e "pés no chão"; alia entendimento com disciplina (disciplinar-se como os atletas que treinam e estão sempre prontos à competição) e ao uso do senso comum.

A sabedoria aplicada:

Cuida dos teus negócios lá fora, apronta a lavoura no campo e, depois, edifica a tua casa” - Provérbios 24.27.

Constituir família deve ser um projeto de vida e jamais uma simples aventura movida pelo sentimento da paixão. O passo da vida solteira à vida de casado deve ser bem planejado. O princípio bíblico para ter um casamento bem sucedido é ser um alguém que antes de casar-se tem bem claro a sua vocação profissional e possue vida financeira estabilizada.

Como alguém se torna um sábio segundo os padrões bíblicos?

A sabedoria está disponível aos que se entregam a dedicação excepcional em buscá-la, aos que estão prontos para ouvir a Palavra de Deus, ouvir aos pais e aos conselheiros.

As orientações das Escrituras Sagradas para alcançar o coração sábio são:

Procurar viver segundo os padrões de Deus, ter o temor do Senhor, isto é, respeitá-lo e obedecê-lo (Provérbios 25.17);

Distanciamento de pessoas que vivem dissolutamente e querem nos arrastar aos prazeres exagerados (Salmo 1; Provérbios 25.21,22);

Controle dos pensamentos, trocando as idéias humanas pelas divinas (Provérbios 4.23; Filipenses 4.8);

Ter o devido cuidado para não dar ouvidos às fontes erradas (Provérbios 25.19,22);

Jamais se esquecer que a nossa vida é breve e que a ira de Deus está acesa contra os pecadores impenitentes (Salmo 90.12; Provérbios 1.7; Efésios 5.15-16; Colossenses 4.5).

E.A.G.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Grafitagem e pixação - estresse urbano pela ótica de João 13.24,35

Crédito: E.A.G.
Avenida Mutinga, defronte ao Jardim Líbano e próximo à rodovia dos Bandeirantes, em Pirituba - SP
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O prazer de sujar paredes recém-pintadas é estranho. Basta o dono do imóvel pintar as paredes para elas serem visitadas por pixadores ao anoitecer do mesmo dia em que foram pintadas.
As pixações, que são sempre incompreensíveis, tornaram-se coisa comum na cidade de São Paulo.
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O grafite é considerado uma expressão artística. Então, para se ver livre dos vândalos, os paulistanos se acostumaram a contratar os grafiteiros e lhes pedir uma imagem que cubra toda a sua fachada. Mas, diferente de algum tempo atrás, o código de ética que existia entre quem pixa e quem faz grafitagem tem sido quebrado cada vez mais. Agora até os muros e paredes que receberam grafitagem estão sendo vítimas da depredação dos rabiscos.

O pixador é um indivíduo com comportamento marginal. Ele tem prazer em estragar a alegria do próximo.

Alguns anos atrás uma mãe foi atender a sua porta. Ao abri-la se deparou com o seu filho de 13 anos de idade sendo segurado pela parte de trás da sua camiseta, na altura do pescoço, de forma austera, por um soldado da Polícia Militar. O policial, crente em Jesus, advertiu-lhe para que cuidasse melhor seu filho, pois havia sido flagrado pixando. Não o levaria para a FEBEM naquela ocasião porque entendia que o lar era o melhor lugar para que recebesse educação. Os anos passaram, e das pixações o garoto partiu às drogas e das drogas aos roubos. Numa manhã seu cadáver foi encontrado numa calçada da região crivado de balas. Cogitaram ser assassinato por dívidas com traficantes.

O segredo de uma vida feliz é amar a Deus e ao próximo. "Quem abre uma cova nela cairá; e a pedra rolará sobre quem a revolve" - Provérbios 26.27.

Passar as horas de lazer estragando o prazer dos outros com certeza é buscar para si mesmo a desgraça. Ela tem múltiplas formas de atravessar o futuro dos pixadores.

Jesus Cristo nos deixou um Novo Mandamento; disse que devíamos amar uns aos outros, e que por intermédio do exercício do amor poderíamos saber quais são os verdadeiros díscipulos dEle (João 13.34,35). Na caminhada cristã encontramos muitos "pixadores - espirituais"". A comunicação desse tipo de crente é incompreensível porque não coaduma seus atos com suas próprias palavras. Falam em amor mas vivem pirraçando e traindo a confiança alheia que foi depositada neles.

O amor ágape é um teste. Deus avalia os cristãos através da obediência ao mandamento do amor. O apóstolo João, 1ª João 5.2, escreveu que os cristãos sabem que amam os filhos de Deus quando amam a Deus e obedecem o mandamento. Amar e obedecer são verbos interligados quando se trata da fé em Cristo. "Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos" - 1ª João 5.3.

Se o garoto pixador tivesse ouvido os conselhos da sua mãe não teria encontrado a morte tão precocemente. Da mesma forma, a sepultura espiritual estará distante daqueles que escolhem amar a Deus e ao próximo como a si mesmos.


E.A.G.

AS MARCAS COM QUE SAÍ DA 39ª AGO DA CGADB

Por Eduardo Leandro Alves
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Sou um jovem obreiro da Vinha do Senhor, hoje com 32 anos, casado e pai de um menino lindo. Entrei no Seminário teológico aos 17 anos, conclui aos 20. Fui ordenado ao Ministério com 27 anos, e mesmo antes disso já desenvolvia diversas funções na estrutura da igreja. Sou neto de pastor (tanto por parte de mãe quanto de pai), meu pai era presbítero da igreja (dirigiu várias igrejas), sobrinho de pastor, irmão de pastor... Enfim, sou a terceira geração dentro da igreja. O Senhor me deu o privilégio de ter uma formação Teológica sólida e em escolas de excelente qualidade. Meus diplomas não são comprados pela internet. Escrevi seis livros, publiquei artigos (inclusive no Mensageiro da Paz). Tenho o privilégio de servir ao Senhor em uma excelente igreja com um excelente Pastor presidente e lá desenvolver a vocação que o Senhor me concedeu. Estou escrevendo estas informações pessoais para dizer que, embora jovem, possuo raízes profundas. Talvez quando os meus cabelos embranquecerem, eu olhe para trás e leia este artigo e então perceba que na juventude deveria ter sido mais ponderado em minhas palavras... Mas o fato é que neste momento em que escrevo estas palavras, sentado na cadeira apertada deste avião, percebo que não é somente os espaços diminutos das cadeiras que incomodam as minhas pernas, mas o aperto que sinto no meu coração é mais apertado e incômodo do que estas cadeiras.
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Estou voltando da 39ª AGO da CGADB no estado do Espírito Santo. Volto desta AGO com marcas profundas. Sinceramente, não sei se em minhas orações peço a Deus para que apague estas marcas ou para que as deixe para que eu nunca mais me esqueça do que aconteceu, dos sentimentos que tive sentado naquele auditório. Não seria elegante de minha parte relatar algumas das palavras ditas (bem feias, diga-se de passagem) e nem algumas cenas deploráveis que presenciei.
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Talvez alguém diga: “ele ficou assim porque o vencedor do pleito não foi o que ele votou”. Tenha certeza, esse não é o problema.
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As marcas com que saí desta AGO me dizem que está banalizado o Ministério Pastoral. Todos nós somos pecadores e estamos sujeitos ao erro. Não foram poucos os erros apresentados naquela plenária, sobre tudo em relação a balanços financeiros “maquiados”, informações falsas, e que ficou comprovado. Mesmo assim não houve nem um pedido de desculpas, perdão. Nem uma palavra como: “por favor, em nome de Jesus me perdoem, foi um erro acidental, não uma prática comum”. Nada disso. Pelo contrário. Fomos brindados com uma “pérola”: “isso é prática comum nas convenções e presidência de ministérios”! Só se na convenção ou ministério de quem disse isso!! Na igreja em que trabalho não!!! Na Mesa, nem uma palavra sobre isso. Assistiam a tudo imóveis (pelo menos essa era a impressão que se tinha do plenário); nem um pedido de perdão, desculpas... Talvez para eles pastor pedir perdão não seja ético. No final, 80% da chapa foi eleita. Sem desculpas, sem maiores explicações... mas a culpa não é deles... talvez estejam certos... talvez realmente seja prática comum... a maioria aprovou a continuidade... e uma continuidade a mais de 20 anos... é... talvez realmente seja prática comum. Tão comum que a maioria nem se espanta quando nem uma retratação pública é feita.
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As marcas que saí desta AGO também foram feitas por “cabos eleitorais”. Me perdoem a franqueza, pareciam mais “Pit buls” enfurecidos a berrar nos microfones: “prevaricou, prevaricou, prevaricou!!!” A impressão que tenho é que nunca vou esquecer o olhar, o rosto de um deles vociferando no microfone e em direção a câmera que transmitia as imagens para o telão. Nesse momento alguns de nós se sentiram como “ovelhas no meio de lobos”. Ainda fecho os olhos e vejo aquela face raivosa vindo em minha direção.

As marcas que saí desta AGO me confirmam que o poder corrompe, e que as pessoas se apegam a ele. Também me diz que Jesus não criou a igreja para ser uma instituição tão poderosa que amizades de anos se percam nesta disputa. Alguns tem a ousadia de dizer que no plenário vale tudo, os nervos se exaltam... Mas do lado de fora não... é... Talvez seja verdade, talvez Jesus só esteja mesmo do lado de fora...

As marcas que saí desta AGO me fez lembrar das palavras de Jesus: “o que adianta ganhar o mundo intero e perder a sua alma”? Estas marcas me fazem lembrar que perder a alma não é só ir para o inferno. Você perde a alma quando perde a sua família, seus amigos. Você perde a alma quando se vende para a instituição, para a politicagem, para a disputa sem escrúpulos, quando se vende para o poder. Quando isso acontece, os sentimentos se entorpecem, a mente cauteriza... Ganha-se o mundo... Perde-se a alma, perde-se o libertador da vida.

As marcas desta AGO me fizeram lembrar de um texto do livro “Sete Hábitos das Pessoas Muito Eficazes”, escrito por Stephen R. Covey: “Quando olho para as tumbas dos grandes homens, qualquer resquício de sentimento de inveja morre dentro de mim; quando leio os epitáfios dos magníficos, todos os desejos desordenados desaparecem; quando me deparo com o sofrimento dos pais em um túmulo, meu coração se desmancha de compaixão; quando vejo a tumba dos próprios pais, lembro-me de como é vão chorarmos por aqueles que logo seguiremos; quando vejo reis colocados ao lado daqueles que os depuseram, quando medito sobre os espíritos antagônicos enterrados lado a lado, ou os homens sagrados que dividiram o mundo com suas discussões e contendas, medito cheio de dor e surpresa, sobre a pequenez das disputas, facções e debates da humanidade. Quando leio as variadas datas dos túmulos, algumas recentes, outras de seiscentos anos atrás, penso no grande Dia, no qual seremos todos contemporâneos, e faremos nossa aparição conjunta”.

As marcas desta AGO me dizem que a sedução do aplauso é vã. As disputas e invejas nos igualam aos homens maus. Para os que entram na corrida por posição e triunfo, não há vencedores, é uma corrida perversa que no fim esmagará a nossa alma. O Reino de Deus é diferente, o maior é o menor; a matemática de Deus é diferente, Ele deixa noventa e nove ovelhas para buscar uma; revira toda uma casa arrumada para encontrar uma simples drácma perdida. Os valores do Reino são superiores, não podemos trocá-los pela moda do dia ou por um poder temporal. Somos chamados a sermos ovelhas.

Houve um homem na história, filho de um bom pai, educado nos princípios religiosos que seus pais haviam recebido de Deus, mas que não conseguiu compreender os princípios do Reino de Deus. A história não o perdoou. Esse homem é Esaú. A história acusa Esaú de trocar a benção futura por um prazer imediato (Hb 12.16), dando a ele um adjetivo: profano.
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Não sei se vale a pena orar a Deus para que apague estas marcas. Não quero ser lembrado como PROFANO. Quero tentar entender o Reino de Deus. Quero aprender a me arrepender das minhas mazelas. Quero aprender a pedir perdão. Não quero perder a minha alma.

Fonte: Blog Terra de Gigantes